16 junho 2010

Zen e a Clareza da Mente

Para alcançar verdadeira clareza da mente, o Zen propõe que a pessoa busque o “vazio” mental. O vazio nada mais é do que um estado mental sem preconceitos. De posse deste vazio, a mente não procura definir e interpretar as coisas; desprezando opiniões e visões, a mente consegue focar a realidade, sem subjetividade e sem as limitações da percepção.

O mestre Zen Shoushan mostrava uma vara e dizia: “Ao chamar isso de vara, você está se apegando. Ao não chamar de vara, você está ignorando. Então, que nome você dá a isso?” Esse koan elucida-nos sobre a clareza da mente. Ao nomearmos um objeto, apegamo-nos a ele, em virtude da definição preconcebida que o acompanha. Ao definir, ficamos bloqueados no seu conceito e não apreendemos a totalidade do objeto. É importante que a nossa visão ultrapasse a percepção física dos objetos.

O nível de inteligência de uma pessoa está sempre evoluindo. O cérebro reage positivamente à presença de estímulos; negativamente, na ausência deles. É preciso estar sempre alimentando o cérebro para ele não perder a sua força e a sua capacidade de memorizar e raciocinar. Da mesma forma que um músculo se atrofia por falta de uso, o cérebro se retrai por falta de informações.

A capacidade de focar é uma questão de disciplina mental. A disciplina mental depende muito de treinamento. Uma mente indisciplinada, por exemplo, não consegue manter-se focada em um problema para pensar claramente em uma solução. Ela se distrai, pois quer estar em muitos lugares ao mesmo tempo. É o caso das pessoas que começam muitas coisas, mas não chegam ao fim de nenhuma delas. É como a pessoa que perde a floresta em nome da árvore.

Algumas frases para adquirir a clareza da mente:

Não deixar que a mente pense que sabe uma resposta antes de realmente conhecer a resposta.

Não confundir opinião com fatos

Não limitar a realidade das coisas, impondo definições, por natureza, incompletas.

Não deixar que emoções definam os parâmetros de compreensão.

Não deixar que a mente bloqueie tudo o que os sentidos são capazes de perceber.

Não deixar que a mente pressuponha que os sentidos possam perceber todas as realidades.

Fonte de Consulta

DIFFENDERFFER, Bill. O Líder Samurai: Liderando com a Coragem, a Integridade e a Honra do Código Samurai. Tradução de Márcia Nascentes. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

 

 

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