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01 fevereiro 2016

Memória: Seis Etapas para uma Boa Memorização

1. O interesse e a motivação

Guardamos com mais facilidade o que queremos guardar, mas também o que temos de guardar. O conselho vale para todos: definir um objetivo ou ter um projeto, mesmo que frívolo (lembrar-se de piadas para contar aos amigos, citações para impressionar as pessoas...), é o melhor dos estímulos.

2. A atenção

É a condição prévia para qualquer memorização: sem atenção, não recebemos corretamente as informações. O repouso, um ambiente propício (calmo, bem iluminado), uma boa receptividade sensorial (qualidade da visão e da audição) e a ausência de estresse são essenciais para captar corretamente as informações que devem ser retidas.

3. A elaboração de imagens mentais

É ao criar imagens mentais que nos conscientizamos daquilo que os sentidos estão nos transmitindo: a informação é visualizada e transcrita na forma de palavras. Essa apropriação mental das percepções é a primeira etapa do processo de memorização.

4. A organização das informações

Ordenar, dar sentido, hierarquizar: isso ajuda a fixar os conhecimentos e a integrar essas informações corretamente no estoque da memória de longo prazo. 

5. A repetição

Para memorizar bem é preciso fazer o esforço de repetir, às vezes, até decorar. E é reativando regularmente as informações, para fazer uma revisão, por exemplo, que teremos mais chances de fixá-las na memória de longo prazo. 

6. A transmissão de informação 

Revisitar e reformular os fatos e os conhecimentos usando suas próprias palavras para contar, escrever, explorar ou resumir é uma maneira muito eficaz e ativa de fixar as lembranças. 

Observação importante: a única forma de reter informações no longo prazo é treinar a regularidade. Nesse sentido, os escritos permanecem: pode ser um resumo, podem ser notas tomadas durante uma conferência que depois são passadas a limpo, ou ainda a história de um filme, um livro, a narrativa de uma viagem, um diário - cada vez que formulamos informações ou lembranças, nós as fixamos um pouco mais na memória.

Fonte de Consulta

Um cérebro para a vida inteira, tradução de Ana Valéria Lessa e outros. Rio de Janeiro: Reader's Digest, 2010. [Cópia]

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Dicas para memorizar mais [de forma produtividade]

Técnicas de memorização

1. Repetição espaçada (Spaced Repetition)

Reveja o conteúdo em intervalos crescentes (1 dia, 3 dias, 7 dias, 15 dias...)

2. Técnica de evocação (Active Recall)

Em vez de reler, teste-se: feche o material e tente lembrar em voz alta ou escrevendo.

3. Associação de ideias

Conecte novos conhecimentos com algo que você já sabe (criar analogias, histórias ou imagens mentais)

4. Mapas mentais e diagramas

Organizar visualmente ajuda o cérebro a criar conexões mais fortes.

5. Método dos loci (Palácio da memória)

Imagine um lugar familiar (sua casa, por exemplo) e distribua as informações nos cômodos.

Hábitos de Estudo

Estude em blocos curtos (Pomodoro: 25 min + 5 min de pausa) — mantém a concentração.

Explique para outra pessoa — “ensinar” é uma das formas mais eficazes de fixar.

Misture assuntos — intercalar temas diferentes aumenta a retenção.

Corpo e Mente

Dormir bem — o sono consolida a memória.

Exercícios de educação física — aumentam oxigenação cerebral

Alimentação — alimentos ricos em ômega-3, antioxidantes e vitaminas do complexo B ajudam.

Meditação e respiração — reduzem estresse, que atrapalha a memória. [ChatGPT)

 

 

22 setembro 2010

Curso de Memorização e Leitura Dinâmica (Módulo I)

"A verdadeira arte da memorização é a arte da atenção".
Samuel Johnson


Os principais tópicos do Curso de Memorização e Leitura Dinâmica são:
Módulo 1: Memorização
  • Atenção, Observação e Associação
  • Inconsciente Coletivo
  • Testes
  • Concentração
  • Registros Cerebrais
  • Técnicas de Concentração
  • Exercício Respiratório
  • Técnicas de Ligação Mnemônicas
  • Encadeamento
  • Técnicas de Fixação Mnemônicas
  • Alfabeto Fonético
  • Palavras de Fixação
  • Como Memorizar Discursos, Artigos, etc.
  • Como Memorizar Datas
  • Como Memorizar Números de Muitos Dígitos
  • Como Memorizar Nomes e Fisionomias
  • Como Memorizar Características Pessoais
  • Como Memorizar Prenomes e Telefones
  • Conclusão - Memorização
É importante considerar que as habilidades são regidas por leis. A primeira estipula:
Toda habilidade desenvolve-se com a prática, até as respostas se tornarem automáticas e instintivas.
A segunda lei determina:
A habilidade deteriora-se quando não é aplicada, acabando por perder-se, se negligenciada.
Edward Lee Thorndike, psicólogo norte-americano, autor de trabalhos sobre dificuldades na aquisição de conhecimentos, autoridade em educação de adultos, declarou: A idade não é empecilho para a aprendizagem de novas profissões ou qualquer coisa que se queira fazer, em qualquer etapa da vida.
Mnemônica é aquilo que ajuda a memória, a arte de desenvolver a memória através de técnicas auxiliares, para reter com mais facilidade o que se quer aprender.
Anotações extraídas do curso:
  • Os olhos não podem ver quando o cérebro está ausente.
  • “A memória é o tesouro e a guardiã de todas as coisas”. Cícero
  • Não existe memória fraca, o que existe é memória mal treinada.
  • Para lembrar de algo, obrigue-se a ficar interessado.
  • O cérebro pode ser reestruturado. É nisso que consiste os exercícios de memorização.
  • As técnicas de ligação mnemônicas devem ser ridículas e ilógicas.
  • “Não existe esquecimento. Uma vez impressos na mente os traços são definidos”. Thomas de Quincey

Inscreva-se no Curso de Memorização e Leitura Dinâmica

26 junho 2008

Aprendizagem e Memorização

Aprendizagem significa a aquisição de conhecimentos e habilidades. Em Psicologia, fala-se em mudança de comportamento, em reagir de forma diferente a uma situação por causa de uma resposta pretérita à situação. As atividades dos psicólogos da aprendizagem baseiam-se em: o experimento de Pavlov (reflexo inato e condicionado); a aprendizagem por ensaio-e-erro, a aprendizagem por impulsos adquiridos, a aprendizagem por recompensas secundárias. Há, inclusive, a discussão sobre o estímulo-resposta com reforço e o estímulo-resposta sem reforço.

A memória é a retenção de informações. Para que ela exista, o Sistema Nervoso deve ser capaz de "voltar a criar" em nível posterior (ulteriormente) o mesmo padrão espacial e temporal do estímulo no Sistema Nervoso Central. A memorização é tão importante que Simonides, na Antiguidade grega, já nos falava em associar os conhecimentos com as imagens de uma casa. O aprendiz deveria relacionar cada novo conhecimento a um compartimento da casa. Quando dele precisasse, era só vasculhar esse compartimento. É como uma ficha que se tira de um fichário.

O que leva uma pessoa a aprender? Há necessidade da memória? Em que ela ajuda ou atrapalha a aprendizagem? A relação memória-aprendizagem necessita de uma reflexão. Há indícios de que o excesso de memória atrapalha o bom uso da inteligência. É o caso do médico que tinha dificuldade de prescrever a receita, em virtude de sua estupenda memória. Diz-se, em termos religiosos, que devemos tirar muitas coisas de nossa memória, no sentido de cedermos espaços às outras informações, mais condizentes com as nossas necessidades de progresso espiritual.

De acordo com estudos psicológicos, deve-se tentar rememorar um assunto tão logo ele se nos apresente aos olhos e aos ouvidos. Isso faz-nos aplicar um fluxo energético ao que o nosso cérebro achou importante enfatizar. Se assim não fizermos, vamos acumulando tantas informações que não seremos capazes de selecionar aquelas que servem para o nosso propósito na vida. Em outras palavras, o excesso de informações prejudica a atenção e a concentração. 

Há uma fórmula — SQ4R —, que vem do inglês, e nos ajuda a memorizar. S, de survey (pesquisa), Q, de questions (perguntas), R, de read (ler), R, de recall (recordar), R, de repeat (repetir), R, de review (rever). Aplicando-a em nosso dia-a-dia, poderemos ter uma memória bem robustecida. A Psicologia ensina-nos, também, que a repetição tem que ser moderada, pois com poucas repetições há grande aprendizado, enquanto com muitas o rendimento cai. Os psicólogos aconselham-nos a deixar espaço para o cérebro trabalhar por conta própria, principalmente durante o sono físico.

Exercitemos a nossa memorização. Escolhamos, porém, aquilo que condiz com a necessidade peremptória de nosso espírito imortal.