Educação cognitiva tem o objetivo de desenvolver o processamento
de informações e habilidades mentais (atenção, memória, raciocínio,
resolução de problemas) em vez de apenas transmitir conteúdo, visando uma aprendizagem
mais profunda e significativa, que usa o funcionamento do cérebro para criar
conhecimento e autonomia no aluno, indo além da memorização. Apoia-se na
psicologia cognitiva e na neurociência.
Ao focar no processo mental de aprendizagem e não apenas na
transmissão de conteúdos, a educação cognitiva busca ensinar o aluno a aprender
melhor, ajudando-o a compreender como o conhecimento é construído e como pode
ser aplicado em diferentes situações. Enfatiza-se, assim, o desenvolvimento do
pensamento crítico e reflexivo, a compreensão mais do que a memorização mecânica.
Qual seria o objetivo central da educação cognitiva? Formar
sujeitos capazes de analisar, interpretar, argumentar e tomar decisões
conscientes. Em síntese, visa preparar o indivíduo não apenas para reproduzir
respostas, mas para pensar de forma autônoma e inteligente diante de situações
da vida real.
Autores ligados à educação cognitiva. 1) Piaget (Teoria
do desenvolvimento cognitivo) — A aprendizagem ocorre por estágios de
desenvolvimento. 2) Vygotsky (Teoria sociocultural) — A
aprendizagem ocorre na interação social. O professor atua como mediador. 3) Ausubel (Aprendizagem
significativa) — O aluno aprende melhor quando relaciona novos
conteúdos a conhecimentos prévios. Defende o uso de organizadores prévios. 4) Feuerstein (Modificabilidade
Cognitiva) — A inteligência pode ser desenvolvida. Propõe a mediação
intencional e o programa PEI.
Efeito Pigmaleão e educação cognitiva. O “efeito Pigmaleão”
(ou profecia autorrealizável) é o fenômeno em que as expectativas do professor
sobre o aluno influenciam seu desempenho. Nesse caso, quando o professor
acredita que o aluno é capaz de aprender e se desenvolver, ele tende a criar
condições que fazem esse aluno realmente avançar. Quer dizer, expectativas
positivas estimulam os processos cognitivos.
Aplicação do efeito Pigmaleão dentro de um sala da aula. Em vez de dizer “Você errou de novo. Esse conteúdo é difícil pra você.”, diga “Você avançou bastante. Vamos analisar juntos onde a estratégia falhou e tentar outra.” Em vez de dar a resposta certa, o professor conduz o aluno a reconstruí-la. Mensagem implícita: “Você é capaz de encontrar a resposta.”
Fonte de Consulta
FONSECA, Vitor da. Cognição, Neuropsicologia e Aprendizagem: Abordagem Neuropsicológica e Psicopedagógica. 7.ed., Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.
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