Mostrando postagens com marcador mente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mente. Mostrar todas as postagens

12 fevereiro 2022

Administrando as Coisas de Casa

Vez ou outra deveríamos visitar os nossos armários e fazer uma boa avaliação do que lá se encontra. Nessa análise, incluamos tudo o que for possível, tais como, roupas, sapatos, bijuterias, panelas, talheres... Além disso, pode haver também cadeiras, móveis e outros materiais que nunca mais iríamos usar.  

Depois de escolhidos e retirados dos seus respectivos lugares, o próximo passo é nos desvencilharmos deles. Podemos enviá-los a uma creche, a uma casa de caridade, ou mesmo dar para um transeunte, pois aquilo que nos sobra pode ser útil ao nosso irmão, que passa por dificuldades financeiras.

O apego a um determinado objeto pode tolher a nossa liberdade de escolha. Há um livro que nos foi dado por fulano de tal, que é muito nosso amigo. Objetamos: o que ele irá pensar nós se aparecer em casa e não vir o livro em nossa estante? Há um presente que nos foi dado por tal pessoa, muito querida: como reagiremos ante a pergunta sobre o dito objeto? Nessa toada, vamos abarrotando a nossa casa com coisas que nunca chegaremos a usar. Se for conveniente, joguemos o supérfluo no lixo.

Depois de selecionar o que não precisamos mais e entregá-los a quem quer que seja, sentimos um alívio, parece-nos que estamos mais leves, que um peso foi tirado de nossos ombros, e que, doravante não precisamos mais carregá-los. Há um sentimento de liberdade, de novas esperanças, novas luzes.

A ocupação de coisas inúteis pode se dar também com relação à nossa mente. Quando estamos muito presos ao passado, chorando dificuldades e sentindo as dores do remorso, tolhemos o progresso para o futuro. Façamos o mesmo com os pensamentos infelizes, principalmente aqueles ligados à vingança por um mal que alguém cometeu contra nós.   

Mente sã, corpo são. A faxina do lar ajuda-nos a ter uma vida mais saudável.

 

15 abril 2011

Abrir a Mente para Aprender Mais

Tese: o cérebro é sempre avesso à mudança.

“O progresso pessoal implica a libertação de coerções.”

Em nosso cérebro foram automatizadas diversas reações, que se tornaram regras, quase que obrigatórias. Quando nos propomos a aprender algo novo, a primeira reação é frear essa atitude, essa disposição, pois o cérebro está acomodado com o velho, com o tradicional, com o mecânico. É preciso que o aprendiz faça um esforço para o novo, para a novidade.

No começo, não é tarefa fácil vencer a inércia desses movimentos automatizados ao longo de vários anos. Contudo, aquele esforço inicial pode quebrar essa norma, essa regra. Uma vez vencida a negação do novo, aí o cérebro começa a produzir mais, pois ele toma o novo como regra, como comportamento. Assim, o que no começo parecia impossível, desfaz-se com a perseverança nos estudos sérios.

A lei do aprendizado é a lei da ampliação. Conforme o aprendiz for recebendo dados, através de leituras, de aulas, de palestras, o cérebro vai requerendo cada vez mais, pois o interesse depende muito do que se conhece anteriormente. Essa lei da ampliação assemelha-se à Parábola do Grão de Mostarda, em que a menor das sementes produziu a maior das árvores.

Em termos de palavras, de estudo, de leitura, uma coisa puxa a outra. Isto aciona o cérebro. Ele pede por esclarecimento. Numa leitura de estudo, encontra-se uma dúvida. Ao pretendermos dirimi-la, vamos em busca de mais leituras, de mais informações. E, no meio dessa pesquisa, podemos encontrar conhecimentos que nem imaginávamos obter. No começo tudo é difícil. Uma vez domado o cérebro, ele começa a produzir cento por um.

Não temamos as contradições e os conflitos. Quanto mais informações a memória possuir, mais conseguirá integrá-la com outros conhecimentos, fazendo uma síntese perfeita de tudo o que aparecer à sua frente.

 

16 junho 2010

Zen e a Clareza da Mente

Para alcançar verdadeira clareza da mente, o Zen propõe que a pessoa busque o “vazio” mental. O vazio nada mais é do que um estado mental sem preconceitos. De posse deste vazio, a mente não procura definir e interpretar as coisas; desprezando opiniões e visões, a mente consegue focar a realidade, sem subjetividade e sem as limitações da percepção.

O mestre Zen Shoushan mostrava uma vara e dizia: “Ao chamar isso de vara, você está se apegando. Ao não chamar de vara, você está ignorando. Então, que nome você dá a isso?” Esse koan elucida-nos sobre a clareza da mente. Ao nomearmos um objeto, apegamo-nos a ele, em virtude da definição preconcebida que o acompanha. Ao definir, ficamos bloqueados no seu conceito e não apreendemos a totalidade do objeto. É importante que a nossa visão ultrapasse a percepção física dos objetos.

O nível de inteligência de uma pessoa está sempre evoluindo. O cérebro reage positivamente à presença de estímulos; negativamente, na ausência deles. É preciso estar sempre alimentando o cérebro para ele não perder a sua força e a sua capacidade de memorizar e raciocinar. Da mesma forma que um músculo se atrofia por falta de uso, o cérebro se retrai por falta de informações.

A capacidade de focar é uma questão de disciplina mental. A disciplina mental depende muito de treinamento. Uma mente indisciplinada, por exemplo, não consegue manter-se focada em um problema para pensar claramente em uma solução. Ela se distrai, pois quer estar em muitos lugares ao mesmo tempo. É o caso das pessoas que começam muitas coisas, mas não chegam ao fim de nenhuma delas. É como a pessoa que perde a floresta em nome da árvore.

Algumas frases para adquirir a clareza da mente:

Não deixar que a mente pense que sabe uma resposta antes de realmente conhecer a resposta.

Não confundir opinião com fatos

Não limitar a realidade das coisas, impondo definições, por natureza, incompletas.

Não deixar que emoções definam os parâmetros de compreensão.

Não deixar que a mente bloqueie tudo o que os sentidos são capazes de perceber.

Não deixar que a mente pressuponha que os sentidos possam perceber todas as realidades.

Fonte de Consulta

DIFFENDERFFER, Bill. O Líder Samurai: Liderando com a Coragem, a Integridade e a Honra do Código Samurai. Tradução de Márcia Nascentes. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.