01 junho 2016

Metáfora da Mala

Metáfora é uma figura de linguagem, é uma comparação de palavras em que um termo substitui outro. É uma ferramenta linguística muito usada no dia-a-dia. Pesquisa recente mostra que o ser humano usa, em média, quatro metáforas por minuto. 


Suponha uma dada viagem: ir a um país distante ou a outro Estado. Como proceder? Depois de ter comprado as passagens, caso fôssemos de ônibus ou de avião, temos que pôr os nossos pertences, ou seja, roupas, sapatos, artigos de higiene pessoal, livros, aparelhos digitais, em uma mala. Se optarmos por uma mala grande, podemos jogar as coisas de qualquer jeito. Ainda assim sobrará espaço. Se a mala for pequena, teremos mais trabalho para arrumar.

Na mala grande, não havíamos nos deparado com a escassez; na mala pequena, ela aparece, ou seja, escassez de espaço. Esta metáfora pode ser aplicada em muitos aspectos de nossa vida. O tempo, por exemplo, é bem ilustrativo. Se temos muito tempo livre, podemos assistir a um filme, ir ao teatro, passear pelo campo etc. O tempo limitado, faz-nos cortar um ou outro evento. 

Observe, também, a exposição de uma palestra. Quando os organizadores de um evento qualquer limitam o tempo dos palestrantes, estes são obrigados a cortar aqui, tirar algo ali, esforçando-se para que o assunto caiba dentro do tempo disponível.

O que podemos aprender com isso? Para que possamos tirar o máximo proveito das coisas, cortemos sempre o supérfluo. Lembremo-nos de José Ortega y Gasset, que diz: "A lei seca da arte é esta: 'Ne quid nimis', nada além do necessário. Tudo o que é supérfluo, tudo aquilo que podemos suprimir sem alterar a essência é contrário à existência da beleza."


Complemento

Conta-se uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra. Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.

Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou: 'Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande?'

'É estranho', respondeu o viajante, 'mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava.' Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor.

Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou: 'Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada?'

'Estou contente que me tenha feito essa pergunta', disse o viajante, 'porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo.' Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves.

Um por um, os transeuntes foram avisando-o a respeito de suas cargas desnecessárias. E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal. (Qual era na verdade o problema dele? A pedra e a abóbora?

Não.

Era a falta de consciência da existência delas. Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado. Esse é o problema de muitas pessoas. Elas estão carregando cargas sem perceber. Não é de se estranhar que estejam tão cansadas!

O que são algumas dessas cargas que pesam na mente de um homem e que roubam as suas energias? 
a. Pensamentos negativos. 
b. Culpar e acusar outras pessoas. 
c. Permitir que impressões tenebrosas descansem na mente. 
d. Carregar uma falsa carga de culpa por coisas que não poderiam ter evitado. 
e. Auto-piedade. 
f. Acreditar que não existe saída.

Todo mundo tem o seu tipo de carga especial, que rouba energia. Quanto mais cedo começarmos a descarregá-la, mais cedo nos sentiremos melhor e caminharemos mais levemente."  


Extraído do livro "Psycho-Pictography", de Vernon Howard.







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