19 abril 2016

Início de Discurso: Alguns Exemplos

Apologia a Sócrates (Platão)

Ignoro a impressão que vos causaram os discursos de meus acusadores, homens de Atenas; porém, eu ouvindo-os, por pouco não me esqueci de quem sou, tão convincentes foram. Claro que a verdade estava completamente ausente neles. Entre o grande número de suas mentiras surpreendeu-me, particularmente, a afirmação de que deveis ter cuidado para não deixar-vos enganar por mim, por ser eu um grande orador. Não se considera um grande orador, a menos que um grande orador seja aquele que diz a verdade. Os discursos de meus acusadores não contêm um vestígio de verdade, eu, porém, vou dizer toda a verdade...

18 abril 2016

Os Três Inimigos da Oratória

Max Eastman, publicista e romancista contemporâneo, no artigo "Oratória, a Arte Esquecida", em Titãs da Oratória, esclarece-nos que "o verdadeiro orador não é loquaz, mas não existem grandes oradores". Diz-nos, também, que na sua melhor acepção, a oratória é uma arte dramática, em que o orador fala sobre algum assunto que preparou antes. Poderíamos melhorar essa arte se soubéssemos claramente os fatores que lhe são negativos. 

O principal inimigo do orador é o microfone. Demóstenes, renomado orador grego, disse que as três qualidades essenciais da oratória sui generis são: a ação... a ação... a ação. Quem ouve, através do microfone, perde essas três. Ninguém vai decorar um discurso para ficar parado como um poste e dizê-lo pelo microfone. 

Outro inimigo da oratória é a ideia que ele é fruto da "inspiração". O bom discurso — como diz Cícero — há de ser "cuidadosa e trabalhosamente elaborado", e, se o foi — afirma também o grande orador romano — seu estilo terá força capaz de impelir o orador, caso se ofereça oportunidade, ao improviso com a mesma eloquência — é como se fosse um barco que, em plena marcha, mantém o rumo e o movimento, mesmo quando os remadores descansam os remos. 

O terceiro inimigo da oratória é a crença errônea de que é necessário falar muito depressa se desejarmos causar impressão. Os grandes estadistas falam devagar. Vez ou outra até param para que o público possa absorver o raciocínio que estavam desenvolvendo. 

In: Titãs da Oratória (Volume X). Tradução do Dr. Silvano de Souza. 2.ed., Rio de Janeiro: El Ateneo,


Complemento 

Dever-se-ia começar o ensino de línguas pelo grego, não o latim.

Algumas das orações pronunciadas por Churchill "lhes exigiam até seis meses de cuidadoso trabalho", segundo relato de sua amiga e biógrafa Virgínia Cowles. 

Quando o auditório é imenso, habituamo-nos a ver o vulto do orador um tanto esvaído pela distância.

13 abril 2016

Notas do Livro "Oratória Descomplicada"

Notas extraídas do livro Oratória Descomplicada, de Adriane Werner.

Introdução

Desde a Antiguidade, as habilidades de comunicação são admiradas nas pessoas. Para que alguém seja comunicativo, ele não precisa ter nascido com dom especial. Basta um pouco de boa vontade e muito treino. 

A tradição oral era a tônica na Grécia Antiga. Na época, os gregos só liam em voz alta. 

Demóstenes, considerado o maior orador grego, era feio, franzino, gago e cheio de cacoetes. Com muito treino e muito sofrimento físico, como por exemplo, colocar pedras na boca para melhorar a dicção, tornou-se um grande orador. 

Lembrete: em todas as áreas de atuação, os profissionais mais comunicativos tendem a obter melhores resultados. 

04 abril 2016

Notas do Livro "Confissões de um Orador Público"

Notas do livro Confissões de um Orador Público, de Scott Berkun.

AVISO LEGAL

Este livro é muito dogmático, pessoal e cheio de histórias de bastidores. 

Embora tudo neste livro seja verdadeiro e escrito para ser útil, se você nem sempre gosta de ouvir a verdade, ele pode não ser para você. 

Este livro é escrito com fé na ideia de que se todos falássemos com ponderação e ouvíssemos com cuidado, o mundo seria um lugar melhor.