Para Demóstenes, uma peça oratória deveria se fundamentar em:
- 1) uma grande pessoa;
- 2) um evento inesquecível;
- 3) uma mensagem convincente;
- 4) uma transmissão primorosa.
Para sermos uma grande pessoa, não precisamos ser presidente do país, ou de uma grande multinacional; basta chefiarmos grupos de trabalho, orientarmos alunos e criarmos motivação para jovens em uma comunidade carente. É suficiente que sejamos o melhor naquilo que pudermos ser. Se conseguirmos irradiar entusiasmo, senso de humor, perseverança e otimismo, com certeza, as pessoas que estão à nossa volta vão parar para nos ouvir.
Para que foquemos apenas os eventos inesquecíveis, temos de renunciar àqueles que não os são. Muitas vezes, temos que rejeitar convites para pronunciamentos que não fazem parte de nosso projeto de vida. Isso não é muito fácil, porque queremos sempre agradar ao nosso próximo, ao convite que nos foi feito. Mas, será que ele faz parte de nossas aspirações do momento? Aprendamos a dizer não, quando nossa consciência a isso nos obriga.
Uma mensagem convincente. Para que nossa mensagem seja convincente, precisamos ganhar a simpatia do auditório. Nesse caso, urge prepararmos mentalmente aquilo que vamos proferir em público. Um orador, sem critério, não chega a lugar nenhum. No final do discurso, o público poderá dizer: “falou, falou, mas não disse nada”.
Uma transmissão primorosa. Aqui, devemos ter em mente a postura do orador diante de seu publico. São os seus gestos, o timbre de sua voz, o modo como estabelece contato visual com o seu público etc.
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