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06 abril 2015

Princípios de Diálogo

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1. Escutar

Escute mais, fale menos. Aprenda a silenciar a voz interna. Não se pode escutar quando se está falando. Pare de falar. Esta é a primeira e última, pois todas as outras técnicas de escuta dependem disto. Faça um voto de silêncio de vez em quando. 

2. Empatia

Imagine o ponto de vista da outra pessoa. Coloque-se na posição dela, fazendo seu trabalho, enfrentando seus problemas, usando sua linguagem e tendo os seus valores. 

3. Mostre interesse

Ler, rabiscar, mexer ou procurar papeis enquanto outros estão falando desvia a atenção e faz perder o interesse. 

4. Distinguir o verbal do não verbal

Observe o comportamento não verbal, como linguagem corporal, para captar significados além do que lhe está sendo dito. 

5. Escute sem interromper

Supere o seu nível de tolerância. Respeito é sinal de competência.

6. Captar as entrelinhas

Em vez de aceitar os comentários de uma pessoa como a história completa, procure omissões — detalhes não declarados.

7. Linguagem positiva, atitude positiva

Fale só positivamente durante a escrita ativa. Resista à tentação de intervir com um comentário avaliativo, crítico ou depreciativo, no momento em que uma observação for feita. Restrinja-se a respostas construtivas. 

8. Reformule o que o outro disse

Para assegurar o entendimento, reformule o que a outra pessoa acabou de lhe dizer. Lembre-se de que emissão é diferente de recepção. 

9. O diálogo eficaz

A escuta que questiona, praticada com qualidade, sustenta a construção do diálogo eficaz e criativo. 

FonteWisnet Consulting

 




26 junho 2008

Diálogo

Diálogo — do lat. dialogus — para grande parte do pensamento antigo, não é somente uma das formas pelas quais se pode exprimir o discurso filosófico, mas a sua forma própria e privilegiada, porque este discurso não é feito pelo filósofo a si mesmo e não encerra em si mesmo, mas é um conversar, um discutir, um perguntar e responder entre pessoas associadas pelo interesse comum da pesquisa.

ilha de Robinson Crusoé é o mito da autossuficiência do homem. Dá-se a impressão que o homem é anterior à sociedade, esquecendo-se de que quando vem ao mundo já a encontra. Nesse sentido, há um diálogo permanente entre as pessoas, pois no isolamento e na solidão todos fenecemos.

Toda a vida do homem é um diálogo ininterrupto. Organicamente, somos frutos do diálogo biológico dos nossos pais terrestres. O Deus cristão não é um ser isolado na sua transcendência, mas manifesta-se aos homens através das "alianças", antiga e nova. Ninguém consegue aprender sem o diálogo com o mestre. E, mesmo calados, estamos dialogando conosco mesmos.

O verdadeiro diálogo inclui crítica e oposição. São os elementos diversos e contraditórios que deverão convergir para uma síntese. Note-se o diálogo numa reunião, em que as pessoas pensam de forma diferente. A função do coordenador é ouvir atentamente cada uma delas, para depois tomar a sua decisão. Esta decisão engloba uma síntese do discutido e do não discutido, ou seja, daquilo que ficou dito nas entrelinhas dos discursos.

A comunicação aberta e dialogal é muitas vezes ambígua, tornando-se frequentemente um pseudodiálogo. Isto ocorre nas relações internacionais, em que os países ricos impõem-se pelo poder e não pela razão; nas relações sociais, em que as pessoas mais pobres estão impedidas de se fazerem ouvir, tendo de aceitar o diálogo opressor de quem os dirige; nas relações entre casais, em que o homem dita as normas e a mulher tem que obedecer.

O diálogo é necessário. Saibamos encaminhar as nossas discussões para o verdadeiro diálogo, a fim de que as críticas e as oposições tragam novas fontes de aprendizado e compreensão.

Fonte de Consulta

IDÏGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo, Edições Paulinas, 1983.


Conversação e Oratória

O orador é um indivíduo que deve estar sempre procurando se melhorar, pois só conseguirá transmitir aquilo que estiver armazenado dentro de si próprio. Nesse sentido, a conversação travada com os semelhantes, oferecer-lhe-á um manancial de informações extremamente úteis à sua elocução pública.

Por que razão o orador deve se preocupar com a conversação, com o diálogo? Porque, antes de falar, ele deve aprender a ouvir. Observe que é numa conversação que nos exercitamos na arte de ouvir. Às vezes, as pessoas contam-nos coisas que não nos interessa. Mesmo assim temos que nos esforçar por ouvir, a fim de educar a nossa paciência e a nossa tolerância para com os seus comportamentos. Na qualidade de orador, estejamos aptos a conversar sobre qualquer assunto e com qualquer pessoa. Interessando-nos por quem nos procura, vamos criando um vínculo de amizade e expansão do nosso eu imortal.

O orador deve saber questionar. Apartear os outros, perguntar no momento certo e dentro das circunstâncias, não é tarefa muito fácil. Ao nos exercitarmos na arte de perguntar, vamos também melhorando a arte de explicar, de expor. É que vamos dando importância às perguntas relevantes, aquelas que realmente contribuem para a compreensão de algum tema ou questão. Se nos habituarmos a agir desta forma, isso também será um preparo para o nosso discurso oratório, pois uma exposição nada mais é do que as respostas a algumas perguntas.

Devemos estar mais dispostos a ouvir do que a instruir. A instrução é uma decorrência do aprendizado. Quanto mais ouvirmos, mais estaremos aprendendo. Logicamente, não devemos ser um túmulo, mas aptos e dóceis a ouvir. Pergunta: será que damos a devida atenção aos nossos familiares? Ouvimo-los com atenção ou estamos sempre com pressa para realizar as nossas obrigações? Quando um filho, um irmão ou outro parente qualquer nos procura, dizemos sempre que não temos tempo, que deve ficar para mais tarde?

"Para o bom entendedor, meia palavra basta". Expressemo-nos sempre com objetividade e dentro da limitação de tempo. Nada de cansar os ouvidos alheios. Se formos bons ouvintes, mesmo numa conversação oca e sem nexo, podemos fazer perguntas relevantes e, com isso, desviar o assunto para coisas mais importantes. A boa pergunta é como soar o sino: a conversação monótona e sem brilho transforma-se num exercício saudável de aprendizado.

Saibamos tirar proveito das nossas conversações. Somente assim construiremos um estoque de conhecimentos, em que nenhum ladrão conseguirá nos roubar.