10 janeiro 2013

Esquematização e Discurso

Por definição, toda representação discursiva é esquemática.

Um discurso é, inicialmente, mental. Depois de articulado e sopesado, passa para o plano da esquematização. Nesse caso, uma esquematização é, ao mesmo tempo, operação e resultado. No discurso, alguém está sempre querendo comunicar algo a outro: o emissor A propõe algo ao receptor B. “Pensar em termos de esquematização permite reunir, em uma única noção, a enunciação como processo e o enunciado como resultado”.

Uma esquematização não “diz” tudo. São ideias pinçadas aqui e ali que, ao longo do discurso, vão dando colorido ao tema proposto. A esquematização difere do modelo. No modelo, a obra já está acabada; na esquematização, não. Por isso, a esquematização é sempre situada e solicita algo que a ultrapasse. Conforme as palavras vão sendo proferidas, outras aparecem sem que o orador nelas tivesse pensado.

Toda esquematização é uma co-construção, em que o esquema e o destinatário andam de mãos dadas. A função do esquema é a de fazer ver qualquer coisa a qualquer um.


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