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01 junho 2016

Metáfora da Mala

Metáfora é uma figura de linguagem, é uma comparação de palavras em que um termo substitui outro. É uma ferramenta linguística muito usada no dia-a-dia. Pesquisa recente mostra que o ser humano usa, em média, quatro metáforas por minuto.

Suponha uma dada viagem: ir a um país distante ou a outro Estado. Como proceder? Depois de ter comprado as passagens, caso fôssemos de ônibus ou de avião, temos que pôr os nossos pertences, ou seja, roupas, sapatos, artigos de higiene pessoal, livros, aparelhos digitais, em uma mala. Se optarmos por uma mala grande, podemos jogar as coisas de qualquer jeito. Ainda assim sobrará espaço. Se a mala for pequena, teremos mais trabalho para arrumar.

17 junho 2009

Sem Compreensão não Há Comunicação

A comunicação pode ser dividida em: 1) atos que comunicam certo comportamento ou estados emocionais (comunicação do comportamento); 2) atos que comunicam certo conhecimento ou estados mentais (comunicação intelectual). Em toda comunicação há os ruídos, ou seja, as interferências entre a emissão da mensagem e a decodificação por parte do receptor. As avarias na percepção do signo vão desde a forma incorreta de ouvir uma conferência até as dificuldades semânticas na comunicação internacional.

Diz-se que as abelhas se comunicam através da "dança", as formigas por intermédio dos "toques nas antenas", os pássaros pelos "cantos" e os seres humanos pelos "gestos". Será isto comunicação? Sim, mas pertencem ao grupo da comunicação dos estados emocionais. Contudo, difere da comunicação essencialmente humana, que transfere certos conhecimentos e certos estados mentais.

O ato de comunicação realiza-se da seguinte maneira: uma pessoa faz uma declaração; a outra pessoa, ouvindo esta declaração, compreende-a, isto é, experimenta estados mentais análogos (não os mesmos do declarante). Em contraste com a comunicação emocional, a comunicação intelectual pressupõe a compreensão da mensagem, pois as tarefas intelectuais de comunicação só podem ser desempenhadas por uma linguagem de palavras, uma linguagem fônica (ou sua forma escrita).

Anotações sobre as dificuldades de compreensão.

1) Uma criança está brincando numa sala de estar. Um observador diz: "Que criança comportada!" Outro observador, que gosta de móveis mais do que crianças, diz: "Que criança indisciplinada!" Pode-se notar que nenhuma destas afirmações nos dá um "mapa" descritivo do "território" do comportamento da criança.

2) Segundo um relato popular, George Westinghouse projetou um freio de trem operado por ar comprimido. Após tê-lo patenteado, lutou para convencer os administradores das ferrovias do valor da sua invenção. Afirma-se que Cornelius Vanderbilt da Central de Nova York respondeu: "você pretende me dizer, frente a frente, que um trem em movimento pode ser parado com vento?"

3) Padrões de pensamento entre povos. "O entendimento mútuo e as relações pacíficas entre os povos têm sido obstaculizados não apenas pela multiplicidade de línguas, mas também, em grau maior, pelas diferenças dos padrões do pensamento, isto é, pelas diferenças dos métodos adotados para definir as fontes do conhecimento e para organizar o pensamento coerente. Nenhum cérebro pode funcionar livremente sem determinadas suposições quanto à origem de seus conceitos básicos e sua capacidade de relacionar estes conceitos com os de outros. Estas suposições têm sofrido mudanças significativas no transcorrer do tempo e têm variado mais ou menos entre nações e grupos sociais num dado tempo. Estas diferenças nos métodos de raciocinar têm gerado rancor e mesmo ódio". (Karl Pribam)

Ainda: o maior bloqueio à comunicação é a falta de capacidade do homem para ouvir outra pessoa de modo inteligente, compreensivo e hábil.

Fonte de Consulta

HAYAKAWA, S. I. (Org.). Uso e Mau Uso da Linguagem. Tradução de Anne Maria Jane Koenig e outros. São Paulo: Pioneira, 1977 (Biblioteca Pioneira de Arte e Comunicação)

 

27 junho 2008

Linguagem e Discurso

O cérebro é o órgão mais volumoso do encéfalo, ocupando quase toda a caixa craniana. Pesa aproximadamente 1.100 gramas. Desempenha, entre outras funções, a do raciocínio e da linguagem. Nosso propósito é relacioná-lo com o discurso.

O cérebro é um ordenador de palavras. Suponha que haja várias palavras anotadas numa folha de papel. O cérebro registra-as, procurando ordená-las logicamente. Por isso, quando cometemos um erro de linguagem, nosso cérebro põe-se logo a corrigir para dar sentido ao pensamento. Por exemplo, a indagação filosófica sobre o tempo deve ser feita através da questão: "Que é tempo?". Invertendo a ordem das palavras, ou seja, perguntando: "É que tempo?" ou "Que tempo é?", não atendemos ao objetivo proposto, embora, também, sejam questões filosóficas.

Expressamo-nos pela linguagem. O uso da palavra, articulada ou escrita deve ser ponderado, a fim de nos comunicarmos eficazmente com os nossos semelhantes. Para que a mensagem não se dilua, emissor e receptor devem estar em perfeita sintonia. Fazendo uso de nossa maquinaria cerebral, esforcemo-nos por bem exprimir o que pensamos. Somente assim criaremos o hábito de processar logicamente as ideias em nosso cérebro.

O discurso de um ser mede a estatura espiritual de sua alma. Podemos usar palavras de efeito, mas comunicamos somente o que somos. Quando expressamos unicamente o conteúdo dos livros, tornamo-nos cópias dos autores. Porém, se refletirmos criteriosamente sobre os escritos, construiremos um sólido conhecimento. A partir daí, o nosso discurso adquire característica própria, que nos distingue dos demais.

A fala e a escrita são criativas. Começamos a falar e subitamente notamos que se desenvolvem novos pensamentos enquanto falamos; começamos a escrever o que sabemos, porém, muitas vezes, surgem novos conhecimentos enquanto se escreve. Para que a criatividade torne-se um fato concreto, precisamos de segurança pessoal, comunicação e atividade. Eis o fundamento básico para a criação de novos conteúdos da consciência.

O discurso, falado ou escrito, é mola propulsora de nosso desenvolvimento moral e intelectual. Saibamos exercitá-lo com confiança e determinação, a fim de melhor aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece.

Fonte de Consulta

PÖPPEL, E. Fronteiras da Consciência, a Realidade e a Experiência do Mundo. Rio de Janeiro, Edições 70, 1989.