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01 março 2026

Escrever

Escrever e falar podem ser sempre aprimorados. Existe alguma técnica específica? Como proceder? Há livros, cursos, professores e a Internet. Todos estes veículos de comunicação oferecem-nos sugestões valiosas, mas o trabalho maior pertence a nós mesmos. Quer dizer, se quisermos escrever temos de pegar a caneta, o papel e colocar mãos à obra. Em outras palavras, temos de aprender a escrever, escrevendo. Vejamos algumas dessas regras.

Coerência, clareza e concisão são as primeiras recomendações. A coerência diz respeito ao fluxo de ideias. A frase anterior tem que ter relação com a presente e esta com a seguinte, pois se não seguirem esse fluxo lógico, o leitor terá dificuldade para entender a lógica de um raciocínio. Para obter a clareza, as frases não devem ser rebuscadas, nem conter ambiguidade ou mesmo a vaguidade. Concisão é exprimir muito em poucas palavras. A navalha de Ockham é digna de nota: "onde houver duas definições, a que tiver menor número de palavras deve ser a preferida".

Compromisso com a verdade. Todos os que se colocam como propagadores da informação devem fazê-lo dentro de uma ética profissional, ou seja, evitar a perda de tempo do leitor. O mesmo se aplica ao discurso falado. Sobre esse mister, há uma advertência interessante: "aquele que não fosse sincero com o ouvinte ou leitor deveria morrer na cadeira elétrica". O tempo é o bem mais precioso que possuímos. Não deveríamos desperdiçá-lo com palavras vãs, discurso oco e histórias que não contribuem para o engrandecimento moral e espiritual do ser humano.

A introdução é um entrave? Em ensaios, ou trabalhos mais longos do que uma simples página, temos dificuldade de fazer a introdução. Os entendidos no assunto instruem-nos a deixar essa fase para o final do trabalho. Ao mesmo tempo, aconselham-nos a anotar o transcurso do pensamento, sem nos preocuparmos com a sua apresentação. Depois que tudo estiver documentado, forma-se naturalmente em nossa cabeça as palavras introdutórias ao tema. Basta apenas colocá-las no seu devido lugar.

A limitação de palavras imposta ao tema é difícil de ser seguida? Não desistamos. Se nos pedirem x linhas, devemos entregá-lo em x linhas, nem mais e nem menos. Como conseguir? Façamos por etapas: escrevamos o primeiro esboço; depois, vamos complementando-o. O computador auxilia, pois podemos ir acrescentando ao que já estiver digitado. Observe a montagem de um filme em que o diretor focaliza um tema específico e vai criando imagens acerca daquele tópico. A criatividade consiste nisso: ampliar as informações acerca de um mesmo tema.

Busquemos a coerência conosco mesmos. Ao escrever, escrevamos para informar ou educar, mas nunca para nos mostrarmos superiores aos outros.

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Palavras e Expressões dos Modernosos

O modernoso gosta de “atingir patamares”, “alavancar processos”, “desenvolver atitudes proativas” e “otimizar resultados”. Para ele, é preciso “tirar decisões”, “priorizar espaços”, “encontrar soluções” – “a nível de país”. E mais

Ele não vive sem o “beach-soccer”, o “delivery”, o “coffee-break” e o evento “in-company”, atividades que devem melhorar o “empowerment”.

Ele não convive; “vivencia”. Ele não anexa; “atacha”.

Para o perfeito “mix”, falta-lhe adotar “randomicamente” atitudes emblemáticas “enquanto ser humano”.

OLIVEIRA, J. P. Moreira de, MOTTA, C. A. de Paula. Como Escrever Melhor. São Paulo: Publifolha, 2000.

 

Medo de Falar em Público

Medo – do latim metu – significa o sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário. No âmbito da oratória, é a sensação de que se vai esquecer daquilo que se tem de falar, de não agradar ao público, de dizer coisa banais. Seus sintomas são: coração dispara, respiração torna-se ofegante, ondas de calor percorrem o corpo todo, as mão tremem, a voz fica embasbacada etc.

De acordo com a Psicologia e ciências afins, o medo do erro é normal e natural. Somente em 20% dos casos é possível encontrar algum trauma que justifique o surgimento da fobia. A naturalidade prende-se ao fato de nos sentirmos responsáveis por aquilo que estamos informando ao público. Como não queremos passar dados inverossímeis, a apreensão, a ansiedade gera-nos um pequeno desconforto, uma tensão, um nervosismo. Mas, tão logo se começa a falar, voltamos ao nosso estado normal.

No lado oposto, há o fóbico social. Este tem dificuldade de se relacionar, não consegue olhar nos olhos do seu interlocutor, conversar naturalmente com seu superior, apresentar ideias, compartilhar tarefas. "A característica mais marcante desse tipo de fobia é o medo que a pessoa tem do julgamento dos outros". O fóbico social geralmente é muito perfeccionista. Como é impossível agradar a 100% das pessoas ele prefere se omitir. Isola-se e, a cada dia que passa, vai ficando mais isolado. Isto tudo porque, quando não exercitamos os nossos dons, os mesmos nos serão tirados.

Os peritos na arte da oratória dão-nos algumas orientações: prepare-se com antecedência: vá para o evento com o máximo de informações possíveis; faça um roteiro e procure segui-lo; cheque todos os dados quantas vezes achar necessário; se não se sentir seguro, simule uma apresentação em frente ao espelho ou diante dos familiares; tenha consciência de que é impossível agradar a todos que irão ouvi-lo; antes de entrar em cena, procure relaxar. Você pode ouvir música, fazer exercícios respiratórios, rezar, meditar.

O medo é um verdugo impiedoso dos que lhe caem nas mãos, um inimigo traiçoeiro e forte que esmaga os poderosos e enfurece os fracos, um algoz impenitente que destrói tudo o que se lhe oferece, em fim é o agente de males diversos, que dizimam vidas e deformam caracteres, alucinando uns, neurotizando outros, gerando insegurança e timidez ou levando a atos de violência irracional. Mas se pensarmos em termos de um dever a cumprir de uma missão a ser levada a efeito, sem dúvida, conseguiremos diminuí-lo sobremaneira.

Lembremo-nos de que se o medo é um sentimento dos nervos, basta a simples reflexão para eliminá-lo. Contudo, se mesmo assim ele persistir, enfrentemo-lo face a face.

Fonte de Consulta

SILVEIRA, M. Você Tem Medo de quê? Revista Você, setembro de 2001, p. 54 a 59.

 

18 novembro 2025

Frases do Livro Como Fazer Apresentações com Segurança

Oratória não é comunicação. Finley Peter Dunn, um humorista do início do século vinte, declarou certa vez: "Um homem nunca se torna orador quando tem algo a dizer."

Sir Winston Churchill assim expressou sua opinião acerca dos oradores: "Podem ser melhor descritos como [pessoas] que, antes de se levantarem, não sabem o que irão dizer; quando estão falando, não sabem o que dizem; e quando voltam a sentar-se, não sabem o que disseram."

Como orador, você está imbuído de uma responsabilidade seriíssima. O reverendo Jenkin Lloyd Jones escreveu em um de seus livros: "O homem que faz uma palestra desinteressante de trinta minutos desperdiça apenas meia hora de seu tempo. Mas ele desperdiça uma centena de horas do tempo de sua plateia mais de quatro dias, o que deveria ser considerado crime passível de pena de morte."

20 janeiro 2017

Como Falar para as Pessoas Ouvirem

Vídeo de 10 minutos bastante objetivo sobre falar em público, inclusive com exercício para o aquecimento da voz.

19 abril 2016

Início de Discurso: Alguns Exemplos

Apologia a Sócrates (Platão)

Ignoro a impressão que vos causaram os discursos de meus acusadores, homens de Atenas; porém, eu ouvindo-os, por pouco não me esqueci de quem sou, tão convincentes foram. Claro que a verdade estava completamente ausente neles. Entre o grande número de suas mentiras surpreendeu-me, particularmente, a afirmação de que deveis ter cuidado para não deixar-vos enganar por mim, por ser eu um grande orador. Não se considera um grande orador, a menos que um grande orador seja aquele que diz a verdade. Os discursos de meus acusadores não contêm um vestígio de verdade, eu, porém, vou dizer toda a verdade...