02 dezembro 2012

Critério para Escolha de um Método de Ensino

A escolha de um método (trabalho em grupo, solução de problemas, projetos, psicogenético, estudo dirigido, fichas didáticas, instrução programada) é uma etapa muito importante dentro do Planejamento de Ensino. Não existe método certo ou errado, cada qual tem a sua valia, dependendo do contexto. Para essa escolha, o professor deve seguir os seguintes critérios, que foram idealizados por Claudino Piletti, no livro Didática geral, apresentados abaixo:


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Método de Solução de Problemas

Esse método consiste em levantar problemas como forma de ensinar e resolver os problemas como forma de aprender. A resolução dos problemas estimula o pensamento na busca de soluções.

Esse método segue os seguintes princípios:
  • Ao explicar para o aluno o porquê das coisas, faz com que ele adquira o hábito de reflexão;
  • O professor deve passar conteúdos que despertem a curiosidade do aluno;
  • Os problemas passados devem ter aplicações na vida;
  • Os problemas devem ser motivadores, isto é, serem apresentados de forma atraente;
  • Devem ser levantadas possíveis alternativas para a solução do problema e posteriormente analisadas e as melhores selecionadas;
  • O professor deve sempre orientar os alunos, fazer intervenções e explicações necessárias.
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Mapas Conceituais

Os mapas conceituais funcionam como diagramas, em que os conceitos são ligados por palavras, auxiliando a ordenação e a hierarquização dos conteúdos de ensino.

Joseph Novak, baseado nas teorias de David Ausubel sobre a aprendizagem verbal significativa, criou os chamados "mapas conceituais". Para Ausubel,  as informações no cérebro humano se organizam hierarquicamente, em que os conceitos específicos são ligados por conceitos gerais.

Ausubel, nessa teoria, aborda o termo "ancoragem", ou seja, a maneira de como o aluno constrói novos conhecimentos, baseados nas suas ideias cognitivas prévias. "A estrutura cognitiva está sempre se reestruturando com a relação dos novos conhecimentos interagindo com os anteriores. Essa interação é a chamada aprendizagem significativa, porque a aprendizagem implica em modificações na estrutura cognitiva, ou seja, é um processo de amadurecimento".


Extraído de: Curso de Planejamento de Ensino
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Plano Ensino-Aprendizagem

Planejar é prever antecipadamente algo futuro. Para tanto é preciso conhecer o presente, a realidade atual. Esta funciona como um ponto de partida e vai revelar quais são nossas deficiências, quais são os objetivos ainda não alcançados e que almejamos alcançar.

Eis um esquema bastante interessante para auxiliar a relação ensino-aprendizagem. 


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Planejamento Educacional

O ato de planejar está no inconsciente de muitas pessoas. Muitas delas, fazem-no automaticamente. Poucas, porém, sabem o que é realmente planejar. 

Os atos do ser humano podem ser aleatórios ou planejados. Agir aleatoriamente significa "ir fazendo as coisas", sem ter clareza de onde se quer chegar; agir de modo planejado significa construir metas e esforçar-se para alcançá-las.

Segundo a definição do dicionário Houaiss, planejar é elaborar um plano, projetar. Organizar um plano ou roteiro. Ter a intenção ou pretender algo. O planejamento nos ajuda a traçar metas de onde, como e o porquê de se alcançar determinados objetivos. O planejamento funciona como um facilitador, pois ajuda a alcançar metas preestabelecidas.

O planejamento é arte de elaborar metas e saber como executá-las eficazmente. É uma ferramenta que requer muitas atividades: análise, reflexão, previsão, coerência, sequência, flexibilidade, conhecimentos e competências. Frente às novas situações ou como instrumento de mudança e melhoria, lá está o planejamento. Planejar é acreditar nas mudanças, ter vontade de crescimento e aceitar os erros. 

No ensino, planejar é prever os acontecimentos a serem trabalhados e organizar atividades voltadas para o ensino-aprendizagem. É rever as estratégias, incorporar novas metodologias e acompanhar as mudanças educacionais. Funciona também na superação de rotina e como um motivador tanto para quem ensina, pois sabe o que vai alcançar, qual direção tomar e também para quem aprende, pois consegue enxergar o propósito do que está aprendendo. Assim, entende-se, portanto, o planejamento como um processo de grande importância para alcançar um fim previsto.

Extraído deCurso de Planejamento de Ensino


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01 dezembro 2012

Ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act)

Para ilustrar de maneira mais clara a relação do processo de avaliação com o planejamento, utilizaremos o ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act). O ciclo PDCA é uma sequência de ações que podem ser utilizadas para controlar algum processo. É uma ferramenta muita utilizada atualmente em empresas, na organização de projetos, mas também cabe no ambiente escolar para auxiliar a organização do planejamento e mostra a avaliação como processo contínuo. Seu nome deve-se a abreviatura de verbos em inglês:

Plan (Planejar): consiste em estabelecer metas e objetivos, bem como os métodos os quais serão utilizados para que sejam realizados;

Do (Executar, fazer): é a etapa de implementação de acordo com o que foi estabelecido anteriormente no planejamento;

Check (Verificar, checar): avaliar os dados e medir se os objetivos e metas foram alcançados da forma desejada;

Act (Agir): definir quais as mudanças necessárias para garantir a melhoria
contínua do projeto.




Extraído deCurso de Planejamento de Ensino

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Cone do Aprendizado

Existem algumas pesquisas, desenvolvidas pelo professor Edgar Dale (1900-1985), que são internacionalmente conhecidas, e tratam do impacto dos recursos didáticos na aprendizagem. O mais famoso conceito desenvolvido por Dale nessas pesquisas foi o Cone do aprendizado, é também chamado de cone da experiência, pois demonstra como esses recursos se relacionam com a aprendizagem. Vejamos o cone:





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Curso de Planejamento de Ensino

Os desafios do professor começam durante o Planejamento das aulas: diante dos conteúdos, deverá optar pelos recursos didáticos que serão utilizados. Um planejamento bem feito economiza tempo e dá tranquilidade durante as aulas.

Embora valioso, o planejamento costuma pressionar e angustiar os professores, pois dadas as dificuldades diárias que os docentes enfrentam, se não for elaborado com cuidado, ele pode tornar-se inadequado ou desacreditado.

Para facilitar a execução de bons Planejamentos de Ensino, a equipe do Cursos 24 Horas desenvolveu este curso.

Aprenda tudo por meio de vídeo-aulas dinâmicas e interativas, com um tutor virtual, exemplos e exercícios.

Para mais informações, clique no link abaixo.

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06 outubro 2012

Teste o seu Quociente Emocional

Perguntas para verificação de um QE (quociente emocional) elevado.

  • Você tem poder de persuasão?
  • Tem capacidade de liderar equipes?
  • Consegue entender as palavras não ditas por sua equipe?
  • Comunica-se com as pessoas de modo que todos o entendem?
  • Quase sempre se mantém calmo e otimista, mesmo em momentos difíceis?
  • Admite seus próprios erros?
  • Sempre encontra tempo para as pessoas e mantém suas promessas?
  • Assume a responsabilidade por suas metas e vai à luta?
  • É bastante orientado para resultados?
  • Não se nega a fazer sacrifícios para atingir suas metas?
  • Quando algo sai errado você não põe a culpa nas pessoas?
  • Os valores da sua equipe e da empresa influenciam suas decisões?
  • Você trabalha com a expectativa do sucesso e não com o medo de falhar?
Dê notas de um a dez a cada pergunta, e depois tire a média, aí você terá uma indicação de seu QE - quociente emocional. Acima de 70% parabéns, você sabe lidar com suas emoções. Se sua pontuação for muito baixa, não se desespere, pois inteligência emocional é algo que pode ser desenvolvida, mas significa que você precisa fazer algo a respeito. (1)

Quociente Emocional. Segundo o psicólogo americano Daniel Goleman, em seu primeiro livro “Inteligência Emocional”, o sucesso de uma pessoa depende de seu QE, ou quociente emocional, e não de seu QI, quociente de inteligência. Para Goleman, que criou o conceito de inteligência emocional, o QE se traduz em atributos como: confiança, automotivação, empatia, capacidade de aprender sozinho e relacionamento interpessoal. Por isso o autor defende em seus estudos que, em momentos de grandes mudanças como os atuais, a inteligência emocional é que determina quem vai conseguir as promoções e quem vai ficar para trás dentro das organizações. Segundo especialistas em recursos humanos, as três competências básicas que as empresas mais procuram em seus funcionários são: Habilidade de comunicação, Relacionamento interpessoal e Iniciativa. (1)


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28 agosto 2012

Objetivo e Empreendimento

"Antes de empreender, necessário se faz definir o objetivo".

Qual o objetivo a ser alcançado? Qual o motivo para iniciá-lo? Sem saber aonde se pretende chegar, é difícil determinar o porto para o qual se dirigir. Napoleon Hill diria: “O homem que sabe o que quer já percorreu um longo caminho para alcançá-lo”.

De maneira geral, não temos o hábito de pensar e refletir sobre as consequências de um determinado projeto. Um lampejo pode parecer, à primeira vista, uma ideia genial. De posse dela, passamos  a distribuir tarefas no sentido de concretizá-la. Guiados pelo impulso, não visualizamos nenhum  tipo de malogro. Quando o futuro se torna presente, aparecem as falhas que poderiam ter sido evitadas. Mas agora já é tarde.  

Suponha o seguinte evento: comemoração de aniversário (50, 60 ou 70 anos de fundação) da entidade que participamos. Como o número é grande e redondo, salta-nos à mente o ritual de renovação: devemos fazer algo especial, ou seja, convidar pessoas famosas (de fora) para fazer discursos e abrilhantar a nossa festa. Diante dessa evidência, passamos para a prática organizacional. 

O que faltou? Explicitar claramente o objetivo do evento. Será realmente necessário convidar um orador famoso para esse aniversário? Não seria mais conveniente aproveitar a experiência de um fundador da empresa, uma pessoa que deu duro para mantê-la de pé todo esse tempo? Convidando alguém de fora, deixamos de lado o que contribuiu eficazmente, ratificando o provérbio: "Santo de casa não faz milagres".  
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Mudando a Resposta Habitual


Exercício: somos diretores de uma empresa e temos uma vaga só nossa no estacionamento. Outro funcionário, hierarquicamente mais abaixo, toma-a para si. Chegamos com o nosso carro e não temos onde colocá-lo. Qual a nossa reação? Queremos esganá-lo, despedi-lo. E se mudarmos esta reação do falso “eu”? Podemos adquirir uma nova percepção que criará um mundo totalmente diferente.

Este exemplo chama a nossa atenção para a mudança comportamental diante de quaisquer tipos de dificuldades. Eis alguns tópicos para reflexão.

Querer ser aprovado pelos outros. É uma armadilha. Ninguém tem necessidade de ser aprovado pelos outros; devemos ser aprovados por nós mesmos. Em outras palavras, façamos o que precisa ser feito e ponto final.

Temos que ajudar os outros. Lembremo-nos de que um falso senso de dever prejudica a harmonia do ser humano. Não queiramos fazer algo para alguém; sejamos, primeiro, alguém para ele.

Diante de uma pessoa encrenqueira, não a identifiquemos como cruel, estúpida, grosseira etc. Ao contrário, vejamo-la como uma pessoa amedrontada. Tratando-a negativamente, atraímos para nós a negatividade.

O enriquecimento interior deve estar em primeiro lugar. Tendo-o em mente, nunca nos sentiremos aborrecidos, ressentidos ou coisa parecida. Para transformar os outros, primeiramente nos transformemos. 
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03 agosto 2012

Retórica: Anedota de Protágoras

A retórica tem relação com a ironia. Muitas crianças chegam até perguntar: como se diz isso em irônico? A palavra grega eirena significa fingimento e dissimulação. Nesse caso, o ouvinte precisará retraduzir a inversão irônica para entender o real significado do que se quis dizer. 

Os criadores da retórica tinham um objetivo bem claro: tornar fraco um discurso forte, forte um discurso fraco. A retórica surgiu entre os sofistas gregos, por volta do século V a.C. Se quisermos avaliar os sofistas nos tempos modernos, diríamos que são as estrelas da mídia, que vendem uma mensagem de forma brilhante. 

Sobre esse mister, há uma anedota contada por Protágoras, filósofo grego da Antiguidade, que se tornou famoso pela seguinte tese: o ser humano é a medida de todas as coisas

Ele ensinou retórica a Euathlos e, como este não tinha dinheiro, ficou acordado que o aluno deveria pagar o enorme honorário pela formação apenas quando ganhasse o seu primeiro processo. Contudo, Euathlos não atuou como advogado, mas se dedicou à música, não se vendo dessa forma obrigado a pagar. Assim, Protágoras o processou para obter pagamento dos honorários com a seguinte fundamentação: "Euathlos precisa pagar de qualquer maneira: se não para honrar nosso acordo, pela condenação do tribunal". Euathlos, por sua vez, respondeu: "Não preciso mesmo pagá-lo, pois se eu perder o processo, meu ensino terá sido ruim e o acordo continua a valer. Caso contrário, o tribunal terá que me dar ganho de causa, e não precisarei pagar de qualquer forma". O tribunal não soube como resolver esse paradoxo e arquivou o caso. 


BURCKHARDT, Martin. Pequena História das Grandes Ideias: Como a Filosofia Inventou nosso Mundo. Tradução de Petê Rissatti. Rio de Janeiro: Tinta Negra Bazar Editorial, 2011 (p. 33 a 37).
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18 julho 2012

Fazer com que as Coisas Funcionem


“Não basta que os negócios sejam bem administrados, é ainda necessário que sejam animados pelos seus chefes”.

O bom dirigente deve criar “ambiente”, elemento imprescindível para bem organizar a sua equipe de trabalho. Sem ambiente, lutará sempre com dificuldades, pois necessitará de muito mais esforços para se fazer obedecer. Formando um “bom ambiente”, facilitará o seu trânsito em meio aos seus subalternos, os quais se sentirão mais à vontade para relatar um fato, uma reclamação, uma sugestão.

“Concordar para divergir, nunca para discordar”. Deve-se partir do princípio de que todos têm suas razões. Nesse caso, é preciso saber colocar bem as palavras para não deixar o nosso interlocutor ressentido. O mais importante é que as “coisas funcionem”. Não há necessidade de alimentar o nosso ego, a nossa obsessão pelo poder. Lembremo-nos da frase: “Aqui jaz um homem cujo único merecimento consistiu em saber escolher, para seus colaboradores, homens mais sábios e mais competentes do que ele”.

Saber dizer não, para não precisar voltar atrás numa decisão. O dirigente irresoluto tem dificuldade de dizer não porque teme errar. Por fraqueza de caráter ou por receio de perder a popularidade, acaba dizendo sim a tudo, sem poder, no futuro, atender a estes “sins” convenientemente. Esclareçamos: uma pessoa só sabe dizer não a outra pessoa quando aprendeu a dizer não a si mesma.  

Não confundamos direção com egoística concentração de poderes. O bom chefe deve distribuir tarefas, responsabilidades. Querer fazer tudo, estar em todo o lugar, causa mais confusão do que organização.

Para mais informações, consulte o livro: Conheça a si mesmo e as pessoas com quem trata, de Alberto Montalvão. 5. Ed., São Paulo: Novo Brasil, 1978.
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Como Convencer Mais Facilmente as Pessoas


1) O OLHAR
É necessário olhar fixamente as pessoas. Não se trata de hipnotizar ou coisa parecida, mas de um fato normal, pois os olhos que pestanejam, que se desviam e que vacilam, refletem falta de energia e vontade, falta de domínio das emoções.

2) FALE POUCO
Certas pessoas falam demais e isto as fatiga e faz com que o assunto principal se disperse. Só se convence as pessoas quando se fala o necessário. Deve-se falar apenas o essencial e no momento oportuno. Quem fala muito perde energias, comete erros, diz o que não se deve dizer e se vulgariza.

3) OUVIR COM ATENÇÃO OS QUE OS OUTROS DIZEM
Quando se ouve, sempre se aproveita alguma coisa, sem contar o fato de que escutar com atenção é sempre um ato de cortesia que impressiona favoravelmente aquele que fala. Há pessoas que interrompem outras mesmo no meio de assuntos importantes, um erro imperdoável, pois não deixam que a outra pessoa descarregue a tensão nervosa necessária para que se acalme.

4) EMPREGAR TODO O ESFORÇO POSSÍVEL PARA NÃO PERDER O SANGUE-FRIO
Significa não ter pressa de responder e ouvir calmamente tudo o que a outra pessoa tenha a dizer.

5) VER DE FRENTE OS PROBLEMAS E NÃO TER A PREOCUPAÇÃO DE OS ATACAR DIRETAMENTE
É preferível ladear as questões, quando as outras pessoas não estão em condições de discutir calmamente e esperar ou aguardar a oportunidade ou ainda adotar uma atitude mais adequada às circunstâncias, ou ainda, jogar habilmente com os próprios argumentos da outra pessoa.

6) CRITICAR É CRIAR INIMIGOS
Não ofender, ou seja, evitar as frases fortes, ásperas, contundentes, as críticas fortes. Construir e não destruir, o que significa olhar mais as qualidades do que os defeitos dos demais.

7) CULTIVAR A PERSISTÊNCIA
Antes de falar ou expressar um pensamento, considerar devidamente o problema, atendendo não só às vantagens, mas igualmente aos inconvenientes.

8) NUNCA SE CONVERSAR SENTADO QUANDO O INTERLOCUTOR ESTÁ DE PÉ
Aquele que está sentado fica numa situação inferior, sob o ponto de vista psicológico. Ao invés de dominar, é dominado. Nunca fique de frente para a luz, mas cuide de que o seu rosto fique na penumbra, ou de costas para a luz, que de frente, reduz a força do olhar e diminui o poder sugestivo.

9)  FALAR ALTO
Fala alto é absolutamente contra-indicado para quem deseja exercer domínio sobre as pessoas. Uma voz calma e serena revela incontestável superioridade. Quanto mais grave é o assunto, tanto mais se deve em voz baixa e pausada. Na verdade, quando falamos baixo, obrigamos as pessoas a guardarem silêncio e a concentrarem sua atenção em nós e no que falamos.

10) EVITAR O ESTILO POMPOSO, COMO SE ESTIVESSE DISCURSANDO
Quando a pessoa emprega termos difíceis, como se estivesse fazendo um discurso, logo cai no ridículo e não é levada a sério, mesmo que os seus ouvintes permaneçam aparentemente atentos. Para se convencer, é preciso naturalidade, simplicidade, sinceridade.

Extraído de: Conheça a si mesmo e as pessoas com quem trata, de Alberto Montalvão. 5. Ed., São Paulo: Novo Brasil, 1978, p. 145 a 147. 
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16 maio 2012

Curso de Marketing Social


Segundo a American Marketing Association (AMA), “Marketing é o processo de planejar e executar a concepção, estabelecimento de preço, promoção e distribuição de ideias, bens e serviços, para criar trocas que satisfaçam objetivos individuais e organizacionais.”

O termo marketing perdeu o seu sentido original. Presentemente, confunde-se com uma série de atividades na sociedade: marketing de guerra, marketing pessoal, endomarketing, telemarketing, marketing direto, marketing cultural, marketing de relacionamento, marketing promocional, marketing viral, marketing político, entre muitos outros.

O Marketing Social é uma prática que busca a mudança de comportamento da sociedade, por meio de ações voltadas para a sustentabilidade, o consumo consciente, a saúde e diversos outros bens não materiais, visando introduzir a melhoria da qualidade de vida da população.

No Curso de Marketing Social, você conhecerá os principais conceitos e técnicas desta modalidade, aprenderá também sobre o Marketing para Causas Sociais, a questão da Responsabilidade Social das empresas e quais os mecanismos e elementos que permitem a realização de uma campanha de Marketing Social de sucesso.

Para mais informações, acesse o site do Cursos 24 Horas


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18 abril 2012

Cibridismo e Déficit de Atenção



Martha Gabriel, especialista em mídias sociais, fala muito do cibridismo, que é o estado de se estar on e off simultaneamente. 

A consequência imediata de estar plugado o tempo todo é o déficit de atenção, porque olhamos para muitas informações e temos dificuldade de fazer uma escolha sensata, escolha com profundidade.

Um exemplo de cibridismo: espalhar na internet a pesquisa do outro, sem fazer esforço algum para produzir conhecimento.  

Diferença e semelhança entre o oráculo e o buscador. Quando o oráculo fala, temos que interpretar, o que leva algum tempo. No buscador do Google, a resposta é imediata. Há casos em que o buscador responde antes de se perguntar.

Fonte:

Mídias Sociais, no Café Filosófico da TV cultura.
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13 abril 2012

Treinador de Aprendizagem pela Ação


O treinador de aprendizagem pela ação é o catalizador, o fator de sinergia, a cola que une os integrantes do grupo, a pessoa que aumenta a capacidade do grupo de aprender. Seu papel é facilitar o crescimento do grupo. Mantém o foco na aprendizagem e não no problema. Age como um espelho, permitindo que o grupo reflita sobre as dificuldades. 

Na falta do treinador, as perguntas reflexivas inexistem, o grupo acaba se concentrando na urgência e não na importância dos problemas. Com ele à testa do grupo, há um clima de aprendizado sem julgamentos, pois ele converge todas as ações para o processo e não especificamente na resolução dos problemas.  

O treinador nunca diz aos integrantes do grupo o que fazer. Através de perguntas ajuda a descobrir o que precisam fazer. Ele não ensina, mas procura criar uma atmosfera em que os integrantes possam aprender por si próprios. O papel do treinador não é corrigir nem criticar, mas aumentar a consciência do grupo sobre o que está acontecendo.

Perguntas: o modus operandi do treinador. Por que é importante perguntar? É por meio delas que faz o grupo refletir sobre o que deve ser aprendido. As perguntas são sempre mais poderosas e valiosas do que afirmações, quando desejamos que alguém considere uma  perspectiva diferente da nossa. As afirmações do treinador, ao contrário de perguntas, levarão as pessoas a se tornarem defensivas, desafiadoras ou dependentes dele.

Notas extraídas do livro de J. Michael Marquardt, O Poder da Aprendizagem pela Açao: Como Solucionar Problemas e Desenvolver Líderes em Tempo Real. Tradução de Anna Lobo, pela Senac Rio, 2005. 
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28 março 2012

Persuadir ou Ensinar: Fedro


De acordo com o Prof. Antônio Alves de Carvalho, O Fedro pertence ao grupo dos Diálogos centrais de Platão. Conjuntamente à República e ao Banquete, expõe os temas fundamentais do sistema filosófico desse filósofo. O Diálogo da maturidade do autor foi escrito aproximadamente em 374 a.C. Na catalogação dos 35 Diálogos, realizada por Trásilo, o Fedro vem colocado na terceira tetralogia junto ao Parmênides, Filebo e O Banquete.

Sócrates criticava os sofistas: mostrava que com habilidade pode-se persuadir qualquer pessoa de qualquer coisa, mesmo de algo que não seja verdadeiro. A filosofia, ao contrário, tinha compromisso exclusivamente com a verdade.

No trecho que se segue, Sócrates dá-nos orientaçõs sobre como preparar e expor um discurso.  

Sócrates, assumindo uma postura de professor, recapitula tudo o que foi dito desde o inicio e indica a finalidade própria desse Diálogo: “Toda nossa discussão anterior mostrou que o discurso, seja o que pretende persuadir, seja o que pretende ensinar, não pode ser construído cientificamente, na medida em que sua natureza permite um tratamento científico, a menos que as seguintes condições sejam satisfeitas. Em primeiro lugar, deve-se conhecer a verdade sobre o assunto de que trata no discurso oral ou escrito, deve ser capaz de defini-lo genericamente, e sendo capaz disso dividi-lo nos vários tipos específicos até o limite da divisibilidade. Em seguida, deve-se analisar de acordo com os mesmos princípios a natureza da alma e descobrir que tipo de discurso é adequado a cada tipo de alma. Finalmente, deve-se organizar o discurso de tal maneira que os discursos simples sejam dirigidos às almas simples e os discursos mais complexos e abrangentes, às almas mais elevadas”. (277c) 
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21 março 2012

Tentativa e Erro: Método Eficaz de Aprendizagem

Tentativa. Ação pela qual alguém se esforça para obter determinado resultado; ensaio, experiência. Erro. Ação ou efeito de errar. Opinião, julgamento contrário à verdade. Imprecisão, incorreção.

Comecemos por uma imagem, extraída da filosofia. Suponha um indivíduo, sozinho, no meio de uma floresta, procurando uma saída; como está só, não há ninguém para ajudá-lo. Qualquer ação deverá partir dele mesmo. Poderá optar pelo atalho da direita, da esquerda, da frente ou dos fundos. Fará uma tentativa; pensando ter feito uma escolha errada, volta e começa tudo de novo...

O nosso aprendizado deveria se fundamentar nesse método. Primeiramente, acharmo-nos perdidos no meio da floresta. Esforçarmo-nos por resolver a dificuldade usando os nossos próprios recursos. Somente depois, procurarmos o que os outros descobriram no sentido de ampliar a nossa base de dados. O erro é uma ferramenta básica do aprendizado; ele é empírico, dá-nos a visão real da situação, trazendo em si mesmo, os incentivos para o acerto. Por isso, o ditado: “Errando corrige-se o erro”.

O preparo de alimento. Quem teve a ideia de combinar café com o leite, um produto preto com outro branco? Os cozinheiros não fazem o mesmo? Estão sempre misturando produtos distintos para obter uma receita eficaz. Depois de várias tentativas, com os seus consequentes erros, chegam a uma fórmula, a uma receita, que passa a ser produzida em seu restaurante.   

Pesquisa canadense mostra que os adultos mais velhos estão aprendendo mais pelo simples fato de guardar informações a partir da experiência, em vez de recebê-las passivamente. Segundo estudo publicado na edição eletrônica da revista Psychology and Aging. "Aprender da maneira mais difícil acabou sendo a melhor maneira", afirmou a coordenadora do estudo, Andree-Ann Cyr. O cérebro faz associações e vínculos mais ricos se tiver que se esforçar para buscar as respostas. Na aprendizagem passiva, exige-se menos do cérebro, porque a resposta correta simplesmente é dada. (1)

Como estudar O Livro dos Espíritos pelo método da tentativa e do erro? O habitual é ler uma pergunta e, imediatamente, a sua resposta. Façamos diferente: leiamos uma pergunta e escondamos a resposta. Tentemos responder (de preferência por escrito) com nossas próprias palavras. Feito isso, comparemos os nossos escritos com a resposta dada pelos Espíritos. Percebendo que nossa resposta está muito longe daquela dada pelos Espíritos, façamos outras tentativas, até chegarmos a uma aproximação aceitável.  

A montagem de uma palestra deveria seguir este método. Construí-la por tentativas e erros. Nada de pegar algo já pronto e transformá-lo em slides para a projeção em PowerPoint.

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10 fevereiro 2012

Educação Continuada: Situação-Problema

Situação-problema é uma forma de ensinar através do debate científico. Devemos dar uma resposta ao enigma colocado pelo projeto, que pode ser: construir um barco, um carrossel, uma fábrica. Na argumentação, procura-se o convencimento pela verdade, algo que a prova mostre que é real e, não simplesmente, “eu acho”. O raciocínio científico, a interação e o diálogo experimental colocam os problemas, em forma de conflito, para que possamos tomar uma decisão, confrontando os dados com a realidade.

Na situação-problema, o erro assume papel relevante. Não é conveniente fazermos uma apologia do erro, mas aprendermos o máximo possível com ele. O erro tem que ser o nosso professor. Sendo humilde com relação ao erro, podemos melhorar os nossos impulsos; levando em conta o argumento do outro, às vezes mais razoável que o nosso, contribuímos mais eficazmente para o conjunto do projeto.

A situação-problema deve ser vista como um sistema fechado e aberto. Toda pergunta, de interesse do grupo, pede uma resposta: eis o sistema fechado. Esta resposta leva a outra pergunta: eis o sistema aberto. Há, assim, várias etapas de perguntas e respostas: teoria, avaliação, prática, síntese. Conforme as respostas forem aparecendo, mais perguntas surgirão. O ciclo deste conhecimento pode expandir-se ao infinito.

A situação-problema prescreve regulamentos. Há necessidade de verificar a gestão do tempo, do espaço, da disciplina e principalmente do aprendizado no meio dos conflitos. Pode-se dizer que esta técnica transforma-se numa pedagogia emancipatória, pois podemos transferir essa aprendizagem para administrar os conflitos de nossa própria vida, tais como os problemas de saúde, doença, relações sociais etc.

A aplicação da técnica da situação-problema leva-nos ao princípio da responsabilidade na era tecnológica, pois a máquina está cada vez mais tendo o poder de interferir e ameaçar a vida em nosso planeta. Há que se prestar atenção na responsabilidade do professor, do aluno e do próprio material empregado. Todos devem atender ao objetivo que lhes dizem respeito, pois estamos passando o futuro para o presente. A tecnologia no passado atendia as necessidades do cotidiano; hoje, antecipamos os problemas futuros.

A criança deve ser educada, desde a tenra idade, sob a ética dos valores, fazendo-a compreender as consequências dos atos praticados. 

Resumo da aula do prof. Lino de Macedo, no Canal Universitário
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01 fevereiro 2012

O Professor e o Uso da Internet


Os professores de hoje, queiram ou não, terão que se adaptar aos modernos meios de comunicação, que são: o computador e seus derivados (tablet, smartphone, notebook), a Internet e as diversas redes sociais.

Questões que se levantam: como mudar um hábito, arraigado ao longo do tempo? Como ajustar-se ao novo? Como trabalhar num ambiente escolar em que os alunos ficam enfileirados, um olhando na cabeça do outro, tendo a lousa e figura do professor à frente?

A criatividade é a palavra-chave para sair desse enrosco. O professor terá que propor modificações no hábito dos alunos, ainda jovens, quanto ao uso das  redes sociais para beneficiar a aprendizagem.

Exemplo: suponha que se queira trabalhar um determinado período da história da França, especificamente, o iluminismo. O professor poderia pedir que todos os alunos de sua classe pesquisassem na Internet; posteriormente, fossem postando, com as próprias palavras, o resultado de suas pesquisas numa determinada rede social. 

Em vez de jogar conversa fora, usaram a internet de forma produtiva, gerando conhecimento coletivo. 

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04 janeiro 2012

Aprimorando a Memória

Aperfeiçoar a memória exige empenho, dedicação, perspicácia e, também, técnica.

  • O “pouco e sempre” é melhor do que querer reunir todas as informações num bloco único;
  • Ir repetindo “aos poucos” até eliminar todo o erro da aprendizagem;
  • Lembrar algo como se estivesse soletrando;
  • Criar imagem visual ou mapas mentais, conforme foram sugeridos por Tony Buzan;
  • Ter sempre motivação para aprender;
  • Quanto mais conhecimentos se adquire sobre uma área especifica, mais interesse se terá nela – e esse conhecimento e interesse irão reforçar um ao outro, aumentando a memória para materiais naquele área.

Fonte: FOSTER, Jonathan K. Memória. Tradução de Camila Werner. Porto Alegre: L&PM, 2011 (Coleção L&PM POCKET; v. 977), p. 126 e 127.
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