20 setembro 2016

Internet: para o Bem ou para o Mal

Depois da disseminação da internet, muitas coisas vão tomando outro rumo. Isso tudo envolve a construção e difusão do conhecimento. O antigo professor, que era o provedor de todo o conhecimento, tem que se adaptar com o conhecimento que acontece em tempo real. Sua função seria mais de um orientador, um facilitador de conhecimentos, e não o magister dixit

Jornais, músicas, livros e vídeos são fornecidos gratuitamente na grande rede de computadores. Gratuito não significa que não teve custo. Alguém pagou para que o produto circulasse na Internet. Para muitos, os vídeos publicados no Youtube transformaram-se em negócio, principalmente pela propagação dos anúncios ali postos. A televisão também mudou de conceito. Hoje, muitos jogam dados do notebook para o aparelho de TV. 

Esta rápida mudança na forma de comunicação é usada tanto para o bem quanto para o mal. Em termos benéficos, muitos encontram a solução de problemas somente pelo compartilhamento de sugestões e soluções de problemas em qualquer tipo de assunto. Em termos maléficos, os vírus de computador, o e-mail indesejado, a prostituição infantil e a disseminação da violência em várias partes do mundo. 

Sobre os diversos temas relacionados com a comunicação nos tempos modernos, Don Tapscott e Anthony D. Williams, autores de Wikinomics, escreveram o Macrowikinomics: Reiniciando os Negócios e o Mundo, em que nos mostram um futuro pronto para ser moldado por uma rede global de pensadores, especialmente pelo compartilhamento das descobertas e das pesquisas realizadas. 

Wikinomics é uma força da "colaboração em massa". Agora, a arte e a ciência da colaboração em massa nas empresas, se transforma em macrowikinomics: a aplicação da wikinomics e de seus princípios básicos à sociedade e a todas as suas instituições. 

 




01 junho 2016

Metáfora da Mala

Metáfora é uma figura de linguagem, é uma comparação de palavras em que um termo substitui outro. É uma ferramenta linguística muito usada no dia-a-dia. Pesquisa recente mostra que o ser humano usa, em média, quatro metáforas por minuto.

Suponha uma dada viagem: ir a um país distante ou a outro Estado. Como proceder? Depois de ter comprado as passagens, caso fôssemos de ônibus ou de avião, temos que pôr os nossos pertences, ou seja, roupas, sapatos, artigos de higiene pessoal, livros, aparelhos digitais, em uma mala. Se optarmos por uma mala grande, podemos jogar as coisas de qualquer jeito. Ainda assim sobrará espaço. Se a mala for pequena, teremos mais trabalho para arrumar.

19 abril 2016

Início de Discurso: Alguns Exemplos

Apologia a Sócrates (Platão)

Ignoro a impressão que vos causaram os discursos de meus acusadores, homens de Atenas; porém, eu ouvindo-os, por pouco não me esqueci de quem sou, tão convincentes foram. Claro que a verdade estava completamente ausente neles. Entre o grande número de suas mentiras surpreendeu-me, particularmente, a afirmação de que deveis ter cuidado para não deixar-vos enganar por mim, por ser eu um grande orador. Não se considera um grande orador, a menos que um grande orador seja aquele que diz a verdade. Os discursos de meus acusadores não contêm um vestígio de verdade, eu, porém, vou dizer toda a verdade...

18 abril 2016

Os Três Inimigos da Oratória

Pectus est quod disertus facit (o coração faz o orador) Lema de Quintiliano. 

Max Eastman, publicista e romancista contemporâneo, no artigo "Oratória, a Arte Esquecida", em Titãs da Oratória, esclarece-nos que "o verdadeiro orador não é loquaz, mas não existem grandes oradores". Diz-nos, também, que na sua melhor acepção, a oratória é uma arte dramática, em que o orador fala sobre algum assunto que preparou antes. Poderíamos melhorar essa arte se soubéssemos claramente os fatores que lhe são negativos. 

O principal inimigo do orador é o microfone. Demóstenes, renomado orador grego, disse que as três qualidades essenciais da oratória sui generis são: a ação... a ação... a ação. Quem ouve, através do microfone, perde essas três. Ninguém vai decorar um discurso para ficar parado como um poste e dizê-lo pelo microfone. 

Outro inimigo da oratória é a ideia que ele é fruto da "inspiração". O bom discurso — como diz Cícero — há de ser "cuidadosa e trabalhosamente elaborado", e, se o foi — afirma também o grande orador romano — seu estilo terá força capaz de impelir o orador, caso se ofereça oportunidade, ao improviso com a mesma eloquência — é como se fosse um barco que, em plena marcha, mantém o rumo e o movimento, mesmo quando os remadores descansam os remos. 

O terceiro inimigo da oratória é a crença errônea de que é necessário falar muito depressa se desejarmos causar impressão. Os grandes estadistas falam devagar. Vez ou outra até param para que o público possa absorver o raciocínio que estavam desenvolvendo. 

Fonte de Consulta

Titãs da Oratória (Volume X). Tradução do Dr. Silvano de Souza. 2.ed., Rio de Janeiro: El Ateneo,

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Dever-se-ia começar o ensino de línguas pelo grego, não o latim.

Algumas das orações pronunciadas por Churchill "lhes exigiam até seis meses de cuidadoso trabalho", segundo relato de sua amiga e biógrafa Virgínia Cowles. 

Quando o auditório é imenso, habituamo-nos a ver o vulto do orador um tanto esvaído pela distância.

Muitas pessoas, que se acreditam importantes, falam mais devagar quando se dirigem ao público, do que quando tomam parte numa conversação. 

O bom discurso é o resultado primoroso da inteligência, da ação, da arte literária e da memória exercitada, treinada. 

Na sua melhor acepção, a oratória é uma arte dramática; é a arte de dizer alguma coisa que se há escrito, de antemão, e de representá-la por si mesmo. 

O bom discurso — como diz Cícero — há de ser "cuidadosa e trabalhosamente elaborado"; e, se o foi — afirma o grande orador romano — seu estilo terá força capaz de impelir o orador, caso se ofereça oportunidade, ao improviso com a mesma eloquência — é como se fosse um barco que, em plena marcha, mantém o rumo e o movimento, mesmo quando os remadores descansam os remos. 

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Lembram a história de certo pastor escocês, homem de grande renome e posição, que graciosamente concedeu fazer uma prédica numa pequena igreja rural dirigida por um combativo e jovem sacerdote que o admirava. O grande homem sobe orgulhosamente a longa escada em espiral que leva até o púlpito e começa a falar por mais de uma hora, apenas para constatar que, ao término, metade da congregação se retirou e a outra metade dorme profundamente. Desanimado, ele desce devagar a longa escada espiralada e pergunta, com humildade, a seu colega o que fez de errado. O jovem sacerdote responde-lhe muito simplesmente: "Se o senhor tivesse subido", diz ele, "da maneira como desceu, poderia ter descido da maneira como subiu". (In: O Coração da Filosofia, de Jacob Needleman) 

 

02 fevereiro 2016

Sentindo-se Leve: Desfazendo-se do Supérfluo

Talvez não percebamos de pronto, mas a cada dia que passa acrescentamos diversos bens ao estoque já existente: uma peça de roupa, um livro, um aparelho de som, uma televisão, um rádio etc. Vamos preenchendo todos os espaços vazios de nossa casa. Se não fizermos uma varredura, as coisas vão se acumulando e, nesse sentido, mais trabalho temos para deixá-los limpos, desempoeirados. 

Que tipo de exercício poderíamos fazer? Ao espanarmos a poeira dos livros, verifiquemos aqueles que não terão mais necessidade para nós. Separemos do resto e enviemos a uma casa de caridade, ou mesmo aos sebos, para entrarem em circulação e serem úteis a um outro irmão do caminho. Abramos o nosso guarda-roupa e façamos o mesmo: separemos as peças que não nos servem mais e doemos a uma entidade assistencial. Em seguida, apliquemos este raciocínio a todos os outros pertences. 

Qual o resultado? Sentimos uma leveza de espírito. Parece que deixamos o velho, o supérfluo, o antigo. A nossa mente fica rejuvenescida, pronta para receber novos ensinamentos, novos conhecimentos. Esse esforço de jogar fora no lixo liberta-nos daquele presente dado por tal parente, daquela roupa dada por tal pessoa de nosso convívio. 

 


A Concentração e o Barulho Externo

A presença de barulho externo é uma constante em nossas vidas: aparelho de som, rádios, conversas, instrumentos musicais etc. Em virtude dessa ocorrência, podemos debruçar o nosso pensamento sobre a concentração, no sentido de amenizar as nossas dificuldades de atenção. 

O que se entende por concentração? É a capacidade de se forçar a sustentar por um longo período um bom nível de eficácia durante uma atividade específica.

A capacidade de concentração varia para cada um de nós. Além disso, devemos considerar a influência do cansaço, as preocupações, a tristeza e os desafetos. Lembremos, também, que o esforço de atenção durante uma tarefa muito complexa não pode ser mantido por muito tempo. Por outro lado, as tarefas simples e repetitivas induzem-nos ao desleixo e ao comodismo. 

Quer queiramos quer não o problema está em nós. Queremos culpar o vizinho que liga o seu aparelho no último volume, o irmão que toca a sua guitarra, aquele outro que ouve a sua estação de rádio favorita. Temos que exercitar a concentração. Para tanto, uma bomba ao lado não deve alterar o nosso estado de atenção. 

Façamos uma couraça de proteção. Enviemos ao nosso cérebro vibrações positivas, desviando-o dos pensamentos negativos, daqueles que tentam nos jogar para a desilusão. Sem esforço, o resultado é nulo. 

01 fevereiro 2016

Memória: Seis Etapas para uma Boa Memorização

1. O interesse e a motivação

Guardamos com mais facilidade o que queremos guardar, mas também o que temos de guardar. O conselho vale para todos: definir um objetivo ou ter um projeto, mesmo que frívolo (lembrar-se de piadas para contar aos amigos, citações para impressionar as pessoas...), é o melhor dos estímulos.

2. A atenção

É a condição prévia para qualquer memorização: sem atenção, não recebemos corretamente as informações. O repouso, um ambiente propício (calmo, bem iluminado), uma boa receptividade sensorial (qualidade da visão e da audição) e a ausência de estresse são essenciais para captar corretamente as informações que devem ser retidas.

3. A elaboração de imagens mentais

É ao criar imagens mentais que nos conscientizamos daquilo que os sentidos estão nos transmitindo: a informação é visualizada e transcrita na forma de palavras. Essa apropriação mental das percepções é a primeira etapa do processo de memorização.

4. A organização das informações

Ordenar, dar sentido, hierarquizar: isso ajuda a fixar os conhecimentos e a integrar essas informações corretamente no estoque da memória de longo prazo. 

5. A repetição

Para memorizar bem é preciso fazer o esforço de repetir, às vezes, até decorar. E é reativando regularmente as informações, para fazer uma revisão, por exemplo, que teremos mais chances de fixá-las na memória de longo prazo. 

6. A transmissão de informação 

Revisitar e reformular os fatos e os conhecimentos usando suas próprias palavras para contar, escrever, explorar ou resumir é uma maneira muito eficaz e ativa de fixar as lembranças. 

Observação importante: a única forma de reter informações no longo prazo é treinar a regularidade. Nesse sentido, os escritos permanecem: pode ser um resumo, podem ser notas tomadas durante uma conferência que depois são passadas a limpo, ou ainda a história de um filme, um livro, a narrativa de uma viagem, um diário - cada vez que formulamos informações ou lembranças, nós as fixamos um pouco mais na memória.

Fonte de Consulta

Um cérebro para a vida inteira, tradução de Ana Valéria Lessa e outros. Rio de Janeiro: Reader's Digest, 2010. [Cópia]

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Dicas para memorizar mais [de forma produtividade]

Técnicas de memorização

1. Repetição espaçada (Spaced Repetition)

Reveja o conteúdo em intervalos crescentes (1 dia, 3 dias, 7 dias, 15 dias...)

2. Técnica de evocação (Active Recall)

Em vez de reler, teste-se: feche o material e tente lembrar em voz alta ou escrevendo.

3. Associação de ideias

Conecte novos conhecimentos com algo que você já sabe (criar analogias, histórias ou imagens mentais)

4. Mapas mentais e diagramas

Organizar visualmente ajuda o cérebro a criar conexões mais fortes.

5. Método dos loci (Palácio da memória)

Imagine um lugar familiar (sua casa, por exemplo) e distribua as informações nos cômodos.

Hábitos de Estudo

Estude em blocos curtos (Pomodoro: 25 min + 5 min de pausa) — mantém a concentração.

Explique para outra pessoa — “ensinar” é uma das formas mais eficazes de fixar.

Misture assuntos — intercalar temas diferentes aumenta a retenção.

Corpo e Mente

Dormir bem — o sono consolida a memória.

Exercícios de educação física — aumentam oxigenação cerebral

Alimentação — alimentos ricos em ômega-3, antioxidantes e vitaminas do complexo B ajudam.

Meditação e respiração — reduzem estresse, que atrapalha a memória. [ChatGPT)