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19 dezembro 2024

Seis Sinais sobre os Grandes Livros

Partamos da seguinte tese: sempre houve mais livros do que leitores. Isso significa dizer que, como leitores, leremos poucos livros de todos os que foram escritos, e entre esses poucos devem incluir os melhores.

O que devemos fazer? Optarmos por ler bem alguns livros do que ler mal muitos. A questão é ler bem. Saibamos, também, que catalogar os grandes livros é tão velho quanto ler e escrever. Se consultarmos a Autobiografia de John Stuart Mill, teremos boas informações a respeito.

Seis sinais que todos usam ao fazer listas ou relação

1) Os grandes livros são os mais lidos. Durante um ou dois anos. Mas seu sucesso é durável.

2) Os grandes livros são populares e não pedantes. Não foram escritos por especialistas sobre especialidades.

3) Os grandes livros são sempre contemporâneos. Os grande livros nunca passam da moda, com a mudança do pensamento ou os ventos variáveis de doutrinas e opiniões.

4) Os grandes livros são os mais legíveis visto que as regras do boa leitura se relacionam com as regras da boa escrita.

5) Os grande livros são os que mais instruem, os que mais ilustram. Significa dizer que eles contêm coisas originais que não têm em outros livros.

6) Os grande livros tratam dos problemas permanentemente insolúveis da vida humana.

Notas do Capítulo XVI — "O Grandes Livros", do livro A Arte de Ler, de Mortimer J. Adler.

22 setembro 2010

Curso de Memorização e Leitura Dinâmica (Módulo I)

"A verdadeira arte da memorização é a arte da atenção".
Samuel Johnson


Os principais tópicos do Curso de Memorização e Leitura Dinâmica são:
Módulo 1: Memorização
  • Atenção, Observação e Associação
  • Inconsciente Coletivo
  • Testes
  • Concentração
  • Registros Cerebrais
  • Técnicas de Concentração
  • Exercício Respiratório
  • Técnicas de Ligação Mnemônicas
  • Encadeamento
  • Técnicas de Fixação Mnemônicas
  • Alfabeto Fonético
  • Palavras de Fixação
  • Como Memorizar Discursos, Artigos, etc.
  • Como Memorizar Datas
  • Como Memorizar Números de Muitos Dígitos
  • Como Memorizar Nomes e Fisionomias
  • Como Memorizar Características Pessoais
  • Como Memorizar Prenomes e Telefones
  • Conclusão - Memorização
É importante considerar que as habilidades são regidas por leis. A primeira estipula:
Toda habilidade desenvolve-se com a prática, até as respostas se tornarem automáticas e instintivas.
A segunda lei determina:
A habilidade deteriora-se quando não é aplicada, acabando por perder-se, se negligenciada.
Edward Lee Thorndike, psicólogo norte-americano, autor de trabalhos sobre dificuldades na aquisição de conhecimentos, autoridade em educação de adultos, declarou: A idade não é empecilho para a aprendizagem de novas profissões ou qualquer coisa que se queira fazer, em qualquer etapa da vida.
Mnemônica é aquilo que ajuda a memória, a arte de desenvolver a memória através de técnicas auxiliares, para reter com mais facilidade o que se quer aprender.
Anotações extraídas do curso:
  • Os olhos não podem ver quando o cérebro está ausente.
  • “A memória é o tesouro e a guardiã de todas as coisas”. Cícero
  • Não existe memória fraca, o que existe é memória mal treinada.
  • Para lembrar de algo, obrigue-se a ficar interessado.
  • O cérebro pode ser reestruturado. É nisso que consiste os exercícios de memorização.
  • As técnicas de ligação mnemônicas devem ser ridículas e ilógicas.
  • “Não existe esquecimento. Uma vez impressos na mente os traços são definidos”. Thomas de Quincey

Inscreva-se no Curso de Memorização e Leitura Dinâmica

06 agosto 2010

Leitura em Voz Alta

Exercitemos a leitura em voz alta; ela é uma verdadeira arte e, talvez, bem mais difícil e complexa do que a representação teatral. A leitura em voz alta educa os músculos da fonação e da articulação, disciplinando os movimentos respiratórios. Ajuda-nos, também, a ouvir melhor e prestar mais atenção aos discursos.

Diz-se que a memória retém mais fortemente a palavra ouvida que o vocábulo lido. Nesse caso, uma boa técnica é gravar a palestra (ou aula) e ouvi-la, para depois transmiti-la ao público. Além de fixar melhor as ideias, o orador aprenderá a expô-las de modo vivo, com frases bem feitas, naturais e agradáveis.

Para encontrar o tom de uma frase, façamos uso desses exemplos: 1) “Bom dia, como está você?” (tom médio da voz); 2) depois da chuva forte, encontramos um táxi e perguntamos: “Está livre?” (tom agudo); 3) ao virarmos uma esquina, encontramos uma pessoa bêbada e dizemos: “Que horror!” (tom grave da voz)

Lembremo-nos de que cada vocábulo tem um só acento tônico. O acento tônico de verdadeiramente é men; o de fertilidade, da. O Dr. Oliveira Guimarães, diz que nossa língua tende para o ritmo binário e ternário, ora sílaba forte, ora sílaba fraca. Exemplos: 1) Casa [Ca (forte); sa (fraca)]; 2) Lâmpada [Lâm (forte; pa (fraca); da (fraca)]; 3) Papai [Pa (fraca); pai (forte)]

Instruções para a boa respiração:

1) Manter a posição do tórax reta e completamente livre.

2) Nunca se pronuncie um som que seja, quando estiver inspirando.

3) Nunca respire no meio de uma palavra, no meio de uma frase.

4) Nunca esperar que os pulmões se esvaziem completamente de ar para enchê-los.

5) Procurar as vogais, principalmente a conjunção e, quando se vai dar a passagem de um membro da frase para outro e aí respirar.

Mais conselhos práticos:

1) Nunca emitir um som sem ter os pulmões cheios de ar.

2) Respirar bem. Nunca falar, inspirando.

3) Nunca forçar a voz, principalmente quando se está resfriado ou enfermo.

4) Não falar ao ar livre, máxime, no tempo frio.

5) Evitar o fumo, o álcool, as pastilhas cáusticas, os agasalhos do pescoço.

6) Nunca falar, quando houver barulho ao derredor, para não forçar as cordas vocais.

7) Ficar em silêncio entre uma conversa e outra entre uma em voz alta e outra consecutiva, e muito mais entre dois discursos. As cordas vocais necessitam de repouso.

8) Parar imediatamente ao se sentir cansado.

9) Nunca atender a bis.

Fonte de Consulta:

BUENO, Silveira. Manual de Califasia, Califonia, Calirritmia, e a Arte de Dizer. 7. ed., São Paulo: Saraiva, 1966.

 

04 agosto 2010

Dicas para Ler em Público

1. Treinar a leitura. Nada de ler sem um preparo anterior.

2. Ler o texto de trás para frente e vice-versa.

3. Destacar as palavras chave (em negrito) para a entonação da voz.

4. Fazer marcações das pausas, inflexões e ênfases expressivas.

5. Formatar o texto com fonte grande e espaço duplo. Se possível, usar apenas os dois terços superior da página.

6. Procure saber o significado de todas as palavras do texto.

7. Preste atenção à pontuação do texto. É bom saber por que uma vírgula está em determinado lugar e não um ponto final.

8. Variar as inflexões conforme o sentimento sugerido da frase.

9. Desgrude os olhos do papel. Olhe para o público a cada duas ou três palavras ditas ou antes das pausas mais expressivas.

10. Pronunciar a última frase de seu discurso ou apresentação sem olhar para o texto dá bons resultados. Decore a frase e na hora baixe o papel com o braço estendido ao lado do corpo, isso vai lhe conferir um certo ar de improviso e segurança.

Fonte de Consulta:

http://itodas.uol.com.br/carreira/10-dicas-para-ler-em-publico/ em julho de 2010