03 dezembro 2008

Comunicação e Internet


Comunicação significa a ação de tornar algo comum a muitos. É o estabelecimento de uma corrente de pensamento ou mensagem, dirigida de um indivíduo a outro, com o fim de informar, persuadir, ou divertir. Significa, também, a troca de informações entre um transmissor e um receptor, e a inferência (percepção) do significado entre os indivíduos envolvidos.

A comunicação tem íntima relação com a percepção e a informação. A percepção é o processo de recepção, seleção, aquisição, transformação e organização das informações fornecidas através dos nossos sentidos. A psicologia desenvolveu alguns modelos de processamento das informações. Em linhas gerais, há uma estimulação (emissor), os filtros e o processo das respostas (receptor). As ilusões visuais, por exemplo, demonstram como o sistema perceptual pode ser ludibriado.

A comunicação, ao longo do tempo, passou por diversas fases: olfato, tato, visão, audição, na pré-história; depois, rosnados, gritos, posturas físicas, linguagens corporais. Com o desenvolvimento social em grupo, o homem precisou dar nomes aos objetos. Os sons surgiram para isso. Em seguida, chegaram o alfabeto e a escrita, para perpetuar a comunicação. É de se notar, também, que o intervalo entre a descoberta de um novo meio de comunicação e sua difusão tem diminuído. A imprensa levou 400 anos (de 1454 a 1854), o telefone 70 anos (de 1876 a 1945), o rádio 40 anos (de 1895 a 1935), a televisão 25 anos (de 1925 a 1950), a Internet 7 anos (de 1990 a 1997).

Até 1995, a Internet era exclusiva do meio acadêmico. A partir desta data começou a ser difundida comercialmente, passando a circular em diversos setores da sociedade como empresas, governos e pessoas físicas. Firmou-se e expandiu-se de tal maneira que hoje é familiar a muitas pessoas. A cidade de São Paulo, por exemplo, tem várias salas, chamadas de "lan house", em que o usuário paga uma taxa, variando entre R$ 1,00 e R$ 5,00 por hora. O governo de São Paulo, por seu turno, oferece Internet gratuita, através do programa "Acessa São Paulo".

Os sites são vigorosos meios de relações públicas para a divulgação de um produto, de um serviço. Nele podemos colocar as informações técnicas sobre um produto, o preço de venda, apostilas, textos, livros, exposição de fotografias etc. Os organizadores de sites devem se lembrar de que o site está ali para ajudar a vender um produto, uma ideia, e não para pirotecnia. Facilidade de busca e sistema de pesquisa interna ajudam sobremaneira.

O termo Internet surgiu com base na expressão inglesa "Interaction or interconnection between computer networks". É a rede das redes, o conjunto dos computadores dos seis continentes interligados entre si. Aproveitemos este meio de comunicação, não só para absorver, mas, sobretudo, para divulgar novas ideias.
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13 novembro 2008

PNL - Programação Neurolinguística

Richard Blandler - estudou matemática, computação e depois psicologia - e John Grindler - professor adjunto de lingüística, com interesse pela psicologia - são os co-fundadores da PNL.

As pressuposições básicas do PNL são: a) “o fracasso não existe, o que existe é o feedback (realimentação)”; b) o “significado da minha comunicação é a resposta que eu obtenho”. Estas teses, difíceis serem compreendidas, à primeira abordagem, tornam-se mais amenas conforme o adepto for tomando conhecimento de todo o processo proposto pelos lideres da PNL.
Pesquisas com relação à crítica mostram-nos: a) cerca de 70% das pessoas reagem às críticas sentindo-se terrivelmente mal; b) cerca de 20% reagem às críticas, simplesmente rejeitando-as; c) cerca de 10% recebem as críticas, sem se sentir mal. De acordo com a PNL, o problema está na administração do feedback. As pessoas que receberam as críticas, sem se sentir mal, são aquelas que conseguiram também refletir se a crítica continha algum tipo de feedback útil e usá-lo para modificar o seu comportamento.
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A Enciclopédia WIKI

O co-fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, apresentou suas criações na ExpoManagement 2008. Em sua palestra, disse: “Queremos disponibilizar acesso ao conhecimento para todos os povos do planeta”. Esta é a motivação básica que levou ao surgimento da Wikipédia.

Jimmy Wales explica que o ambiente wiki é o “melhor meio de promover calmos e construtivos debates”. Para o especialista, a grande força da Wikipedia é a neutralidade e a moderação. “Os resultados da tecnologia mostram que está errada a idéia que as pessoas se motivam por interesses próprios.” Uma empresa pode criar um ambiente wiki entre os seus funcionários.

O criador da Wikipedia revela metas ambiciosas: “queremos que cada ser humano do planeta possa ter acesso a esse conhecimento em sua própria língua”.

O êxito da Wikipedia sinaliza uma revolução social e cultural em pleno curso. “Criamos uma marca global com “verba zero” de marketing, ou seja, a Wikipedia tornou-se o quarto site mais popular do mundo apenas pelo boca-a-boca”, diz Wales. Para ele, os profissionais de marketing têm de repensar conceitos: “Hoje, em lugar de focar em atingir o maior número de pessoas, uma campanha, para ser bem-sucedida, deveria alcançar um número cada vez maior de pessoas que passem mensagens adiante”.
Fonte: Portal HSM On-line11/11/2008
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Inovação não é Brainstorming

De acordo com Luis Felipe Cortoni, sócio-diretor da LCZ Desenvolvimento de Pessoas e Organizações, “deve-se conscientizar pessoas de que podem e devem ajudar a olhar a empresa, seus processos e produtos, com olhos criativos e livres”. A inovação não é um simples brainstorming.

Para os especialistas em criatividade, é preferível incentivar as “sinapses livres” a simplesmente liberar a imaginação criativa das pessoas. Para que as sinapses livres ocorram, as empresas precisam investir nas pessoas e nas suas relações internas.

Os gestores e as áreas de Recursos Humanos das instituições são fundamentais para o aperfeiçoamento das "sinapses livres". Os gestores devem reconhecer e incentivar os talentos; os Recursos Humanos, pelo seu turno, devem desenvolver a competência e a consciência para a inovação.

Fonte: Portal HSM On-line15/10/2008
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30 junho 2008

Textos de Administração










5 Falas dos Líderes 
10 Mandamentos do Feng Shui Moderno

Abertos à Mudança

Ação e Vida em Equipe
Administração: os "Espasmos"
Administrando o Erro
Ajustamento e Produtividade
Ameaças e Oportunidades
Aprendizagem pela Ação
Atendimento ao Público

Canal Abbott - Palestras sobre Mudança Comportamental
Cenários Futuros, de Naisbitt

Ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act)
Cliente e Recepção

Coaching
Como Administrar o seu Chefe
Como Convencer Mais Facilmente as Pessoas
Como Segurar Talentos
Conceito de Liderança
Concentração e o Barulho Externo, A
Conversas Difíceis
Criatividade: Frases
Criatividade e Propaganda
Curso de Administração de Tempo (Módulo I)
Curso de Administração de Tempo (Módulo 2)
Curso de Chefia e Liderança (Módulo I)
Curso de Cromoterapia 24h
Curso de Feng Shui - 24h
Curso de Marketing Social
Curso de Planejamento de Ensino
Curso de Terapia Cognitivo Comportamental

Desafio à Autoridade

Descobrir Talentos
Direção e Reclamação
Diretoria Executiva e Bem Comum
Dirigente, a Psicologia e as Necessidades
Discussão em Grupo

Eficiência Pessoal

Empresa, Idéia e Administração
Enciclopédia WIKI
Escritório Ambulante
Estratégias para Aprender com o Erro

Faça Agora: Eficiência Pessoal

Fazer com que as Coisas Funcionem
Fazer-se Dono
Feedback de 360 graus
Fim de Emprego e Administração
Foco Define a Sorte - Papo de Líder
Frases sobre Liderança
Futuro do Negócio é Grátis, O (em pdf)
Grandes Estrategistas e Administração
Grupo e Oposição
Grupo: Pontos Fortes e Fracos

Indivíduo e o Grupo

Influência e Resultados
Infoempresário
Informática
Inovação
Inovação não é Brainstorming
Interesse Próprio e do Grupo
Internet: Adaptar-se ou Ficar para Trás
Internet: Cérebros Conectados
Internet: para o Bem ou para o Mal
Internet e Comunicação

Julgamento Impede a Criatividade


Líder do Futuro

Líder e Liderado
Líder e Liderança
Líder, a Comunicação e o Comportamento
Líder em Mim
Líder Judicioso
Líder Motivador
Liderança Compartilhada
Liderança e Comunicação
Liderança e o Inconsciente do Grupo
Lista dos Cursos 24 horas Online

Marketing de Interrupção ou de Permissão?

Metáfora da Mala
Místicos e a Liderança
Modelos Mentais de Liderança
Motivação
Motivação e Inspiração
Mudando a Resposta Habitual

Negociando Tudo

Níveis de Conflito
Noções de Criatividade
Nossa Ginástica Mental de Cada Dia
Notas do Livro "Seu Filho Pode Ser Einstein

Objetivo e Empreendimento

Oitavo Hábito: da Eficácia à Grandeza
Onze Modelos Mentais de Naisbitt
Organização e Administração
Organização que Aprende, A

Perguntas Auxiliam a Liderança

Poder e Mente Humana
Por que Ouvimos Mal?
Posicionamento
Princípios de Diálogo
Princípio da Pirâmide (em ppt)
Propaganda e Marketing (Módulo I)

Qualidade Total


Recrutamento de Executivos

Relações Humanas
Religioso e a Administração, O
Reuniões
Reuniões Produtivas
Rumo às Energias Renováveis

Sacerdócio Profissional

Segredos do Bom Atendimento, Os
Sentindo-se Leve: Desfazendo-se do Supérfluo
Solução Positiva de Conflitos
Supervisor e Supervisão

Técnicas para Liberar a Criatividade

Teoria U e a Resposta para a Crise (em pdf)
Teste o seu Quociente Emocional
Tics - Tecnologias da Informação e Comunicação
Trabalho em Grupo
Treinador de Aprendizagem pela Ação
Treinamento de Pessoal

Um Toque Filosófico da Liderança

Urgência e Importância

Vendendo Sempre Algo

Ver, Julgar, Agir

Zen e a Clareza da Mente


Livros publicados na Internet pelo Clube de Autores 

Livros digitais  do autor publicados na
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Textos de Oratória












6 Características dos Comunicadores Fora de Série
Abrir a Mente para Aprender Mais
Agrupamento de Palavras
Aprenda a se Comunicar (+ áudio)
Aprender a Desaprender
Aprendizagem Contínua
Aprendizagem e Memorização

Aprendizagem e Psicologia Cognitiva
Aprendizagem e Rede de Computadores

Aprimorando a Memória 
Argumentação
Argumentação Científica
Argumentando com o Auditório

Argumentar: Convencer e Persuadir
Argumento e Argumentação
Arte da Audição
Arte de Argumentar
Arte de Calar

Áudio: Curso de Expositor e Oratória
Aula versus Palestra
Aumentar a Inteligência
Avaliação

Banquete de Platão e a Oratória, O

Bom Português, O
Blogs e Sites do Autor

Cérebro e Alimentação

Cérebro e Pensamento
Cibridismo e Déficit de Atenção
Cinco Palavras para Estimular o Cérebro
Como Estudar e Como Aprender (+ ppt + áudio)
Como Falar em Público Módulo I
Como Falar para as Pessoas Ouvirem
Como Melhorar Gradativamente uma Palestra
Como Preparar um Tema (+ ppt + áudio)

Comunicação: Ênfase
Comunicação e Interesse
Comunicação e Internet
Comunicação Genuína
Comunicação Interpessoal (em ppt + áudio)
Comunicação Visual

Cone do Aprendizado
Confiança e Determinação (+ ppt + áudio)
Conversação e Oratória

Ctrl (Control)/C Ctrl V – Copiar/Colar
Critério para Escolha de um Método de Ensino
Curso de Contadores de Histórias
Curso de Educação Infantil
Curso de Informática na Educação
Cursos OnLine
Cursos 24 Horas

Debate e Refutação

Demóstenes e os Quatro Elementos da Retórica
Desinibindo o Estado Mental
Diálogo
Dicas para Ler em Público
Dicção e Impostação da Voz (em ppt + áudio)
Dicionário: Uma Palavra Puxa Outra
Discurso (+ ppt + áudio)
Discurso Político
Discurso: Lógica e Dialética

Discurso e Vaguidão
Distúrbios de Aprendizagem

Educação: Discurso Humano e Discurso Filosófico

Educação a Distância
Educação Continuada: Situação-Problema
Educação a Distância - 10 Motivos para Estudar
Educar os Ouvidos
Educar para o Futuro
Efeitos da Leitura
Eloqüência

Ensinar a Aprender: Dicas
Ensinar e Aprender: Mais Dicas
Ensino
Ensino e Aprendizagem
Ensino e Lousa Digital
Enunciação do Discurso
Escrever
Escrever: Exercício do Pensamento
Escrever Melhor

Escrita e Redação Módulo I
Escuta
Esquematização e Discurso
Estímulos para Escrever
Etimologia e Semântica

Exercício para Treinar o Cérebro
Exercitando a Escrita
Existência e Comunicação


Folha em Branco
Força do Entusiasmo, A
Frases sobre o Dia do Professor

Ganchos na Oratória

Gestos e Gesticulação (em ppt + áudio)
Google e a Memória, O
História da Palavra

Ilustração para Palestras (em ppt + áudio)
Imagem, Ambiente e Linguagem Corporal
Informação e Comunicação
Informação e Reflexão

Início de Discurso: Alguns Exemplos
Interdisciplinaridade e Transdisciplinaridade

Leitura Eficaz

Leitura Dinâmica
Leitura em Voz Alta
Lembretes Úteis
Linguagem e Comunicação (em ppt + áudio)
Linguagem e Discurso

Livro Digital - Oratória
Livro Impresso Vai Acabar?
Livro

Maneiras de Expressar a Palavra Justa

Mapas Conceituais
Medo de Falar em Público

Memória: Seis Etapas para uma Boa Memorização
Memória e Pronunciação
Métodos de Ensino (em ppt + áudio)

Método de Solução de Problemas

Notas do Livro "Confissões de um Orador Público"
Notas do Livro "Oratória Descomplicada"

Obviamente, Certamente, Claramente
Orador e a Refutação, O
Orador e o Tédio
Orador e Palestra Frustada

Orador e Suas Expectativas, O
Oratória: A Importância do Treinamento
Ouvir as Pessoas (em ppt + áudio)
Ouvir os Outros

Palavra (em ppt)
Palavra e Comunicação
PNL - Programação Neurolinguística
Palavra e Coisa

Pérolas Gramaticais
Persuadir ou Ensinar: Fedro
Persuasão
Persuasão e Retórica
Persuasão na Religião
Pesquisar na Internet
Planejamento Educacional
Plano Ensino-Aprendizagem
Por que Pesquisar?
Postura Correta para Sentar-se frente ao Computador
Professor e a Aprendizagem do Aluno
Professor Emancipador

Professor e o Uso da Internet
Professor e Tecnologia da Informática, O

Recursos Audiovisuais (em ppt + áudio)

Reinaldo Polito no Papo de Líder
Relação Ensino-Aprendizagem

Retórica: Anedota de Protágoras 
Retórica: Exemplo de Demóstenes

Sem Compreensão não Há Comunicação
Semântica
Signo e Comunicação
Símbolo e Comunicação
Sintonia entre o Orador e o Auditório


Teoria da Informação e Probabilidade
Tentativa e Erro: Método Eficaz de Aprendizagem
Teorias da Educação e Conceitos Tecnológicos
Termos Correlatos
Teste seu Conhecimento Espírita
Transmissão e Ensino
Três Inimigos da Oratória, Os

Uma Herança da Pesada e o Orador
Uso de Dicionários
Uso do Powerpoint, O
Uso do PowerPoint: Mais Notas

Ver e Escrever

Livros publicados na Internet pelo Clube de Autores 



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28 junho 2008

Ver, Julgar, Agir

Ver-Julgar-Agir é um método de ensino. Ele pode ser, tranquilamente, aplicado em grupos pequenos, sejam quais forem os seus objetivos. No que ele consiste? Em exercitar o senso crítico, que é ter plena consciência dos nossos atos. Por quê? Há grupos que se formam somente para a ação; há grupos que se formam apenas para a reflexão. Neste caso, propõe-se a ação fundamentada na reflexão, reflexão esta auxiliada pela aplicação dos ensinos morais trazidos por Jesus Cristo.

O método ver-julgar-agir permite que os grupos tenham uma visão mais acurada da realidade. Muitos grupos arrumadinhos acabam formando quase que um gueto: todos pensam do mesmo modo, sem contradições, o que pode ocasionar o comodismo. Muitos nem sabem o que se passa ao seu redor, nos seus bairros, nas suas escolas, nem qual é o sentimento daqueles que os acompanham diuturnamente. É preciso, pois, quebrar essas amarras do pensamento. Como? Aplicando esse método em tudo o que passar pela nossa cabeça.

Há, na sociedade, muitos dispositivos para nos iludir. A propaganda, na televisão, por exemplo, quer nos vender produtos de que não temos necessidade. Observe com que tintas e com que cores são pintadas as propagandas de cigarros e bebidas. Vende-se a ideia de que, saboreando aquela bebida ou aquele cigarro, seremos pessoas importantes, teremos o nosso automóvel, conquistaremos parceiros ou parceiras bonitas e tudo o mais. Aí está a falsa realidade que precisa ser repensada.

Educação, como é comentada nos meios acadêmicos, pode tomar dois rumos bem diferentes: a) como "recipiente vazio"; b) como libertadora de consciência. Na educação tipo "recipiente vazio", também chamada "educação bancária", porque ela funciona como uma conta bancária, em que se deposita e saca-se dinheiro, não há manuseio das informações. Há o professor que explica e o aluno que aprende. Na educação libertadora, tanto o aluno quanto o professor aprendem.

Na educação para a liberdade, os alunos também ensinam. Observe que a tese espírita muito concorre para essa percepção. Segundo o Espiritismo, o Espírito já viveu muitas vidas. A idade física não tem muita relação com a idade intelectual e moral. Se um Espírito fez progressos em encarnações passadas, ele pode perfeitamente estar matriculado como aluno numa sala de aula, mas possuir mais conhecimento do que o professor que o ensina, de modo que ele, com sua experiência de outras vidas, pode também ser útil à propagação do ensino.

Olhemos tudo com muita atenção, procurando exercitar o juízo crítico, não de crítica. Posteriormente, lembremo-nos de colocar em prática o que foi exaustivamente refletido. Este é o método por excelência.

Fonte de Consulta

BORAN, J. O Senso Crítico e o Método Ver-Julgar-Agir: Para Pequenos Grupos. São Paulo: Loyola, 1971.

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Transmissão e Ensino

Na Idade Média, em que preponderava o ensino do tipo magister dixit, o professor era aquele que sabia o conteúdo do livro e tinha a obrigação de transmiti-lo ao aluno, que nada sabia. Este deveria receber passivamente o ensinamento do professor, considerado mais experiente e mais capacitado para a prática educacional. Pergunta-se: transmitir é ensinar? O que significa ensinar? E aprender? Quem ensina quem? Quem aprende de quem? E nós? Somos eternos aprendizes ou contumazes professores?

A evolução da Pedagogia moderna e o desenvolvimento da psicologia reformularam o conceito de ensino-aprendizagem. Hoje, "ninguém ensina ninguém, toda a aprendizagem é auto-a-prendizagem". O aprender supõe uma base de experiências, um vasto campo de memória e um quadro de referências. Além do mais, há que se acrescentar a necessidade do aprendiz, o seu interesse particular, a sua motivação e a sua coragem intelectual. Quando o emissor transmite uma mensagem isto não significa que o receptor a capte inteiramente.

Transmitir informações não é ensinar. Ensinar requer algo que vai além, que transcende a simples comunicação verbal. Pode-se dizer que dois mais dois são quatro. Agora, fazer a criança entender porque dois mais dois são quatro exige um raciocínio, uma lógica, um convencimento. Como se chega à soma é o que importa na relação ensino-aprendizagem. Para a criança, o aprendizado de "dois mais dois são quatro" deve estar relacionado com a compreensão do que seja uma grandeza. Será preciso convencê-la de que duas grandezas mais outras duas grandezas totalizam quatro grandezas.

Dada a globalização da informação, tanto o aluno quanto o professor podem entrar em contato com ela a qualquer tempo e lugar. Basta estar on-line, na Internet, e pesquisar nas diversas páginas desta rede mundial de computadores. O professor deixou de ser o "sabe-tudo"; sua função está mais para um facilitador do que para um explicador. Para isso, deverá fazer uma mudança em seu sistema pedagógico, alocando o seu tempo mais para orientar o aluno do que para ensinar-lhe a matéria.

Hoje, a imagem visual está ganhando espaço, coisa que era impensável na Idade Média. Nesse mister, o professor, além de se adaptar a datas-show, às lousas digitais e à aula on-line, precisa também ser disciplinado e saber motivar o seu aluno. A parafernália instrumental nem sempre ajuda a concentração do aluno. Pesquisas na área de educação mostraram que os alunos com laptop têm tido um aproveitamento menor do que os das aulas convencionais, com lousa e giz. A Finlândia é um exemplo vivo.

Todo o ensino é transmissão, mas nem toda transmissão é ensino. Cabe-nos, como professores ou instrutores, transformarmos a nossa comunicação numa verdadeira relação ensino-aprendizagem.


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Maneiras de Expressar a Palavra Justa

Escuta e empatia. De acordo com Novarina, "a palavra nos foi dada não para falar mas sim para ouvir". Nesse sentido, o orador deve, antes de tudo, ser um ouvinte ativo. O que significa ser um ouvinte ativo? Em se tratando do orador, ele deve, antes de começar a falar, perscrutar o que o auditório quer ouvir. Ao se dispor a ouvir o que o auditório quer ouvir, ele cria um clima de empatia, ou seja, um clima de respeito para com os sentimentos e os desejos dos outros, independentemente da sua condição social e intelectual. A empatia é uma escuta sem julgamento.

Autenticidade. É a manifestação do ser, em sua essência, isto é, sem fingimento. O interlocutor espera que o relato do orador seja fiel à sua maneira de ser. De que vale pregar o amor, se interiormente somos lobos ferozes? Daí, dizer-se que o exemplo corrige muito mais que as prédicas. Observe a força de uma lágrima, vertida espontaneamente numa campanha eleitoral. Ela é capaz de mudar os rumos daquela campanha, porque os eleitores acabam absorvendo a ideia de que ali há um ser humano, como outro qualquer, com os seus sentimentos e emoções.

Pudor. Não aquele que dissimula as partes do corpo, mas aquele que controla as emoções. Na história da retórica, o pudor tornou-se norma essencial, uma qualidade intrínseca do bom orador. Como vai se relacionar com o auditório, ele deve abrir espaço em si mesmo para caber as pessoas do auditório. O ethos do orador (a maneira como ele aparece em público) deve conter essa admoestação no sentido de restabelecer o equilíbrio da simetria.

Objetivação. É a capacidade que o orador possui de se distanciar de si mesmo, de suas emoções e do mundo. Ao controlar as suas emoções, o orador transmite a mensagem com mais transparência e evita que a sua palavra distorça os fatos. Comunicar o conteúdo básico de uma doutrina é transmitir apenas os seus princípios fundamentais, nada mais do que isso.

Engajamento. Uma vez dita, a palavra fica engajada ao orador. O público exige que o orador respeite a palavra que expôs. A história do sermão mostra o apreço que a sociedade emprestou às palavras. Pressupõe-se que aquele que proferiu o sermão aja de acordo com as palavras pronunciadas. A palavra honesta é uma norma social.

Simetria. A palavra de uma pessoa não vale o mesmo para outra pessoa. Tornou-se uma norma da oratória diminuir a assimetria, ou seja, a distância entre o que se disse e o que o público percebe do que se disse.

Fonte de Consulta

BRETON, Philippe. Elogio da Palavra. Tradução de Nicolas Nyimi Campanário. São Paulo: Loyola, 2006

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Palavra e Comunicação

O termo "palavra" é uma contração, que apareceu por volta do século XI, da palavra "parábola". A parábola é um discurso que não pode ser mantido diretamente, um desvio de linguagem que se é obrigado a fazer freqüentemente utilizando recursos de analogia. É uma figura de linguagem, isto é, uma proposta, um apelo à mudança. Nesse mister, fica clara a intenção das parábolas evangélicas contadas por Jesus. Jesus se reportava aos fatos da vida diária, tais como, jogar a semente, cuidar dos animais, ganhar dinheiro etc. A partir daí, procura mostrar uma outra realidade, a realidade espiritual, a realidade do reino de Deus.

Sócrates e Jesus não nos deixaram nada escrito. Não sabemos a opinião de Jesus sobre a escrita. Sócrates, porém, pronunciou-se contra. Primeiramente, alegava que o discurso escrito dificultava a boa articulação do pensamento, pois confiando na escrita, o orador poderia ficar desconcertado ante uma pergunta sobre o tema. Em segundo lugar, por causa de sua aversão aos sofistas, chamados por ele de "profissionais da palavra", em virtude de receberem pagamento pela transmissão dos conhecimentos.

A comunicação é meio, a palavra o fim. A comunicação da palavra pode ser feita de diversas formas: oralidade, gesto, escrita, imagem, silêncio e memória. Na comunicação, a palavra tem um peso tão grande que as diversas religiões se valeram dela para convencer os seus adeptos. Na Bíblia, há a palavra de Deus – o verbo divino –, personificada inicialmente em Jeová, e depois, em Jesus. Em termos comuns, falamos que uma pessoa tem palavra, ou seja, que aquilo que ela fala é verdade, pois a mantém independentemente das circunstâncias.

A palavra pode ser usada de diversas formas: argumentação, coação, informação. Na argumentação, procura-se convencer o próximo através da lógica, da razão. Na coação, há o manejo da palavra para se fazer obedecer, com ou sem razões. Na informação, deve-se evitar o juízo de valor, no sentido de apresentar os dados tais quais foram coletados.

A palavra tem por objetivo uma mudança, quer seja pela violência, quer seja pela não-violência. Há a violência construtiva, quando nos esforçamos para mudar uma conduta. Na maioria das vezes, a violência é vista no sentido destrutivo. Criticamos a violência nos outros e não vemos a violência que há em nós. É o caso, por exemplo, da relação entre o senhor e o subalterno: sendo o senhor contrariado pelo subalterno, pode despedi-lo e não perceber que a sua ação foi violenta. No mito da criação do homem, há uma violência implícita, ou seja, em virtude do pecado, Deus expulsa Adão e Eva do Paraíso. Se Deus é magnânimo, não seria mais justo corrigi-los em vez de expulsá-los?

A comunicação, pela via da não-violência, exige um pouco mais de trabalho, isto é, exige que nos esforcemos por usar a palavra justa, aquela que causa menos impacto destrutivo nas pessoas que nos ouvem. É palavra que procura o acordo, a síntese dos opostos, como nos alertava Hegel, em sua dialética. O emissor da mensagem deve ouvir, ponderar e certificar-se dos fatos antes de proferir as suas palavras.

A palavra é um dom divino. Usemo-la com descrição, parcimônia e muita caridade, pois todos somos caminhantes rumo ao nosso progresso moral e espiritual.



Fonte de Consulta

BRETON, Philippe. Elogio da Palavra. Tradução de Nicolas Nyimi Campanário. São Paulo: Loyola, 2006.

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Ouvir os Outros

Segundo Ralph G. Nichols e Leonard A. Stevens "A eficácia da palavra falada não depende tanto do modo como as pessoas falam, mas principalmente de como elas escutam". Podemos afirmar, sem medo de errar, que a maioria dos seres humanos não sabe ouvir corretamente. Entre tais desvios da audição encontra-se a falta de tolerância para com as necessidades de expressão do interlocutor. Quando lhe fechamos os ouvidos, além de sermos injustos, não lhe concedemos o respeito que merece como ser humano.

Fomos educados para a leitura e não para a audição. Se tomarmos qualquer unidade escolar – do primário ao doutorado –, verificaremos que a educação está centrada na leitura. Esquecemo-nos de que ¾ da nossa vida de relação se processa através dos ouvidos. A palavra nos vem por intermédio do rádio, da televisão, da conferência, da aula. Se todos os empregados de uma empresa fossem bons ouvintes, não haveria necessidade de tantos papéis circulando em forma de memorando.

Qual o principal entrave à audição? De acordo com alguns estudiosos do assunto, a grande dificuldade está em ajustar a velocidade do pensamento com a velocidade das palavras articuladas. A velocidade média com que as pessoas falam é aproximadamente 125 palavras por minuto. Pergunta-se: enquanto estamos ouvindo, o que estão fazendo as bilhões de células do nosso cérebro? Observe que o tédio surge justamente quando temos de ouvir algo e não sabemos o que fazer da audição, ou quando não sabemos adaptar o fluxo de informações com o fluxo do pensamento.

Como ouvir melhor? Há alguma regra? A principal delas é ajustar o pensamento às palavras recebidas. Ao falarmos, transformamos o pensamento em palavras; ao ouvirmos, fazemos o contrário, ou seja, transformamos as palavras em pensamento lógico. Em virtude do nosso interesse e dos nossos filtros emocionais, a quantidade de informações armazenadas em nosso cérebro acaba sendo irrisória. Isto porque só admitimos a entrada daquilo que afirma nossas próprias convicções. O que nos contraria é eliminado logo de entrada.

Quais são os ganhos de sermos bons ouvintes? Primeiramente, haverá maior eficácia na comunicação, pois todos os interessados ficam concentrados no tema. Em segundo lugar, aproveitaremos melhor o tempo, pois não faremos crítica de imediato, esperando o término da exposição para tal mister. Quando nos exercitamos em ouvir bem, o nosso pensamento antecipa as palavras que o interlocutor irá proferir. Além do mais, estando com a mente aberta podemos, de vez em quando, fazer um resumo mental do que o orador disse e com isso nos mantermos focalizados no objeto da discussão.

Esforcemo-nos por ouvir coisas que nos contrariam. Esta atitude mental amplia sobremaneira a nossa capacidade de tratarmos racionalmente os problemas que nos visitam. Tornamo-nos mais flexíveis e cônscios de que os outros também pensam e têm as suas razões.

Fonte de Consulta

HARVARD BUSINESS REVIEW. Comunicação nas Empresas. Tradução por Marylene Pinto Maciel. Rio de Janeiro: Campus, 2001 (Harvard Business Review)

São Paulo, 21/8/2004
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Orador e Palestra Frustada

Um orador novato sobe ao tablado para fazer a sua primeira peça oratória diante de um público exigente. Dá-se mal, perde-se no meio do seu discurso e não consegue responder satisfatoriamente às questões formuladas. Como avaliar positivamente uma situação aparentemente negativa? Como transformar o fracasso, a experiência frustrada num êxito triunfal?

Uma peça oratória tem regras bem definidas, embora a maioria de nós não se dá conta. Em primeiro lugar, deve-se preparar um roteiro. O roteiro deve incluir não só a conceituação do tema central como também dos seus correlatos. Há que se preocupar com um histórico, a fim de introduzir o ouvinte naquilo que estamos dispostos a transmitir. Além disso, deve-se ser fiel à ideia central, a fim de que o nosso pensamento não se desvie do assunto.

Em se tratando de uma palestra no Centro Espírita, o orador deve se fundamentar nas Obras Básicas do Espiritismo. Sem um conhecimento profundo de "O Livro dos Espíritos", do "Evangelho Segundo o Espiritismo", da "Gênese" etc., fica difícil responder satisfatoriamente às questões formuladas. Faltando-nos essa base, respondemos sem muita convicção e o público, sequioso de conhecimento, embaraça-nos mais ainda, ao tentar obter uma explicação razoável da sua dúvida.

O orador atento a esses detalhes poderá melhorar substancialmente o conteúdo de sua palestra. Lembremo-nos de que os grandes homens, principalmente os cientistas, tiveram muitas experiências frustradas, até conseguirem êxito em suas pesquisas. Observe a vida de um Édison, de um Einstein, de um Lincoln etc. Por isso, afirma-se que o "êxito é um por cento de inspiração e noventa e nove por cento de transpiração". Assim, qualquer situação constrangedora em nosso caminho deve ser mais um desafio aos nossos brios do que motivo de desânimo.

Convém fazer uma analogia entre o cientista e o orador. Tanto um quanto o outro deve experimentar. Uma nova palestra pode ser considerada um ensaio. Falar, ouvir críticas e corrigir são as tônicas do bom orador. Consultar livros, perguntar para quem sabe mais auxiliam sobremaneira. "Errando, corrige-se o erro", diz o anexim. Somente pelo erro aprendemos bem. Por isso, o expositor que souber fazer uso de sua limitação terá condições de crescer e tornar-se um divulgador valioso da Doutrina Espírita.

O mérito do ser humano está centrado na sua capacidade de transformar as experiências negativas em realizações produtivas. Para isso, tem que estimular os seus dotes interiores, a fim de angariar forças para a continuidade de sua nobre tarefa.

São Paulo, 18/11/1996
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O Livro Impresso vai Acabar?

O livro é um texto, que pode ser visto como objeto, instituição, valor simbólico, tecnologia. Como objeto, é um bem material que guardamos em nossa biblioteca. Como instituição, o livro representa uma forma de socialização, ou seja, está envolto com o autor, o distribuidor, o crítico, o mercado etc. Como valor simbólico, ele é o guardião da cultura de um povo. Como tecnologia, há que se considerar todas as inovações criadas para a sua produção, desde a invenção da imprensa por Gutemberg até os nossos dias.

O hipertexto é uma linguagem de computador baseada na sigla SMGL (Standard Generalized Markup Language), em que se pode marcar o texto e, com essa marca (geralmente aciona pelo mouse), pode-se visitar outros textos. Suponhamos, por exemplo, textos de A a F, sendo que F é uma figura. Basta colocarmos marcas (links) em cada um deles para que todos eles estejam interligados, como uma rede, a rede de computadores, mais conhecida como Internet.

Há temores de que o livro impresso possa estar chegando ao seu fim, principalmente pela transformação dos textos em hipertextos, os quais podem ser lidos na tela do computador. O motivo é mais ou menos o seguinte: Por que procurar informações em bibliotecas públicas, com horários rígidos, se podemos tê-las mais rapidamente em nosso computador, sem que precisemos sair de casa? A lei do menor esforço é uma lei científica e a ela devemos dar crédito nessa relação entre texto e hipertexto.

Na Internet, as informações são vastíssimas. Como elas não são estruturadas de cima para baixo, como as encontramos em livros, podemos nos perder na imensidão dos dados. Isso pode acontecer porque, ao começarmos por um texto, clicamos em um link que nos leva para outro texto; lá, há outro link que nos leva para outro texto, e assim sucessivamente, de modo que, de clique em clique, podemos nos desviar do objetivo inicial da pesquisa. Por isso, diz-se, e com muita propriedade, que na Internet convém "navegarmos e não naufragarmos".

Há um fato a salientar: no texto escrito no papel, temos uma estrutura estática e lógica do pensamento, tal qual o orador que quer passar um assunto ao seu público: começo, meio e fim; no hipertexto, isso não é levado em conta, pois podemos passar de uma frase para outra, de um texto para outro, não seguindo a lógica da leitura de cima para baixo. Qual dos dois é melhor? Não o sabemos. Estamos acostumados com a linearidade. Agora temos que nos adaptar aos tempos modernos, à nova tecnologia, que não pára as suas invenções pelo fato de gostarmos ou não delas.

Os jornais, as revistas e os livros impressos não acabarão, mas sofrerão modificações na sua forma de produzir e distribuir. Observe que muitos jornais já estão imprimindo textos mais curtos, tal qual ocorre na Internet.

Fonte de Consulta


BELLEI, Sérgio Luiz Prado. O Livro, a Literatura e o Computador. São Paulo: Educ; Florianópolis, SC: UFSC, 2002.

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27 junho 2008

Linguagem e Discurso

O cérebro é o órgão mais volumoso do encéfalo, ocupando quase toda a caixa craniana. Pesa aproximadamente 1.100 gramas. Desempenha, entre outras funções, a do raciocínio e da linguagem. Nosso propósito é relacioná-lo com o discurso.

O cérebro é um ordenador de palavras. Suponha que haja várias palavras anotadas numa folha de papel. O cérebro registra-as, procurando ordená-las logicamente. Por isso, quando cometemos um erro de linguagem, nosso cérebro põe-se logo a corrigir para dar sentido ao pensamento. Por exemplo, a indagação filosófica sobre o tempo deve ser feita através da questão: "Que é tempo?". Invertendo a ordem das palavras, ou seja, perguntando: "É que tempo?" ou "Que tempo é?", não atendemos ao objetivo proposto, embora, também, sejam questões filosóficas.

Expressamo-nos pela linguagem. O uso da palavra, articulada ou escrita deve ser ponderado, a fim de nos comunicarmos eficazmente com os nossos semelhantes. Para que a mensagem não se dilua, emissor e receptor devem estar em perfeita sintonia. Fazendo uso de nossa maquinaria cerebral, esforcemo-nos por bem exprimir o que pensamos. Somente assim criaremos o hábito de processar logicamente as idéias em nosso cérebro.

O discurso de um ser mede a estatura espiritual de sua alma. Podemos usar palavras de efeito, mas comunicamos somente o que somos. Quando expressamos unicamente o conteúdo dos livros, tornamo-nos cópias dos autores. Porém, se refletirmos criteriosamente sobre os escritos, construiremos um sólido conhecimento. A partir daí, o nosso discurso adquire característica própria, que nos distingue dos demais.

A fala e a escrita são criativas. Começamos a falar e subitamente notamos que se desenvolvem novos pensamentos enquanto falamos; começamos a escrever o que sabemos, porém, muitas vezes, surgem novos conhecimentos enquanto se escreve. Para que a criatividade torne-se um fato concreto, precisamos de segurança pessoal, comunicação e atividade. Eis o fundamento básico para a criação de novos conteúdos da consciência.

O discurso, falado ou escrito, é mola propulsora de nosso desenvolvimento moral e intelectual. Saibamos exercitá-lo com confiança e determinação, a fim de melhor aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece.

Fonte de Consulta

PÖPPEL, E. Fronteiras da Consciência, a Realidade e a Experiência do Mundo. Rio de Janeiro, Edições 70, 1989.

São Paulo, 06/03/1996
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