28 maio 2011

Bom Português, O

“A degeneração de um povo, de uma nação ou raça, começa pelo desvirtuamento da própria língua.” (Rui Barbosa)

Por que estimular o erro, como querem os autores
do livro Por uma Vida Melhor (adotado pelo MEC), da Coleção Viver, Aprender, publicado pela Editora Global, e distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos (PNLD-EJA) a 484.195 alunos de 4.236 escolas? Não seria mais produtivo incentivar o "bom português", que exige ESFORÇOS de aprendizagem?


Para eles, não existe certo ou errado na língua portuguesa. A norma culta, baseada na gramática, é só mais uma entre as várias maneiras de se expressar. Acham que chamar atenção do aluno, que se expressou de modo incorreto, é “preconceito linguístico”.

Propor o certo combate o que está errado. Cada um de nós, mesmo não sendo professor da língua portuguesa, pode auxiliar na propagação da norma culta, que é a forma linguística que todo povo civilizado possui, e é a única que assegura a unidade da língua nacional.

Exercitemos o "bom português". Façamos esforços para falar e escrever corretamente. Não nos deixemos enganar pelas pessoas que pregam que a norma culta é privilégio das elites, da classe dominante.
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10 maio 2011

Teoria da Informação e Probabilidade

Tese: “A quantidade da informação é função de sua probabilidade. Quanto mais imprevisível for a mensagem, maior será a informação”.

Esta tese foi exposta por Shannon, que exprimiu matematicamente a quantidade de informação transmitida por uma mensagem. Se o receptor identifica rapidamente a mensagem, não há necessidade de muitos signos. Exemplo: a capital da França é... De imediato, vem-nos à mente Paris. Não precisamos de muitos outros códigos. Em outras palavras, “se os signos da mensagem forem facilmente identificáveis, se seu poder de probabilidade for grande, a identificação será fácil, rápida, e a informação pequena”.

Do ponto de vista prático, a mensagem mais econômica é a que veicula o maior número informações com o menor número de signos. Em se tratando de intercâmbio entre máquinas, o telegrama é a mensagem mais econômica, porque com poucas palavras podemos expressar muitas informações. O mesmo, porém, não podemos falar da comunicação interpessoal, que precisa de mais signos para que a comunicação realmente seja efetiva.

Em se tratando da economia da informação, tenhamos em mente que a medida da informação varia conforme o receptor. Ensinar que 2 mais 2 são quatro para alunos da quarta série do primeiro grau é uma informação nula. O mesmo não é para aqueles que estão sendo introduzidos na alfabetização.

Exercício: partir de um noticiário policial, de um acontecimento político, cultural ou esportivo. Comece explicando o assunto com 40 palavras, depois passe para 20 palavras, depois para 10 palavras.

Fonte de Consulta

VANOYE, Francis. Usos da Linguagem: Problemas e Técnicas na Produçao Oral e Escrita. São Paulo: Martins Fontes, 1993.

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05 maio 2011

Ganchos na Oratória


Ganchos são os recursos que o expositor usa para impedir que o seu discurso se torne monótono, sonolento, sem atração. É a dramatização, a frase de efeito, o exemplo pessoal, o recurso audiovisual.

Os ganchos têm que ser planejados, pois devem ser coerentes com o assunto tratado. Contar uma história, uma piada que não tenha nada a ver com o assunto, torna-se um antigancho. É o caso de se desculpar, de achar que não está preparado para o tema, entre outros.

Na apresentação de PowerPoint, um antigancho é dizer OK para o próximo slide.

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Uso do PowerPoint: Mais Notas

O aparecimento do software PowerPoint mudou radicalmente o modo de fazer palestra. Antes de sua vinda, havia o Retroprojetor e o Projetor de Slides, que ainda são usados, mas muito raramente. Como a preparação de transparências e slides implicava dispêndio de dinheiro, o seu número era reduzido. Um palestrante pensava mais detidamente se devia ou não fazer mais uma transparência.

Hoje, com a facilidade deste programa, os slides podem ser confeccionados ilimitadamente. Com isso, a qualidade de uma palestra, que devia ser melhor, acaba piorando pelo excesso de informações.


Algumas dicas:

1) Erro: fazer dele a atração principal.
2) PowerPoint não é teleprompter: os eslaides devem reforçar nossas palavras, não repeti-las.
3) Regra de ouro PowerPoint: jamais leia os eslaides.
4) Use o recurso de “Anotações” para elaborar uma ficha-cola. Imprima sua ficha-cola. Caso haja problema com o computador, a palestra não sofrerá abalo.
5) Evite antiganchos: “vou pular esses eslaides porque não tenho mais tempo”.
6) Usar mais imagens e menos textos.
7) Fuja das fotos ou cliparts estereotipados. Pesquise no stock-photos.
8) Quem dá ritmo é você, não os eslaides.
9) Nunca diga ok para o próximo eslaide.
10) Na apresentação com eslaides, tenhamos em mente:
a) preparação de eslaides (motivar e cativar o público);
b) ficha-cola (roteiro do apresentador);
c) material a ser distribuído (informações mais detalhadas) à plateia (handout).

Adaptado de: BLIKSTEIN, Izidoro. Como Falar em Público: Técnicas e Habilidades de Comunicação para Apresentações. São Paulo: Ática, 2006.
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