18 fevereiro 2025

Processo de Redação

Escrever bem não é tarefa fácil. Exige um esforço pela clareza, pela concisão, pelo uso correto das palavras, pela aversão aos jargões, pela superação dos bloqueios de escritor, pela organização das ideias. A poetisa, escritora e professora Betty Sue Flowers cunhou uma sigla que resume bem o trabalho de escritor: LACJ: em português seria Louco-Arquiteto-Carpinteiro-Juiz.

Louco — Nesta fase, há a procura de informações em livros, jornais, revistas, TV, rádios e demais fontes de informações. São ideias que vamos anotando sobre o tema, no sentido de obter o maior número de dados que, em princípio, estão desconectados. Aqui não há restrição moral, nem técnica, nem se são verdadeiros ou falsos. O trabalho é o de garimpagem, anotando tudo em uma folha de papel. Assemelha-se à “tempestade de ideais”, ao brainstorming.  

Arquiteto — Como bem sabemos, o arquiteto planeja casas, edifícios, distribuindo da melhor maneira os espaços disponíveis. No caso da escrita, organiza as informações e prepara um esboço mesmo que simples. O arquiteto vai elaborar um plano que se fundamenta na regra básica do discurso — começo, meio e fim. O objetivo, porém, não é atingir o ouvinte, mas o leitor. 

Carpinteiro — nessa fase, deve-se escrever o mais rápido possível — sem se preocupar em aperfeiçoar o texto. As correções virão depois. Não percamos tempo tentando corrigir e melhorar o texto. Se optarmos por essa ação poderemos ter o “bloqueio do escritor”. Mantenhamos o juiz bem longe de nossa vista.

Juiz — Por último vem o juiz, aquele que decide. É hora de pesar as palavras, preencher lacunas, ampliar algo e abreviar outro tanto. Lembremo-nos da frase atribuída a Blaise Pascal: "Se tivesse mais tempo, a minha resposta seria breve”. Ela reflete a ideia de que, muitas vezes, a clareza e a concisão exigem mais tempo e reflexão do que uma resposta longa. Por isso, um único rascunho pode não ser suficiente para a abordagem do tema.

Como vemos, há sempre um nova maneira de fazer o mesmo trabalho. Tenhamos sempre em mente o exercício da boa escrita.

Fonte de Consulta

GARNER, Bryan A. A Arte de Escrever bem no Trabalho. Tradução Paulo Afonso. Rio de Janeiro: Sextante, 2022. (Coleção Harvard: um guia acima da média)

 

 

 

16 janeiro 2025

Redes Sociais

Características principais das redes sociais: interatividade, compartilhamento de conteúdo, construção de comunidades e marketing digital.

As redes sociais são plataformas digitais para construir comunidades virtuais ou relações sociais entre as pessoas. Elas permitem a interação entre usuários, o compartilhamento de conteúdo, a construção de comunidades e o estabelecimento de conexões entre pessoas, grupos e marcas.

Os primeiros serviços oferecidos, via computador, foram o e-mail e os programas de bate-papo, surgidos no início da década de 1970. O USENET, o primeiro serviço de rede social no sentido moderno do termo, começou em 1979 como um sistema de mensagens entre a Universidade de Duke e a da Carolina do Norte. Espalhou-se rapidamente para outras universidades e órgãos do governo americano.

Depois da expansão da WWW na década de 1990, as empresas comerciais começaram a criar redes sociais online para o uso do público em geral. Classmates.com e SixDegress.com — as primeiras — usavam os meios de se reconectar com velhos amigos de escola, faculdade e trabalho. Depois vieram os sites de namoro, contatos profissionais (Linkedin), entre outras. O Facebook surgiu em 2004 e o Twitter em 2006

Algumas redes sociais gerais

Facebook. Permite a criação de perfis pessoais, interação com amigos, compartilhamento de fotos, vídeos, links, atualizações de status, criação de grupos, eventos e páginas para empresas.

Instagram. Focada em compartilhamento de fotos e vídeos. 

X (anteriormente Twitter). Rede social voltada para microblogging, onde os usuários publicam posts curtos, chamados de "tweets". Muito usada para discussões rápidas e compartilhamento de notícias em tempo real.

TikTok. Plataforma de vídeos curtos que se tornou extremamente popular, especialmente entre os jovens, para conteúdo criativo, humor, danças e tendências virais.

Além dessas, há as redes sociais profissionais, como o LindedIn, voltada para conexões profissionais, currículos e networking; redes sociais de vídeo e streaming, como o YouTube; redes sociais de mensagens, tais como, WhatsApp e Telegram. 

As redes sociais têm um impacto significativo na sociedade moderna: influenciam as relações pessoais, o marketing e as questões políticas. Seu aspecto positivo pode ser visto na construção de comunidades e na divulgação de ideias. Seus desafios referem-se à privacidade, desinformação, vícios tecnológicos e saúde mental.

14 janeiro 2025

O Método dos Seis Chapéus para Organizar Ideias

"Dispor de um meio adequado não significa que não possa haver um meio melhor." Edward de Bono, Os seis chapéus do pensamento (1985)

Edward de Bono, psicólogo e especialista em criatividade do pensamento, procura sempre por inovação. Diz-nos que "raciocínio vertical é cavar cada vez mais fundo no mesmo buraco, enquanto raciocínio lateral é tentar de novo em outro lugar". Em termos práticos, isto quer dizer que se não encontramos respostas satisfatórias para determinados problemas (do jeito que estamos procurando) devemos procurá-las em outro lugar, de outra maneira, olhando sob outro ângulo e através de outras associações. E a "chave" para pensar lateralmente é usar, simplesmente, a expressão... "e se...?" — E se em vez de dividir eu multiplicar? — E se em vez de pintar de verde eu pintar de vermelho? — E se em vez de ir por aqui eu for por ali? — E se em vez de deixar aqui eu puser ali?

Edward de Bono, em Os seis chapéus do pensamento, descreve um método inovador de organizar ideias para obter a melhor conclusão o mais rápido possível. A abordagem pode ser aplicada por indivíduos trabalhando sozinhos, mas é mais indicada para discussões em grupo. Ideias discrepantes e conflitantes podem ajudar bastante na solução de um problema concreto. 

Os usuários do sistema de Bono revezam-se com os chapéus (que podem ser literais ou metafóricos). Eis cada um deles. 

Chapéu branco — descreve fatos e dados, de forma neutra. Pergunta: o que sabemos realmente sobre a questão em pauta?

Chapéu vermelho — fornece o ponto de vista emocional. Pergunta: quais são as nossas reações instintivas à questão?

Chapéu preto — ressalta os riscos e as fragilidades de uma ideia. Nesse caso, os participantes devem enfocar as razões para cautela.

Chapéu amarelo — antecipa os pontos de vista positivos e as vantagens. Aqui, convém imaginar cenários mais vantajosos.

Chapéu verde — oferece o ponto de vista criativo. Os usuários do chapéu verde são encorajados a inventar abordagens totalmente diferentes do tema, sondando e provocando.

Chapéu azul — conduz o debate. Seu papel é reunir as argumentações para extrair uma visão global. Bono denomina-o de “metapensamento”.

A abordagem dos seis chapéus do pensamento foi adotada por muitas empresas, incluindo a Speedo, que a usou ao desenvolver sua linha de trajes de banho.

 

19 dezembro 2024

Seis Sinais sobre os Grandes Livros

Partamos da seguinte tese: sempre houve mais livros do que leitores. Isso significa dizer que, como leitores, leremos poucos livros de todos os que foram escritos, e entre esses poucos devem incluir os melhores.

O que devemos fazer? Optarmos por ler bem alguns livros do que ler mal muitos. A questão é ler bem. Saibamos, também, que catalogar os grandes livros é tão velho quanto ler e escrever. Se consultarmos a Autobiografia de John Stuart Mill, teremos boas informações a respeito.

Seis sinais que todos usam ao fazer listas ou relação

1) Os grandes livros são os mais lidos. Durante um ou dois anos. Mas seu sucesso é durável.

2) Os grandes livros são populares e não pedantes. Não foram escritos por especialistas sobre especialidades.

3) Os grandes livros são sempre contemporâneos. Os grande livros nunca passam da moda, com a mudança do pensamento ou os ventos variáveis de doutrinas e opiniões.

4) Os grandes livros são os mais legíveis visto que as regras do boa leitura se relacionam com as regras da boa escrita.

5) Os grande livros são os que mais instruem, os que mais ilustram. Significa dizer que eles contêm coisas originais que não têm em outros livros.

6) Os grande livros tratam dos problemas permanentemente insolúveis da vida humana.

Notas do Capítulo XVI — "O Grandes Livros", do livro A Arte de Ler, de Mortimer J. Adler.

05 dezembro 2024

Ler e Replicar

Replicar. Responder a objeções, contestar, refutar. Em se tratando da leitura, é a postura do leitor com relação ao autor de um livro.

Numa leitura interpretativa, temos: 1) concordar com o autor, pela interpretação de suas palavras básicas; 2) apreender as principais proposições do autor, descobrindo suas sentenças importantes; 3) conhecer os argumentos do autor, achando-os ou construindo-os, na sequência das frases; 4) determinar que problemas o autor resolveu e que problemas não resolveu, e ver à que ponto ele reconhece isso.

Ler um livro é como conversar. A conversa entre um livro e seu leitor devia ser metódica, cada parte falando por sua vez sem interrupções. Se, no entanto, o leitor for indisciplinado e impolido, é tudo, menos metódico. 

O proveito de uma boa conversa é aprender alguma coisa. Nesse caso, o leitor tem o dever e o direito de replicar. Se o livro é, dos que transmitem conhecimentos, a finalidade do autor é instruir. Ele procurou ensinar? Procurou convencer ou persuadir seu leitor de alguma coisa? Mesmo que o leitor esteja convencido do aprendizado, deve, ainda, completar pelo trabalho da crítica, pelo trabalho de julgar, pois há uma tendência em pensar que um bom livro está acima da crítica do leitor médio. Temos de nos tornar iguais ao autor.

Estamos esquecendo que a palavra “dócil” se prende à raiz latina que significa ensinar ou aprender. O leitor mais dócil é, portanto, o mais crítico.

Retórica é comunicação entre os homens. Qual o propósito da comunicação? É o desejo de convencer e persuadir. Assim sendo, devemos convencer a respeito de assuntos teóricos e persuadir a respeito de assuntos que afetam a ação ou sentimento.

Não se deve começar a réplica antes de ter ouvido, cuidadosamente, e de ter compreendido. Concordar, sem compreender, é vão. Discordar, sem compreender, é desonesto.

Notas do Capítulo XII — "A Arte de Replicar", do livro A Arte de Ler, de Mortimer J. Adler.

25 julho 2024

Treinamento de Colaboradores

À semelhança do treinamento de pessoal nas empresas, o treinamento do colaborador na Casa Espírita visa ao aperfeiçoamento e à mudança comportamental, partindo de uma posição de menor rendimento para uma de maior eficácia.

O setor de treinamento em muitas empresas é relegado ao segundo plano; o mesmo se dá numa Entidade Espírita. Seus diretores permitem que os colaboradores absorvam assistematicamente os conhecimentos, isto é, através da experiência e da observação, esquecendo-se de que um treinamento eficaz diminui o número de erros cometido.

Treinamento de pessoal é mudança comportamental: primeiro dos dirigentes, depois, dos colaboradores. A existência dessa atividade nas Casas Espíritas depende da visão alcançada pelos seus diretores: se estreita, dificulta; se ampla, incentiva a programação de reuniões, cursos e simpósios, o que lhe permite aumentar a produtividade dos serviços prestados.

Treinamento de pessoal exige a figura do professor. Sua aula não deve ser do tipo convencional, mas participativa. Deve elaborar seus esquemas, partindo do simples para o complexo, numa ordem lógica de entendimento. Sua atitude deve ser a baseada no firme propósito de se colocar sempre no lugar do aluno, para analisar as possíveis dificuldades no processo de aprendizagem.

No âmbito dos Centros Espíritas, todas as funções exercidas pelos seus colaboradores podem e devem ser treinadas: Recepção, Entrevista, Passe, Exposição etc.

Além de preparar melhor o colaborador, o treinamento resolve um problema grave, que é a existência de "panelinhas". Explica-se: com um Curso de Formação de Colaboradores, as inscrições são abertas indistintamente a todos, evitando-se que só participem de certos trabalhos aquelas pessoas que caem no agrado do dirigente.

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O que significa “treinamento”? Estar exatamente sintonizado com determinada história de um ambiente específico ou extrapolar para um ambiente com agentes estressores de maior intensidade? Muitos parecem apontar para o primeiro tipo de adaptação, deixando passar despercebida a noção de antifragilidade. Porém, se fôssemos escrever matematicamente um modelo padrão de seleção, seria possível obter uma sobrecompensação, em vez de mero “treinamento”. (Taleb, Nassim Nicholas. Antifrágil; Coisas que se Beneficiam com o Caos [Capítulo 2, Livro I]).



 

03 abril 2024

Oratória Segundo Mário Ferreira dos Santos, A

Notas do vídeo [https://youtu.be/n1-ziza3IpA?si=rtwhQrR3R-mQiCAV]

O título acima refere-se a uma palestra de Sanderson Moura, na Escola Atenas. A escolha de Mário Ferreira dos Santos deveu-se à filosofia do autor.

Há três livros de Mário Ferreira dos Santos sobre a oratória.

Curso de Oratória e Retórica — visão panorâmica. É como estar do alto de uma montanha que pode avistar a cidade em baixo.

Técnica do Discurso Moderno — uma visão mais analítica da oratória.

Prática de Oratória — visão geral e concreta.

Essa visão panorâmica, especifica e concreta aplica-se a tudo em nossa vida.

Uma das mais justas e nobres aspirações do ser humano é querer se expressar bem. Devemos admirar quem o sabe fazer. É o grande meio de aperfeiçoamento do próprio espírito. Tem que haver conteúdo. Aperfeiçoa sua mente e sua intelectualidade.

Antes de falar em público tenha domínio sobre o tema. Senhor do assunto.

As 5 fases da eloquência:

1) Elevação espiritual;

2) Domínio do pathos (paixões e emoções);

3) Variedade. Mesmo tom, não olha para as pessoas, maltrata o público. Monotonia é o segredo da morte;

4) Uso de figuras de linguagem;

5) Harmonia das palavras.

A filosofia é um estudo imprescindível ao orador.

Pensar por si mesmo.

Cultura grega é agregadora.

Uma sugestão para melhorar a voz: Leia em voz alta.

Orador — quer queira quer não — tem de agradar o auditório.

Treinar a dialética dos sofistas: pró e contra.

Memória é a guardiã de todas as passagens.

 

 

 

 

17 março 2024

Uso da Crase, O

A crase indica a fusão da preposição a com artigo a: João voltou à (a preposição + a artigo) cidade natal. / Os documentos foram apresentados às (a prep. + as art.) autoridades. Dessa forma, não existe crase antes de palavra masculina: Vou a pé. / Andou a cavalo. Existe uma única exceção, explicada mais adiante.

Regras práticas

Primeira - Substitua a palavra antes da qual aparece o a ou as por um termo masculino. Se o a ou as se transformar em ao ou aos, existe crase; do contrário, não. Nos exemplos já citados: João voltou ao país natal. / Os documentos foram apresentados aos juízes. Outros exemplos: Atentas às modificações, as moças... (Atentos aos processos, os moços...) / Junto à parede (junto ao muro).

No caso de nome geográfico ou de lugar, substitua o a ou as por para. Se o certo for para a, use a crase: Foi à França (foi para a França). / Irão à Colômbia (irão para a Colômbia). / Voltou a Curitiba (voltou para Curitiba, sem crase). Pode-se igualmente usar a forma voltar de: se o de se transformar em da, há crase, inexistente se o de não se alterar: Retornou à Argentina (voltou da Argentina). / Foi a Roma (voltou de Roma).

Segunda - A combinação de outras preposições com a (para a, na, da, pela e com a, principalmente) indica se o a ou as deve levar crase. Não é necessário que a frase alternativa tenha o mesmo sentido da original nem que a regência seja correta. Exemplos: Emprestou o livro à amiga (para a amiga). / Chegou à Espanha (da Espanha). / As visitas virão às 6 horas (pelas 6 horas). / Estava às portas da morte (nas portas). / À saída (na saída). / À falta de (na falta de, com a falta de).

Usa-se a crase ainda

1 - Nas formas àquela, àquele, àquelas, àqueles, àquilo, àqueloutro (e derivados): Cheguei àquele (a + aquele) lugar. / Vou àquelas cidades. / Referiu-se àqueles livros. / Não deu importância àquilo.

2 - Nas indicações de horas, desde que determinadas: Chegou às 8 horas, às 10 horas, à 1 hora. Zero e meia incluem-se na regra: O aumento entra em vigor à zero hora. / Veio à meia-noite em ponto. A indeterminação afasta a crase: Irá a uma hora qualquer.

3 - Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas como às pressas, às vezes, à risca, à noite, à direita, à esquerda, à frente, à maneira de, à moda de, à procura de, à mercê de, à custa de, à medida que, à proporção que, à força de, à espera de: Saiu às pressas. / Vive à custa do pai. / Estava à espera do irmão. / Sua tristeza aumentava à medida que os amigos partiam. / Serviu o filé à moda da casa.

4 - Nas locuções que indicam meio ou instrumento e em outras nas quais a tradição lingüística o exija, como à bala, à faca, à máquina, à chave, à vista, à venda, à toa, à tinta, à mão, à navalha, à espada, à baioneta calada, à queima-roupa, à fome (matar à fome): Morto à bala, à faca, à navalha. / Escrito à tinta, à mão, à máquina. / Pagamento à vista. / Produto à venda. / Andava à toa. Observação: Neste caso não se pode usar a regra prática de substituir a por ao.

5 - Antes dos relativos que, qual e quais, quando o a ou as puderem ser substituídos por ao ou aosEis a moça à qual você se referiu (equivalente: eis o rapaz ao qual você se referiu). / Fez alusão às pesquisas às quais nos dedicamos (fez alusão aos trabalhos aos quais...). / É uma situação semelhante à que enfrentamos ontem (é um problema semelhante ao que...).

Não se usa a crase antes de

1 - Palavra masculina: andar a pé, pagamento a prazo, caminhadas a esmo, cheirar a suor, viajar a cavalo, vestir-se a caráter. Exceção. Existe a crase quando se pode subentender uma palavra feminina, especialmente moda e maneira, ou qualquer outra que determine um nome de empresa ou coisa: Salto à Luís XV (à moda de Luís XV). / Estilo à Machado de Assis (à maneira de). / Referiu-se à Apollo (à nave Apollo). / Dirigiu-se à (fragata) Gustavo Barroso. / Vou à (editora) Melhoramentos. / Fez alusão à (revista) Projeto.

2 - Nome de cidade: Chegou a Brasília. / Irão a Roma este ano. Exceção. Há crase quando se atribui uma qualidade à cidade: Iremos à Roma dos Césares. / Referiu-se à bela Lisboa, à Brasília das mordomias, à Londres do século 19.

3 - Verbo: Passou a ver. / Começou a fazer. / Pôs-se a falar.

4 - Substantivos repetidos: Cara a cara, frente a frente, gota a gota, de ponta a ponta.

5 - Ela, esta e essaPediram a ela que saísse. / Cheguei a esta conclusão. / Dedicou o livro a essa moça.

6 - Outros pronomes que não admitem artigo, como ninguém, alguém, toda, cada, tudo, você, alguma, qual, etc.

7 - Formas de tratamento: Escreverei a Vossa Excelência. / Recomendamos a Vossa Senhoria... / Pediram a Vossa Majestade...

8 - Uma: Foi a uma festa. Exceções. Na locução à uma (ao mesmo tempo) e no caso em que uma designa hora (Sairá à uma hora).

9 - Palavra feminina tomada em sentido genérico: Não damos ouvidos a reclamações. / Em respeito a morte em família, faltou ao serviço. Repare: Em respeito a falecimento, e não ao falecimento. / Não me refiro a mulheres, mas a meninas.

Alguns casos são fáceis de identificar: se couber o indefinido uma antes da palavra feminina, não existirá crase. Assim: A pena pode ir de (uma) advertência a (uma) multa. / Igreja reage a (uma) ofensa de candidato em Guarulhos. / As reportagens não estão necessariamente ligadas a (uma) agenda. / Fraude leva a (uma) sonegação recorde. / Empresa atribui goteira a (uma) falha no sistema de refrigeração. / Partido se rende a (uma) política de alianças.

Havendo determinação, porém, a crase é indispensável: Morte de bebês leva à punição (ao castigo) de médico. / Superintendente admite ter cedido à pressão (ao desejo) dos superiores.

10 - Substantivos no plural que fazem parte de locuções de modo: Pegaram-se a dentadas. / Agrediram-se a bofetadas. / Progrediram a duras penas.

11 - Nomes de mulheres célebres: Ele a comparou a Ana Néri. / Preferia Ingrid Bergman a Greta Garbo.

12 - Dona e madameDeu o dinheiro a dona Maria . / Já se acostumou a madame Angélica. Exceção. Há crase se o dona ou o madame estiverem particularizados: Referia-se à Dona Flor dos dois maridos.

13 - Numerais considerados de forma indeterminada: O número de mortos chegou a dez. / Nasceu a 8 de janeiro. / Fez uma visita a cinco empresas.

14 - Distância, desde que não determinada: A polícia ficou a distância. / O navio estava a distância. Quando se define a distância, existe crase: O navio estava à distância de 500 metros do cais. / A polícia ficou à distância de seis metros dos manifestantes.

15 - Terra, quando a palavra significa terra firme: O navio estava chegando a terra. / O marinheiro foi a terra. (Não há artigo com outras preposições: Viajou por terrra. / Esteve em terra.) Nos demais significados da palavra, usa-se a crase: Voltou à terra natal. / Os astronautas regressaram à Terra.

16 - Casa, considerada como o lugar onde se mora: Voltou a casa. / Chegou cedo a casa. (Veio de casa, voltou para casa, sem artigo.) Se a palavra estiver determinada, existe crase: Voltou à casa dos pais. / Iremos à Casa da Moeda. / Fez uma visita à Casa Branca.

Uso facultativo

1 - Antes do possessivo: Levou a encomenda a sua (ou à sua) tia. / Não fez menção a nossa empresa (ou à nossa empresa). Na maior parte dos casos, a crase dá clareza a este tipo de oração.

2 - Antes de nomes de mulheres: Declarou-se a Joana (ou à Joana). Em geral, se a pessoa for íntima de quem fala, usa-se a crase; caso contrário, não.

3 - Com atéFoi até a porta (ou até à). / Até a volta (ou até à). No Estado, porém, escreva até a, sem crase.

Locuções com e sem crase

a álcool
à altura (de)
à americana
à argentina
à baiana
à baila
à baioneta calada
à bala
a bandeiras despregadas
à base de
à beça
à beira (de)
à beira-mar
à beira-rio
a bel-prazer
a boa distância de
à boca pequena
à bomba
a bordo
a bordoadas
a braçadas
à brasileira
à bruta
à busca (de)
a cabeçadas
à cabeceira (de)
à caça (de)
a cacetadas
a calhar
a cântaros
a caráter
à carga
a cargo de
à cata (de)
a cavalo
a cerca de
a certa distância
à chave
a chibatadas
a chicotadas
a começar de
à conta (de)
a contar de
à cunha
a curto prazo
à custa (de)
a dedo
à deriva
a desoras
a diesel
à direita
à disparada
à disposição
a distância
a duras penas
a elas(s), a ele(s)
a eletricidade
à entrada (de)
a escâncaras
à escolha (de)
à escovinha
à escuta
a esmo
à espada
à espera (de)
à espora
à espreita (de)
à esquerda
a esse(s), a essa(s)
a este(s), a esta(s)
a estibordo
à evidência
à exaustão
à exceção de
a expensas de
à faca
a facadas
à falta de
à fantasia
à farta
à feição (de)
a ferro
a ferro e fogo
à flor da pele
à flor de
à fome
à força (de)
à francesa
à frente (de)
à fresca
a frio
a fundo
a galope
a gás
a gasolina
à gaúcha
a gosto
à grande
a grande distância
a granel
à guisa de
à imitação de
à inglesa
a instâncias de
à italiana
à janela
a jato
a joelhadas
a juros
a jusante
a lápis
à larga
a lenha
à livre escolha
a longa distância
a longo prazo
a lufadas
à Luís XV
a lume
à luz
à Machado de Assis
a mais
a mando de
à maneira de
à mão
à mão armada
à mão direita
à mão esquerda
à máquina
à margem (de)
à marinheira
a marteladas
à matroca
à medida que
a medo
a meia altura
a meia distância
à meia-noite
a meio pau
a menos
à mercê (de)
à mesa
à mesma hora
a meu ver
à mexicana
à milanesa
à mineira
à míngua (de)

à minha disposição
à minha espera
à minuta
à moda (de)
à moderna
a montante
à morte
à mostra
a nado
à navalha
à noite
à noitinha
à nossa disposição
à nossa espera
ante as
à ocidental
a óleo
a olho nu
à ordem
à oriental
a ouro
à paisana
a pão e água
a par
à parte
a partir de
a passarinho
a passos largos
a pauladas
à paulista
a pé
a pedidos
a pequena distância
a pilha
a pino
à ponta de espada
à ponta de faca
a pontapés
a ponto de
a porretadas
à porta
a portas fechadas
à portuguesa
a postos
a pouca distância
à praia
a prazo
à pressa
à prestação
a prestações
à primeira vista
a princípio
à procura (de)
à proporção que
a propósito
à prova
à prova d'água
à prova de fogo
a público
a punhaladas
à pururuca
a quatro mãos
à que (=àquela que)
àquela altura
àquela hora
àquelas horas
àquele dia
àqueles dias
àquele tempo
àqueloutro(s)
àqueloutra(s)
à queima-roupa
a querosene
à raiz de
à razão (de)
à ré
à rédea curta
a respeito de
à retaguarda
à revelia (de)
a rigor
a rir
à risca
à roda (de)
a rodo
à saciedade
à saída
às apalpadelas
às armas !
à saúde de
às ave-marias
às avessas
às bandeiras despregadas
às barbas de
às boas
às cambalhotas
às carradas
às carreiras
às catorze (horas)
às cegas
às centenas
às cinco (horas)
às claras
às costas
às de vila-diogo
às dez (horas)
às dezenas
às direitas
a distância
à distância de
às doze horas
às duas (horas)
às dúzias
a seco
a seguir
à semelhança de
às encobertas
a sério
a serviço
às escâncaras
às escondidas
às escuras
às esquerdas
a sete chaves
às expensas de
às falas
às favas
às gargalhadas
às lágrimas
às léguas
às mancheias
às margens de
às marteladas
às mil maravilhas
às moscas
às nove (horas)
às nuvens
à sobremesa
à socapa
às ocultas
às oito (horas)
à solta
à sombra (de)
a sono solto
às onze (horas)
às ordens (de)
a socos

à sorrelfa
à sorte
a sós
às portas de
às pressas
às quais
às que (=àquelas que)
às quartas-feiras
às quatro (horas)
às quintas-feiras
às quinze (horas)
às segundas-feiras
às seis (horas)
às sete horas
às sextas-feiras
às sete (horas)
às soltas
às suas ordens
às tantas
às terças-feiras
às tontas
às três (horas)
às turras
à sua disposição
à sua escolha
à sua espera
à sua maneira
à sua moda
à sua saúde
às últimas
à superfície (de)
às vésperas (de)
às vezes
às vinte (horas)
às vistas de
às voltas com
à tarde
à tardinha
a termo
à testa (de)
à tinta
a tiracolo
a tiro
à toa
à-toa
a toda
a toda a brida
a toda força
a toda hora
à tona (de)
a toque de caixa
à traição
a três por dois
à tripa forra
a trote
à última hora
à uma (hora)
à unha
à vaca-fria
a valer
à valentona
a vapor
a vela
a velas pandas
à venda
avião a jato
à Virgem
à vista (de)
à vista desarmada
à vista disso
à volta (de)
à vontade
à-vontade
à vossa disposição
a zero
à zero hora
bater à porta
beber à saúde de
cara a cara
cheirar a perfume
cheirar a rosas
condenado à morte
dar à estampa
dar à luz
dar a mão à palmatória
dar tratos à bola
dar vazão à
de alto a baixo
de cabo a rabo
de fora a fora
de mais a mais
de mal a pior
de parte a parte
de ponta a ponta
descer à sepultura
de sol a sol
de uma ponta à outra
dia a dia
em que pese a
exceção à regra
face a face
falar à razão
faltar à aula
fazer as vezes de
folha a folha
frente a frente
gota a gota
graças às
hora a hora
ir à bancarrota
ir à forra
ir às compras
ir às do cabo
ir às nuvens
ir às urnas
jogar às feras
lado a lado
mandar às favas
mãos à obra
marcha à ré
meio a meio
nem tanto ao mar, nem tanto à terra
palmo a palmo
para a frente
passar à frente
passo a passo
perante as
pôr à mostra
pôr à prova
pôr as mãos à cabeça
pôr fim à vida
quanto às
recorrer à polícia
reduzir à expressão mais simples
reduzir a zero
sair à rua
saltar à vista
terra a terra
tirar à sorte
todas as vezes
uma à outra
umas às outras
valer a pena
voltar à carga
voltar à cena
voltar às boas

 


Fonte: Manual de Redação e Estilo, Agência Estado

 

Trava-Língua

Ninho de mafagafos

Num ninho de mafagafos

há cinco mafagafinhos.

Quem os desmafagalizar

bom desmafagalizador será.

O sapo no saco

Olha o sapo dentro do saco.

O saco com o sapo dentro.

O sapo batendo papo

e o papo soltando vento.  

Tempo

O tempo perguntou pro tempo

quanto tempo o tempo tem.

O tempo respondeu pro tempo

que o tempo tem tanto tempo

quanto tempo o tempo tem.

Arara de Iara 

Iara amarra

a arara rara

a rara arara

de Araraquara.

Fonte de Consulta

ARIDA, Priscila. O Original Almanaque Dúvida Cruel. Rio de Janeiro: Record, 2004.

 

Sete Quês, Os

O cientista político Harold Lasswell propõe um paradigma destinado a orientar o exame científico dos variados aspectos da comunicação de massa. Segundo Lasswell o estudo de cada uma dessas questões (conhecidas como os setes quês) implica modalidades específicas de análise do processo comunicacional.

 
Quem disse o quê a quem?

Em que canal?

Com que intenções, em que condições, com que efeitos?

1) Quem (fatores que iniciam e guiam o ato da comunicação).

2) Diz o quê – implica uma análise de conteúdo.

3) Em que canal (meios interpessoais ou de massa) – implica uma análise de meios.

4) A quem (pessoa atingida por esses meios) – implica uma análise de audiência.

5) Com que efeitos (impacto produzido pela mensagem sobre a audiência) – implica uma análise de efeito.

Podemos ainda acrescentar ao modelo original de Lasswell uma questão referente às causas, aos antecedentes ou intenções da mensagem (questão sugerida por O. Holsti), e outra referente às condições em que foi recebida.  

BARBOSA, Gustavo e RABAÇA, Carlos Alberto. Dicionário de Comunicação. 2.ed., Rio de Janeiro: Elsevier, 2001 – 6ª Reimpressão.

 

Roteiro de Palestra Usando o Mapa da Mente (MM)

1. Tony Buzan, na década de 70, desenvolveu uma técnica de anotação que usa tanto o lado direito quanto o lado esquerdo do cérebro.

2. Assim, ao invés de colocarmos o título no topo da página, seguido pela introdução, conceito, tópicos a serem abordados e conclusão, ele sugere que coloquemos o título da palestra no centro da folha, fazendo ramificações para os tópicos, como mostra a figura abaixo.

 


3. O método MM é mais simples que os métodos tradicionais para se fazer anotações, pois ativa ambos os lados do cérebro, além do que pode gerar ideias originais que permitem lembrar mais facilmente das coisas.

4. As principais sugestões para se fazer um bom uso do método MM para anotar são as seguintes:

- No meio ou no centro da folha, coloque a ideia principal.

- Acrescente uma ramificação partindo do centro para cada ponto-chave, usando cores diferentes.

- Escreva uma palavra-chave ou uma frase sobre cada ramificação, possibilitando dessa forma o acréscimo de detalhes.

- Acrescente símbolos e ilustrações.

- Use letras de forma bem feitas.

- Represente as ideias mais importantes com letras maiores e feitas com mais sofisticação.

- Sublinhe ou represente, com algum contorno, as palavras importantes e, onde for necessário, use o negrito, ou seja, uma "caracterização" mais forte para as letras.

- Seja criativo e até extravagante.

- Use formas aleatórias para destacar as idéias ou itens. Quanto mais figuras puder colocar no seu MM, tanto melhor.

Fonte de Consulta

GUILLON, Antonio, Bias Bueno e MIRSHAWKA, Victor. Reeducação: Qualidade, Produtividade e Criatividade: Caminho para a Escola Excelente do Século XXI. São Paulo, Makron Books, 1994, página 83-91.

São Paulo, julho de 2007.

 

Recursos Audiovisuais

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Histórico. 4. Cartazes e Slides: 4.1. Confecção de Slides (Cartazes); 4.2. O Conteúdo Eficaz dos Slides; 4.3. Lembretes sobre o Uso de Slides. 5. O Retroprojetor: 5.1. Instruções Gerais; 5.2. Vantagens do Retroprojetor; 5.3. Desvantagens do Retroprojetor. 6. Outros tipos de Material de Apoio e a Postura do Expositor: 6.1. Mais Recursos Didáticos; 6.2. Princípios que Facilitam a Utilização da Multimídia; 6.3. Treinando a Exposição em Multimídia. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO

Presentemente, a veiculação do conhecimento é muito facilitada pelo uso dos recursos audiovisuais, ou seja, retroprojetor, datashow, computador etc. Procuraremos, neste trabalho, anotar algumas instruções para a preparação eficaz de slides.

2. CONCEITO

Imagem – É algo comum à exposição lexvisual (texto ilustrado) e à audiovisual (inclui sons e ruídos, bem como a narração do orador).

Multimídia — Qualquer combinação de texto, figuras, sons, animação e vídeo transmitida pelo computador.

Slide — Qualquer material visual que seja apresentado, incluindo as apresentações de computador, slides de 35mm e transparências.

Apresentação — É a transformação de uma informação em uma mensagem simples e concisa.

3. HISTÓRICO

A pedra lascada, no período de nossa pré-história, pode ser considerada um dos primeiros instrumentos de comunicação (e apresentação) das informações. Depois vieram a pintura das cavernas em 17.000 a.C.; a invenção do alfabeto sumeriano em 4.000 a.C.; o papel em 105; o tipo móvel em 1476; o quadro de giz em 1700; a fotografia em 1822; o telefone em 1876; o projetor de filme em 1887; a televisão (imagens em movimento) em 1926; o projetor de transparências em 1944; o videotaipe em 1956; o projetor de slide em 1961.

A partir de 1980 tivemos a invenção da planilha e do processador de texto, o banco de dados baseado em texto, a editoração eletrônica, o gráfico em computador em alta resolução e a multimídia em 1990. Presentemente, o computador tem tido um avanço sem limites, pois a eletrônica descobre a cada dia uma nova forma de veicular o conhecimento.

4. CARTAZES E SLIDES

4.1. CONFECÇÃO DE SLIDES (CARTAZES)

O cartaz (slide) caracteriza-se por apresentar, através de ilustrações, textos reduzidos e cores, uma mensagem clara e direta do tema escolhido. As ilustrações assemelham-se ao slogan, que exprime numa frase a idéia central do que se quer transmitir.

Ele deve ser motivador, instrutivo e divulgador.

Eles podem ser confeccionados usando figuras geométricas (quadrado, triângulo e circunferência) ou desenhos de traços (figuras de palito).

Deve ser simples, ou seja, eliminar tudo o que é supérfluo no cartaz e que possa desviar a atenção do observador.

4.2. O CONTEÚDO EFICAZ DOS SLIDES

Para criar um conteúdo eficaz, lembre-se das seguintes regras:

MOS (mantenha-o simples);

Use desenhos ou gráficos sempre que puder e reduza o número de palavras e números;

Deixe bastante espaço entre os itens para facilitar a visualização; - Use fontes grandes para melhorar a visualização;

- Os desenhos não precisam ser perfeitos, mas devem ser claros e ter sentido;

Mantenha sempre a mesma aparência durante toda a apresentação, utilizando sempre a mesma cor de fundo, tipo de fonte etc. Quebre a consistência somente se desejar usar um elemento surpresa. (Hasbani, 2001)

4.3. LEMBRETES SOBRE O USO DE SLIDES

01) Coloque o mínimo possível de informação em seu slide e mantenha o foco;

02) O conteúdo dos slides deve estar diretamente relacionado ao que você está dizendo. Não deixe o seu discurso se desviar do conteúdo imediato do slide que está mostrando;

03) Considere formas alternativas de apresentar gráficos. Por exemplo, um gráfico de crescimento populacional pode ser construído com barras de formato humano no lugar de barras convencionais;

04) Não faça cópias xerocadas de livros ou relatórios. Faça sempre ilustrações produzidas com um estilo consistente em toda a apresentação;

05) Os materiais de apoio oferecem ao auditório uma representação visual de seus pensamentos. Eles ajudam a guiá-los aos pontos importantes com mais eficiência. É mais fácil se expressar com o uso de gravurasgráficos e modelos. Pense no quanto é difícil descreve o desenho de um prédio, por exemplo;

06) Use figuras para transmitir uma idéia. Imagine sinais de trânsito sem desenhos. Quanto tempo demoraria a ler "cuidado, risco de pista escorregadia?" Tempo suficiente para acontecer o acidente;

07) Um slide consiste em um título e em um corpo. O título é normalmente escrito em fontes grandes e descreve, sucintamente, o que será apresentado no slide. O corpo é reservado para o material que você quer apresentar. No corpo, é possível combinar desenhos, diagramas e palavras. (Hasbani, 2001)

5. O RETROPROJETOR

5.1. INSTRUÇÕES GERAIS

01) O uso de retroprojetor deve ser bem planejado, pois devemos tê-lo como um recurso de apoio à comunicação do pensamento, e não o próprio pensamento;

02) Posicioná-lo num lugar estratégico, para que não atrapalhe a visão do público;

03) Cuidar para que todos os slides tenham a mesma aparência;

04) Evitar a cópia de livros e sua leitura através dos slides;

05) Valer-se de uma folha de papel para cobrir o material do slide que não quer mostrar ao público.

5.2. VANTAGENS DO RETROPROJETOR

- Possibilidade de uso com sala iluminada;

- Adaptação em qualquer ambiente;

- Projeções coloridas;

- Facilidade de comunicação visual;

- Facilidade de transporte;

- Possibilidade de uso sem tela;

- Possibilidade de substituição imediata da lâmpada;

- Facilidade de ligar e desligar sem provocar distrações.

5.3. DESVANTAGENS DO RETROPROJETOR

As principais desvantagens desse recurso visual são:

- Custo elevado;

- Dificuldade de substituição. (Polito, 1997)

6. OUTROS TIPOS DE MATERIAL DE APOIO E A POSTURA DO EXPOSITOR

6.1. MAIS RECURSOS DIDÁTICOS

O quadro de giz, o flipchart, a Televisão, o projetor de slides, o episcópio, o computador, o datashow, o gravador e o vídeo são outros bons recursos que o orador pode utilizar na veiculação das suas idéias. Cabe-lhe verificar as características (interesse e cultura) do público e utilizar o melhor material de apoio que se ajuste às necessidades do mesmo.

6.2. PRINCÍPIOS QUE FACILITAM A UTILIZAÇÃO DA MULTIMÍDIA

Gestos: gestos nervosos e movimentos de mão desajeitados podem arruinar uma apresentação importante. Acostume-se à posição do mouse e do teclado, mas não se apoie sobre eles.

Sorrisos e expressões faciais: transmita que você gosta da tecnologia da multimídia. Se o computador ou monitor forem por água abaixo, não deixe seu sorriso ir com eles.

Comunicação visual: não diga ao público que você está preocupado com o seu equipamento olhando para ele em vez de olhar para o público. Não leia o texto da tela.

Postura e movimento: não há necessidade de subir em um pedestal e nem agachar/esconder-se atrás do monitor do computador. Use um controle remoto.

Uso da voz: não fale ao mesmo tempo em que o vídeo esteja produzindo sons. Não descreva ao que o público assistirá, a menos que isso necessite de explicação.

Palavras e não-palavras: Hums, ers, e uhs comumente escapam dos lábios de apresentadores nervosos nos espaços entre os elementos da mídia ou quando um lapso inesperado ocorre. Aceite a pausa. (Lindstrom, 1995)

6.3. TREINANDO A EXPOSIÇÃO EM MULTIMÍDIA

- Não ensaie demais; não menos do que três vezes e não mais do seis vezes é recomendável;

- Não faça alterações de última hora sem uma cópia de reserva completa e disponível;

- Nunca perca a sua compostura. Como diz o ditado: "Nunca deixe perceber que você está transpirando.

7. CONCLUSÃO

Quer estejamos usando um computador, um retroprojetor, ou mesmo uma lousa, o que importa é o conteúdo a ser transmitido e não o recurso em si mesmo. Para melhor expressarmos as nossas idéias, sejamos breves, concisos e objetivos, colocando-nos sempre na situação daquele que nos ouve.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

HASBANI, Ghassan. Fazendo Excelentes Apresentações: Coisas que Realmente São Importantes. Tradução de Marina Massaranduba. São Paulo: Market Books, 2001.

LINDSTROM, Robert L. Guia Business Week para Apresentações em Multimídia. Tradução de Eliane Bueno Freire. São Paulo: Makron Books, 1995.

POLITO, Reinaldo. Recursos Audiovisuais nas Apresentações de Sucesso. 3. ed., São Paulo: Saraiva, 1997.

São Paulo, julho de 2004.