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11 novembro 2011

5 Falas dos Líderes

1) Os líderes falam quando há muita coisa em jogo

Depois de uma tragédia nacional, quando uma empresa lança um novo produto, quando um problema de difícil solução surge no centro das atividades de uma organização, é a hora de o líder discursar e fazer a diferença.

2) Os líderes falam como representantes de suas organizações

Os líderes têm que ser eles mesmos, mas quando se pronunciam deve atender aos interesses de suas organizações. Por outro lado, o êxito de qualquer empreendimento depende muito da capacidade de persuasão de seu líder.

3) Os líderes falam o tempo todo

Não só quando é convidado para falar na televisão, no rádio ou em teleconferência. É no dia a dia, ou seja, na conversação com o ascensorista, com o copeiro, ele está exercendo o seu papel de líder, porque irá influenciar positivamente ou negativamente essa pessoa com que teve contato.

4) Os líderes falam porque esse é o seu trabalho

Os líderes devem estar sempre atentos para com todos os seus funcionários. Suponha que ele tenha um cientista, que não saiba se comunicar, ou mesmo ser persuasivo. Como irá vender o seu produto? "Conhecimento não é poder; comunicação do conhecimento, sim".

5) Os líderes falam para influenciar e inspirar

Eles não estão demasiadamente preocupados em transmitir uma informação, eles falam para comunicar um ponto de vista, uma orientação ou um entusiasmo particular.

Fonte de Consulta

WITT, Christopher e Dale Fetherling. Líderes de Verdade não Usam PowerPoint: Como Vender suas Ideias e se Autopromover. Tradução de Eduardo Rieche. Rio de Janeiro: BestSeller, 2011.

 

08 fevereiro 2010

Líder Motivador

“Nada de grandioso jamais foi criado sem entusiasmo.” Ralph Waldo Emerson

A meta do verdadeiro líder deve estar centrada na motivação das pessoas. Para que obtenha êxito nesta tarefa, deve, em primeiro lugar, motivar a si mesmo, pois o exemplo educa muito mais que as repreensões. Imaginemos a seguinte situação: como é que um médico pode convencer o seu paciente a largar de fumar se ele prescreve a receita com um cigarro à mão? Há muitos pensamentos sobre liderança. Reflitamos sobre alguns deles.

Os donos e as vítimas. As pessoas que o líder dirige pertencem a duas categorias: os donos e as vítimas. As que se portam como donos têm responsabilidade, sabem o que querem na vida e não medem esforços para conseguir os seus objetivos. As que se colocam como vítimas estão sempre reclamando, contando as suas histórias infelizes, culpando o governo e os outros pela sua condição sofredora. O líder deve sopesar cada um dos casos para poder liderar com eficácia.

Empregado não-produtivo. Se um empregado não produz a contento, ele está com algum conflito. Por mais que se insista com ele, o retorno é baixo para a empresa. Haverá mais ganho investir no empregado produtivo. Algumas pesquisas apontam que os gerentes perdem mais de 70% de seu tempo tentando fazer pessoas não-produtivas produzirem. E a maioria dos produtivos, quando muda de emprego, faz isso porque não recebeu atenção suficiente. De acordo com Peter Drucker, “quando não há comprometimento, existem apenas promessas e esperanças... não planos”.

Bancando o bombeiro. Os bombeiros existem para apagar incêndios. Se o líder está apenas apagando incêndios, falta-lhe tempo para pensar, criar e inovar. Às vezes nos deixamos influenciar pela situação do momento, quer sejam as falsas opiniões, quer sejam os melindres, que poderiam ser enterrados no nascedouro. Tentando apaziguar o diz que diz que, podemos postergar uma ação de marketing, que poderia resultar em maiores lucros para a empresa.

Ouvir mais e falar menos. O líder deve estar aberto a todo tipo de mudança, comentário ou crítica que surgir em seu caminho. Para captar as mudanças que estão por vir, deve desenvolver o senso da audição. Ouvindo mais e falando menos vai entrando no âmago das questões. Geralmente, quando nos colocam numa posição de comando, pensamos que precisamos saber de tudo, estar a par de todas as novidades, ensinar, falar. Captar o que está acontecendo aqui e agora tem mais substância.

O feedback, mesmo negativo, é essencial. O líder nunca deveria se eximir do feedback. Observe um prisioneiro colocado na solitária. Ele sente-se o pior dos mortais, pois não tem contato e nem feedback com outro ser humano. Do mesmo modo é o líder que não recebe crítica ou elogio. Ele acaba ficando com a sua própria crítica e o seu próprio elogio, o que não é muito bom, pois o primeiro impulso do ser humano é pensar em suas fraquezas e não em suas potencialidades.

O líder pode muito, desde que esteja fazendo as coisas certas. Uma mente, concentrada em sublimes objetivos, é um poderoso estimulante para as demais.




07 fevereiro 2010

Frases sobre Liderança

"Não apenas uso todos os cérebros de que disponho como todos os que posso pedir emprestado". Woodrow Wilson

"Você não pode mudar as pessoas. Você deve ser a mudança que deseja ver nelas". Gandhi

"Os grandes homens são os que percebem que o pensamento é mais forte do que qualquer força material. Os pensamentos governam o mundo". Ralph Waldo Emerson

"Liderança é a arte de conseguir que uma pessoa faça o que você quer porque ela deseja fazê-lo". Dwight Eisenhower

"Não diga aos outros como fazer as coisas, mas o que fazer, e deixe que o surpreendam com os resultados". George S. Patto

"Os que seguem a parte de si mesmo que é grande se tornarão grandes. Os que seguem a parte que é pequena se tornarão pequenos". Mêncio, filósofo chinês

"Os que demoram mais a fazer uma promessa são os mais fieis na hora de cumpri-la". Jean Jacques Rousseau

"Não há nada tão inútil como fazer eficientemente o que não se devia fazer de modo algum". Peter Drucker

"O melhor executivo é aquele que tem sensibilidade para escolher as pessoas certas para executar o que ele deseja e autodomínio para evitar atrapalhá-las enquanto elas fazer o trabalho". Theodore Roosevelt

"Líderes não criam seguidores. Criam outros líderes". Tom Peters

"Em questões de estilo, nade com a corrente; em questões de princípios, fique firme como uma rocha". Thomas Tefferson

"Uma vida de reação é uma vida de escravidão – intelectual e espiritual. É preciso lutar por uma vida de ação". Rita Mãe Brown

"Puxe a corda, e você obterá o que quer. Empurre-a, e não obterá nenhum resultado". Dwight D. Eisenhower

"Quando estou me preparando para convencer alguém, passo um terço do tempo pensando sobre mim mesmo, o que vou dizer, e dois terços do tempo pensando sobre a pessoa e o que ela vai dizer". Abraham Lincoln

"Comece fazendo o que é necessário, a seguir o que é possível e de repente estará fazendo o impossível". São Francisco de Assis

"Há muita gente pensando mais em segurança do que em oportunidade. Parecem ter mais medo da vida do que da morte". James F. Byrnes

"Considere sempre fácil o que precisa fazer, e será". Emile Coue

"A melhor maneira de ter uma boa ideia é ter uma porção de ideias". Linus Pauling

"Eu me divirto mais e tenho mais sucesso financeiro quando paro de tentar obter o que quero e começo a ajudar os outros a obter o que querem". Spencer Johnson

"As pessoas podem ser divididas em dois tipos: as que vão adiante e fazem algo e as que ficam paradas e perguntam: “por que isso não foi feito de outro modo?” "Oliver Wendel Holmes

"Nada é tão fatigante do que a eterna pendência de uma tarefa não concluída." William James

"A primeira lei do sucesso é a concentração; fazer todas as energias convergirem para um único ponto e ir diretamente a ele, sem olhar para a direita nem para a esquerda". William Mattews

"Se suas ações inspiram os outros a sonhar mais, aprender mais, fazer mais e se tornar algo mais, você é um líder". John Quincy Adams

"Não seja tímido e melindroso em suas ações. Tudo na vida é uma experiência. Quanto mais você experimentar, melhor". Ralph Waldo Emerson

"Afogado em dados, mas à míngua de informações". Ruth Stanat

"Eu sempre disse que, se fosse rico, contrataria um elogiador profissional". Osbert Sitwell

"Noventa e nove por cento dos fracassos acontecem com pessoas que têm o hábito de se justificarem". Henry B. Adams

"A razão pela qual a maior parte dos objetivos não é atingida é que gastamos o nosso tempo fazendo primeiro as coisas secundárias". Robert J. Mackain

"O chefe produz medo; o líder, autoconfiança. O chefe aponta os culpados; o líder corrige os equívocos. O chefe sabe tudo; o líder faz perguntas. O chefe faz do trabalho um fardo; o líder o torna interessante". Russel H. Ewing

"As pessoas querem saber a diferença entre o líder e o chefe. O líder trabalha em aberto, e o chefe, encoberto. O líder lidera e o chefe dirige". Theodore Roosevelt

 


26 junho 2008

A Arte da Audição

Passamos a maior parte do nosso tempo ouvindo: rádio, televisão, palestras, aulas etc.; a sós, ouvimos a voz do nosso pensamento; ao falarmos em público, quem primeiro ouve são os nossos ouvidos. Mas, será que sabemos ouvir ativamente? Nossa atenção afasta-se, constantemente, do orador? Temos largos períodos de "sonhos acordados"? Conseguimos nos lembrar de muitas coisas que nos foram ditas?

Algumas experiências americanas sugerem que a velocidade do pensamento é quinhentas vezes maior do que a velocidade da fala (125 palavras por minuto). Como o pensamento é mais rápido do que a fala, surgem os "devaneios", a "fuga" e os "sonhos", que são o preenchimento do intervalo de tempo entre a fala e a audição. Para racionalizar esse hiato de tempo, convém reeducar os nossos hábitos de leitura e de audição. Nesse contexto, a fórmula para ouvir (S-I-O-A) é bastante pertinaz.

A fórmula (S-I-O-A) significa: Sintoniza – Informa – Ouve – Avalia. Antes de assistirmos a uma palestra, devemos sintonizar-nos com o título e com o comprimento de onda do orador. Enquanto o orador estiver falando, convém ir anotando questões, para serem respondidas durante a exposição. Não sejamos um "semi-ouvinte", mas um "ouvinte ativo", em que o expositor fala conosco e não para nós. Por fim, façamos uma avaliação do que foi dito, analisando os prós e os contras, e formulando publicamente a pergunta que não foi respondida durante o discurso.

Essa técnica não é novidade uma vez que a fazemos inconscientemente. O propósito é torná-la consciente em nossos atos do cotidiano. Como acontecem com a maioria de nossos hábitos, eles vão acomodando-se, caem no esquecimento e diminuem a nossa produtividade intelectual. Convém estar sempre lembrando e envidando novos esforços de aprendizagem para que se fixem indelevelmente em nossos Espíritos.

A audição para ser eficaz tem de ser ativa. Depois de entrarmos em contato com o padrão vibratório do orador, devemos concentrar-nos exclusivamente no conteúdo do tema, colocando o nosso pensamento um pouco à frente do que irá dizer. Estar inteiro naquilo que estiver fazendo, é uma verdade fundamental que jamais podemos perder de vista. É que espiritualmente ouvimos por todo o nosso ser e não somente pelos ouvidos materiais. Nesse sentido, muito auxiliam o desprendimento das preocupações e dos problemas de ordem material.

Tomemos consciência de nossa forma de ouvir. Não admitamos que os nossos ouvidos estacionem nas coisas negativas. Vejamos sempre o lado bom do acontecimento.

Fonte de consulta

O'MEARA, P., SHIRLEY, D. e WALSHE, R. D. Como Estudar Melhor. Lisboa, Editorial Presença, 1988.

Os Místicos e a Liderança

Os místicos e líderes religiosos são pessoas que mais influenciaram a humanidade. Embora haja nomes de escol ligados à Ciência, não se comparam aos produzidos pelas religiões e sistemas filosóficos. Enveredando nossos pensamentos por esse caminho, alcançaremos uma compreensão mais global do indivíduo e da sociedade.

O Tao e o Zen, por exemplo, não são religiões nem filosofias. São atitudes do cotidiano que encaminham o ser para sua libertação espiritual. Baseados em aforismos e epigramas, mostram o aspecto intuitivo da vida, contrapondo-o, ao meramente racional. Por ser fluida e penetrar indistintamente em todos os lugares, a água torna-se o símbolo fundamental de seus conteúdos. Em sendo assim, o líder deve proceder como a água, ou seja, ocupar o lugar que lhe sobra, estar bem com todos e não reclamar de nada.

Desde a Antiguidade até os nossos dias muitos líderes religiosos surgiram no seio da sociedade. Entre tais líderes, citamos: Buda, Jesus, Santo Agostinho e Krishnamurti. Todos imbuídos de percepção extra-sensorial, que lhes permitiu entrar em contato com as faixas transcendentais do conhecimento. Uma vez Absorvida a mensagem espiritual, passam-na aos seus adeptos que, posteriormente, tornam-se os verdadeiros arautos da boa-nova.

O líder, na atualidade, deve estar cônscio do seu dever de guardião do bem comum. Sua responsabilidade requer, entre outras coisas, a potencialização do semelhante. A síntese religiosa de todos os tempos e lugares deve nortear a sua conduta: "fazer aos outros o que gostaria que lhe fizessem". Procedendo desta maneira, granjeará muitos amigos. Anulando o seu "ego" para que o grupo sobressaia, crescerá em prudência e sabedoria.

O Tao, o Zen e as diversas religiões do Oriente ensinam a esquecermo-nos de nós mesmos, mantermo-nos em meditação constante e fazermos aquilo que estivermos fazendo. Há um provérbio Zen que diz: "Antes da iluminação, cortar lenha e carregar água. Depois da iluminação, cortar lenha e carregar água". Significa, que a iluminação deve ser um fator intrínseco de nossas ações.

O ser cósmico é aquele que não se filia a nenhum partido e a nenhuma seita. Procura, sim, com todas as forças de sua alma, a perfeita compreensão de si mesmo para melhor servir a humanidade.

Fonte de Consulta

CARVALHO, S. de S. Os Mestres da Terra - Os Místicos Religiosos da Humanidade. São Paulo: HEMUS. 1992.

SOUZA, W. de e VILLARES, M. R. S. Para onde Caminha o Líder - Uma Nova Visão de Liderança (Coleção Para Você ter um Click). São Paulo, CULTRIX/PENSAMENTO, 1993.



10 junho 2008

Conceito de Liderança

O conceito de liderança tem, hoje, uma acepção bem diversa do que teve na Antiguidade e na Idade Média, em que prevaleciam, com maior ou menor ênfase, a força bruta, o poderio do exército, a autoridade de nascença etc. Nesse sentido, o papel da liderança, na atualidade, desenvolve-se num contexto específico de interações e reflete em si mesmo (e na sua "tarefa") a "situação" desse contexto; manifesta também determinadas motivações do líder e exige atributos peculiares de personalidade e habilidade, além de recursos específicos; relaciona-se ainda com as expectativas dos liderados, seus recursos, suas aspirações e seus intentos.

Esclarecendo a distinção entre uma liderança definida pelo papel e um líder que determina o papel, notamos três tipos de liderança: o líder de rotina, o líder inovador e o líder promotor. O líder de rotina é aquele que não reelabora nem seu papel, nem o contexto em que é chamado a desempenhá-lo; o líder inovador é aquele que reelabora, até radicalmente, o papel-guia de uma instituição já existente; o líder promotor é aquele que sabe criar tanto o seu papel como o contexto onde vai desempenhá-lo. Exemplo: alguém que se torne fundador de um grupo, de um sindicato, partido político, ou até mesmo de um Estado.

Os manuais de liderança apontam as principais qualidades do líder: julgamento, iniciativa, integridade, previdência, energia, encorajamento, capacidade oratória, força de vontade, habilidade nas relações humanas, confiabilidade etc. Lembremo-nos de que essas qualidades pessoais não podem ser motivos de generalizações, sem que ultrapassemos os limites da banalidade. Observe que muitas vezes uma pessoa é líder numa situação, sem o ser, necessariamente, em situações diferentes. Além disso, deve-se distinguir o papel que o líder desempenha, não só da imagem que ele faz de si, como da imagem que os seus comandados fazem dele.

A noção de liderados também tem se modificado ao longo do tempo. Enquanto no passado a autoridade era linear, ou seja, o chefe mandava e o subordinado obedecia, hoje os liderados são partes ativas no processo de liderança, em que a interação entre líder e liderado é uma constante. Pode-se, assim, caracterizar uma tipologia entre líder e liderado: líderes que arrastam as multidões — capazes de terem uma grande ideia e pressionarem a multidão para concretizá-la; líderes que interpretam as multidões — hábeis em explicitar o sentimento que se encontra obscuro na mente da multidão; líderes que representam as multidões — limitando-se a exprimir apenas a opinião da multidão, já conhecida e definida.

A definição de liderança ainda é muito vaga. Entendendo-a "como alguém que guia e alguém que é guiado", ela torna-se bastante abrangente, confundindo-se, inclusive, com a noção de influência. A liderança é sempre ação efetiva, não mero prestigio. Pode-se afirmar que são líderes os que, no interior de um grupo, ocupam uma posição de poder que tem condições de influenciar, de forma determinante, todas as decisões de caráter estratégico. Para isso, devem ser ativos e corresponder legitimamente às expectativas do grupo.

A química mental está sempre presente em todos os aspectos do relacionamento humano. Influenciamos e somos influenciados por outrem. Por isso, a interação entre líder e liderado assume conteúdo relevante na especificação desses conceitos.

Fonte de Consulta

BOBBIO, N., MATTEUCI, N. e PASQUINO, G. Dicionário de Política. 2. ed., Brasília, UNB, 1986.


Como Administrar o seu Chefe

Os livros de administração, na sua grande maioria, evocam argumentos de mão única, ou seja, do superior para o inferior. E do inferior para o superior? Como o inferior deve agir para administrar o seu superior hierárquico? Em outras palavras, que tipo de relacionamento deseja para com o seu superior? De isolamento? De confrontação? De colaboração?

O superior hierárquico é qualquer um que possui poder. É a pessoa que está acima de nós no organograma da organização. Como o vemos? Através de ideias preconcebidas? Sabemos distinguir as percepções conscientes das inconscientes? Nesse mister, as percepções inconscientes são mais importantes do que as conscientes, pois elas ficam armazenadas no recôndito de nosso eu. Um lembrete: o que uma pessoa faz tem mais valor do que o que ela fala.

O subalterno, para angariar a simpatia do seu superior, deverá saber administrar a informação, pois esta tem grande poder no mundo dos negócios. Saber o que todos sabem não tem valor, pois não traz nenhuma vantagem. A vantagem da informação é permitir estratégias que usem elementos desconhecidos pelos outros. Por isso, a preocupação com o novo e com a mudança deve fazer parte dos nossos hábitos diários. Ler, ouvir e anotar, isto é, estar sempre se preparando para melhor servir.

A administração da linguagem não deve ser desprezada. Deve prestar atenção nas manipulações lógicas, no exemplo como prova, na utilização das conjunções, principalmente a "portanto", na prova lateral, no considerar demonstrado aquilo que está por demonstrar, no tomar os efeitos pela causa, no usar o argumento da autoridade, nas falsas perguntas, nos falsos problemas etc. Em outras palavras, os números não mentem, mas os mentirosos podem usar os números para mentir.

O chefe é uma pessoa como qualquer outra. Ele apenas está colocado, hierarquicamente, acima de nós. Isso não quer dizer que nos seja superior em moral ou em conhecimentos técnicos. Desta maneira, todos nós podemos influenciar o nosso superior, desde que saibamos “vender” ideias, ou seja, saibamos elaborar projetos úteis e produtivos para a empresa, quer seja filantrópica, quer seja comercial. Os fins das empresas são distintos; a técnica administrativa é universal.

Tenhamos um apreço muito grande pelo nosso chefe. Os problemas que ele tem que resolver, muitas vezes, fogem do rol de nossas preocupações imediatas.

Fonte de Consulta

DESAUNAY, Guy. Como Administrar o seu Chefe. Tradução de Rosa R. Krausz. São Paulo: Nobel, 1986.