31 janeiro 2010

Sacerdócio Profissional

Em linhas gerais, profissão é uma atividade lucrativa em que o ser humano extrai os meios para a sua subsistência. O exercício de uma profissão tem por objetivo servir ao próximo e à sociedade. O trabalho, relacionado a uma profissão, visa a atender uma necessidade da vida. A necessidade, por sua vez, é a consciência de que nos falta algo. O sacerdócio profissional é a atitude assumida em servir ao próximo, independentemente da remuneração financeira.

O médico, pela natureza de seu trabalho, tem por fim auxiliar na cura de uma doença e, por conseguinte, ajudar ao seu próximo. Observe a vida do Dr. Bezerra de Menezes, o médico dos pobres, que não media esforços para ajudar o seu semelhante. Qualquer um que o chamasse, mesmo em horários impróprios, lá estava ele cumprimento o seu dever de médico. Acima da ética profissional, contudo, estava o seu imenso amor pela humanidade.

O exemplo do Dr. Bezerra de Menezes devia ser seguido, quaisquer que sejam as áreas de atuação. Para que isso ocorra, é importante que, além da técnica, o profissional tenha também a alegria da boa consciência. Thomas Kempis, em Imitação do Cristo, diz que a boa consciência pode suportar muita coisa e permanece alegre, até nas adversidades; a má, por outro lado, anda sempre medrosa e inquieta.

Toda a natureza serve. A água ajuda na plantação; a plantação fornece alimentos; os alimentos nutrem os animais. Se a característica da natureza é servir, com mais razão devia o profissional de qualquer área, servir ao seu próximo. Mas nem sempre é assim que sucede. Alguns, por egoísmo ou vaidade, trilham caminhos tortuosos e, criam para si mesmos grandes débitos, os quais deverão ser ressarcidos em futuras encarnações.

Quando cada ser humano se conscientizar de que foi criado para servir, haverá uma mudança radical nas atitudes e nos comportamentos de toda a humanidade. Ninguém pensará em ludibriar o próximo, porque estará ludibriando a si mesmo. Como todos só pensarão no bem, não haverá mais necessidade de armas, guerras e prisões. Com a vivência plena do bem, os homens estarão mais tranquilos e serenos e poderão, com mais espontaneidade, praticar a verdadeira fraternidade.

Escolhida a profissão, dedicar-se inteiramente a ela. Conta mais espiritualizar o trabalho do dia-a-dia do que a infinidade de técnicas adquiridas.

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29 janeiro 2010

Aula versus Palestra

Distingamos, na comunicação de conhecimentos, a noção de aula da de palestra. Não sejamos como aquele expositor que, como instrutor, era um excelente conferencista. Na aula, seguimos uma programação de temas, conectados uns com os outros. Embora cada tema tenha o seu objetivo particular, ele não pode se afastar do objetivo do curso como um todo, sob pena de desfigurar o próprio curso.

Os temas das palestras são propostos aleatoriamente. Na maioria das vezes, sugeridos pelos próprios expositores. Às vezes, o expositor quer aprofundar alguma determinada matéria. O que ele faz? Pensa sobre o tema, consulta livros, navega na Internet, ouve outros conferencistas etc. Depois de absorver as informações desejadas, sente-se no dever de transmiti-las aos demais seres humanos. Aqui, não há necessidade de um tema se relacionar com outro.

A didática da aula não pode ser igual à da palestra. Numa aula, podemos empregar varias técnicas de ensino, tais como, fazer grupos de estudo, trabalhar o tema em forma de perguntas e repostas, colocar perguntas embaixo das cadeiras e pedir para o aluno respondê-la ou fazê-la aos outros colegas de classe. A maiêutica socrática pode ser usada à exaustão, pois com ela faz-se o aluno pensar e tentar buscar com os demais colegas uma resposta adequada aos problemas que lhe são apresentados.

Na palestra, o expositor discorre sobre um determinado tema. Tendo em mente uma ideia central, divide o seu discurso em partes, tais como introdução, desenvolvimento do tema e conclusão. Ele geralmente fala durante um determinado tempo, sem que haja perguntas ou interrupções da plateia. No final de sua oratória, abre espaço para perguntas ou dúvidas dos ouvintes. Na palestra, o orador transmite uma grande quantidade de informações em pouco espaço de tempo.

Façamos um resumo comparativo. Na aula, dialoga-se; na palestra, expõe-se. Na aula, há uma conexão dos temas; na palestra, os temas são variados. Na aula, procura-se informar menos e discutir mais; na palestra, informa-se mais e discute-se menos. Na aula, há uma ligação mais estreita entre aluno e professor; na palestra, a ligação entre o orador e o ouvinte é passageira.

Na qualidade de expositores, reflitamos sobre esses detalhes, porque transformar uma aula numa palestra pode ser muito enfadonho aos alunos, sequiosos de conhecimento.
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