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07 outubro 2022

Como Ser um Bom Líder

Por que se preocupava com os empregos de pedreiro e semelhantes? “Não estou construindo essas coisas para mim, mas para minha cidade natal.” Lema de Plutarco: “A cidade antes de mim”.

Neste texto, reunimos alguns apontamentos do capítulo "Como ser um bom líder", do livro Como se Tornar um Líder, de Plutarco. 

Para Plutarco, a melhor maneira de aprender sobre a vida política era servir como aprendiz a um homem de experiência que estivesse interessado em guiar novatos e aumentar a confiança deles. Entre os tópicos que ele discute, há integridade pessoal, a importância de amizades, como melhor persuadir seus cidadãos, como não provocar seus superiores, os perigos inerentes a rivalidades e invejas.

Acha que a vida política deve estar colocada como uma base segura e forte, tendo princípio, julgamento e razão, e não ser instável por causa de uma reputação vazia, ou por rivalidade com alguém, ou pela impossibilidade de ter outras atividades. Enfrentar as dificuldades do cargo com perseverança e entusiasmo. 

Depois de decidir se dedicar de maneira firme e inflexível à política, o político precisa compreender o caráter dos cidadãos. Como exemplo, o povo ateniense é facilmente motivado para a raiva, mas também facilmente modificado para a piedade. Já o povo cartaginês é amargo, triste, obediente aos governantes, duro com os súditos... O político precisa ajustar-se a essa maneira de ser do povo ao qual governa. 

Cita que Temístocles, quando pensava em dar início à vida pública, afastou-se das bebidas e dos festejos, fazendo vigílias, ficando sóbrio e cuidadoso. Também Péricles modificou-se, em questões de corporais e de regime, para andar calmamente, conversar mansamente, sempre mostrar um olhar sério.

Em se tratando do poder do discurso, ao considerar a retórica não como a criadora, mas como cooperadora do convencimento, corrige o dito de Menandro: “É o caráter do falante que convence, não o discurso em si.” Na verdade, é tanto o caráter quanto o discurso.

O homem político necessita ter em si a mente que dirige e a palavra que incita. Quando Címon era grande, junto com Efialtes e Tucídides, este, perguntado por Arquidamo, o rei dos espartanos, sobre quem lutava melhor, se ele ou Péricles, disse: “Ninguém saberia, pois, quando eu o derrubo na luta, ele faz um discurso afirmando não ter caído, vence convence os espectadores.” 

Observação: em nota, o tradutor diz que a tradução literal deste texto é “conselhos políticos”, mas, tendo em vista o contexto mais amplo do livro, decidiu seguir a tradução inglesa.

PLUTARCO. Como se Tornar um Líder: Um guia Clássico sobre Liderança Eficaz. Tradução de Marco Lucchesi. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2020. Organização Jeffrey Beneker.

 

11 novembro 2011

5 Falas dos Líderes

1) Os líderes falam quando há muita coisa em jogo

Depois de uma tragédia nacional, quando uma empresa lança um novo produto, quando um problema de difícil solução surge no centro das atividades de uma organização, é a hora de o líder discursar e fazer a diferença.

2) Os líderes falam como representantes de suas organizações

Os líderes têm que ser eles mesmos, mas quando se pronunciam deve atender aos interesses de suas organizações. Por outro lado, o êxito de qualquer empreendimento depende muito da capacidade de persuasão de seu líder.

3) Os líderes falam o tempo todo

Não só quando é convidado para falar na televisão, no rádio ou em teleconferência. É no dia a dia, ou seja, na conversação com o ascensorista, com o copeiro, ele está exercendo o seu papel de líder, porque irá influenciar positivamente ou negativamente essa pessoa com que teve contato.

4) Os líderes falam porque esse é o seu trabalho

Os líderes devem estar sempre atentos para com todos os seus funcionários. Suponha que ele tenha um cientista, que não saiba se comunicar, ou mesmo ser persuasivo. Como irá vender o seu produto? "Conhecimento não é poder; comunicação do conhecimento, sim".

5) Os líderes falam para influenciar e inspirar

Eles não estão demasiadamente preocupados em transmitir uma informação, eles falam para comunicar um ponto de vista, uma orientação ou um entusiasmo particular.

Fonte de Consulta

WITT, Christopher e Dale Fetherling. Líderes de Verdade não Usam PowerPoint: Como Vender suas Ideias e se Autopromover. Tradução de Eduardo Rieche. Rio de Janeiro: BestSeller, 2011.

 

23 junho 2010

Grandes Estrategistas e Administração

Em administração, faz-se analogia com quase tudo: místicos e religiosos, pensadores e filósofos e grandes estrategistas de guerra. Dunnigan, no livro A Sabedoria dos Maiores Estrategistas, examinou as táticas e técnicas das guerras de Alexandre, o Grande, Júlio César, Carlos Magno, Gengis Khan etc., comparando-as com as atuações dos gerentes das empresas modernas.

Para ele, Júlio César (100–44 a.C.) foi um comunicador supremo. Por isso, enfatiza que a comunicação é o grande segredo para que algo seja concretizado. Nesse caso, os gerentes, à semelhança dos grandes guerreiros, devem aprender a se comunicar com diversos tipos de pessoas: subordinados, superiores, colegas, parceiros estratégicos, imprensa e concorrentes. Caso não o façam, estarão sujeitos ao fracasso.

Alexandre, o Grande (356–323 a.C.), ao liderar os exércitos gregos na conquista do Império Persa, vislumbrou-nos a coragem de enfrentar dificuldades, inclusive a própria morte. A coragem de enfrentar a morte não é privilégio somente de Alexandre, mas de quase todos os estrategistas de guerra. Os gerentes, baseando-se nos feitos desses grandes guerreiros, devem ter a coragem de tomar decisões. “Se o líder de uma empresa não tiver coragem de enfrentar tarefas difíceis, os seus subordinados também não o farão”. O líder deve ter, também, muita coragem para admitir que cometeu determinado erro.

Liderar pelo exemplo. Os grandes comandantes nunca mandaram fazer algo que não puderam ter feito antes. Diz-se que “o exemplo corrige mais que as repreensões”. Passando para o lado da gerência. Se os gerentes quiserem que os funcionários façam horas extras, fiquem além do horário preestabelecido, ele deverá ser o primeiro a fazê-lo. Como gerentes, devemos ter em mente que o exemplo contagia.

Planejamento, organização, flexibilidade, treinamento, disciplina e visão de longo prazo são termos usados nas guerras; usando-os no dia-a-dia, os gerentes nada perdem e muito ganham com essa determinação.

Fonte de Consulta

DUNNIGAN, J. MASTERSON, D. A Sabedoria dos Maiores Estrategistas: Táticas e Técnicas de Guerra em Administração. Tradução de Eduardo Lassere. São Paulo: Futura, 2001.

 

 

08 fevereiro 2010

Líder Motivador

“Nada de grandioso jamais foi criado sem entusiasmo.” Ralph Waldo Emerson

A meta do verdadeiro líder deve estar centrada na motivação das pessoas. Para que obtenha êxito nesta tarefa, deve, em primeiro lugar, motivar a si mesmo, pois o exemplo educa muito mais que as repreensões. Imaginemos a seguinte situação: como é que um médico pode convencer o seu paciente a largar de fumar se ele prescreve a receita com um cigarro à mão? Há muitos pensamentos sobre liderança. Reflitamos sobre alguns deles.

Os donos e as vítimas. As pessoas que o líder dirige pertencem a duas categorias: os donos e as vítimas. As que se portam como donos têm responsabilidade, sabem o que querem na vida e não medem esforços para conseguir os seus objetivos. As que se colocam como vítimas estão sempre reclamando, contando as suas histórias infelizes, culpando o governo e os outros pela sua condição sofredora. O líder deve sopesar cada um dos casos para poder liderar com eficácia.

Empregado não-produtivo. Se um empregado não produz a contento, ele está com algum conflito. Por mais que se insista com ele, o retorno é baixo para a empresa. Haverá mais ganho investir no empregado produtivo. Algumas pesquisas apontam que os gerentes perdem mais de 70% de seu tempo tentando fazer pessoas não-produtivas produzirem. E a maioria dos produtivos, quando muda de emprego, faz isso porque não recebeu atenção suficiente. De acordo com Peter Drucker, “quando não há comprometimento, existem apenas promessas e esperanças... não planos”.

Bancando o bombeiro. Os bombeiros existem para apagar incêndios. Se o líder está apenas apagando incêndios, falta-lhe tempo para pensar, criar e inovar. Às vezes nos deixamos influenciar pela situação do momento, quer sejam as falsas opiniões, quer sejam os melindres, que poderiam ser enterrados no nascedouro. Tentando apaziguar o diz que diz que, podemos postergar uma ação de marketing, que poderia resultar em maiores lucros para a empresa.

Ouvir mais e falar menos. O líder deve estar aberto a todo tipo de mudança, comentário ou crítica que surgir em seu caminho. Para captar as mudanças que estão por vir, deve desenvolver o senso da audição. Ouvindo mais e falando menos vai entrando no âmago das questões. Geralmente, quando nos colocam numa posição de comando, pensamos que precisamos saber de tudo, estar a par de todas as novidades, ensinar, falar. Captar o que está acontecendo aqui e agora tem mais substância.

O feedback, mesmo negativo, é essencial. O líder nunca deveria se eximir do feedback. Observe um prisioneiro colocado na solitária. Ele sente-se o pior dos mortais, pois não tem contato e nem feedback com outro ser humano. Do mesmo modo é o líder que não recebe crítica ou elogio. Ele acaba ficando com a sua própria crítica e o seu próprio elogio, o que não é muito bom, pois o primeiro impulso do ser humano é pensar em suas fraquezas e não em suas potencialidades.

O líder pode muito, desde que esteja fazendo as coisas certas. Uma mente, concentrada em sublimes objetivos, é um poderoso estimulante para as demais.




07 fevereiro 2010

Frases sobre Liderança

"Não apenas uso todos os cérebros de que disponho como todos os que posso pedir emprestado". Woodrow Wilson

"Você não pode mudar as pessoas. Você deve ser a mudança que deseja ver nelas". Gandhi

"Os grandes homens são os que percebem que o pensamento é mais forte do que qualquer força material. Os pensamentos governam o mundo". Ralph Waldo Emerson

"Liderança é a arte de conseguir que uma pessoa faça o que você quer porque ela deseja fazê-lo". Dwight Eisenhower

"Não diga aos outros como fazer as coisas, mas o que fazer, e deixe que o surpreendam com os resultados". George S. Patto

"Os que seguem a parte de si mesmo que é grande se tornarão grandes. Os que seguem a parte que é pequena se tornarão pequenos". Mêncio, filósofo chinês

"Os que demoram mais a fazer uma promessa são os mais fieis na hora de cumpri-la". Jean Jacques Rousseau

"Não há nada tão inútil como fazer eficientemente o que não se devia fazer de modo algum". Peter Drucker

"O melhor executivo é aquele que tem sensibilidade para escolher as pessoas certas para executar o que ele deseja e autodomínio para evitar atrapalhá-las enquanto elas fazer o trabalho". Theodore Roosevelt

"Líderes não criam seguidores. Criam outros líderes". Tom Peters

"Em questões de estilo, nade com a corrente; em questões de princípios, fique firme como uma rocha". Thomas Tefferson

"Uma vida de reação é uma vida de escravidão – intelectual e espiritual. É preciso lutar por uma vida de ação". Rita Mãe Brown

"Puxe a corda, e você obterá o que quer. Empurre-a, e não obterá nenhum resultado". Dwight D. Eisenhower

"Quando estou me preparando para convencer alguém, passo um terço do tempo pensando sobre mim mesmo, o que vou dizer, e dois terços do tempo pensando sobre a pessoa e o que ela vai dizer". Abraham Lincoln

"Comece fazendo o que é necessário, a seguir o que é possível e de repente estará fazendo o impossível". São Francisco de Assis

"Há muita gente pensando mais em segurança do que em oportunidade. Parecem ter mais medo da vida do que da morte". James F. Byrnes

"Considere sempre fácil o que precisa fazer, e será". Emile Coue

"A melhor maneira de ter uma boa ideia é ter uma porção de ideias". Linus Pauling

"Eu me divirto mais e tenho mais sucesso financeiro quando paro de tentar obter o que quero e começo a ajudar os outros a obter o que querem". Spencer Johnson

"As pessoas podem ser divididas em dois tipos: as que vão adiante e fazem algo e as que ficam paradas e perguntam: “por que isso não foi feito de outro modo?” "Oliver Wendel Holmes

"Nada é tão fatigante do que a eterna pendência de uma tarefa não concluída." William James

"A primeira lei do sucesso é a concentração; fazer todas as energias convergirem para um único ponto e ir diretamente a ele, sem olhar para a direita nem para a esquerda". William Mattews

"Se suas ações inspiram os outros a sonhar mais, aprender mais, fazer mais e se tornar algo mais, você é um líder". John Quincy Adams

"Não seja tímido e melindroso em suas ações. Tudo na vida é uma experiência. Quanto mais você experimentar, melhor". Ralph Waldo Emerson

"Afogado em dados, mas à míngua de informações". Ruth Stanat

"Eu sempre disse que, se fosse rico, contrataria um elogiador profissional". Osbert Sitwell

"Noventa e nove por cento dos fracassos acontecem com pessoas que têm o hábito de se justificarem". Henry B. Adams

"A razão pela qual a maior parte dos objetivos não é atingida é que gastamos o nosso tempo fazendo primeiro as coisas secundárias". Robert J. Mackain

"O chefe produz medo; o líder, autoconfiança. O chefe aponta os culpados; o líder corrige os equívocos. O chefe sabe tudo; o líder faz perguntas. O chefe faz do trabalho um fardo; o líder o torna interessante". Russel H. Ewing

"As pessoas querem saber a diferença entre o líder e o chefe. O líder trabalha em aberto, e o chefe, encoberto. O líder lidera e o chefe dirige". Theodore Roosevelt

 


26 junho 2008

Abertos à Mudança

A mudança pode ser definida como qualquer alteração ou variação em uma ou mais propriedades de uma coisa. Ela pode ser quantitativa, qualitativa e evolutiva. Mudança quantitativa = mudança no valor de uma ou mais propriedades. Exemplo: crescimento populacional. Mudança qualitativa = a emergência ou a submersão de uma ou mais propriedades de uma coisa. Exemplo: mudanças estruturais em sistemas sociais. Mudança evolutiva = a emergência de um tipo (espécie) ou coisas inteiramente novas. Exemplo: formação de novas instituições.

No âmbito da economia, as mudanças tecnológicas são constantes e tendem a aumentar cada vez mais. Observe a evolução de uma máquina de escrever: há 50 anos suas teclas eram operadas manualmente; com a invenção da máquina elétrica, a datilografia tornou-se leve e rápida; posteriormente, o teclado ganhou a companhia de uma tela e de um processador; atualmente, os computadores avançados. Vejamos também a diferença entre a linha de produção antiga (produção em série, com muitos funcionários) com a linha de produção atual (economia de escala, com poucos funcionários).

A tecnologia da informação permite cumprir velhas tarefas de modo mais eficiente. Ela sintetiza a digitalização do conhecimento. Depois de ser armazenado num disco flexível, disco rígido ou cd-rom, o conhecimento pode ser manipulado, modificado e usado para aumentar a produtividade das empresas. Diz-se, inclusive, que temos todas as mudanças em tempo real, pois basta estarmos conectados à rede da Internet, para termos acesso a todos os tipos de informações, quer sejam técnicas, filosóficas, científicas e mesmo religiosas.

O indivíduo, diante de uma mudança, tem três opções: resistir a ela, segui-la ou liderá-la. Optando pela resistência, mais não faz do que adiar a mudança. O computador, por exemplo, veio para ficar, quer queiramos ou não. O correto é liderá-lo, ou seja, fazê-lo servir às nossas necessidades e não sermos devorados por ele. Por isso, propõe-se uma mudança pró-ativa (voluntariamente promovida) e não a passiva ou a radical. Quando assumimos uma postura de abertura ao novo, antes que ele se nos faça obrigatório, armazenamos energia para os momentos de maior incerteza em nossa existência.

A mudança tecnológica tem os seus prós e os seus contras. Do ponto de vista do bem-estar e da facilidade de se produzir bens, ela é altamente eficaz. Observe a quantidade de serviços repetidos e enfadonhos que o robô nos liberou. O sentido negativo dos avanços tecnológicos prende-se aos possíveis danos causados ao meio ambiente e à personalidade humana, pois a produção em larga escala incentiva o consumo de massa, que por sua vez amplia os desejos de compra, nem sempre naturais.

Estejamos sempre abertos à mudança. Se nos pegarmos resistindo a ela, verifiquemos os porquês. Quem sabe não estamos sendo preguiçosos para enfrentar os riscos e as incertezas de nossa vida.

Fonte de Consulta

HELLER, Robert. Como Gerenciar Mudanças. São Paulo: Publifolha, 1999 (Série Sucesso Profissional)

 

 

Modelos Mentais de Liderança

John Naisbitt, autor de Megatendência, aponta em seu livro, O Líder do Futuro, nada menos do que onze modelos mentais de liderança. O termo modelo mental vem de mindset, palavra inglesa de difícil tradução. De acordo com o contexto, podemos empregar para esta palavra os seguintes significados: modelo mental, conceito, mentalidade, forma de pensar, padrões do pensamento, condicionamento, conjunto de valores e ideia preconcebida.

Os onze modelos mentais são: 1) embora muitas coisas mudem, a maioria delas permanece constante; 2) o futuro está embutido no presente; 3) concentre-se no placar do jogo; 4) compreenda o poder que há em não precisar estar certo; 5) veja o futuro como um jogo de quebra-cabeça; 6) evite ficar muito à frente do desfile para não parecer que você nem faz parte dele; 7) a resistência à mudança diminuirá se os benefícios forem reais; 8) as coisas pelas quais esperamos são as que demoram mais para acontecer; 9) não se obtêm resultados resolvendo problemas, mas explorando oportunidades; 10) só acrescente se puder subtrair; 11) não se esqueça da ecologia da tecnologia. Analisemos, a seguir, alguns desses modelos.

Somente acrescente se puder subtrair. Esta regra cabe bem ao esporte, pois todos os times têm um número fixo de jogadores: ao acrescentar um atleta, deve necessariamente tirar outro. Pode-se, contudo, aplicá-la em quase todas as situações da vida. O princípio subjacente é: para acrescentar, subtraia. Para acrescentar uma roupa nova, desfaça de uma velha; para adquirir um livro novo, desfaça de um velho. Em tempo: quantas não são as coisas que guardamos em nosso guarda-roupa, em nossa biblioteca e em nosso escritório? Quantas delas serão usadas no futuro?

Evite ficar muito à frente do desfile para não parecer que você nem faz parte dele. O líder deve conhecer todas as técnicas de liderança divulgadas pela mídia. É seu dever. Não pode, entretanto, esquecer-se de que deve caminhar junto com o grupo, ao qual dirige. Distanciando-se, acaba perdendo o controle. Por isso, diz-se que o emissor deve saber se o receptor está captando inteiramente a sua mensagem. Se não o fizer dessa maneira, poderá estar falando ao léu, sem que ninguém o ouça.

Compreenda o poder que há em não precisar estar certo. Quando um ser humano, tal qual Einstein, por exemplo, faz uma descoberta extraordinária, pode ser tentado a ficar sentado na própria fama. Isso, contudo, é muito ruim para o grupo ao qual lidera. Há tantas coisas acontecendo no mundo, que se torna impossível ter uma noção de tudo. Por isso, aceitar que os outros tenham ideias próprias e até provocar para que as tenham em abundância, é de suma importância para o êxito de qualquer empreendimento.

O líder do futuro deve ser uma pessoa dotada de qualidades teóricas e práticas, pois não basta somente ter ideias, é preciso colocá-las em prática.

Fonte de Consulta

NAISBITT, John. O Líder do Futuro. Tradução de Ivo Korytowski. Rio de Janeiro: Sextante, 2007.

 

 

O Líder, a Comunicação e o Comportamento

O objetivo da comunicação é criar, manter e desenvolver a conexão entre as pessoas. Goste ou não, todo líder é um modelo de comportamento para os seus liderados. Sendo um bom comunicador, o líder poderá influenciar a sua equipe de trabalho de forma positiva. Tendo dificuldade de se comunicar, irá influenciá-la de forma negativa. Por isso, as pessoas que estão situadas hierarquicamente acima das outras devem se esforçar para se comunicar com mestria.

Hoje, fala-se de comunicação corporativa, setor administrativo que tem por objetivo ajudar a empresa a se comunicar melhor com seu público. A identidade de uma empresa é o resultado das imagens de comunicação que o público percebe. Estas imagens são formadas subjetivamente, tanto que é difícil quantificá-las. Um cliente tem um contato com a empresa, faz a sua avaliação e, inconscientemente, passa para os outros. Se o líder não tem como medir os efeitos, tem como interferir na causa, ou seja, proporcionando uma boa imagem àquele que o visita pela primeira vez. Nesse sentido, uma recepção mal feita pode arruinar para sempre a imagem da organização.

Falar em comportamento é falar em mudança de comportamento. Aí está a dificuldade, pois as pessoas agem muito mais em conformidade com os seus sentimentos e emoções do que em função de suas razões. As emoções têm um peso tão grande que alguns chegam a sugerir que, em vez de usarmos a expressão emissor-receptor, deveríamos usar a expressão emissor-perceptor, pois a percepção é muito mais significativa que o fato. Além disso, devemos considerar que a mente organizada tem dificuldade de aceitar uma mudança. Ela apelará para a ignorância seletiva ou o esquecimento seletivo, ficando apenas com o comportamento que lhe traga menos insatisfação.

Os psicólogos sociais orientam-nos a não tentarmos mudar as opiniões de uma única vez, mas parceladamente. Explicação: se quisermos mudá-las de uma única vez, o trabalho pode ser perdido, por causa da resistência. Fazendo-o parceladamente, há perspectiva de mudança, pois “a água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. As pessoas refratárias, num primeiro momento, podem, com o tempo, ir absorvendo a mensagem e tomando consciência de que aquela informação tem fundamento e é um fator de desenvolvimento para entidade, passando a adotá-la.

Lembretes úteis: 1) para mudar o comportamento de um liderado comece de forma positiva, expressando a sua boa intenção; 2) identifique o comportamento a ser corrigido e alerte para as suas consequências; 3) quando apropriado, faça pergunta aberta para que a pessoa possa se explicar; 4) mostre-se disposto a ouvi-lo; 5) especifique os pontos que devem mudar; 6) enfatize os aspectos positivos de se inserir uma melhoria e estabeleça um prazo para a mudança acontecer.

Para mudar o comportamento do próximo, o líder deve começar a mudança em si mesmo. Somente quando conseguir colocar os interesses do outro em primeiro lugar, adquirirá a força necessária para comandar com paz e tranquilidade.


10 junho 2008

Conceito de Liderança

O conceito de liderança tem, hoje, uma acepção bem diversa do que teve na Antiguidade e na Idade Média, em que prevaleciam, com maior ou menor ênfase, a força bruta, o poderio do exército, a autoridade de nascença etc. Nesse sentido, o papel da liderança, na atualidade, desenvolve-se num contexto específico de interações e reflete em si mesmo (e na sua "tarefa") a "situação" desse contexto; manifesta também determinadas motivações do líder e exige atributos peculiares de personalidade e habilidade, além de recursos específicos; relaciona-se ainda com as expectativas dos liderados, seus recursos, suas aspirações e seus intentos.

Esclarecendo a distinção entre uma liderança definida pelo papel e um líder que determina o papel, notamos três tipos de liderança: o líder de rotina, o líder inovador e o líder promotor. O líder de rotina é aquele que não reelabora nem seu papel, nem o contexto em que é chamado a desempenhá-lo; o líder inovador é aquele que reelabora, até radicalmente, o papel-guia de uma instituição já existente; o líder promotor é aquele que sabe criar tanto o seu papel como o contexto onde vai desempenhá-lo. Exemplo: alguém que se torne fundador de um grupo, de um sindicato, partido político, ou até mesmo de um Estado.

Os manuais de liderança apontam as principais qualidades do líder: julgamento, iniciativa, integridade, previdência, energia, encorajamento, capacidade oratória, força de vontade, habilidade nas relações humanas, confiabilidade etc. Lembremo-nos de que essas qualidades pessoais não podem ser motivos de generalizações, sem que ultrapassemos os limites da banalidade. Observe que muitas vezes uma pessoa é líder numa situação, sem o ser, necessariamente, em situações diferentes. Além disso, deve-se distinguir o papel que o líder desempenha, não só da imagem que ele faz de si, como da imagem que os seus comandados fazem dele.

A noção de liderados também tem se modificado ao longo do tempo. Enquanto no passado a autoridade era linear, ou seja, o chefe mandava e o subordinado obedecia, hoje os liderados são partes ativas no processo de liderança, em que a interação entre líder e liderado é uma constante. Pode-se, assim, caracterizar uma tipologia entre líder e liderado: líderes que arrastam as multidões — capazes de terem uma grande ideia e pressionarem a multidão para concretizá-la; líderes que interpretam as multidões — hábeis em explicitar o sentimento que se encontra obscuro na mente da multidão; líderes que representam as multidões — limitando-se a exprimir apenas a opinião da multidão, já conhecida e definida.

A definição de liderança ainda é muito vaga. Entendendo-a "como alguém que guia e alguém que é guiado", ela torna-se bastante abrangente, confundindo-se, inclusive, com a noção de influência. A liderança é sempre ação efetiva, não mero prestigio. Pode-se afirmar que são líderes os que, no interior de um grupo, ocupam uma posição de poder que tem condições de influenciar, de forma determinante, todas as decisões de caráter estratégico. Para isso, devem ser ativos e corresponder legitimamente às expectativas do grupo.

A química mental está sempre presente em todos os aspectos do relacionamento humano. Influenciamos e somos influenciados por outrem. Por isso, a interação entre líder e liderado assume conteúdo relevante na especificação desses conceitos.

Fonte de Consulta

BOBBIO, N., MATTEUCI, N. e PASQUINO, G. Dicionário de Política. 2. ed., Brasília, UNB, 1986.