21 setembro 2011

O Orador e suas Expectativas

Tese: Para que uma coisa aconteça, urge acreditarmos que ela vai acontecer; dificilmente, conseguimos ultrapassar as nossas expectativas.

Pergunta: o que você pensa que vai acontecer quando se defrontar com o auditório?

Suponha que tenha preparado bem o seu tema: fez diversas anotações, pesquisou em enciclopédias e livros concernentes, refletiu o suficiente, elaborou a sua apresentação em PowerPoint e idealizou o roteiro, com começo, meio e fim. Depois de tudo isso, surge a pergunta-chave: como está o seu interior? Qual a sua expectativa com relação à sua exposição?

Dando continuidade ao problema das expectativas, paremos um pouco e pensemos sobre mais algumas questões: o que você deseja? Até onde pretende ir? Quer apenas conquistar uma situação financeira confortável? Quer somente mostrar o seu conhecimento? Quer ser mundialmente famoso? Sendo isso o deseja, não poderá alcançar mais do que isso.

É como a história do homem comum que pergunta ao sábio o que é a felicidade. Este lhe responde: — Olhe para o mundo: o que vê? — Vejo casas, prédios, fazendas... — Olhe mais. — o mar, o céu, as estrelas... — Olhe mais. — Creia-me, senhor, não vejo mais nada. — Se é só isso o que você vê, como posso ensinar-lhe o que é a felicidade?

Você nunca passou pela experiência de um auditório entusiasmado? É possível que não tenha contado com essa possibilidade. Em outras palavras, impôs uma limitação a si mesmo. Essa limitação é o resultado da imagem que fazemos de nós mesmos (auto-imagem).

A auto-imagem nada mais é do que o conjunto de todas as nossas experiências passadas, todos os nossos êxitos e fracassos, todas as nossas vivências, boas ou más. As críticas e os elogios de nossos familiares, amigos e adversários têm grande influência na formação de nossa auto-imagem. Com o passar dos anos, essas observações ficam impregnadas em nosso subconsciente. São elas que limitam a nossa própria imagem.

Para reflexão: que tipo de experiências negativas estão limitando o meu proceder?

Auto-avaliação da imagem do orador

1) Num auditório vazio, sente-se, feche os olhos e relaxe. Pense que está ouvindo a sua própria palestra. Como se sente? Fica atento? Pega no sono? Quer sair do auditório? Qual a sensação de ouvir a si mesmo?

2) No mesmo auditório vazio, procure pensar que está subindo ao tablado para falar. Que tipo de sensação tem ao se deparar com um auditório lotado? Tem um frio na barriga? Está realmente disposto a falar? Apreensivo? Tem vontade de desistir de tudo? Ir embora?

3) Localize os seus pontos fracos e fortes. Corrija os fracos e dê ênfase aos fortes.

Fonte: MILHAM, Dick. Caris-Mágica: Para Falar em Público. Aprenda a Impressionar pela Oratória. Tradução de Gabriella de Mendonça Taylor. Rio e Janeiro: Record, s.d.p.
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20 setembro 2011

Comunicação: Ênfase

Para direcionarmos a atenção do público sobre determinado assunto, nada melhor do que uma figura e frases de efeito. Eis um exemplo:




PROCURADO VIVO OU MORTO!
BOA RECOMPENSA PARA QUEM
PRENDER O CIGARRO ASSASSINO!
CUIDADO! É DE ALTA PERICULOSIDADE!
JÁ MATOU MILHÕES!



Fonte
: Izidoro Blidstein. Técnicas de Comunicação Escrita. 22. ed. Ática, 2006, p. 92
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