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06 agosto 2009

Gestos e Gesticulação

gestualidade é o comportamento do corpo que abrange gestos (em movimento) e atitudes ou posturas (parados). É a linguagem do corpo: “sermo corporis” O Corpo fala através de gestos e atitudes que acompanham significativamente a pronunciação. Dentro da gestualidade se destaca uma nova área de investigação: a proxêmica. A proxêmica estuda a significação da gestualidade em relação com o espaço. O orador se movimenta no espaço entre ele e o público de modo pertinente. Ora se situa num plano mais elevado ou mais baixo ou no mesmo nível; ou se distancia ou se aproxima com segundas intenções. 

Gesto. Ato ou ação por meio do qual se dá força às palavras. Deve ser feito sem exagero e sem excessos, isto é, com naturalidade e elegância. Lembrar sempre que ele é apenas a essência, tão somente, do que se quer exprimir. Deve preceder à palavra ou acompanhá-la, nunca sucedê-la. Se anteceder, prepara o efeito da palavra; se acompanhá-la, reforça-a; se suceder, perde sua força.

Postura, Olhar e Maneirismos. Evite-se a postura displicente, como falar sentado na cadeira ou encostado em alguma coisa. Jamais sentar-se sobre a mesa. O olhar do expositor deve percorrer a plateia inteira, não circunscrevendo a atenção para esse ou aquele lado, em especial. Evitar os maneirismos, isto é, torcer os dedos, mexer na roupa, estalar os dedos, esfregar as mãos, bater palmas ou tocar amiudamente objetos sobre a mesa.

Gestos da Cabeça, dos Dedos e das Mãos. Cabeça. Se pender, indica humilhação; muito elevada, arrogância; caída para os lados, lassidão; se firme, imobilizada, olhar fixo, lábios fechados, dará a impressão de energia feroz. Dedos. Devem permanecer levemente abertos e curvados. O dedo indicador em riste é acusador; unido ao polegar é doutoral, de quem ensina; abertos o polegar, o indicador e o médio, é o gesto de quem explica, explana. Mãos. O movimento das mãos deve ser sóbrio, variado, evitando o movimento nervoso.

Alguns Gestos Fundamentais 

  • Repelir – Recuar um pouco o peito, erguer a cabeça, gesto da palma da mão volvida para baixo até a altura do peito;
  • Defesa – Erguem-se as mãos à altura do peito, palma aberta para fora;
  • Desolação – As mãos caem, palmas abertas para fora;
  • Pedir – Quando se pede, elevam-se as mãos até o peito, palmas para cima, movimento trêmulo;
  • Aceitar – Leve avanço da cabeça que baixa, peito para frente, palma da mão aberta para cima, até a altura do peito.

Espontaneidade. Nem prender as mãos, tornando-as imóveis, nem as lançando para trás, imobilizando-as, nem adotando gesticulação teatral exagerada. A melhor atitude perante os próprios gestos é esquecer as mãos, e falar com naturalidade, deixando que elas procedam como procedem quando conversamos. 

 

Confiança e Determinação

Malogros. Quem não os sofre? Estímulo. Se nós não nos ampararmos, quem nos amparará?

Deve aquele que fala possuir temperamento expansivo para comunicar por meio da palavra, as ideias e os fatos; manter o máximo a serenidade de espírito e o domínio de si mesmo; possuir sensibilidade apurada, que o faça capaz de perceber rapidamente o efeito de suas palavras no espírito dos ouvintes; ter firmeza nas convicções e expô-las de modo veemente; conhecer amplamente o assunto de que vai tratar e ter suficiente cultura geral para eventuais digressões, ou para reforçar a sua exposição; possuir certo magnetismo pessoal e usar de atenciosa amabilidade para com os que o escutam.

Você não é a única pessoa que tem medo de falar em público. Pesquisas universitárias norte-americanas comprovaram que 80% ou 90% das pessoas temem falar em público. Acredite no que vai dizer. A dúvida deita raios de morte. Fale ao cérebro e ao coração. Enriqueça seu vocabulário, lendo com dicionário. O conhecimento vocabular é fundamental.

O público aprecia os homens de atitude serena e corajosa, os que sabem falar com bom timbre e com triunfante galhardia, pois se convence tanto pelas maneiras do orador quanto pela exposição de suas ideias. Sendo assim, para dominar o auditório, o tribuno deve ter o espírito de autoconfiança, com o que poderá vencer a timidez natural, evitar o excesso de reflexão, não sentir a dificuldade de concentração, manter afastadas de si a suscetibilidade e a impulsividade.

Antes de subir ao tablado, respirar lenta e profundamente, relaxar os músculos, manter-se altivo, curvando-se um pouco; em seguida, subir ao tablado rapidamente e começar a falar, fixando o pensamento apenas no assunto do discurso. Após as primeiras frases, o receio desaparecerá por completo. Para isto, o principiante deve tomar algumas precauções, tais sejam, não falar de estômago vazio, o que tende a aumentar a intensidade das reações psicológicas; enfrentar, primeiramente, um auditório que possa ser favorável ao seu sucesso para que adquira energia e confiança, com os quais se apresentará em futuras oportunidades.




26 junho 2008

Como Preparar um Tema

Em qualquer atividade humana, há algumas perguntas fundamentais: O que? Como? Por que? Quando? Onde? A resposta a cada uma dessas questões depende do que se pretende fazer. Se quisermos montar um lava-rápido, as respostas serão umas; construir um prédio, outras. Contudo, a resposta à pergunta como se assemelha em quaisquer dos casos, porque representa a técnica a ser utilizada para a concretização dos fins estabelecidos. O preparo de um tema não foge à regra.

A palavra tema — do francês sujet, "sujeito" — indica que estamos diante de uma situação que nos impõe uma sujeição. É ele quem determina o que se deve fazer. Ele é o senhor, o ordenador. Temos total liberdade em escolher um título, mas não em desenvolvê-lo, porque devemos ficar presos a ele. Ele dita as normas. Assemelha-se a um campo de futebol, em que as quatro linhas orientam as ações dos jogadores. Se tanto o jogador quanto a bola ultrapassarem uma das linhas, o jogo será impugnado.

fluxo livre de ideias é uma técnica bastante interessante. Como funciona? Dado um tema, qualquer que seja, podemos simplesmente começar a escrever tudo o que nos vem à mente, sem qualquer preocupação com o conteúdo, o sentido das frases e mesmo a gramática. Escrevamos simplesmente o máximo que pudermos. Esse exercício obriga-nos a pensar no assunto e, com isso, vasculhar o nosso subconsciente, para dele extrair os talentos escondidos. Depois, se possível no dia seguinte, façamos as devidas correções e guardemo-lo em forma de escrita.

A preparação do tema tem algumas exigências: 1) saber dar tempo ao tempo, 2) convencer-se de que o tema é inteligível, 3) desconfiar da memória, 4) permanecer fiel ao tema, 5) estudar com cuidado os termos do tema e 6) evitar toda a transformação do tema. A memória faz-nos escrever demasiadamente, transformando-se na política de encher páginas. Do mesmo modo é o vasto conhecimento que temos a respeito de um assunto, pois queremos interpolar, forçar para que as informações adquiridas façam nexo com aquilo que estamos desenvolvendo. Cumpre, portanto, considerar apenas o tema proposto, nada a não ser o tema, mas todo o tema.

O tema deve basear-se numa introdução, no desenvolvimento e na conclusão. O objetivo do tema é buscar uma conclusão. De nada adianta falarmos, escrevermos e não chegarmos a nada. Não façamos como aquele caso em que o ouvinte se ausentou da palestra, voltou tempo depois e perguntou para um dos colegas se orador ainda não tinha terminado o seu discurso. O colega responde que ele já tinha terminado há muito tempo, mas não parava de falar. Por isso, a importância do roteiro e das folhas de anotações. Sem um norte, todos os caminhos são possíveis.

Um tema deve ser pensado, anotado e transformado num roteiro. Qualquer ideia deve ser sempre bem-vinda, desde que atenda aos objetivos do tema em questão.