07 janeiro 2026

Educação Cognitiva

Educação cognitiva tem o objetivo de desenvolver o processamento de informações e habilidades mentais (atenção, memória, raciocínio, resolução de problemas) em vez de apenas transmitir conteúdo, visando uma aprendizagem mais profunda e significativa, que usa o funcionamento do cérebro para criar conhecimento e autonomia no aluno, indo além da memorização. Apoia-se na psicologia cognitiva e na neurociência.

Ao focar no processo mental de aprendizagem e não apenas na transmissão de conteúdos, a educação cognitiva busca ensinar o aluno a aprender melhor, ajudando-o a compreender como o conhecimento é construído e como pode ser aplicado em diferentes situações. Enfatiza-se, assim, o desenvolvimento do pensamento crítico e reflexivo, a compreensão mais do que a memorização mecânica.

Qual seria o objetivo central da educação cognitiva? Formar sujeitos capazes de analisar, interpretar, argumentar e tomar decisões conscientes. Em síntese, visa preparar o indivíduo não apenas para reproduzir respostas, mas para pensar de forma autônoma e inteligente diante de situações da vida real.

Autores ligados à educação cognitiva. 1) Piaget (Teoria do desenvolvimento cognitivo) — A aprendizagem ocorre por estágios de desenvolvimento. 2) Vygotsky (Teoria sociocultural) — A aprendizagem ocorre na interação social. O professor atua como mediador. 3) Ausubel (Aprendizagem significativa) — O aluno aprende melhor quando relaciona novos conteúdos a conhecimentos prévios. Defende o uso de organizadores prévios. 4) Feuerstein (Modificabilidade Cognitiva) — A inteligência pode ser desenvolvida. Propõe a mediação intencional e o programa PEI.

Efeito Pigmaleão e educação cognitiva. O “efeito Pigmaleão” (ou profecia autorrealizável) é o fenômeno em que as expectativas do professor sobre o aluno influenciam seu desempenho. Nesse caso, quando o professor acredita que o aluno é capaz de aprender e se desenvolver, ele tende a criar condições que fazem esse aluno realmente avançar. Quer dizer, expectativas positivas estimulam os processos cognitivos.

Aplicação do efeito Pigmaleão dentro de um sala da aula. Em vez de dizer “Você errou de novo. Esse conteúdo é difícil pra você.”, diga “Você avançou bastante. Vamos analisar juntos onde a estratégia falhou e tentar outra.” Em vez de dar a resposta certa, o professor conduz o aluno a reconstruí-la. Mensagem implícita: “Você é capaz de encontrar a resposta.” 

Fonte de Consulta

FONSECA, Vitor da. Cognição, Neuropsicologia e Aprendizagem: Abordagem Neuropsicológica e Psicopedagógica. 7.ed., Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.

IA

 

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