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17 março 2024

Roteiro de Palestra Usando o Mapa da Mente (MM)

1. Tony Buzan, na década de 70, desenvolveu uma técnica de anotação que usa tanto o lado direito quanto o lado esquerdo do cérebro.

2. Assim, ao invés de colocarmos o título no topo da página, seguido pela introdução, conceito, tópicos a serem abordados e conclusão, ele sugere que coloquemos o título da palestra no centro da folha, fazendo ramificações para os tópicos, como mostra a figura abaixo.

 


3. O método MM é mais simples que os métodos tradicionais para se fazer anotações, pois ativa ambos os lados do cérebro, além do que pode gerar ideias originais que permitem lembrar mais facilmente das coisas.

4. As principais sugestões para se fazer um bom uso do método MM para anotar são as seguintes:

- No meio ou no centro da folha, coloque a ideia principal.

- Acrescente uma ramificação partindo do centro para cada ponto-chave, usando cores diferentes.

- Escreva uma palavra-chave ou uma frase sobre cada ramificação, possibilitando dessa forma o acréscimo de detalhes.

- Acrescente símbolos e ilustrações.

- Use letras de forma bem feitas.

- Represente as ideias mais importantes com letras maiores e feitas com mais sofisticação.

- Sublinhe ou represente, com algum contorno, as palavras importantes e, onde for necessário, use o negrito, ou seja, uma "caracterização" mais forte para as letras.

- Seja criativo e até extravagante.

- Use formas aleatórias para destacar as idéias ou itens. Quanto mais figuras puder colocar no seu MM, tanto melhor.

Fonte de Consulta

GUILLON, Antonio, Bias Bueno e MIRSHAWKA, Victor. Reeducação: Qualidade, Produtividade e Criatividade: Caminho para a Escola Excelente do Século XXI. São Paulo, Makron Books, 1994, página 83-91.

São Paulo, julho de 2007.

 

Recursos Audiovisuais

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Histórico. 4. Cartazes e Slides: 4.1. Confecção de Slides (Cartazes); 4.2. O Conteúdo Eficaz dos Slides; 4.3. Lembretes sobre o Uso de Slides. 5. O Retroprojetor: 5.1. Instruções Gerais; 5.2. Vantagens do Retroprojetor; 5.3. Desvantagens do Retroprojetor. 6. Outros tipos de Material de Apoio e a Postura do Expositor: 6.1. Mais Recursos Didáticos; 6.2. Princípios que Facilitam a Utilização da Multimídia; 6.3. Treinando a Exposição em Multimídia. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO

Presentemente, a veiculação do conhecimento é muito facilitada pelo uso dos recursos audiovisuais, ou seja, retroprojetor, datashow, computador etc. Procuraremos, neste trabalho, anotar algumas instruções para a preparação eficaz de slides.

2. CONCEITO

Imagem – É algo comum à exposição lexvisual (texto ilustrado) e à audiovisual (inclui sons e ruídos, bem como a narração do orador).

Multimídia — Qualquer combinação de texto, figuras, sons, animação e vídeo transmitida pelo computador.

Slide — Qualquer material visual que seja apresentado, incluindo as apresentações de computador, slides de 35mm e transparências.

Apresentação — É a transformação de uma informação em uma mensagem simples e concisa.

3. HISTÓRICO

A pedra lascada, no período de nossa pré-história, pode ser considerada um dos primeiros instrumentos de comunicação (e apresentação) das informações. Depois vieram a pintura das cavernas em 17.000 a.C.; a invenção do alfabeto sumeriano em 4.000 a.C.; o papel em 105; o tipo móvel em 1476; o quadro de giz em 1700; a fotografia em 1822; o telefone em 1876; o projetor de filme em 1887; a televisão (imagens em movimento) em 1926; o projetor de transparências em 1944; o videotaipe em 1956; o projetor de slide em 1961.

A partir de 1980 tivemos a invenção da planilha e do processador de texto, o banco de dados baseado em texto, a editoração eletrônica, o gráfico em computador em alta resolução e a multimídia em 1990. Presentemente, o computador tem tido um avanço sem limites, pois a eletrônica descobre a cada dia uma nova forma de veicular o conhecimento.

4. CARTAZES E SLIDES

4.1. CONFECÇÃO DE SLIDES (CARTAZES)

O cartaz (slide) caracteriza-se por apresentar, através de ilustrações, textos reduzidos e cores, uma mensagem clara e direta do tema escolhido. As ilustrações assemelham-se ao slogan, que exprime numa frase a idéia central do que se quer transmitir.

Ele deve ser motivador, instrutivo e divulgador.

Eles podem ser confeccionados usando figuras geométricas (quadrado, triângulo e circunferência) ou desenhos de traços (figuras de palito).

Deve ser simples, ou seja, eliminar tudo o que é supérfluo no cartaz e que possa desviar a atenção do observador.

4.2. O CONTEÚDO EFICAZ DOS SLIDES

Para criar um conteúdo eficaz, lembre-se das seguintes regras:

MOS (mantenha-o simples);

Use desenhos ou gráficos sempre que puder e reduza o número de palavras e números;

Deixe bastante espaço entre os itens para facilitar a visualização; - Use fontes grandes para melhorar a visualização;

- Os desenhos não precisam ser perfeitos, mas devem ser claros e ter sentido;

Mantenha sempre a mesma aparência durante toda a apresentação, utilizando sempre a mesma cor de fundo, tipo de fonte etc. Quebre a consistência somente se desejar usar um elemento surpresa. (Hasbani, 2001)

4.3. LEMBRETES SOBRE O USO DE SLIDES

01) Coloque o mínimo possível de informação em seu slide e mantenha o foco;

02) O conteúdo dos slides deve estar diretamente relacionado ao que você está dizendo. Não deixe o seu discurso se desviar do conteúdo imediato do slide que está mostrando;

03) Considere formas alternativas de apresentar gráficos. Por exemplo, um gráfico de crescimento populacional pode ser construído com barras de formato humano no lugar de barras convencionais;

04) Não faça cópias xerocadas de livros ou relatórios. Faça sempre ilustrações produzidas com um estilo consistente em toda a apresentação;

05) Os materiais de apoio oferecem ao auditório uma representação visual de seus pensamentos. Eles ajudam a guiá-los aos pontos importantes com mais eficiência. É mais fácil se expressar com o uso de gravurasgráficos e modelos. Pense no quanto é difícil descreve o desenho de um prédio, por exemplo;

06) Use figuras para transmitir uma idéia. Imagine sinais de trânsito sem desenhos. Quanto tempo demoraria a ler "cuidado, risco de pista escorregadia?" Tempo suficiente para acontecer o acidente;

07) Um slide consiste em um título e em um corpo. O título é normalmente escrito em fontes grandes e descreve, sucintamente, o que será apresentado no slide. O corpo é reservado para o material que você quer apresentar. No corpo, é possível combinar desenhos, diagramas e palavras. (Hasbani, 2001)

5. O RETROPROJETOR

5.1. INSTRUÇÕES GERAIS

01) O uso de retroprojetor deve ser bem planejado, pois devemos tê-lo como um recurso de apoio à comunicação do pensamento, e não o próprio pensamento;

02) Posicioná-lo num lugar estratégico, para que não atrapalhe a visão do público;

03) Cuidar para que todos os slides tenham a mesma aparência;

04) Evitar a cópia de livros e sua leitura através dos slides;

05) Valer-se de uma folha de papel para cobrir o material do slide que não quer mostrar ao público.

5.2. VANTAGENS DO RETROPROJETOR

- Possibilidade de uso com sala iluminada;

- Adaptação em qualquer ambiente;

- Projeções coloridas;

- Facilidade de comunicação visual;

- Facilidade de transporte;

- Possibilidade de uso sem tela;

- Possibilidade de substituição imediata da lâmpada;

- Facilidade de ligar e desligar sem provocar distrações.

5.3. DESVANTAGENS DO RETROPROJETOR

As principais desvantagens desse recurso visual são:

- Custo elevado;

- Dificuldade de substituição. (Polito, 1997)

6. OUTROS TIPOS DE MATERIAL DE APOIO E A POSTURA DO EXPOSITOR

6.1. MAIS RECURSOS DIDÁTICOS

O quadro de giz, o flipchart, a Televisão, o projetor de slides, o episcópio, o computador, o datashow, o gravador e o vídeo são outros bons recursos que o orador pode utilizar na veiculação das suas idéias. Cabe-lhe verificar as características (interesse e cultura) do público e utilizar o melhor material de apoio que se ajuste às necessidades do mesmo.

6.2. PRINCÍPIOS QUE FACILITAM A UTILIZAÇÃO DA MULTIMÍDIA

Gestos: gestos nervosos e movimentos de mão desajeitados podem arruinar uma apresentação importante. Acostume-se à posição do mouse e do teclado, mas não se apoie sobre eles.

Sorrisos e expressões faciais: transmita que você gosta da tecnologia da multimídia. Se o computador ou monitor forem por água abaixo, não deixe seu sorriso ir com eles.

Comunicação visual: não diga ao público que você está preocupado com o seu equipamento olhando para ele em vez de olhar para o público. Não leia o texto da tela.

Postura e movimento: não há necessidade de subir em um pedestal e nem agachar/esconder-se atrás do monitor do computador. Use um controle remoto.

Uso da voz: não fale ao mesmo tempo em que o vídeo esteja produzindo sons. Não descreva ao que o público assistirá, a menos que isso necessite de explicação.

Palavras e não-palavras: Hums, ers, e uhs comumente escapam dos lábios de apresentadores nervosos nos espaços entre os elementos da mídia ou quando um lapso inesperado ocorre. Aceite a pausa. (Lindstrom, 1995)

6.3. TREINANDO A EXPOSIÇÃO EM MULTIMÍDIA

- Não ensaie demais; não menos do que três vezes e não mais do seis vezes é recomendável;

- Não faça alterações de última hora sem uma cópia de reserva completa e disponível;

- Nunca perca a sua compostura. Como diz o ditado: "Nunca deixe perceber que você está transpirando.

7. CONCLUSÃO

Quer estejamos usando um computador, um retroprojetor, ou mesmo uma lousa, o que importa é o conteúdo a ser transmitido e não o recurso em si mesmo. Para melhor expressarmos as nossas idéias, sejamos breves, concisos e objetivos, colocando-nos sempre na situação daquele que nos ouve.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

HASBANI, Ghassan. Fazendo Excelentes Apresentações: Coisas que Realmente São Importantes. Tradução de Marina Massaranduba. São Paulo: Market Books, 2001.

LINDSTROM, Robert L. Guia Business Week para Apresentações em Multimídia. Tradução de Eliane Bueno Freire. São Paulo: Makron Books, 1995.

POLITO, Reinaldo. Recursos Audiovisuais nas Apresentações de Sucesso. 3. ed., São Paulo: Saraiva, 1997.

São Paulo, julho de 2004.

 

27 abril 2023

TED: Palestras de 18 Minutos

TED vem do inglês tecnology entartaineng design e pode ser traduzido por tecnologia educação design. É uma série de conferências realizadas na Europa, na Ásia e nas Américas pela fundação Sapling, dos Estados Unidos, sem fins lucrativos, destinadas à disseminação de ideias — segundo as palavras da própria organização, "ideias que merecem ser disseminadas".

As palestras TED são realizadas no tempo máximo de 18 minutos. Por quê? Porque segundo estudos científicos, a faixa de tempo de concentração do ser humano dura entre 10 e 18 minutos.

Antigamente, o tempo médio de uma palestra era 1h30 e as pessoas pareciam satisfeitas, ou eram infelizes e não sabiam. Porém, graças à célebre frase “as pessoas não sabem o que querem até ver” de Steve Jobs, surgiu o TED promovendo palestras com, no máximo, 18 minutos de duração. E muitos buscaram entender como criar uma apresentação do TED.

Carmine Gallo escreveu o livro TED Falar Convencer Emocionar: como se apresentar para grandes plateias. Divide-o em três partes: Parte 1: emocionais [tocam o coração]; Parte 1: originais [elas ensinam algo novo]; Parte 3: memoráveis [apresentam algo que nunca esquecemos]. Em cada parte há três subtemas, totalizando 9 passos de aprendizagem para bem falar em público.

Vejamos algumas dicas:

Quer queiramos ou não todos somos vendedores de alguma coisa.

Liberte o seu mestre interior.

Converse com a plateia.

Crie momentos surpreendentes.

 

 

29 janeiro 2010

Aula versus Palestra

Distingamos, na comunicação de conhecimentos, a noção de aula da de palestra. Não sejamos como aquele expositor que, como instrutor, era um excelente conferencista. Na aula, seguimos uma programação de temas, conectados uns com os outros. Embora cada tema tenha o seu objetivo particular, ele não pode se afastar do objetivo do curso como um todo, sob pena de desfigurar o próprio curso.

Os temas das palestras são propostos aleatoriamente. Na maioria das vezes, sugeridos pelos próprios expositores. Às vezes, o expositor quer aprofundar alguma determinada matéria. O que ele faz? Pensa sobre o tema, consulta livros, navega na Internet, ouve outros conferencistas etc. Depois de absorver as informações desejadas, sente-se no dever de transmiti-las aos demais seres humanos. Aqui, não há necessidade de um tema se relacionar com outro.

A didática da aula não pode ser igual à da palestra. Numa aula, podemos empregar várias técnicas de ensino, tais como, fazer grupos de estudo, trabalhar o tema em forma de perguntas e repostas, colocar perguntas embaixo das cadeiras e pedir para o aluno respondê-la ou fazê-la aos outros colegas de classe. A maiêutica socrática pode ser usada à exaustão, pois com ela faz-se o aluno pensar e tentar buscar com os demais colegas uma resposta adequada aos problemas que lhe são apresentados.

Na palestra, o expositor discorre sobre um determinado tema. Tendo em mente uma ideia central, divide o seu discurso em partes, tais como introdução, desenvolvimento do tema e conclusão. Ele geralmente fala durante um determinado tempo, sem que haja perguntas ou interrupções da plateia. No final de sua oratória, abre espaço para perguntas ou dúvidas dos ouvintes. Na palestra, o orador transmite uma grande quantidade de informações em pouco espaço de tempo.

Façamos um resumo comparativo. Na aula, dialoga-se; na palestra, expõe-se. Na aula, há uma conexão dos temas; na palestra, os temas são variados. Na aula, procura-se informar menos e discutir mais; na palestra, informa-se mais e discute-se menos. Na aula, há uma ligação mais estreita entre aluno e professor; na palestra, a ligação entre o orador e o ouvinte é passageira.

Na qualidade de expositores, reflitamos sobre esses detalhes, porque transformar uma aula numa palestra pode ser muito enfadonho aos alunos, sequiosos de conhecimento.