29 novembro 2009

Líder Judicioso

Há épocas em que a cabeça do dirigente, seja de que organização for, fica apinhada de muitas exigências, desequilibrando-o momentaneamente e impelindo-o a tomar decisões mais drásticas. John Heider, no livro O Tao e a Realização Pessoal, fornece diversas orientações aos líderes judiciosos. Sua intenção é lançar luz sobre os acontecimentos, para que o líder possa tomar decisões mais acertadas e com menos estresse.

Algumas frases do livro: “o líder judicioso, estando ciente de como funcionam as polaridades, não pressiona para que as coisas aconteçam, mas deixa o processo se desenrolar por si mesmo”; “o líder não aceita uma pessoa e se recusa trabalhar com outra”; “o líder não é proprietário das pessoas nem controla a vida delas”; “uma vez que a criação é um todo, a separação é uma ilusão. Gostes ou não disto, somos os integrantes de uma equipe. O poder provém da cooperação; a independência, do serviço e o eu mais pleno provém do altruísmo”.

De acordo com os pressupostos do livro, entendemos que o líder judicioso é o indivíduo que deve esquecer de si mesmo e da sua própria posição. Ele não está ali para mandar, mas para coordenar os anseios, bons ou maus, do grupo. Não deve defender este, nem tomar o partido daquele. Em realidade, ele deve captar as vibrações do grupo e agir em função delas. Forçando para que o grupo caminhe para uma determinada direção, perde tempo e trabalho.

O líder judicioso deve estar aberto para o que vier. Suponhamos que ele queira impor as suas ideias. Mesmo que dê resultado, no longo prazo será prejudicial, porque o modo de proceder de alguém foi violentado. O que poderá acontecer? A pessoa, cujo comportamento foi violentado, pode tornar-se menos receptiva e mais retraída. Lembremo-nos de que todos os acontecimentos tomam forma, crescem, trazem as suas lições, declinam e caem no esquecimento.

“Estando presente aos acontecimentos, e consciente do que está acontecendo, o líder pode fazer menos e, ainda assim, realizar mais”. A chave para uma boa administração não é querer fazer muito, intervir a torto e a direito, passando por cima deste e daquele. A função primordial do líder é colocar-se como ouvinte, tanto dos que ofendem como dos ofendidos. Cada qual tem razão no seu interesse pessoal.

O líder judicioso não busca proteger as pessoas. A sua liderança é de serviço esclarecedor e não de egoísmo. Sua meta é lançar luz sobre todos os acontecimentos.

23 novembro 2009

Interesse Próprio e do Grupo

Enaltecemos os objetivos da organização, mas agimos de acordo com os nossos próprios interesses. Observe as seguintes colocações de pessoas investidas de cargos públicos: meu computador, minha sala, meu departamento. Se a coisa é pública, por que a tomamos como se fosse nossa? Não há um desvio de percepção? Modificar essas atitudes e comportamentos é um bom exercício para a melhoria de nossa conduta em sociedade.

Há algum governo que possa distribuir o que não tenha antes arrecadado? Por que razão, então, os detentores do poder propagam que fizeram isto e aquilo? Eles não percebem que estão revestidos de um cargo público e, que, por isso, têm deveres a cumprir junto à população? Se essas pessoas agissem como usufrutuárias desses bens, como nos exortam as máximas do Evangelho, com certeza alocariam eficientemente os recursos naturais à sua disposição.

A repetição e a propagação do erro transformam-no em uma verdade? Muitos assim pensam, mas a verdade não admite contestação. A verdade é verdade, quer queiramos suportá-la, quer não. Por isso, não tenhamos medo de argumentar e contra-argumentar para que a verdade possa fazer a sua trajetória, para que possa iluminar mais mentes, mais consciências. A incompreensão de hoje pode ser a luz de amanhã.

Num primeiro momento, a luz da verdade pode parecer estranha. Depois, toma vulto e vai ampliando a sua iluminação. Por isso, fala-se com razão que os filósofos convivem conosco, ou seja, as suas ideias, incompreendidas ontem, são difundidas hoje. Lembremo-nos dos ensinamentos trazidos por Jesus há 2000 anos. Quem poderia supor que um simples carpinteiro pudesse influenciar boa parte da humanidade?

A Doutrina dos Espíritos ensina-nos, por intermédio da lei de reencarnação, que o acaso não existe. Hoje, recebemos o impacto de ontem; amanhã, receberemos o impacto de hoje. Usando de forma indevida, tanto o dinheiro quanto a autoridade, seremos, por força da lei, obrigados a sofrer-lhes as consequências. Pobreza e riqueza complementam-se.

Os Espíritos superiores estão sempre nos incentivando a divulgar o Evangelho de Jesus. Semeemos a boa semente. Não tenhamos pressa, contudo, quanto à sua germinação.

Argumentando com o Auditório

A argumentação presta-se a muitas interpretações. No silogismo, é a apresentação de premissas, cujos raciocínios devem nos levar a uma conclusão. De um modo geral, é advogar em causa própria, justificar comportamentos, condenar ou enaltecer pessoas. Pode ser também o método pelo qual uma pessoa – ou um grupo – intenta um auditório a adotar uma posição, um comportamento. Os argumentos são bons quando nos levam a uma conclusão verdadeira; maus, quando nos afastam da verdade.

Aristóteles, nos Tópicos, tratou a argumentação sob a ótica do raciocínio lógico; na Retórica, como um modo de persuadir o auditório. Nos Tópicos, parte de premissas (conhecimentos certos), que levam a conclusões verdadeiras. Na Retórica, parte de opiniões admitidas, que levam ao raciocínio dialético. Em todo o caso, é sempre em função de um auditório que devemos desenvolver qualquer argumentação.

Embora a teoria da informação utilize a argumentação, o seu objetivo difere fundamentalmente da argumentação propriamente dita. Na teoria da informação, há um emissor, uma mensagem e um receptor. Quer-se apenas transmitir uma mensagem (com lógica ou sem lógica). Na argumentação, a comunicação exige um raciocínio (indutivo ou dedutivo) que conduza a uma conclusão. Nesse caso, o emissor deve convencer o auditório pela boa argumentação.

A argumentação é útil a todos os indivíduos, mas muito mais ao expositor, porque terá que observar o elo de ligação de seu raciocínio para não cair em contradições, ou seja, falar uma coisa e concluir com o seu oposto, com a negação da tese. Observe que isso é muito comum de acontecer na fala natural das pessoas. Elas pregam a fraternidade, o interesse do grupo, mas suas ações caminham para o lado oposto, incitando a desunião.

A verdade é sempre verdade, quer queiramos suportá-la, quer não. Por isso, estejamos sempre abertos para argumentar e contra-argumentar, no sentido de fazer emergir uma verdade que estava oculta, submersa. A incompreensão de hoje pode ser a luz do dia seguinte. Lembremo-nos de que todos devem ter tempo para absorver novas verdades. A imposição de ideias não condiz com Espíritos superiores; eles deixam brechas, inspirações, para que o ouvinte tome a sua própria decisão.

Construamos bons argumentos, mas não nos apeguemos demasiadamente a eles. Há casos, em que a fluidez do raciocínio deve prevalecer, para o bom andamento dos negócios.

04 novembro 2009

Como Melhorar Gradativamente uma Palestra

Tema escolhido: “Quem me segue não anda em trevas”.

Preparemos, primeiramente, um roteiro, sem consulta alguma; nele, coloquemos a ideia central, os tópicos principais e os secundários.

Depois de tudo pronto, pesquisemos o texto bíblico. Ele está em João 8,12: “Falou-lhes pois Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo: quem me segue não anda em trevas, mais terá a luz da vida”. Já começamos a ampliar o texto inicial, que era somente “quem me segue não anda em trevas”. Percebemos que Jesus já tinha falado antes; deduzimos que seja da própria luz. Ele acrescenta que é a luz do mundo. Diz, ainda, que quem o seguir terá a luz da vida.

Podemos comentar cada um desses acréscimos: tomemos apenas algumas citações sobre a luz. Em João, 1, 4 a 9: “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas e as trevas não a compreenderam”. Em João, 3,19: “A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más”. Em João, 9,5: “Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo”. Há muitos outros textos sobre a luz do mundo. Basta procurarmos nos Evangelhos.

Esta passagem evangélica vem depois dos versículos sobre a mulher adúltera. 

Poderíamos resumi-la nos seguintes termos:

Os escribas e fariseus levaram uma mulher, pega em flagrante de adultério, para o julgamento de Jesus. Diziam que, segundo a lei de Moisés, aquela mulher deveria ser apedrejada em praça pública. Depois das insistências dos fariseus, Jesus responde: “Aquele que estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar a pedra”. Ouvindo isso, os escribas e fariseus retiraram-se, um após o outro, começando pelos mais velhos. A sós com a mulher, disse-lhe: “Vá e não peques mais”.

É depois desse diálogo que surge a frase: “Falou-lhes pois Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo: quem me segue não anda em trevas, mais terá a luz da vida”. Nesse caso, poder-se-ia aprofundar a frase “luz do mundo” e a “luz da vida”.

O que queremos retratar aqui? as ideias associam-se umas às outras. Mas, para que isso aconteça, temos que provocá-las. E o método é pensar, raciocinar, antes de ler os textos, que tratam do tema.

30 outubro 2009

Existência e Comunicação

O conceito de comunicação pode ser visto sob vários ângulos. O conceito etimológico – busca a origem da palavra, que vem de comunhão, comunidade. O conceito biológico – explica a comunicação em termos da sobrevivência e perpetuação da espécie. O conceito histórico – ao longo do tempo, as teses e as antíteses enaltecem a neutralidade das forças contrárias. O conceito sociológico – abrange o fluxo interativo das relações sociais. O conceito antropológico – ao conviver, o ser humano comunica a transformação que operou sobre a natureza. O conceito pedagógico – a comunicação tem fim educativo. O conceito psicológico – a comunicação pode mudar o comportamento do indivíduo.

As definições de comunicação são variadas. Eis algumas delas: Para G. Miller, a “Comunicação significa informação que passa de um lugar para outro”: L. Thayer diz: “Em seu sentido mais amplo, ocorre comunicação sempre que um indivíduo atribui significado a um estimulo interno ou externo”; S. Stevens assim se expressa: “Comunicação é a resposta discriminativa de um organismo a um estímulo. Ocorre comunicação quando alguma perturbação ambiental (o estímulo) vai de encontro a um organismo e o organismo faz alguma coisa a esse respeito (dá uma resposta discriminativa). Se o estímulo é ignorado pelo organismo, não há comunicação. A prova é uma reação diferencial de alguma espécie. A mensagem que não tem resposta não é comunicação”.

Observando o ser humano desde épocas remotas, compreendemos que o seu existir só é possível por meio da comunicação. Há sempre uma recuperação, um reaproveitamento de uma informação transmitida, que, por sua vez, vai atuar como fonte para a transmissão de novas informações. Assim, o processo da comunicação se refere a algo que está sempre transformando e transformando-se. David Belo diz que "O processo de comunicação é um fenômeno em constante mutação, cujas partes inteligentes influenciam umas às outras e cuja ocorrência, por seu dinamismo intrínseco, não tem começo nem fim fixos".

Aristóteles, na Grécia antiga, já nos dizia que o homem é um animal social, devendo viver em sociedade. Para viver em sociedade, há necessidade de se comunicar com os outros seres humanos. Jesus, percebendo que a comunicação é extremamente necessária à convivência humana, deixou-nos uma ordem: “Não coloqueis a candeia debaixo do alqueire”. Em outras palavras, não guardemos somente para nós os benefícios da vida; repartamos os dons da vida com os nossos semelhantes; quem assim não procede, não ama.

Presentemente, a divulgação de ideias é facilitada pelos meios de comunicação de massa, em especial a Internet. Podemos criar, sem quaisquer custos, sites e blogs e, com isso, divulgar o nosso pensamento. Não há necessidade de os outros serem obrigados a ler o que escrevemos; o que importa é a publicação e o exercício de nosso pensar. Tornando-os público, podem servir para alguém. Assim, estaremos contribuindo para a divulgação da ideia do bem e do belo.

Fonte: BARBOSA, Gustavo e RABAÇA, Carlos Alberto. Dicionário de Comunicação. 2.ed., Rio de Janeiro: Elsevier, 2001 – 6ª Reimpressão.

14 outubro 2009

O Religioso e a Administração

“O religioso é, antes de tudo, um cristão, um crente, qualquer seja o serviço que desempenhe: servir governando, servir obedecendo”.

Michelina Tenace, em sua pesquisa sobre o serviço dos superiores, percebeu que havia muitos livros sobre a obediência, mas poucos sobre a autoridade; poucos sobre a fisionomia espiritual de quem é chamado a exercer a função de superior, de superiora. Entrou em contato com as obras de grandes religiosos cristãos, extraindo deles anotações úteis à boa administração.

A proposta de São Basílio, que “dá uma colocação nova à figura do superior, não aspira delinear poder autocrático; situa-se na linha do serviço do irmão. O superior deve favorecer a liberdade da ascese, mas garantir, sobretudo, a coesão do grupo como fraternidade”. Faz uma crítica aos eremitas, que preferiam o deserto ao contato humano. Acha que toda a regra existe em função da comunidade, motivo pelo qual não é estranho que os superiores sejam colocados menos em evidência, pois a sua função faz parte da comunidade; não é geradora dela.

O carisma de São bento era o de “afugentar as trevas e irradiar o dom da paz”. Para ele, “a obediência é o sinal da humildade do monge, índice de seu progresso espiritual, que faz parte do caminho de retorno ao Pai”. O superior, amado de Deus, deve querer o bem do seu irmão. O amor a Deus é sempre aquilo que faz crescer, aperfeiçoar, libertar, e colocar em contato com a lei divina.

Para São Francisco, a autoridade é sempre vigária e carismática. A autoridade vigária quer dizer que o superior não pode se sentir sujeito de poder ou de direito, mas somente investido sacramentalmente da autoridade de Cristo, a quem faz referência e de quem manifesta, como sinal consciente, o mistério e a palavra.

Inácio “pressupunha a indiferença” nos seus religiosos, ou seja, supunha que tivessem atingido a liberdade interior como fruto dos exercícios espirituais. Antes de propor uma missão, verificava a inclinação direta ou indiretamente para poder “considerar disposições”, porque contava com pessoas mais do que sobre a ideia do projeto.

Esses religiosos diziam que ninguém deve sentir-se satisfeito em fazer o mínimo, mas desejar sempre que lhe seja acrescida alguma coisa e deseja fazer mais: “a verdade na liberdade não está aquém, mas além da norma”.

Fonte de Consulta

TENACE, Michelina. Guardiões da Sabedoria: O Serviço dos Superiores. Tradução de Francisco de Assis Sant’Ana. Bauru, SP: Edusc, 2008. (Coleção Ecclesia Viva)

04 setembro 2009

Ameaças e Oportunidades

Questão: como transformar ameaças em oportunidades?

Historicamente, o ser humano teve que dominar o fogo, para suprir as necessidades de transformação; teve que inventar a roda, para suprir as ameaças do isolamento. Assim, transformação dos recursos naturais e o seu transporte fundamentam toda a vida econômica do mundo.

O ser humano, na situação de nômade, sofria poucas ameaças, porque, conforme os recursos naturais iam se esgotando, em uma dada região, ele partia imediatamente para outra. Quando se fixou à terra, tinha que transformar as ameaças em oportunidades, ou seja, reaproveitar o que antes destruía.

Assim, em cada etapa do desenvolvimento econômico, o homem teve que inventar máquinas e utensílios, no sentido de melhor aproveitar os recursos naturais à sua disposição. As dificuldades aumentaram porque teve que aprender a raciocinar em termos do excesso de oferta, de demanda e dos custos envolvidos na produção. Presentemente, para transformar essas ameaças em oportunidades, a sociedade deve ter uma reserva substancial de líderes poli perceptivos, ou seja, líderes que veem, que captam as informações sob vários pontos de vista.

20 agosto 2009

Feedback de 360 graus

A principal razão de uma avaliação é melhorar o desempenho do indivíduo — e, consequentemente, o da organização. Para isso, a avaliação tem que corresponder às necessidades pessoais e estar disponível a todos os indivíduos da empresa.

Para o crescimento de uma empresa, a avaliação dos níveis mais altos pelos níveis mais baixos, é de suma importância.

O feedback de 360 graus envolve o gerente, os subordinados, os chefes e até os clientes, que expressam suas opiniões sobre o desempenho do gerente — em geral, por meio de um questionário.

Dentre os métodos de avaliação, o feedback de 360 graus fornece uma visão mais completa do desempenho do indivíduo, pois grupos diferentes veem o indivíduo em circunstâncias e situações diversas. Nesse caso, podem fornecer dados mais completos do que a avaliação feita apenas pelo chefe.

Fonte

CRAINER, Stuart. Grandes Pensadores da Administração. Tradução de Priscilla Martins Celeste. São Paulo: Futura, 2000.

18 agosto 2009

Tics - Tecnologias da Informação e Comunicação

A tecnologia da informação e comunicação engloba computadores, internet, câmeras digitais, e-mails, mensagens instantâneas, banda larga...

Do ponto de vista do aprendizado, essas ferramentas devem colaborar para trabalhar com conteúdos. Não faz sentido, por exemplo, ver o crescimento de uma semente numa animação se podemos ter a experiência real.

O fundamental é familiarizar-se com o básico do computador e da internet: processador de texto, planilha eletrônica, mecanismo de busca...

Blog, fotologs... Cada um é responsável pelo que publica.

Na internet, procurar sempre sites seguros.

Fonte: Nova Escola: A Revista de quem Educa, nº 223, junho/julho de 2009.

Cenários Futuros, de Naisbitt

"A história da civilização é uma história da comunicação. Se a comunicação deixa de ser verbal e passa a ser visual, precisamos aprender uma linguagem nova para interagir".

14 agosto 2009

Onze Modelos Mentais de Naisbitt

"Convido-o a ler O Líder do Futuro não com sua mente lógico-racional, mas procurando ir além. Muito além. Esteja com todos os seus sensores ligados. Observe as entrelinhas. Capte sutilezas pelo conjunto. Use seu fuzzy thinking, sua lógica difusa".

No link abaixo, há algumas frases e pensamentos (cópia) da primeira parte do livro.

07 agosto 2009

Palavra

A palavra é a matéria-prima do orador. Ela pode estar revestida por uma imagem, por um gesto, por um silêncio, mas ainda assim é palavra. O correio eletrônico, os websites e os fóruns de debates, na rede da Internet, nada mais são do que uma extensão da palavra. Pergunta-se:
  • Que significa o termo palavra?
  • Qual sua origem?
  • E o seu mecanismo?
  • Há maneiras mais adequadas de se proferir a palavra justa?


Ouvir as Pessoas

As pessoas têm ouvidos e escutam muito bem. Estão longe, porém, de adquirir as habilidades que as tornem ouvintes eficazes.

Linguagem e Comunicação

Há palavras que só devem ser empregadas corretamente por quem as compreenda.

Teoria U e a Resposta para a Crise

Otto Scharmer, criador da Teoria U, afirma que a relação entre a economia financeira e a economia real entrou em crise, e é preciso um esforço de “liderança coletiva”, uma nova visão da gestão, que passa pela “liderança coletiva”.

Artigo (em pdf) de Otto Scharmer

Futuro do Negócio é Grátis

"Por muitos anos, usuários do webmail tiveram de pagar pelo armazenamento de suas mensagens. Até que um dia, como os custos de armazenar caíam mais e mais no ciberespaço, o Google foi atrás de novos clientes oferecendo 1 gigabyte grátis para cada um".

Artigo (em pdf) de Chris Anderson

06 agosto 2009

Princípio da Pirâmide

Há duas formas de comunicação: dos fatos para a conclusão... Ou da conclusão para os fatos. O princípio da pirâmide faz nos escrever de trás para a frente, entendendo que, com isso, vai-se direto ao ponto.


Métodos de Ensino

Método. Do grego méthodos  “caminho para chegar a um fim”. Processo ou técnica de ensino. O método depende dos propósitos que se tenha, da habilidade do professor ou líder, da disposição do aluno, do tamanho do grupo, do tempo disponível e dos materiais de trabalho. Os mais comuns são:

Preleção. É o método clássico, onde o orador faz seu discurso diante do auditório. Use-o quando vai dar informação, quando os discípulos já estão interessados e quando o grupo é demasiado grande para empregar outros métodos. Vantagens: transmissão de grande quantidade de informações em pouco tempo; pode ser empregado com grupos grandes; requer uso de pouco material. Limitaçõesimpede que o aluno participe contestando; dificulta o poder de retenção; poucos conferencistas são bons oradores.

Dinâmica de Grupo. É a divisão de um grupo grande em diversas equipes. Estas equipes discutem problemas já assinalados anteriormente, geralmente com o propósito de informar depois ao grupo maior. Use-o quando o grupo é demasiadamente grande para que todos os membros participem; quando se exploram vários aspectos de um assunto; quando o tempo é limitado. Vantagens estimula os alunos tímidos; desperta um sentimento cordial de amizade; desenvolve a habilidade para dirigir. Limitações  pode ser o resultado de um conjunto de deficiência; os grupos podem desviar-se do assunto em questão; a direção pode ser mal organizada.

Debate OrientadoO debate é o método no qual os oradores apresentam seus pontos de vista e falam pró ou contra uma determinada proposição. Use-o quando os assuntos requeiram sutileza; para estimular a análise; para apresentar diferentes pontos de vista. Vantagens  apresenta os dois aspectos de um problema; aprofunda os assuntos em discussão; desperta o interesse. Limitações – o desejo de “ganhar” pode ser demasiadamente enfatizado; requer muita preparação; pode produzir demasiada emoção. 

Outros Métodos:

Maiêutica  método socrático, onde o instrutor desenvolve sua exposição fazendo perguntas aos alunos. Deve-se evitar o pseudo-diálogo;
Cochicho  durante a aula, permitir que pares de alunos conversem sobre o tema em questão;
Brain storming  deixar espaço para a criatividade, onde cada aluno é livre para falar o que quiser, sem medo de reproche;
Exame - é considerado um método, porque permite ao aluno reorganizar a matéria dada.



Mesa Redonda. É um encontro entre várias pessoas para discutir um tema específico. Durante a reunião, um moderador permite que cada integrante do grupo possa expressar livremente seus pensamentos. Às vezes serve para aprofundar temas; outras vezes pode chegar a conclusões com poder de decisão legal sobre algum tópico importante.

A mesa redonda funciona da seguinte forma: há as pessoas com conhecimento técnico sobre o tema. O coordenador do evento tem a incumbência de iniciar a discussão e apresentar os expositores. Estes geralmente têm um tempo para ler o seu trabalho; depois, segue-se o debate com o público presente. 


Ilustração para Palestras

Frases, sentenças, anotações e pensamentos para serem proferidos num discurso oratório.

Gestos e Gesticulação

gestualidade é o comportamento do corpo que abrange gestos (em movimento) e atitudes ou posturas (parados). É a linguagem do corpo: “sermo corporis” O Corpo fala através de gestos e atitudes que acompanham significativamente a pronunciação. Dentro da gestualidade se destaca uma nova área de investigação: a proxêmica. A proxêmica estuda a significação da gestualidade em relação com o espaço. O orador se movimenta no espaço entre ele e o público de modo pertinente. Ora se situa num plano mais elevado ou mais baixo ou no mesmo nível; ou se distancia ou se aproxima com segundas intenções. 

Gesto. Ato ou ação por meio do qual se dá força às palavras. deve ser feito sem exagero e sem excessos, isto é, com naturalidade e elegância. Lembrar sempre que ele é apenas a essência, tão somente, do que se quer exprimir. Deve preceder à palavra ou acompanhá-la, nunca sucedê-la. Se anteceder, prepara o efeito da palavra; se acompanhá-la, reforça-a; se suceder, perde sua força.

Postura, Olhar e Maneirismos. Evite-se a postura displicente, como falar sentado na cadeira ou encostado em alguma coisa. Jamais sentar-se sobre a mesa. O olhar do expositor deve percorrer a platéia inteira, não circunscrevendo a atenção para esse ou aquele lado, em especial. Evitar os maneirismos, isto é, torcer os dedos, mexer na roupa, estalar os dedos, esfregar as mãos, bater palmas ou tocar amiudamente objetos sobre a mesa.

Gestos da Cabeça, dos Dedos e das Mãos. Cabeça. Se pender, indica humilhação; muito elevada, arrogância; caída para os lados, lassidão; se firme, imobilizada, olhar fixo, lábios fechados, dará a impressão de energia feroz. Dedos. Devem permanecer levemente abertos e curvados. O dedo indicador em riste é acusador; unido ao polegar é doutoral, de quem ensina; abertos o polegar, o indicador e o médio, é o gesto de quem explica, explana. Mãos. O movimento das mãos deve ser sóbrio, variado, evitando o movimento nervoso.

Alguns Gestos Fundamentais 
  • Repelir – Recuar um pouco o peito, erguer a cabeça, gesto da palma da mão volvida para baixo até a altura do peito;
  • Defesa – Erguem-se as mãos à altura do peito, palma aberta para fora;
  • Desolação – As mãos caem, palmas abertas para fora;
  • Pedir – Quando se pede, elevam-se as mãos até o peito, palmas para cima, movimento trêmulo;
  • Aceitar – Leve avanço da cabeça que baixa, peito para frente, palma da mão aberta para cima, até a altura do peito.

Espontaneidade. Nem prender as mãos, tornando-as imóveis, nem as lançando para trás, imobilizando-as, nem adotando gesticulação teatral exagerada. A melhor atitude perante os próprios gestos é esquecer as mãos, e falar com naturalidade, deixando que elas procedam como procedem quando conversamos. 

Apresentação em PowerPoint

Dicção e Impostação da Voz

Autoconsciência. Conhecer a própria voz e suas possibilidades será a primeira atitude do expositor que deseje educá-la, para que se faça agradável a quem ouve. A experiência de pessoas que ouviram a própria voz gravada é de que a maioria manifesta estranheza, onde se conclui que a maioria desconhece os recursos verbais de que dispõe.

Respiração. A base da voz é a respiração. A respiração correta é aquela que enche os pulmões de ar, aumentando o fôlego. Para isso, deve-se respirar através do  diafragma, ou, pela barriga. Pulmões repletos permitem um alcance maior de voz, que, assim, ganha em poder. Educar a saída do ar. A garganta e a boca devem se abrir farta e tranquilamente, ao falar; todos os músculos faciais e o aparelho de fonação necessitam estar relaxados, para evitar mudanças e defeitos de voz, como hipertonia vocal (falar alto em demasia) ou hipotonia (falar muito baixo).

Pronúncia, pontuação e entonação. Pronúncia. Dizer as palavras inteiras, evitando “engolir” sílabas, sobretudo as de final de frase, mantendo ritmo e tonalidade. Pontuação. É profundamente vinculada à respiração. O ideal é dizer o texto em tom conversativo, de modo natural e respirando nos pontos e pontos-e-vírgula. Entonação. O “colorido” da voz que deverá variar, de maneira a não tornar monótona a palestra, cansando o público. Há vários tipos de tonalidade, que podem ser treinados pelo expositor: a voz de ouro, de prata, de bronze e de veludo.

Sinal enfáticoO orador deve saber não apenas entonar a voz de acordo com a emoção do assunto, mas precisa também dar às palavras a ênfase que merecem. Uma frase pode ter seu sentido completamente adulterado, se não colocarmos o sinal enfático no lugar certo. Atentando na pergunta: “Você abriu a porta?”, se a ênfase for dada a você, a pessoa indagada será influenciada a responder: “Sim, eu”. No caso de  abriu, ela responderá: “Sim, abri” e em  porta, ela retrucará:  “Sim, foi a porta”.

Um exemploAnalisemos a seguinte frase: “Lá os vi, em uma sala menor, talvez que metade desta, seis, ou oito, sentados nas camas onde dormiam”. Lá os vi (pausa, ergue-se um pouco a voz, quando se pronuncia a sílaba  vi); em uma sala menor (no em uma volta-se ao tom anterior, erguendo-se quando da última sílaba nor, no mesmo tom da anterior vi); talvez que metade desta (aqui estamos num parêntese, o tom deve descer para diferenciar-se bem do tom das palavras anteriores, baixando-se a voz em desta, e pausa curta); seis, ou oito (volta-se ao tom anterior, aumentando-lhe um pouco quando se pronuncia) ou oito (prolongando-se na sílaba oi; pausa); sentados nas camas onde dormiam (baixa-se a voz, prolonga-se na sílaba ta, pronunciando-se o resto da frase em tom normal,  baixando afinal em  iam,  pois é o fim do período).

Educação da vozSegundo o Espírito Emmanuel, deveríamos “educar a voz, para que se faça construtiva e agradável”. Quem se preocupa com a palavra, aumenta suas chances como orador.

Apresentação em PowerPoint

Comunicação Interpessoal

COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL é essencialmente um processo interativo e didático (de pessoa a pessoa) em que o emissor constrói significados e desenvolve expectativas na mente do receptor.


Confiança e Determinação

Malogros. Quem não os sofre? Estímulo. Se nós não nos ampararmos, quem nos amparará?

Deve aquele que fala possuir temperamento expansivo para comunicar por meio da palavra, as idéias e os fatos; manter o máximo a serenidade de espírito e o domínio de si mesmo; possuir sensibilidade apurada, que o faça capaz de perceber rapidamente o efeito de suas palavras no espírito dos ouvintes; ter firmeza nas convicções e expô-las de modo veemente; conhecer amplamente o assunto de que vai tratar e ter suficiente cultura geral para eventuais digressões, ou para reforçar a sua exposição; possuir certo magnetismo pessoal e usar de atenciosa amabilidade para com os que o escutam.

Você não é a única pessoa que tem medo de falar em público. Pesquisas universitárias norte-americanas comprovaram que 80% ou 90% das pessoas temem falar em público. Acredite no que vai dizer. A dúvida deita raios de morte. Fale ao cérebro e ao coração. Enriqueça seu vocabulário, lendo com dicionário. O conhecimento vocabular é fundamental.

O público aprecia os homens de atitude serena e corajosa, os que sabem falar com bom timbre e com triunfante galhardia, pois se convence tanto pelas maneiras do orador quanto pela exposição de suas idéias. Sendo assim, para dominar o auditório, o tribuno deve ter o espírito de autoconfiança, com o que poderá vencer a timidez natural, evitar o excesso de reflexão, não sentir a dificuldade de concentração, manter afastadas de si a suscetibilidade e a impulsividade.

Antes de subir ao tablado, respirar lenta e profundamente, relaxar os músculos, manter-se altivo, curvando-se um pouco; em seguida, subir ao tablado rapidamente e começar a falar, fixando o pensamento apenas no assunto do discurso. Após as primeiras frases, o receio desaparecerá por completo. Para isto, o principiante deve tomar algumas precauções, tais sejam, não falar de estômago vazio, o que tende a aumentar a intensidade das reações psicológicas; enfrentar, primeiramente, um auditório que possa ser favorável ao seu sucesso para que adquira energia e confiança, com os quais se apresentará em futuras oportunidades.



Baixe o áudio desta aula

Recursos Audiovisuais

A confecção de cartaz (slide) caracteriza-se por apresentar, através de ilustrações, textos reduzidos e cores, uma mensagem clara e direta do tema escolhido. As ilustrações assemelham-se ao slogan, que exprime numa frase a idéia central do que se quer transmitir.

23 julho 2009

Escrever Melhor

Em tudo o que fazemos há sempre algo a melhorar. Com a escrita não é diferente. Embora já tenhamos lido e ouvido diversas instruções a respeito de como escrever melhor, a lembrança e a repetição dessas dicas servem para sedimentar esses conhecimentos. Partamos, assim, da seguinte tese: ninguém nasce sabendo escrever, e todos, sem distinção, são capazes de produzir bons textos.

O mau comunicador não se preocupa com o leitor: ele joga as informações de qualquer maneira. O bom comunicador, não; ele organiza-se antes de escrever. Ele pergunta a si mesmo: o que o leitor precisa saber? Para que o leitor precisa dessas informações? Que tipo de conhecimento o leitor já tem sobre o assunto? Qual vai ser a utilidade do texto? Em outras palavras, o bom escritor está sempre preocupado com a melhor forma de comunicar a sua mensagem. Para isso, concentra-se no tema e traça um roteiro lógico e racional.

A concisão e a utilização de verbos na voz ativa devem prevalecer nos escritos. Os manuais de como escrever melhor tratam da concisão em termos do evite/prefira. Evite: durante o ano de 2000...; prefira: em 2000... Evite: servimo-nos da presente para informar que...; prefira: informamos que... Evite: antes de entrar no elevador verifique se o mesmo se encontra parado no andar; prefira: antes de entrar, verifique se o elevador se encontra parado no andar. Em se tratando da utilização do verbo, comparemos essas frases: 1) este livro foi escrito por mim; 2) eu escrevi este livro. Qual das duas nos parece mais enfática?

O bom comunicador deve estar sempre atento com a padronização da abertura e fechamento das cartas, as expressões do modernoso e as redundâncias. Quanto às cartas, evitar: “sirvo-me da presente”, “tem esta a finalidade de”. Quanto às expressões do modernoso, rechaçar: “atingir patamares”, “alavancar processos” e “priorizar espaços”. Quanto às redundâncias, prestar atenção: “elo de ligação”; “concluímos finalmente”.

A nossa escrita comunica a nossa imagem na sociedade. Cuidemos para que a informação que transmitimos aos outros seja fiel à verdade dos fatos.

Fonte: OLIVEIRA. J. P. M. de e MOTTA, C. A. P. Como Escrever Melhor. São Paulo: Publifolha, 2000. (Série sucesso profissional)

15 julho 2009

Escrever: Exercício do Pensamento

Georges Picard enfatiza que todos os seres humanos deveriam escrever, não para publicação, mas para si mesmos, a fim de disciplinar o pensamento. É uma sugestão estimuladora, porque a maioria das pessoas que não lê não dá muita atenção à escrita. Para Picard, o ato de escrever é o "desejo de se descobrir tanto a si mesmo como aos outros". Ele defende a ideia de uma literatura livre, contrária ao canto de sereia do marketing e da publicidade, que procura reduzir tudo ao vendável.

Um bom método, para ler corretamente, é escrever o que se vê diariamente. São poucos os que percebem que escrever é uma espécie de trabalho. Observe o texto bíblico em que Adão, depois de ter pecado, recebe de Deus a seguinte advertência: "Por teres escutado a voz de tua mulher e comido da árvore da qual eu te havia prescrito não comer, o solo será maldito por sua causa. É com fadiga que te alimentarás dele todos os dias de tua vida. E com fadiga escreverás teus ensaios todas as noites de tua vida". (Gênesis, 3, 17) Escrever faz-nos pensar sobre um determinado assunto. Colocando-o no papel, memorizamos melhor o acontecimento.

A diversidade, as ideias contraditórias e a contestação são verdadeiras armas para aqueles que fundamentam os seus argumentos na esgrima da palavra. A oposição de ideias, tal qual Hegel defendia, é um verdadeiro manancial de conhecimento e aprendizagem porque a seqüência de tese, antítese, síntese, tese, antítese, síntese... propicia-nos um conhecimento mais amplo e mais aprofundado de qualquer tema. Lembremo-nos de que a beleza da escrita está na tensão entre o que está escrito e o que está por ser escrito.

O ato de escrever é uma espécie de concentração, porque obriga aquele que escreve a ficar inteiro no que está escrevendo, sob pena de não anunciar a sua afetividade e o seu sentimento de maneira genuína e profunda. As notas valem mais do que as palavras. Escrever nos obriga a escolher entre um monte de ideias vagas aquelas que são mais compreensíveis ao texto. Claude-Louis Combet diz: "A dedicação à escrita, em todo o seu rigor de forma e em sua disciplina moral, estimula o recolhimento, o gosto pelo silêncio, a atenção do coração, o respeito pela língua, a renúncia à exterioridade".

No livro de Picard há diversas frases soltas: "’Escrevo, logo sou’ pode fundar uma ética da existência"; "não é com fatos, mas com palavras que se escreve"; "o escritor deve fugir do jogo de tolos que consiste em escrever obscuramente fingindo profundidade"; "pensar não significa fazer teoria, pensar é também compor ficção ou escrever poesia"; "na medida em que o cesto de lixo, físico ou virtual, se enche de rascunhos, cresce a energia intelectual mobilizada para chegar a uma página que valha a pena"; "é justamente porque não se tem nada a esperar do midiático e do social em geral que escrever parece ser, cada vez mais, uma vocação desinteressada".

Os slogans, as expressões audiovisuais e as imagens simplistas retratam o triunfo da literatura medíocre, da literatura pouco aprofundada e tendente à uniformidade. Para fugirmos dessa influência automática e rotineira, dediquemo-nos à escrita e à leitura de bons livros.

Fonte de Consulta

PICARD, Georges. Todo Mundo Devia Escrever: A Escrita como Disciplina do Pensamento. Tradução de Marcos Marcionilo. São Paulo: Parábola, 2008.

01 julho 2009

Administrando o Erro


"Independente do cargo que ocupa todo mundo erra."

A Revista Você, de junho de 2009, dedica boa parte de sua edição ao problema do erro. Eis algumas anotações:

1) Os comportamentos que costumam gerar mais erros são: a) ignorar outros pontos de vista; b) recusar-se a aprender com os erros; c) achar que sabe mais do que os outros; d) agarrar-se às suas convicções sem questioná-las; e) ignorar o talento das pessoas.

2) O tipo de informação que ajuda um gestor a evitar erros são: a) não se pautar por rumores. Para isso, deve se munir constantemente de novas experiências, dados e análises; b) é fundamental ouvir o que clientes, fornecedores, empregados e outras partes envolvidas no negócio têm a dizer. Ao fazer isso, o risco de uma decisão equivocada pode ser reduzido na fonte.

3) Quem nunca disse "sim" a uma demanda do chefe quando na verdade pensou em dizer "não"? Esse é outro equívoco que aparece entre os mais citados pelos 17 profissionais de recursos humanos consultados pela VOCÊ S/A. Sob pressão, muita gente dá o braço a torcer e aceita o projeto do chefe.

4) Confira quais são os sete erros mais comuns cometidos por funcionários, segundo as respostas de 17 executivos de RH ouvidos pela reportagem:
  • Não ter ou não sustentar uma postura de aprendiz.
  • Dificuldade de dizer "não" para a liderança ou para seu próprio time.
  • Análises incorretas ou erros estratégicos no planejamento.
  • Não privilegiar a excelência de desempenho.
  • Falta de rigor e profundidade na análise de problemas.
  • Tomada de decisão e encaminhamento de ações pensando somente no seu "próprio negócio", sem considerar eventuais reflexos em outras células da organização.
  • Falta de alinhamento com a estratégia e os valores da companhia.
http://vocesa.abril.com.br/sumarios/0132.shtml