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13 setembro 2025

Explicar é Desdobrar

Explicar. Refere-se ao ato ou processo de tornar algo compreensível. É esclarecer, descrever, ou justificar algo de forma que outra pessoa consiga entender. É apresentar razões causais, significados ou contextos que ajudem alguém a compreender um fato, ideia, fenômeno ou comportamento. Desdobrar é abrir algo que está fechado ou enrolado, tornar visível o que estava oculto, revelar as parte de algo mais complexo.

Ao explicar, abrimos um conceito para que fique mais claro, mostramos passo a passo como algo funciona ou por que algo acontece. O implícito se torna explícito, o complexo se torna acessível. Exemplo: imagine um novelo de lã todo enrolado (ideia complexa). Explicar é como desenrolar esse novelo até que o fio fique reto e claro a seguir.

Uma explicação é boa quando há: 1) clareza — a ideia é apresentada de forma compreensível sem ambiguidade; 2) estrutura lógica — a explicação tem começo, meio e fim, com ideias conectadas de forma coerente. Primeiro o problema, depois as causas, em seguida os efeitos. Bons explicadores usam comparações para facilitar a compreensão. Exemplo: explicar é como abrir um guarda-chuva — você mostra todas as partes que estavam escondidas.

Para que uma explicação seja considerada boa, deve haver objetividade, quer dizer, deve-se ir direto ao ponto, sem enrolar ou fugir do tema. Além disso, o explicador deve adquirir a capacidade de antecipar dúvidas. Uma boa explicação já responde às perguntas que surgiriam naturalmente.

Uma explicação é ruim quando: 1) a linguagem é confusa ou complexa demais; 2) uso de termos técnicos sem necessidade ou frases longas demais; 3) desvio de foco, afastando-se do assunto principal ou misturando muitos tópicos; 4) pressupor conhecimento que o outro não tem; 5) falar como se todos soubessem do que se trata, sem contextualizar; 6) ausência de exemplos; 7) falar com tom arrogante e impaciente.

Ao nos comunicarmos com os outros, vejamos se não estamos utilizando uma linguagem inconveniente. Posteriormente, façamos os esforços necessários para aprimorar a boa veiculação de nossas ideias.

17 novembro 2010

Folha em Branco

O que fazer diante de uma folha em branco? Escrever? Desenhar? Rabiscar? Rasurar? Pintar? Pensar numa tabula rasa? Escrever imediatamente algo para se ver livre da falta de assunto? Esperar aparecer as ideias criativas na mente? Como agir em função de um prazo estipulado?

A folha em branco não tem pressa; ela está ali, imóvel, esperando ser aproveitada da melhor forma possível. A preocupação é do escritor que terá de preenchê-la. Pensamos: será que aquilo que eu vou colocar ali será útil, servirá para alguém? O que pensarão a respeito do que eu vou escrever? Vão gostar? Vão jogar no lixo? Os escritos passarão despercebidos? Nada disso importa. Vale mais o exercício do que a expectativa de crítica. O importante é o exercício da criatividade.

A criatividade é uma palavra de difícil definição, mas uma coisa é certa: ela não cai do céu gratuitamente, pois nada vem do nada. Às vezes uma boa ideia, um insight é fruto de dias, semanas, meses ou mesmo anos de labuta. Observe a biografia de grandes cientistas: muitos deles esperaram anos a fio para poderem gritar eureka!, eu achei.

De vez em quando deveríamos relaxar e deixar que a nossa mente capte pensamentos do além, como fonte renovadora de nossa existência. Por isso, tenhamos sempre à mão lápis e papel, para não deixarmos que uma boa ideia genial se evapore por falta de registro, no exato momento em que apareceu.

A ideia anotada pode parecer banal. Não importa. É possível que depois ela se transforme em algo incomum, original, genial. Observe as novelas e os filmes: a maioria deles giram sobre o mesmo assunto, mas sempre com inovações do enredo.