18 julho 2012

Fazer com que as Coisas Funcionem


“Não basta que os negócios sejam bem administrados, é ainda necessário que sejam animados pelos seus chefes”.

O bom dirigente deve criar “ambiente”, elemento imprescindível para bem organizar a sua equipe de trabalho. Sem ambiente, lutará sempre com dificuldades, pois necessitará de muito mais esforços para se fazer obedecer. Formando um “bom ambiente”, facilitará o seu trânsito em meio aos seus subalternos, os quais se sentirão mais à vontade para relatar um fato, uma reclamação, uma sugestão.

“Concordar para divergir, nunca para discordar”. Deve-se partir do princípio de que todos têm suas razões. Nesse caso, é preciso saber colocar bem as palavras para não deixar o nosso interlocutor ressentido. O mais importante é que as “coisas funcionem”. Não há necessidade de alimentar o nosso ego, a nossa obsessão pelo poder. Lembremo-nos da frase: “Aqui jaz um homem cujo único merecimento consistiu em saber escolher, para seus colaboradores, homens mais sábios e mais competentes do que ele”.

Saber dizer não, para não precisar voltar atrás numa decisão. O dirigente irresoluto tem dificuldade de dizer não porque teme errar. Por fraqueza de caráter ou por receio de perder a popularidade, acaba dizendo sim a tudo, sem poder, no futuro, atender a estes “sins” convenientemente. Esclareçamos: uma pessoa só sabe dizer não a outra pessoa quando aprendeu a dizer não a si mesma.  

Não confundamos direção com egoística concentração de poderes. O bom chefe deve distribuir tarefas, responsabilidades. Querer fazer tudo, estar em todo o lugar, causa mais confusão do que organização.

Para mais informações, consulte o livro: Conheça a si mesmo e as pessoas com quem trata, de Alberto Montalvão. 5. Ed., São Paulo: Novo Brasil, 1978.
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Como Convencer Mais Facilmente as Pessoas


1) O OLHAR
É necessário olhar fixamente as pessoas. Não se trata de hipnotizar ou coisa parecida, mas de um fato normal, pois os olhos que pestanejam, que se desviam e que vacilam, refletem falta de energia e vontade, falta de domínio das emoções.

2) FALE POUCO
Certas pessoas falam demais e isto as fatiga e faz com que o assunto principal se disperse. Só se convence as pessoas quando se fala o necessário. Deve-se falar apenas o essencial e no momento oportuno. Quem fala muito perde energias, comete erros, diz o que não se deve dizer e se vulgariza.

3) OUVIR COM ATENÇÃO OS QUE OS OUTROS DIZEM
Quando se ouve, sempre se aproveita alguma coisa, sem contar o fato de que escutar com atenção é sempre um ato de cortesia que impressiona favoravelmente aquele que fala. Há pessoas que interrompem outras mesmo no meio de assuntos importantes, um erro imperdoável, pois não deixam que a outra pessoa descarregue a tensão nervosa necessária para que se acalme.

4) EMPREGAR TODO O ESFORÇO POSSÍVEL PARA NÃO PERDER O SANGUE-FRIO
Significa não ter pressa de responder e ouvir calmamente tudo o que a outra pessoa tenha a dizer.

5) VER DE FRENTE OS PROBLEMAS E NÃO TER A PREOCUPAÇÃO DE OS ATACAR DIRETAMENTE
É preferível ladear as questões, quando as outras pessoas não estão em condições de discutir calmamente e esperar ou aguardar a oportunidade ou ainda adotar uma atitude mais adequada às circunstâncias, ou ainda, jogar habilmente com os próprios argumentos da outra pessoa.

6) CRITICAR É CRIAR INIMIGOS
Não ofender, ou seja, evitar as frases fortes, ásperas, contundentes, as críticas fortes. Construir e não destruir, o que significa olhar mais as qualidades do que os defeitos dos demais.

7) CULTIVAR A PERSISTÊNCIA
Antes de falar ou expressar um pensamento, considerar devidamente o problema, atendendo não só às vantagens, mas igualmente aos inconvenientes.

8) NUNCA SE CONVERSAR SENTADO QUANDO O INTERLOCUTOR ESTÁ DE PÉ
Aquele que está sentado fica numa situação inferior, sob o ponto de vista psicológico. Ao invés de dominar, é dominado. Nunca fique de frente para a luz, mas cuide de que o seu rosto fique na penumbra, ou de costas para a luz, que de frente, reduz a força do olhar e diminui o poder sugestivo.

9)  FALAR ALTO
Fala alto é absolutamente contra-indicado para quem deseja exercer domínio sobre as pessoas. Uma voz calma e serena revela incontestável superioridade. Quanto mais grave é o assunto, tanto mais se deve em voz baixa e pausada. Na verdade, quando falamos baixo, obrigamos as pessoas a guardarem silêncio e a concentrarem sua atenção em nós e no que falamos.

10) EVITAR O ESTILO POMPOSO, COMO SE ESTIVESSE DISCURSANDO
Quando a pessoa emprega termos difíceis, como se estivesse fazendo um discurso, logo cai no ridículo e não é levada a sério, mesmo que os seus ouvintes permaneçam aparentemente atentos. Para se convencer, é preciso naturalidade, simplicidade, sinceridade.

Extraído de: Conheça a si mesmo e as pessoas com quem trata, de Alberto Montalvão. 5. Ed., São Paulo: Novo Brasil, 1978, p. 145 a 147. 
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