08 agosto 2017

Frases sobre Oratória

"Um homem nunca se torna orador quando tem algo para dizer." (Finley Peter Dunn, humorista do início do século vinte)

Os oradores "Podem ser melhor descritos como [pessoas] que, antes de se levantarem, não sabem o que irão dizer; quando estão falando, não sabem o que dizem; e quando voltam a sentar-se, não sabem o que disseram." (Winston Churchill)

“Bom orador é o que se convence a si mesmo antes do convencer o auditório.” (Carlos Drummond de Andrade)

“O orador vive à espera da catástrofe para transformá-la em motivo de oratória.” (Carlos Drummond de Andrade)

"Oratória: uma conspiração entre o discurso e a ação para enganar a inteligência. Uma tirania atenuada pela estenografia." (Ambrose Bierce)

Oscar Wilde comentou sobre um orador seguro: "Ele sabe exatamente quando não dizer nada."

28 janeiro 2017

8.º Hábito: da Eficácia à Grandeza - Notas do DVD

Para entendermos o 8.º hábito, saibamos o conteúdo dos sete primeiros, publicado em 1989. Os três primeiros dizem respeito a Independência e Autodomínio: Hábito 1: Ser Proativo; Hábito 2: Começar com o Objetivo em Mente; Hábito 3: Primeiro o Mais Importante. Os três seguintes referem-se à Interdependência: Hábito 4: Mentalidade Ganha-Ganha; Hábito 5: Procure Primeiro Compreender, Depois ser Compreendido; Hábito 6: Criar Sinergia. Por último, o Hábito 7: Afinar o Instrumento. Em 2004, foi publicada a sequência de Os Sete Hábitos: "O 8.º Hábito: da Eficácia à Grandeza".

Stephen Covey começa este DVD explicando que a natureza humana está dividida em quatro partes: body (corpo), mind (mente), heart (coração) e spirit (espírito). As 4 partes representam 4 capacidades, 4 necessidades, 4 inteligências, 4 dimensões, honradas, respeitadas e integradas e postas em uma única sinergia. Com isso, a pessoa pode encontrar a sua voz, e também ajudar os outros a encontrar a voz deles. Possuir uma voz significa usar o talento e a paixão em benefício do que o mundo precisa. A voz é movida pela consciência (espírito), pela necessidade (corpo), pela paixão (coração) e talento (mente), todos integrados.

As dificuldades que as pessoas têm para encontrar sua voz pode ser expressa no que ele chama de "cinco cânceres emocionais em metástase", que nada mais são do que a atitude e o espírito de criticar, comparar, reclamar, competir por sua auto-estima e de discutir.

O 8.º hábito, que se usa na nova "economia inteligente", ou seja, a tecnologia da informação, e se sustenta nos outros sete, porém como uma terceira dimensão dos outros sete, tem um norte: encontre sua voz e ajude os outros a encontrar a deles.

Em sua exposição deu ênfase à liberdade de escolha, que se fundamenta na observância dos princípios, que são universais, eternos e evidentes por si mesmos, e nas quatro inteligências: mente (I.Q.), coração (E.Q.) corpo (P.Q.) e espírito (S.Q.).

Trabalha sempre com os 4 aspectos (corpo, coração, mente e espírito). Se tudo estiver ligado, inclusive com a supervisão do Criador, a pessoa tem uma vida cuja voz será ouvida.

Relembra-nos: "Vamos concordar com a regra básica de que ninguém fará sua argumentação até que tenha entendido completamente a argumentação do outro".

Finaliza com as palavras de Teilhard de Cardin: "Não somos humanos passando por uma experiência espiritual. Somos seres espirituais passando por uma experiência humana".

20 janeiro 2017

Como Falar para as Pessoas Ouvirem

Vídeo de 10 minutos bastante objetivo sobre falar em público, inclusive com exercício para o aquecimento da voz.

18 janeiro 2017

Infoempresário

Infoempresário é uma palavra que foi criada por H. Skin Weitzin, em seu livro O Poder da Informação, para designar uma nova geração de empresários que estão o tempo todo usando os recursos da informática. Na realidade é a pessoa que coleta, organiza e dissemina informações, como empreendimento comercial ou como serviço de valor.

No capítulo 3, “Personalizar as Informações”, temos:

Operações e Produção.  Compilação, Computação, Cópia e Comparação de dados. Este é o primeiro nível onde ocorre a “Trituração de números”, onde 80% das informações são extraídas, manuseadas e armazenadas.

Controle de Gerenciamento. Tem a incumbência de inovar e atualizar as informações. Representa 15%.


Sistemas de Gerenciamento de Informações. Sintetização e coordenação das informações. Neste nível, as informações altamente personalizadas são usadas pelo pessoal do nível sênior. Representa 5%.


Gráfico:





WEITZEN, H. Skip. O Poder da Informação: Como Transformar a Informação que você Domina em um Negócio Lucrativo. Tradução de Kátia Aparecida Roque. São Paulo: Makron, McGraw-Hill, 1991.




26 outubro 2016

Motivação e Inspiração

Clóvis de Barros Filho (1966) é advogado, jornalista, escritor e professor universitário brasileiro.

Nesta palestra, faz um passeio pela filosofia enfatizando que cada um de nós deve achar o seu lugar na vida e seguir em frente com destemor.

Questão: O que será que tem de acontecer na vida para ela valer a pena?

Aristóteles: excelência de si mesmo.

Jesus Cristo: entrega e o amor.


Spinoza: alegria e potência de agir.

Rousseau: liberdade e fidelidade aos próprios valores.

Felicidade é um instante que não gostaríamos que terminasse.




20 setembro 2016

Internet: para o Bem ou para o Mal

Depois da disseminação da internet, muitas coisas vão tomando outro rumo. Isso tudo envolve a construção e difusão do conhecimento. O antigo professor, que era o provedor de todo o conhecimento, tem que se adaptar com o conhecimento que acontece em tempo real. Sua função seria mais de um orientador, um facilitador de conhecimentos, e não o magister dixit

Jornais, músicas, livros e vídeos são fornecidos gratuitamente na grande rede de computadores. Gratuito não significa que não teve custo. Alguém pagou para que o produto circulasse na Internet. Para muitos, os vídeos publicados no Youtube transformaram-se em negócio, principalmente pela propagação dos anúncios ali postos. A televisão também mudou de conceito. Hoje, muitos jogam dados do notebook para o aparelho de TV. 

Esta rápida mudança na forma de comunicação é usada tanto para o bem quanto para o mal. Em termos benéficos, muitos encontram a solução de problemas somente pelo compartilhamento de sugestões e soluções de problemas em qualquer tipo de assunto. Em termos maléficos, os vírus de computador, o e-mail indesejado, a prostituição infantil e a disseminação da violência em várias partes do mundo. 

Sobre os diversos temas relacionados com a comunicação nos tempos modernos, Don Tapscott e Anthony D. Williams, autores de Wikinomics, escreveram o Macrowikinomics: Reiniciando os Negócios e o Mundo, em que nos mostram um futuro pronto para ser moldado por uma rede global de pensadores, especialmente pelo compartilhamento das descobertas e das pesquisas realizadas. 

Wikinomics é uma força da "colaboração em massa". Agora, a arte e a ciência da colaboração em massa nas empresas, se transforma em macrowikinomics: a aplicação da wikinomics e de seus princípios básicos à sociedade e a todas as suas instituições. 




01 junho 2016

Metáfora da Mala

Metáfora é uma figura de linguagem, é uma comparação de palavras em que um termo substitui outro. É uma ferramenta linguística muito usada no dia-a-dia. Pesquisa recente mostra que o ser humano usa, em média, quatro metáforas por minuto. 

Suponha uma dada viagem: ir a um país distante ou a outro Estado. Como proceder? Depois de ter comprado as passagens, caso fôssemos de ônibus ou de avião, temos que pôr os nossos pertences, ou seja, roupas, sapatos, artigos de higiene pessoal, livros, aparelhos digitais, em uma mala. Se optarmos por uma mala grande, podemos jogar as coisas de qualquer jeito. Ainda assim sobrará espaço. Se a mala for pequena, teremos mais trabalho para arrumar.

Na mala grande, não havíamos nos deparado com a escassez; na mala pequena, ela aparece, ou seja, escassez de espaço. Esta metáfora pode ser aplicada em muitos aspectos de nossa vida. O tempo, por exemplo, é bem ilustrativo. Se temos muito tempo livre, podemos assistir a um filme, ir ao teatro, passear pelo campo etc. O tempo limitado, faz-nos cortar um ou outro evento. 

Observe, também, a exposição de uma palestra. Quando os organizadores de um evento qualquer limitam o tempo dos palestrantes, estes são obrigados a cortar aqui, tirar algo ali, esforçando-se para que o assunto caiba dentro do tempo disponível.

O que podemos aprender com isso? Para que possamos tirar o máximo proveito das coisas, cortemos sempre o supérfluo. Lembremo-nos de José Ortega y Gasset, que diz: "A lei seca da arte é esta: 'Ne quid nimis', nada além do necessário. Tudo o que é supérfluo, tudo aquilo que podemos suprimir sem alterar a essência é contrário à existência da beleza."

19 maio 2016

Curso de Terapia Cognitivo Comportamental



Compatível com dispositivos móveis.

Este curso online conta com: vídeo aulas, apostilas, professor.

Os principais tópicos do Curso de Terapia Cognitivo-Comportamental são:

Unidade 1 – Terapia Cognitivo Comportamental

Introdução
O que é terapia cognitivo-comportamental?
Fundamentos da terapia comportamental
Fundamentos da terapia cognitiva
Mitos e esclarecimentos

Unidade 2 – Processo Terapêutico

Componentes do processo terapêutico
Conceitos básicos
Estrutura das sessões
Papel do terapeuta
Relação terapêutica
Objetivos e metas
Tarefas de casa
Técnicas cognitivas e comportamentais
Término ou alta terapêutica

Unidade 3 – Tipos de Atendimento

Atendimento de criança
Atendimento de adolescente
Atendimento de família
Atendimento de casal
Atendimento de grupo

Unidade 4 – Tipos de Transtornos

Transtornos tratados pela terapia cognitivo-comportamental
Transtornos de ansiedade
Transtornos do pânico
Fobia específica
Fobia social
Estresse pós-traumático
Transtorno obssessivo-compulsivo
Transtorno de ansiedade generalizada
Transtornos de humor
Transtorno afetivo bipolar
Depressão
Distimia






19 abril 2016

Início de Discurso: Alguns Exemplos

Apologia a Sócrates (Platão)

Ignoro a impressão que vos causaram os discursos de meus acusadores, homens de Atenas; porém, eu ouvindo-os, por pouco não me esqueci de quem sou, tão convincentes foram. Claro que a verdade estava completamente ausente neles. Entre o grande número de suas mentiras surpreendeu-me, particularmente, a afirmação de que deveis ter cuidado para não deixar-vos enganar por mim, por ser eu um grande orador. Não se considera um grande orador, a menos que um grande orador seja aquele que diz a verdade. Os discursos de meus acusadores não contêm um vestígio de verdade, eu, porém, vou dizer toda a verdade...

18 abril 2016

Os Três Inimigos da Oratória

Max Eastman, publicista e romancista contemporâneo, no artigo "Oratória, a Arte Esquecida", em Titãs da Oratória, esclarece-nos que "o verdadeiro orador não é loquaz, mas não existem grandes oradores". Diz-nos, também, que na sua melhor acepção, a oratória é uma arte dramática, em que o orador fala sobre algum assunto que preparou antes. Poderíamos melhorar essa arte se soubéssemos claramente os fatores que lhe são negativos. 

O principal inimigo do orador é o microfone. Demóstenes, renomado orador grego, disse que as três qualidades essenciais da oratória sui generis são: a ação... a ação... a ação. Quem ouve, através do microfone, perde essas três. Ninguém vai decorar um discurso para ficar parado como um poste e dizê-lo pelo microfone. 

Outro inimigo da oratória é a ideia que ele é fruto da "inspiração". O bom discurso — como diz Cícero — há de ser "cuidadosa e trabalhosamente elaborado", e, se o foi — afirma também o grande orador romano — seu estilo terá força capaz de impelir o orador, caso se ofereça oportunidade, ao improviso com a mesma eloquência — é como se fosse um barco que, em plena marcha, mantém o rumo e o movimento, mesmo quando os remadores descansam os remos. 

O terceiro inimigo da oratória é a crença errônea de que é necessário falar muito depressa se desejarmos causar impressão. Os grandes estadistas falam devagar. Vez ou outra até param para que o público possa absorver o raciocínio que estavam desenvolvendo. 

In: Titãs da Oratória (Volume X). Tradução do Dr. Silvano de Souza. 2.ed., Rio de Janeiro: El Ateneo,


Complemento 

Dever-se-ia começar o ensino de línguas pelo grego, não o latim.

Algumas das orações pronunciadas por Churchill "lhes exigiam até seis meses de cuidadoso trabalho", segundo relato de sua amiga e biógrafa Virgínia Cowles. 

Quando o auditório é imenso, habituamo-nos a ver o vulto do orador um tanto esvaído pela distância.