23 junho 2014

Inovação

A inovação não é um momento de iluminação divina, não é inspiração do Alto. É um exercício disciplinar, prático, recorrente e robusto. Foi desta forma que Valter Pieracciani, autor de "Usina de Inovações", iniciou o programa "Papo de Líder", com Eugênio Mussak, na Rádio Estadão, em 16/06/2014.

Todos nascemos inovadores. Observe quando éramos crianças: não tínhamos medo do ridículo; fazíamos coisas que contrariavam pais, avós e parentes próximos. Com a idade, fomos perdendo essa qualidade; deixamo-nos enquadrar no status quo das empresas, da sociedade, da educação. A nossa formação reflete mais uma ação de nos colocar numa forma. Por isso, vamos deixando de lado o nosso espírito infantil de inovação.

Apoiando-se em pesquisa, disse que há quatro atitudes comuns a todos os inovadores, aqueles que transformam criatividade em inovação, aqueles que põem as mãos na massa. Elas são: 1) sentir-se (ser sensível); 2) sonhar (evocar o poeta que há dentro de nós); 3) arriscar (não ter medo de experimentar); 4) Transformar (mudar o ambiente em que estivermos inseridos). Os grandes líderes deveriam incentivar os seus liderados a praticar essas atitudes, pois o Brasil, através dessas atitudes, pode aumentar a sua produtividade e ter mais condições de competir no cenário internacional.

À pergunta: como inovar num escritório de contabilidade, que tem os seus padrões mais ou menos fixos, responde que há vários tipos de inovações: 1) inovação do produto; 2) inovação do processo de produção; 3) inovação de gestão; 4) inovação do próprio negócio. Em um escritório de contabilidade poder-se-ia aplicar a inovação de gestão e dos negócios. Como atender melhor o cliente? Como gerar mais negócios dentro do ramo da contabilidade? 

No Canadá, abre-se e fecha uma empresa rapidamente e sem muita burocracia. No Brasil, a espera para se abrir é longa e mais ainda para se fechar. A razão é simples: no Canadá, confia-se mais nas pessoas; no Brasil, a desconfiança é muito grande. Para melhorarmos esse procedimento, tenhamos em mente o exemplo japonês dos cinco "por quês". Quer dizer, para toda e qualquer ação, façamos sempre cinco perguntas. 

A inovação pode ser aplicada em qualquer ramo de atividade: desde o papado até uma simples copeira. O papa Francisco, por exemplo, recentemente afirmou que o celibato poderia revisto, pois não é dogma, mas costume; a copeira escreveu os nomes das pessoas nas xícaras, a fim de fazer uma atendimento pessoal, ou seja, conforme o gosto de cada uma. 



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