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31 dezembro 2025

Cérebro, Prazer, Celular e a Criança

Entendimento moderno sobre o cérebro. Eis alguns pontos importantes: 1) o cérebro não é fixo — ele muda com a experiência (neuroplasticidade); 2) pensamentos e emoções têm base biológica, mas também são influenciados por ambiente, cultura e história de vida; 3) regiões diferentes têm funções especializadas, mas trabalham em rede; 4) cérebro e mente não são idênticos, mas estão profundamente interligados.

Dopamina e cérebro

1) A dopamina é uma substância química produzida por neurônios que funciona como neurotransmissor — ou seja, ela permite a comunicação entre células do cérebro. Ela é produzida principalmente em regiões como: substância negra, área tegmental ventral (ATV), hipotálamo. A partir daí, projeta-se para várias áreas do cérebro.

2) Relação entre dopamina e funcionamento cerebral. Em vez de ser “o hormônio do prazer”, como muitos dizem, a dopamina está mais ligada a motivação, expectativa de recompensa, tomada de decisão, aprendizado por reforço. Ela ajuda o cérebro a responder a sinais do tipo: “Isso vale a pena repetir.” Por isso, ela está conectada ao comportamento de busca, hábitos e objetivos.

3) Funções principais da dopamina no cérebro: 1) Motivação e recompensa. A dopamina reforça comportamentos que deram certo; 2) Movimento. Nos gânglios da base, a dopamina regula os circuitos motores; 3) Atenção e cognição. A dopamina também atua no córtex pré-frontal, influenciando: foco, controle inibitório, planejamento, tomada de decisão; 4) Emoções e comportamento. Ela participa da regulação de: prazer e interesse, curiosidade, iniciativa, busca de novidade.

4) Resumo. A dopamina: não é o “hormônio da felicidade”, não “causa prazer” diretamente, é um sinal de motivação e aprendizado. Ela informa ao cérebro: “Isso foi importante — aprenda e repita.” E, por isso, afeta movimento, motivação, atenção e comportamento.

Presentemente, há diversos livros tratando do problema do prazer e do uso do celular pelas crianças. Há interesse de educadores, psicólogos e neurocientistas. Por que o celular desperta tanto interesse nas crianças? Isto ocorre em função das estratégias como notificações imprevisíveis, cores e sons estimulantes, recompensas rápidas (likes, pontos, conquistas), rolagem infinita, vídeos curtos e repetidos. Esse padrão cria um ciclo: estímulo → expectativa → recompensa → repetição. Ou seja: o cérebro aprende que o uso do celular “vale a pena repetir”.

Por que as crianças são mais vulneráveis? O cérebro infantil ainda está em desenvolvimento, principalmente o córtex pré-frontal (autocontrole), os circuitos de atenção e mecanismos de planejamento e limites. Crianças têm mais sensibilidade a recompensas imediatas, menor capacidade de adiar prazer e mais dificuldade em perceber excesso. Por isso, os estímulos digitais têm impacto maior nelas do que nos adultos. Não é “falta de disciplina” — é maturação cerebral. O problema não é o celular — e sim o uso sem mediação. 

Sobre os limites de tempo de tela por faixa etária. Não existe um número único perfeito — depende do contexto. Em geral, recomenda-se: até 2 anos → evitar telas (exceto interações supervisionadas); 2 a 5 anos → uso curto e acompanhado; 6 a 12 anos → combinar horários e pausas; adolescentes → priorizar sono, estudo e convivência

Fonte de Consulta

ChatGPT

 

22 novembro 2025

O Cérebro e o Mundo Audiocentrado

O cérebro, composto por bilhões de neurônios, é um órgão que atua como a central de controle de todas as funções vitais, movimentos, pensamentos, emoções e memória. Sendo o centralizador dos sinais recebidos, pode se adaptar com facilidade. Seu lado mecânico: recebe e interpreta sinais do ambiente e envia mensagens para o resto do corpo. Nesse sentido, ele pode se tornar preguiçoso (lei do menor esforço). Forçando-o a novos desafios, ele também vai se tornando mais produtivo.  

mundo audiocentrado refere-se a uma perspectiva cultural e social que coloca a audição e a comunicação oral como o sentido e o meio de interação predominantes e superiores. A voz, a imagem e o vídeo tornam-se os meios de comunicação em detrimento da escrita. Ao dar ênfase na audição, podem marginalizar ou desvalorizar a cultura e as sociedades das pessoas surdas ou com deficiência auditiva.

16 fevereiro 2023

O Cérebro e o Erro

O nosso cérebro induz-nos ao erro quando acredita estar vendo o que não existe, por ter interpretado a mensagem luminosa de forma errada.


1) Os círculos vermelhos têm o mesmo diâmetro

Erro: ocorre porque o cérebro estima o tamanho dos objetos por comparação entre diferentes grandezas e não pela medida absoluta.



2) A linha horizontal tem o mesmo tamanho da linha vertical

Erro: essa superestimação acontece porque é mais fácil para os olhos rastrear o horizonte do que percorrer uma direção vertical.





3) Linhas horizontais parecem curvas, mas não o são.

Erro: o cérebro tende a subestimar os ângulos obtusos e superestimar os ângulos agudos.





4) Linhas verticais parecem curvas, mas não o são.

Erro: o cérebro tende a superestimar o comprimento dos lados de um ângulo obtuso e subestimar os lados de um ângulo agudo.






5) Num cubo em perspectiva não sabe qual lado está na frente e qual está atrás.

Erro: o cérebro hesita entre duas interpretações possíveis (e válidas) do desenho.




Adaptado de Um Cérebro para a Vida Inteira. Tradução de Ana Valéria Lessa... et al. Rio de Janeiro: Reader’s Digest, 2010, p. 36.

 

26 outubro 2011

Cérebro e Pensamento

“Tudo mudou, exceto nosso modo de pensar.” (Albert Einstein)

Folheando o livro Novas Estratégias do Pensamento, de Edward De Bono, tomamos conhecimento que o cérebro só percebe o que está diante dele, geralmente de forma padronizada. Ele responde com padrões fixos. Reagimos ao novo nos termos conhecidos.

Uma pergunta intrigante, retirada deste livro: se você está fazendo bem certa coisa, como essa coisa pode ser ruim? Quando se nos apresentam um problema, tentamos resolvê-lo. Quando algo não vai bem, tentamos acertá-lo. Quando algo está inadequado, tentamos adequá-lo ao padrão. O que fazer quando as coisas estão indo bem? O que é ir bem? Mas, essa mesma coisa não poderia ser melhorada?

Todos estão indo numa certa direção. Se alguém vai em direção contrária, está errado. E, se o que estiver indo em direção contrária, estiver certo? A história não está repleta desses exemplos?

De Bono afirma que: “O cérebro foi concebido para aprender por meio de repetidas exposições. Aos poucos os padrões vão se formando. Depois, esses padrões são usados em ocasiões futuras. A opção pelo padrão apropriado depende do juízo. Não existe no cérebro um mecanismo natural para o pensamento criativo ou para o pensamento projetivo. Queremos saber ‘o que é’ para podermos responder com um padrão rotineiro conhecido e comprovadamente eficiente.”

 

19 agosto 2011

Cérebro e Alimentação

Um cérebro jovial precisa de diversidade; a monotonia deixa-o meio atrofiado, pois os seus detectores sensoriais acabam se acostumando com o mesmo tipo de informação. Não percebendo nenhuma surpresa, não faz esforço para aprender, para captar o novo. É por isso que se diz que não devíamos comprar o jornal sempre na mesma banca e nem comer sempre no mesmo restaurante.

Há bons e maus alimentos. Acostumados com os apelos da propaganda, desviamos o foco daqueles produtos que realmente contêm as quantidades de ferro, zinco, cobre, magnésio, e ômega 3, que o cérebro necessita. Deveríamos voltar os nossos olhos para o levedo de cerveja, que contém vitamina B1, a carne vermelha, que contém ferro, o espinafre que contem magnésio, etc. Por preguiça ou comodidade, acabamos suprindo tudo isso com os vitaminados.

Para o cérebro, o café da manhã é a principal das refeições. Depois de 8 a 10 horas de jejum, ele começa o dia com as suas parcas reservas de açúcar. Para turbiná-lo, usemos queijo, pão integral, leite, café, cereais e frutas. Não é recomendável tomar apenas uma xícara de café ou chá. Estudos mostram que a concentração e a eficiência intelectual são maiores nas pessoas que se alimentam bem de manhã. Diz-se, também, que quem toma um bom café da manhã tem menos chance de engordar.

O chocolate amargo, com 50% de cacau, é perfeito para a nutrição do cérebro. O chocolate branco, muito gorduroso, deve ser evitado. Além do mais, o chocolate é relaxante e antidepressivo. Em qualquer momento do dia, quando sentirmos que as nossas energias estão se esgotando, podemos fazer uso de um quadrado ou dois de chocolate amargo, que logo nos sentiremos restabelecidos.

O excesso de sal é causa da hipertensão. Evitemo-lo, temperando os nossos alimentos com mais condimentos naturais, tais como o gengibre e o alho. Esta recomendação serve também para o açúcar. E mesmo que achemos que comemos pouco sal ou açúcar, fiquemos atentos nos produtos que compramos prontos. Por isso, sempre que possível, olhemos o seu rótulo, com as descrições dos ingredientes utilizados.

É no cérebro que se processa o raciocínio. Deixemo-lo sempre ágil e jovial para que o tenhamos pelo resto de nossa vida

Fonte de Consulta

 Um Cérebro para a Vida Inteira. Tradução de Ana Valéria Lessa... et al. Rio de Janeiro: Redear’s Digest, 2010, p. 68 a 105 (Vinte Dias Alimentando o Cérebro)

 

04 agosto 2011

Cinco Palavras para Estimular o Cérebro

1) Dificuldade

Para desenvolvermos novas competências, fixemos objetivos além de nossa capacidade, mas não muito além, pois o fracasso pode prejudicar os planos e nos proporcionar o desânimo, tendo, como consequência, o estresse.

2) Rapidez

A tentativa de solucionar rapidamente exercícios simples é mais estimulante para o cérebro do que a satisfação de resolver problemas complicados.

3) Novidade

Tentemos sempre o desconhecido, pois a rotina emperra muitas das suas engrenagens.

4) Regularidade

"O hábito faz o monge", alerta-nos o anexim. Somente a regularidade permite consolidar o conhecimento adquirido em qualquer domínio: esporte, ensino, lazer etc.

5) Recompensa

É o resultado de todo o esforço de comprometimento pessoal. Pode ser o quadro pintado, os cuidados com a horta, a criação de uma rede social etc.

Fonte de Consulta 

Um Cérebro para a Vida Inteira. Tradução de Ana Valéria Lessa... et al. Rio de Janeiro: Redear’s Digest, 2010, p. 58.

 

15 abril 2011

Abrir a Mente para Aprender Mais

Tese: o cérebro é sempre avesso à mudança.

“O progresso pessoal implica a libertação de coerções.”

Em nosso cérebro foram automatizadas diversas reações, que se tornaram regras, quase que obrigatórias. Quando nos propomos a aprender algo novo, a primeira reação é frear essa atitude, essa disposição, pois o cérebro está acomodado com o velho, com o tradicional, com o mecânico. É preciso que o aprendiz faça um esforço para o novo, para a novidade.

No começo, não é tarefa fácil vencer a inércia desses movimentos automatizados ao longo de vários anos. Contudo, aquele esforço inicial pode quebrar essa norma, essa regra. Uma vez vencida a negação do novo, aí o cérebro começa a produzir mais, pois ele toma o novo como regra, como comportamento. Assim, o que no começo parecia impossível, desfaz-se com a perseverança nos estudos sérios.

A lei do aprendizado é a lei da ampliação. Conforme o aprendiz for recebendo dados, através de leituras, de aulas, de palestras, o cérebro vai requerendo cada vez mais, pois o interesse depende muito do que se conhece anteriormente. Essa lei da ampliação assemelha-se à Parábola do Grão de Mostarda, em que a menor das sementes produziu a maior das árvores.

Em termos de palavras, de estudo, de leitura, uma coisa puxa a outra. Isto aciona o cérebro. Ele pede por esclarecimento. Numa leitura de estudo, encontra-se uma dúvida. Ao pretendermos dirimi-la, vamos em busca de mais leituras, de mais informações. E, no meio dessa pesquisa, podemos encontrar conhecimentos que nem imaginávamos obter. No começo tudo é difícil. Uma vez domado o cérebro, ele começa a produzir cento por um.

Não temamos as contradições e os conflitos. Quanto mais informações a memória possuir, mais conseguirá integrá-la com outros conhecimentos, fazendo uma síntese perfeita de tudo o que aparecer à sua frente.

 

05 novembro 2010

Nossa Ginástica Mental de Cada Dia

“Força mental é exercício, não descanso.” Alexander Pope, poeta do século XVIII.

Passando em frente de uma academia mental, um indivíduo resolve entrar e submeter-se ao questionamento do responsável. Depois de várias perguntas e respostas, ouve o seguinte: “você está mentalmente fora de forma”. “Se o seu cérebro fica à toa, sem exercitar, os músculos mentais ficam fracos”. Isso pode causar a “prisão de ventre mental”.

Anatomia da boa forma mental. É preciso aprender a dispor de tempo para absorver a intensidade de um objeto, de um fato, de uma dada situação. A decisão precipitada pode ocasionar muitos transtornos futuros. Quanto mais se pensa, por exemplo, sobre a laranja, maior é o número de ideias, associações e conexões na imaginação. Cada vez que dirigirmos nossa mente para uma tarefa que exige concentração, estaremos fortalecendo a força mental.

Algumas perguntas: estamos mentalmente em forma? Nosso cérebro fica à toa? Temos sido inovadores e criativos? Temos resistido ao novo? Sabemos relaxar? Como está a nossa concentração? Aplicamo-nos ao estudo com a devida profundidade? Por que a mente de algumas pessoas é ágil e de outras lenta, sonolenta?

Tom Wujec, em seu Manual de Ginástica Mental: Como Aproveitar ao Máximo sua Capacidade de Raciocínio e Adquirir maior Rapidez Mental, dá-nos, em suas 12 estações, algumas instruções: 1) Relaxando; 2) Movimento Mental; 3) Halterofilismo Mental; 4) Ginástica Mental I; 5) Ginástica Mental II; 6) Força Mental; 7) Jogos Mentais; 8) Lembrando-se; 9) Flexibilidade Mental; 10) Equilíbrio Mental; 11) Improvisando; 12) Desempenho Máximo.

Como há uma íntima relação entre tensão física e tensão psíquica, sugere que tornemos um hábito o relaxamento do corpo. Para ele, relaxar a mente significa abandonar a necessidade de acompanhar cada pensamento que passa pelo nosso cérebro. A mente concentrada não desperdiça pensamentos; sabe que quanto mais se força a mente, mais difícil se torna a concentração.

Ele diz: “Na próxima vez que sentir tédio em uma reunião, expulse a monotonia procurando aspectos positivos”. A respeito da atenção, cita William James: “A atenção é mais fácil quanto mais rico o aprendizado e quanto mais fresca e original for a mente. O intelecto que não dispõe de material, estagnado e corriqueiro, dificilmente poderá deter-se num assunto por muito tempo”.

27 junho 2008

Linguagem e Discurso

cérebro é o órgão mais volumoso do encéfalo, ocupando quase toda a caixa craniana. Pesa aproximadamente 1.100 gramas. Desempenha, entre outras funções, a do raciocínio e da linguagem. Nosso propósito é relacioná-lo com o discurso.

cérebro é um ordenador de palavras. Suponha que haja várias palavras anotadas numa folha de papel. O cérebro registra-as, procurando ordená-las logicamente. Por isso, quando cometemos um erro de linguagem, nosso cérebro põe-se logo a corrigir para dar sentido ao pensamento. Por exemplo, a indagação filosófica sobre o tempo deve ser feita através da questão: "Que é tempo?". Invertendo a ordem das palavras, ou seja, perguntando: "É que tempo?" ou "Que tempo é?", não atendemos ao objetivo proposto, embora, também, sejam questões filosóficas.

Expressamo-nos pela linguagem. O uso da palavra, articulada ou escrita deve ser ponderado, a fim de nos comunicarmos eficazmente com os nossos semelhantes. Para que a mensagem não se dilua, emissor e receptor devem estar em perfeita sintonia. Fazendo uso de nossa maquinaria cerebral, esforcemo-nos por bem exprimir o que pensamos. Somente assim criaremos o hábito de processar logicamente as ideias em nosso cérebro.

discurso de um ser mede a estatura espiritual de sua alma. Podemos usar palavras de efeito, mas comunicamos somente o que somos. Quando expressamos unicamente o conteúdo dos livros, tornamo-nos cópias dos autores. Porém, se refletirmos criteriosamente sobre os escritos, construiremos um sólido conhecimento. A partir daí, o nosso discurso adquire característica própria, que nos distingue dos demais.

A fala e a escrita são criativas. Começamos a falar e subitamente notamos que se desenvolvem novos pensamentos enquanto falamos; começamos a escrever o que sabemos, porém, muitas vezes, surgem novos conhecimentos enquanto se escreve. Para que a criatividade torne-se um fato concreto, precisamos de segurança pessoal, comunicação e atividade. Eis o fundamento básico para a criação de novos conteúdos da consciência.

O discurso, falado ou escrito, é mola propulsora de nosso desenvolvimento moral e intelectual. Saibamos exercitá-lo com confiança e determinação, a fim de melhor aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece.

Fonte de Consulta

PÖPPEL, E. Fronteiras da Consciência, a Realidade e a Experiência do Mundo. Rio de Janeiro, Edições 70, 1989.