17 setembro 2006

Memória e Pronunciação

Memória - simplesmente definida é a capacidade de fixar, reter, evocar e reconhecer impressões ou acontecimentos passados. Funciona à semelhança de uma máquina fotográfica: capta as "imagens" e as registra no cérebro. Neste sentido os estímulos da visão são os mais importantes. A falta de memória é decorrente não só da reduzida capacidade intelectual e desenvolvimento mental como também do pouco interesse manifestado.

A educação, na Antiguidade, influenciada pela Retórica exalta a memória. Em relação ao orador estabelece algumas regras: 1.º) escrever todo o discurso; 2.º) depois de escrito, decorá-lo, de modo a ser reproduzido no momento oportuno; 3.º) Jamais lê-lo em público. A "escola nova", já em nosso século, postula a luta contra o ensino decorativo. Ao compararmos as duas correntes de pensamento surge a dúvida: o discurso deve ser decorado ou improvisado? A resposta é o meio termo: o rigor da preparação atenua-se com certa improvisação e esta apoia-se numa razoável preparação.

O discurso antes de pronunciado existe em potência , depois de exposto, quando escrito, torna-se documento histórico. Sua essência está na execução. A concretização do ato requer um emissor, a mensagem e o receptor. Bom orador é aquele que se expressa indistintamente a todos os membros do auditório. Sendo a ação, o principal momento de atualizar as idéias em gestação, deve, pois, empenhar-se ao máximo para comover e persuadir.

A gestualidade que engloba gestos (movimentos) e atitudes e posturas (parados) deve ser uma preocupação constante do orador. "Sermo corporis", o corpo fala através das mãos, dos movimentos da cabeça, do sorriso e do choro. Temos de exercitar a respiração, a dicção, a impostação da voz e a colocação correta da palavra, a fim de nos tornarmos receptivos ao público no qual dirigimos a palavra.

A proxêmica, que estuda a significação da gestualidade em relação com o espaço é uma nova área de investigação que se destaca. O orador levanta-se e senta-se; situa-se num plano mais alto ou mais baixo; distancia-se ou aproxima-se com segundas intenções. Seu objetivo é atrair a atenção do público para melhor persuadir. Deve, porém, fazê-lo de modo natural, a fim de que o exterior corresponda aos sentimentos do interior.

Exercitemos a memória, porém deixemos espaços para a improvisação. Conscientizando-nos deste preceito, daremos vazão à criatividade e teremos condições de melhor nos expressar com graça e harmonia.

São Paulo, 15/09/1994
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O Livro

O livro é o "veículo do saber". Não é o único, mas é o mais antigo e o mais estável. As culturas sobrevivem, de modo geral, porque o ser humano guardou em livros o estoque de suas experiências, descobertas e reflexões várias. Numa sociedade sem livros, como é o caso das sociedades antigas, o conhecimento, chamado "folk", pertencia aos mais velhos, que o transmitia verbalmente aos mais novos. É fácil deduzir que numa epidemia, que dizimava toda a população, destruía também todos os conhecimentos adquiridos.

Simbolicamente, o livro é interpretado de diversas maneiras. Como símbolo do universo: "O Universo é um imenso livro". Se o universo é um livro, é que o livro é a Revelação, e por extensão, a manifestação. O livro pode estar fechado (conserva o seu segredo) ou aberto (fecundado). Aberto, o conteúdo é tomado por quem o investiga. No Egito, por exemplo, o Livro dos mortos é uma coletânea de fórmulas sagradas, encerradas com os mortos na sua tumba, para justificá-los na hora do julgamento e implorar aos deuses, a fim de favorecer sua travessia dos infernos e sua chega à luz do sol eterno.

Historicamente, o livro começou com a invenção do papiro, no Egito, há 3.000 anos a.C. Posteriormente, tivemos a invenção do pergaminho, em 500 a.C., em que se usavam peles de cordeiros e vitelos. Como essas peles escritas tinham que ser enroladas, o ato de ler denominou-se explicar (desenrolar, desdobrar). A invenção da imprensa de caracteres móveis, atribuída ao alemão Johannes Gutenberg (1397-1468), deu um impulso muito grande à edição de livros.

Acredita-se ter sido Bíblia a primeira obra editada pelo novo processo: ainda hoje é conhecida como "Bíblia de Gutenberg", ou "Bíblia de Mazarin", Cardeal em cuja biblioteca foi encontrada a preciosa obra. A partir desta invenção, a difusão escrita do pensamento iria fazer progressos impressionantes e sair de sua fase artesanal, para sua fase industrial. Pode-se, assim, medir o nível cultural de um povo, como da pessoa, pelo seu amor ao livro. O livro acabou se tornando um dos instrumentos mais valiosos no processo de instrução e democratização da cultura.

Depois da invenção dos computadores pessoais, estamos assistindo à edição dos livros eletrônicos, livros esses digitalizados e dispostos tanto na Internet como em Cd-rom. Esta nova maneira de guardar o conhecimento tem concorrido com a indústria do livro. Contudo, o livro nunca acabará, porque a leitura na tela do computador não é tão agradável quanto à leitura no próprio livro. Além disso, podemos mais facilmente levar o livro para onde formos, como é caso do metrô ou um bosque florido.

Alguns cuidados sobre a leitura de livros: "Jamais leia um livro que não tenha pelos menos um ano"; "Sempre que saia um livro novo, leia um velho"; "É tão grande o desprazer dos livros que se emprestam que eles não voltam nunca mais"; "Os livros, mesmo bons, não podem sempre agradar; os espíritos nem sempre anseiam por seu alimento"; "Para ler coisa boa, uma das condições é a de não ler coisa ruim: pois a vida é breve, limitados nosso tempo e nossas forças"; Não há no mundo livros que se devam ler, mas somente livros que uma pessoa deve ler em certo momento, em certo lugar, dentro de certas circunstâncias e num período da vida"; "Uns livros são grossos; outros, finos; poucos, os profundos".

Procuremos ler e divulgar somente os bons livros. É deles que extraímos os ensinamentos para a formação do nosso caráter e o desenvolvimento do nosso "eu" espiritual.

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Ensino e Lousa Digital


A relação ensino-aprendizagem vem, ao longo do tempo, sofrendo modificações significativas. No passado, vigorava o sistema magister dixit (o professor disse), em que o professor sabia e ensinava; os alunos apenas deviam aprender o que o professor ensinava. Com o surgimento do livro Emílio ou da Educação, de Rousseau, o aluno passou a ter papel relevante nesse processo, pois era ele quem aprendia e não o professor quem ensinava. O desenvolvimento da tecnologia, principalmente com a rede de computadores, deu nova dimensão à relação ensino-aprendizagem, pois tornou público qualquer tipo de informação.

O aparecimento da lousa digital, em que há canetas e apagadores especiais, é a nova tecnologia de ensino. O professor não é mais aquele que ensina, mas aquele que aprende junto com os alunos. As matérias são dadas on line, pois tanto os professores como os alunos podem utilizar recursos da Internet. Depois de ministradas, as aulas são postadas no site do colégio para que os alunos possam consultar. Serve, inclusive, para aqueles que faltaram à aula. O controle de presença é feito pelo computador de mão. As circulares endereçadas aos pais chegam pelo e-mail.

Esta nova tecnologia é usada apenas pelas escolas particulares. Uma lousa digital não sai por menos de R$ 20 mil. As escolas públicas estão muito defasadas nesse contexto, pois há apenas um computador para cada 170 alunos. Esse parâmetro é sumamente desalentador, porque haverá cada vez um hiato muito grande entre o ensino na escola paga e aquele prestado pelo governo. Pais e educadores devem refletir um pouco mais sobre o papel do Estado nessa questão, porque está em jogo o futuro de uma nação.

O governo, em 2000, aprovou uma lei que cobra 1% do faturamento das operadoras de telefonia. Esse desconto é denominado FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações). Por falta de regulamentação, acumula um saldo de R$ 4 bilhões, o qual serve para ajudar o superávit primário. Se fosse aplicado poderia diminuir drasticamente a distância entre as escolas do ensino privado e as escolas do ensino público. Uma simples conta: dividamos 4.000.000.000,00 por R$ 2.500,00 (o preço de um computador). Daria para comprar nada menos do que 1.600.000 novos computadores.

A nova tecnologia é sempre bem-vinda. Contudo, deve-se ter muito cuidado, ou seja, saber usá-la de forma eficiente. De acordo com estudos norte-americanos, para cada dólar de investimento em nova tecnologia, há que se despender outros 1,50 na capacitação dos professores. O que adianta equipar uma classe com toda essa parafernália se os professores, os agentes executores, não sabem explorar os seus recursos didáticos? O mais importante é a transmissão do conhecimento. Não desprezemos de todo o quadro-negro convencional.

Tenhamos sempre a mente aberta para o novo, pois o mundo caminha e não somos nós os imigrantes digitais (adultos) que iremos deter os avanços dos nativos digitais (crianças).

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10 setembro 2006

Atendimento ao Público


A palavra serviços é polissêmica, ou seja, sujeita a muitas interpretações. Karl Albrechet, por exemplo, diz que serviço "É todo trabalho que agrega valor, feito por uma pessoa em benefício de outra". Há outros que preferem dizer que ele nada mais é do que a ampliação do produto. As suas características de intangibilidade, perecibilidade, inseparabilidade e heterogeneidade diferem-no do produto propriamente dito. Pergunta-se: como aumentar a eficácia na prestação de serviços?

Comecemos pelo atendente. Quem é? É a pessoa que entra em contato com o cliente. Pode ser a telefonista, o recepcionista, o guardador de carro, o chefe de sessão e o próprio presidente da empresa. As atitudes e os comportamentos dessas pessoas formam a imagem que o cliente leva consigo. Por isso, essas pessoas devem mostrar senso de organização e bem conhecer as atividades da empresa, para defendê-la com mais persuasão. Além, é claro, de estarem sempre com um rosto sorridente.

Há o bom e o mau atendimento; o constante e o inconstante. Observe o atendimento inconstante. Imagina a ida a um restaurante. Naquele dia o atendimento foi perfeito, sob todos os sentidos: esmero do garçom, comida deliciosa, espaço à vontade e deferência do gerente. Tempo depois, recebemos a visita de um amigo e o convidamos para ir almoçar nesse restaurante porque, além da boa comida, somos bem atendidos. Estando lá, tudo ao contrário: comida já não é mais a mesma, o atendimento piorou e o gerente nem conversou conosco. Que tipo de imagem levaremos desse estabelecimento?

Na relação cliente-empresa precisamos eliminar alguns mitos que se formaram a respeito do cliente. Diz-se que o "cliente sempre tem razão", que o "cliente é o rei", que "o cliente é a razão de ser da empresa". Essas frases são verdades relativas; o erro está em querer absolutilizá-las. Diante dessa situação, não nos esqueçamos de que, na outra ponta, também somos clientes, com os nossos defeitos e as nossas virtudes. O correto seria dizer: "o cliente às vezes tem razão", "o cliente às vezes é o rei", "o cliente muitas vezes é a razão de ser da empresa".

Anotemos algumas dicas para o bom atendimento: o cliente bem tratado volta sempre; o profissional de atendimento tem 70% da responsabilidade sobre a satisfação do cliente; nem sempre se tem uma segunda chance de causar boa impressão; opinião pública favorável suscita lucros; boas relações profissionais geram produtividade; recuperar o cliente custará pelo menos 10 vezes mais do que mantê-lo; cada cliente insatisfeito conta para aproximadamente 20 pessoas, enquanto os satisfeitos contam apenas para cinco.

Lembremo-nos do ditado chinês: "Quem não sabe sorrir não deve abrir um negócio". Estejamos, assim, sempre atentos ao bom atendimento, quer como prestadores ou consumidores do serviço.

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Motivação

A busca de respostas, que não sejam simples repetições, exige do pesquisador muito esforço mental. O estudo do tema motivação é um deles: para penetrarmos no âmago do seu conceito, devemos fugir da facilidade com que usamos esta palavra.

A teoria do reflexo condicionado de Pavlov e os acréscimos feitos a esta teoria por Thorndike e Skinner fundamentam todo o estudo da motivação. Nos reflexos condicionados de Pavlov, o som de uma campainha é o elemento eliciador de secreção gástrica no cão. Quer dizer, um elemento externo provoca uma reação interna, independente da apresentação do alimento. Skinner acrescenta uma espécie de recompensa ou punição para um dado estímulo externo. Mas mesmo assim o indivíduo age ou não movido por algo externo. Ex.: se eu passar de ano ganho um prêmio.

Baseando-nos nos estudos acima referidos, podemos entender melhor a diferença entre movimento e motivação. O movimento é tudo o que vem de fora: recompensa, punição, elogio etc. A motivação é tudo o que vem de dentro e faz parte das necessidades intrínsecas do sujeito. Uma pessoa que age somente pelo movimento, ou seja, é movido pelo salário, pelo abraço, pelo medo etc. não está construindo a sua individualidade de modo perene e estável. 

A não distinção entre movimento e motivação leva muitos de nós a tomar decisões erradas, pois quando damos um prêmio nem sempre estamos motivando, porque uma vez dado, outros serão esperados. Isso pode levar, no futuro, a uma queda na motivação, desde que paremos de dar o referido prêmio. É preciso que haja compreensão para com o indivíduo que não age exclusivamente pelo prêmio. Se quisermos dá-lo como elemento eliciador, podemos ocasionar uma desmotivação, pois os seus valores morais estão acima de recompensa material.

Uma das grandes descobertas da Psicologia é que não só cada pessoa é única como também cada grupo. Negligenciar esse detalhe no estudo da motivação, leva-nos a cometer diversos erros. Um deles é a generalização com estatísticas e gráficos, pois aplicamos ao indivíduo aquilo que constatamos no geral. Acontece que ninguém está num mesmo lugar com os mesmos objetivos. É preciso pois perscrutar os desejos, os fins e as metas específicas de cada um, para melhor ajuizar o que cada um está buscando.

Desta forma, convém mantermos a nossa convicção íntima sempre fortalecida, a fim de não sermos tragados pelos agentes exteriores desanimadores.

São Paulo, 13/05/1998
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O Professor e a Aprendizagem do Aluno

Como melhorar as técnicas de ensino? Como passar de um simples instrutor para um verdadeiro educador? Como professor, estamos nos preocupando com a aprendizagem do aluno, ou somos simples transmissores de informações? Há possibilidade de fazermos o conhecimento sair de dentro do aluno e não de ele caminhar de fora para dentro? Um professor que dá aula de manhã, de tarde e de noite educa com eficácia?

Para Pedro Demo, a definição de professor inclina-se para o desafio de cuidar da aprendizagem. Cuidar da aprendizagem assemelha-se às preocupações que uma mãe tem para com seus filhos. Depois de pari-los, dar-lhes o leite materno, fazê-los engatinhar e andar, incumbe-se de introduzi-los nos ensinamentos éticos e morais. O mesmo deveria fazer o professor: ministrar ensinamentos técnicos, mas ao mesmo tempo, introduzir os seus alunos nos fundamentos morais, para que aprendam a se relacionar bem em sociedade.

O professor do futuro deve se ater não a ensinar, mas orientar o aprendizado do aluno. Não resolver dúvidas, mas colocar dúvidas na cabeça dos alunos, para que estes adquiram o hábito da pesquisa. A pesquisa não deve se restringir apenas ao ensino universitário, mas a todo o estudante de qualquer série, desde o primário até o doutorado. O aluno deve ser ensinado a desconstruir e reconstruir o seu próprio conhecimento. Há que solidificar argumentos para que possa pensar pela própria cabeça. O instrucionismo, tão vigente em nossa época, deve ceder lugar ao debate orientado pelas pesquisas, de preferência por pesquisas documentadas, escritas pelos próprios alunos.

Para que haja ensino de qualidade, há necessidade de se modificar a estrutura e o poder governamental, que está muito mais preocupado com os números do que com a real aprendizagem do aluno. Fala-se muito em ensino continuado, mas o que se vê é aprovação continuada. Estes alunos terão a sua reprovação mais tarde quando estiver inserido na sociedade. O governo quer também que o aluno fique mais horas na escola, mas não está preocupado se este está aprendendo ou não.

Há professores que se dizem dinâmicos, alegando que em suas aulas ninguém dorme. O que significa uma aula dinâmica? É uma aula com debates, seminários e conversações. Contudo, se os alunos participam ativamente, porém isentos do fruto de uma pesquisa, de um estudo, acaba-se criando uma espécie de "seminário vazio", em que todos falam, mas cujos resultados concretos são nulos. Lembremo-nos de que Sócrates, na antiguidade, já nos alertava para passarmos das opiniões aos conceitos.

Um grupo sem conflito perde muito em eficácia. Saibamos provocar um debate, uma discussão, mas não nos esqueçamos de exigir a contrapartida da pesquisa, do argumento correto e da elaboração própria do pensamento.

Complemento

Passar deveres para casa inteligentes, corrigi-los e depois dar feedback ao aluno. Ou então explicar, insistir, repetir, até que ele aprenda. 

Que desastre se fosse necessário um doutorado para ser bom professor! Ou que houvesse idade certa e errada. Ou que fosse necessário entender de psicologia sócio-histórica. Basta aprender a dar aula. 

Cláudio Moura Castro. Onde erraram os professores? Veja de 16/11/2016, p. 32. 


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12 março 2006

Aprendizagem e Rede de Computadores

O modelo estrutural de ensino, ao longo dos séculos, mostra o professor como o detentor de um acesso privilegiado à informação. A aula deste professor assemelhava-se ao tipo magister dixit, ou seja, o professor é que sabe e o aluno é quem deve aprender. A partir do aparecimento do livro Emílio, de Rousseau, esse modelo sofreu modificações radicais. Não é o professor que ensina; é o aluno que aprende. Daí a expressão "revolução coperniciana" da educação, ou seja, uma guinada de 360 graus na relação entre professor e aluno.

A informação, porém, cresceu em quantidade, o que propiciou o aumento dos meios de propagação, principalmente a rede de computadores: o aluno não recebe a informação só do professor; pega-a também diretamente da fonte. Neste contexto, o professor foi pouco a pouco perdendo a sua função de guardião do saber. Hoje, qualquer pessoa pode produzir um texto e colocá-lo na Internet e, em poucos minutos, todo o Planeta Terra poderá auferir os ensinamentos ali veiculados.

A relação professor aluno transforma-se numa inter-relação, em que o aluno pode também ensinar o professor. Como a informação está na Internet, o aluno – muitas vezes, com mais tempo livre do que o do professor – poderá achar a informação, absorvê-la, e, depois, passá-la ao professor. Esta deverá ser a tônica das relações futuras entre ensino e aprendizagem. A função do professor será a de orientar, moderar e estimular permanentemente as descobertas dos alunos, dentro de um espírito crítico e criativo.

A rede de computadores, por sua vez, tende a se ampliar cada vez mais. Imaginemos a pesquisa de um assunto através dos sites de busca. Do título digitado, aparecem inúmeros sites que tratam do tema. É possível que muitos não atendam ao objetivo da busca, porém haverá outros que nos trarão a informação a que estamos procurando. Os estudiosos da Internet afirmam que essas informações tendem a aumentar cada vez mais, pois tão logo elas são postadas, elas já se tornam ultrapassadas.

O que nos cabe fazer? Estarmos atentos a essas mudanças. A realidade é o que é. De nada adianta dizermos isso ou aquilo, que está certo ou errado, ou que deveria ser diferente. As circunstâncias não existem para satisfazer os nossos desejos. Elas estão à nossa frente e devemos nos esforçar para tirar delas o maior proveito possível. Por isso, adaptar-se ao novo não é tarefa fácil, porque temos que renunciar ao que deu certo, àquilo que serviu de êxito no passado. Mudar, antes que a crise nos obrigue, será sempre o melhor caminho.

Esforcemo-nos sempre para adquirir valores intelectuais e morais, porque estes representarão as riquezas do nosso eu imortal, as quais levaremos conosco aonde formos.
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