20 abril 2011

Estratégias para Aprender com o Erro

A Revista Harvard Business Review Brasil, de abril de 2011, dedica sua edição inteiramente ao tratamento do erro. Eis uma frase bastante interessante: “Desde cedo, somos programados para achar que errar é ruim. Essa crença impede que a organização aprenda com os tombos levados.”

Segundo Amy C. Edmondson, “A sabedoria de aprender com o erro é indiscutível. Organizações que fazem isso bem, no entanto, são extremamente raras. E não é por falta de compromisso com o aprendizado. Gestores na grande maioria das organizações que estudei nos últimos 20 anos — empresas farmacêuticas, de serviços financeiros, de design de produtos, de telecomunicações e de construção; hospitais; e o programa do ônibus espacial da Nasa, entre outros — queriam sinceramente ajudar a organização a aprender com os erros para ter um desempenho melhor no futuro. Em certos casos, gestores e suas equipes tinham dedicado horas e horas a avaliações pós-ação, a post mortens e afins. Mas, vez após vez, esse meticuloso esforço não levou a nenhuma mudança real. O motivo? Esses gestores estavam encarando o erro do jeito errado.”

Mais informações em: http://www.hbrbr.com.br/index.php?codid=418 , em 20/04/2011.

ver mais

Argumentar: Convencer e Persuadir

Em se tratando de oratória, o primeiro passo é ganhar a confiança do auditório. Para tanto, não se deve ir diretamente ao assunto, mas, com habilidade psicológica, preparar o ânimo do ouvinte para o que há de vir. Enunciar o tema, fazer alusões e contar alguma passagem pitoresca são fundamentais no início de uma palestra.

Na elaboração de um discurso, surgem três palavras, intimamente ligadas, que são: argumentar, convencer e persuadir. Pode-se dizer que argumentar é convencer e persuadir. O argumento é ou um raciocínio destinado a provar ou a refutar uma proposição, ou uma razão isolada apresentada a favor ou contra uma tese. A argumentação é ao mesmo tempo a maneira de expor uma série de argumentos e a série que decorre da exposição.

Convencer e persuadir são termos distintos. Convencer é dissuadir o público com provas lógicas indutivas (exemplos) ou dedutivas (argumentação); é ganhar a adesão do ouvinte para o nosso modo de pensar; é expor razões que o leve a comungar com o nosso modo de pensar. A persuasão é apresentar argumentos apelando para a emoção do interlocutor com o objetivo de conseguir sua adesão. Há, assim, dois grandes campos estratégicos: o do convencimento, que lida com fatos, informações, esclarecimentos, e o da persuasão, que gerencia emoções e relacionamentos.

Em suas argumentações de convencimento, o orador deve também propor uma mudança na “visão tubular” que o ouvinte recebe diariamente da mídia. Ele precisa fornecer informações, teses e argumentos que levem o ouvinte a pensar de forma diferente daquela que nos querem passar os grandes meios de comunicação de massa. Em outras palavras, ele deve transformar em conhecimento o fluxo de informações que surgem de todos os lados.

O bom orador é aquele que sabe gerenciar as informações, dosando razão e emoção, para convencer com mais propriedade.

ver mais

15 abril 2011

Abrir a Mente para Aprender Mais

Tese: o cérebro é sempre avesso à mudança.

“O progresso pessoal implica a libertação de coerções.”

Em nosso cérebro foram automatizadas diversas reações, que se tornaram regras, quase que obrigatórias. Quando nos propomos a aprender algo novo, a primeira reação é frear essa atitude, essa disposição, pois o cérebro está acomodado com o velho, com o tradicional, com o mecânico. É preciso que o aprendiz faça um esforço para o novo, para a novidade.

No começo, não é tarefa fácil vencer a inércia desses movimentos automatizados ao longo de vários anos. Contudo, aquele esforço inicial pode quebrar essa norma, essa regra. Uma vez vencida a negação do novo, aí o cérebro começa a produzir mais, pois ele toma o novo como regra, como comportamento. Assim, o que no começo parecia impossível, desfaz-se com a perseverança nos estudos sérios.

A lei do aprendizado é a lei da ampliação. Conforme o aprendiz for recebendo dados, através de leituras, de aulas, de palestras, o cérebro vai requerendo cada vez mais, pois o interesse depende muito do que se conhece anteriormente. Essa lei da ampliação assemelha-se à Parábola do Grão de Mostarda, em que a menor das sementes produziu a maior das árvores.

Em termos de palavras, de estudo, de leitura, uma coisa puxa a outra. Isto aciona o cérebro. Ele pede por esclarecimento. Numa leitura de estudo, encontra-se uma dúvida. Ao pretendermos dirimi-la, vamos em busca de mais leituras, de mais informações. E, no meio dessa pesquisa, podemos encontrar conhecimentos que nem imaginávamos obter. No começo tudo é difícil. Uma vez domado o cérebro, ele começa a produzir cento por um.

Não temamos as contradições e os conflitos. Quanto mais informações a memória possuir, mais conseguirá integrá-la com outros conhecimentos, fazendo uma síntese perfeita de tudo o que aparecer à sua frente.


ver mais

Vendendo Sempre Algo

A demanda por bens, sejam de que tipo forem, está aumentando, e tende a aumentar cada vez mais. De um lado estão as necessidades dos consumidores; do outro, alguém que possa atendê-las. Nesse sentido, focando um tipo de bem que as pessoas necessitam, poderemos supri-las de algum modo. Em outras palavras, todos podem vender algo ao seu próximo. A venda, aqui, não precisa envolver recursos monetários; pode ser a transmissão de uma ideia, de uma informação.

Para oferecer um bem, precisamos de propaganda, de marketing, de publicidade. Embora se diga que a propaganda tente persuadir, usando recursos financeiros, e a publicidade, informar gratuitamente, não resta dúvida que o nosso bem, gratuito ou não, requer certo processo (conhecido como marketing) para chegar ao consumidor final.

Hoje, a Internet é muito acionada para as operações de marketing. Mesmo que não queiramos vender algum produto, podemos colocar, gratuitamente, as nossas ideias online, e junto delas alguns comerciais. O Google tem o Adsense, pequenas inserções de propaganda, que se localizam geralmente no topo da página dos sites. Se um internauta tiver necessidade do que a propaganda está oferecendo, ele clica, e o proprietário da página recebe alguns centavos de dólar. Há também o programa, denominado afiliados, em que se ganha uma comissão desde que a compra seja realmente efetuada.

Observe os sites que prometem colocar o seu site na primeira página do Google. Por quê? Para que as pessoas vejam e comprem o produto ali oferecido. Se não aparecer logo na primeira, dificilmente será encontrada, porque a maioria não pesquisa a segunda página.

Escolhamos, primeiramente, uma necessidade premente do nosso próximo. Depois, esforcemo-nos por atendê-la da melhor forma possível.


ver mais

Persuasão na Religião

"Enquanto a retórica profana está sujeita às críticas e às contradições, a retórica religiosa sofre a 'ilusão da reversibilidade'”.

Na retórica convencional, um orador expõe o seu tema, defende a sua tese, analisa os prós e os contras de um determinado assunto. Depois de proferida a sua peça oratória, segue-se o debate, a troca de informações. Em linguagem técnica, diz-se que há uma reversão do processo comunicativo, ou seja, emissor e receptores interagem. Caso os argumentos não tenham sido convincentes, há reprovação, negação e reprimenda por parte dos ouvintes.

Na retórica religiosa, o orador não fala de si ou por si, mas como intermediário de Deus. Pergunta-se: o público vai contestar Deus? Não vai. A princípio, o ouvinte poderia contestar o padre, o pastor ou o rabino. É aqui que entra a “ilusão da reversibilidade”. Dá-se a impressão que ele está contestando, mas no fundo o que há é uma aceitação, pois os padres e os pastores falam em nome de Deus; eles são intermediários do Altíssimo.

Adilson Citelli, em Linguagem e Persuasão, cita alguns mecanismos que acentuam a persuasão no discurso religioso:
  • Uso do modo imperativo o que revela a ideia de coisa pronta, acabada;
  • O vocativo subjacente que afirma o chamamento ao sujeito. Como exemplo, o Credo católico;
  • A função emotiva (afinal eu devo acreditar, ter fé; o problema da salvação está comigo, o Senhor é o exemplo a ser seguido);
  • O uso de metáforas que acentuam o ciframento do discurso religioso: a mansão dos mortos e o ressuscitamento de todos só criam um jogo simbólico acerca do inusitado do dogma;
  • Uso intenso de parábolas e de paráfrase; de um lado, a evolução alegórica, e, de outro, a presença do texto simbólico;
  • Uso de estereótipos e chavões que possuem a força daquilo que Umberto Eco chama de sintagmas cristalizados: “Oh! Senhor”, “todo-poderoso”, “criador”, “nosso Senhor”. (1)


(1) CITELLI, Adilson. Linguagem e Persuasão. 16.ed., São Paulo: Ática, 2007.



ver mais

08 abril 2011

Faça Agora: Eficiência Pessoal

“O óbvio é aquilo que nunca é visto até que alguém o exprima de maneira simples”. (Kahlil Gibran)

Faça agora: por que deixar para depois? Esta é a ordem para aproveitarmos melhor o tempo que nos é facultado. Quanto mais adiarmos, principalmente as tarefas incômodas, mais teremos (no futuro) que ficar pensando no passado, pois para trás ficaram questões sem solução.

Se adquirirmos o hábito de responder uma carta, um e-mail, na primeira leitura, esta preocupação desaparece de nossa mente. Resolvendo o problema, haverá menos itens pendentes em nossas atividades, e teremos mais tempo para outros interesses de nosso Espírito.

Ressalva: há demandas que necessitam de mais estudo e de mais meditação. Nesse caso, o bom senso deve prevalecer.

Kerry Gleeson, em Programa de Eficiência Pessoal, dá-nos algumas dicas:

Para superar o adiamento:
  • Faça uma só vez;
  • Clareie a sua mente;
  • Solucione os problemas enquanto eles são pequenos;
  • Reduza interrupções;
  • Elimine pendências;
  • Comece a operar em relação ao futuro em vez do passado;
  • Pare de se preocupar.
Lembra-nos, também, dos ladrões de tempo em uma reunião:
  • O motivo da reunião não é claro;
  • Os participantes não são adequados;
  • Reuniões demais;
  • Não há agenda;
  • Atas mal escritas ou inexistentes;
  • Conversa e discussões inúteis;
  • Não há decisões;
  • As reuniões não começam na hora;
  • Não termina na hora certa;
  • Leva mais tempo do que o previsto.
Mais anotações deste livro:

A maioria das pessoas acha que provavelmente precisará das coisas que guarda. Guarda mas não lê. Por que guardá-las? Por que mantê-las organizadas?

Para lidar melhor com a papelada, organize seus papeis e arquivos pela frequência de uso.

O escritório é onde você está não onde ele está. O trabalho é algo que você faz, não um lugar para onde você vai.

“Você não pode fugir da responsabilidade de amanhã esquecendo-se dela hoje”. (Abraham Lincoln)

“Se você esperar que as pessoas venham até você, só verá problemas pequenos. É preciso descobri-los. Os grandes problemas estão onde as pessoas não percebem que têm um problema”. (W. Edwards Deming)

GLEESON, Kerry. Programa de Eficiência Pessoal. Tradução de Brasil Ramos Fernandes. 2. ed., São Paulo: Makron Books, 2001.

ver mais

06 abril 2011

Internet: Cérebros Conectados

“O que faz da Internet tão poderosa são os bilhões de computadores ligados uns aos outros, trabalhando para o benefício do usuário”.

A palavra Internet tem sido muito usada. Algumas frases: “Vou entrar na Internet”; “Como está a sua Internet?”; “Preciso entrar na internet para verificar os meus e-mails”; “Estou navegando na Internet”; “Quero pesquisar na Internet para ver se encontro um endereço, um produto, uma pessoa”. Cada um tem os seus motivos. O concreto é que o seu uso aumenta a cada dia que passa, e tende a aumentar ainda mais no futuro.

Jeffrey M. Stibel, em seu livro Wired for Thought: How the brain is shaping the future of the Internet (Fios para o Pensamento: Como o cérebro está moldando o futuro da Internet), descreve o processo pelo qual um cérebro se conecta com outros cérebros, enfatizando que a grande rede de computadores nada mais é do que cérebros pulsando como os próprios neurônios do cérebro humano.

No passado, para dirimirmos uma dúvida demorava muito, caso não tivéssemos uma fonte de pesquisa ao nosso lado. Precisávamos nos deslocar para uma biblioteca e lá pesquisarmos em dicionários e enciclopédias. Com a Internet, a dúvida se desfaz em instantes: basta colocarmos a palavra nos sites de busca e lá temos o resultado de imediato. Um exemplo: ao tentarmos escrever a palavra Nietzsche, de grafia difícil, basta que a coloquemos nesses sites e, pronto, temos a grafia correta.

Observe Wikipédia, a enciclopédia livre. Todos podem ajudar na veiculação de uma palavra, acrescentando mais informações sobre o que já foi escrito por outro internauta. 

Quando colocamos uma informação na rede, ela fica como uma espécie de banco de dados, para futura pesquisa, para futuro aproveitamento de alguma outra pessoa.

Na Internet, podemos fazer qualquer pergunta, e invariavelmente teremos uma resposta.

Na Internet, lembremo-nos de que devemos navegar sem naufragar.

ver mais

01 abril 2011

Agrupamento de Palavras


A leitura exercita a mente, evoca imagens, a emoção e, principalmente, a razão. Um bom método é organizar as palavras em organogramas visuais. Gabriele Lusser Rico chamou esta técnica de “agrupamento”.

Esta técnica consiste em liberar nossa criatividade, muitas vezes embotada em nosso interior. Espalham-se as ideias numa página, mantendo próximas as que se relacionam, e afastadas as que se relacionam remotamente.

Objetivo: fazer com que a mente vagueie livremente entre conceitos. Como a estrutura é aberta, podemos acrescentar quantas ideias quisermos.

EXERCÍCIO: pegue uma folha de papel e, no centro, escreva a palavra liberdade. Eis um desenho extraído de Tom Wujec, Manual de Ginástica Mental, pela Editora Best Seller, página 107.

ver mais

Uso de Dicionários

Os dicionários são fundamentais para quem estuda, para quem tem que preparar uma aula, uma palestra. Neles podemos verificar o significado mais correto dos termos que iremos utilizar. São, assim, ferramentas valiosas para tradução e ensino.

Para mais informação, consulte o texto abaixo:

http://www.dominiosdelinguagem.org.br/pdf/d3-3.pdf

Cursos Online: Relação de Cursos 24 Horas
ver mais