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18 abril 2016

Os Três Inimigos da Oratória

Pectus est quod disertus facit (o coração faz o orador) Lema de Quintiliano. 

Max Eastman, publicista e romancista contemporâneo, no artigo "Oratória, a Arte Esquecida", em Titãs da Oratória, esclarece-nos que "o verdadeiro orador não é loquaz, mas não existem grandes oradores". Diz-nos, também, que na sua melhor acepção, a oratória é uma arte dramática, em que o orador fala sobre algum assunto que preparou antes. Poderíamos melhorar essa arte se soubéssemos claramente os fatores que lhe são negativos. 

O principal inimigo do orador é o microfone. Demóstenes, renomado orador grego, disse que as três qualidades essenciais da oratória sui generis são: a ação... a ação... a ação. Quem ouve, através do microfone, perde essas três. Ninguém vai decorar um discurso para ficar parado como um poste e dizê-lo pelo microfone. 

Outro inimigo da oratória é a ideia que ele é fruto da "inspiração". O bom discurso — como diz Cícero — há de ser "cuidadosa e trabalhosamente elaborado", e, se o foi — afirma também o grande orador romano — seu estilo terá força capaz de impelir o orador, caso se ofereça oportunidade, ao improviso com a mesma eloquência — é como se fosse um barco que, em plena marcha, mantém o rumo e o movimento, mesmo quando os remadores descansam os remos. 

O terceiro inimigo da oratória é a crença errônea de que é necessário falar muito depressa se desejarmos causar impressão. Os grandes estadistas falam devagar. Vez ou outra até param para que o público possa absorver o raciocínio que estavam desenvolvendo. 

Fonte de Consulta

Titãs da Oratória (Volume X). Tradução do Dr. Silvano de Souza. 2.ed., Rio de Janeiro: El Ateneo,

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Dever-se-ia começar o ensino de línguas pelo grego, não o latim.

Algumas das orações pronunciadas por Churchill "lhes exigiam até seis meses de cuidadoso trabalho", segundo relato de sua amiga e biógrafa Virgínia Cowles. 

Quando o auditório é imenso, habituamo-nos a ver o vulto do orador um tanto esvaído pela distância.

Muitas pessoas, que se acreditam importantes, falam mais devagar quando se dirigem ao público, do que quando tomam parte numa conversação. 

O bom discurso é o resultado primoroso da inteligência, da ação, da arte literária e da memória exercitada, treinada. 

Na sua melhor acepção, a oratória é uma arte dramática; é a arte de dizer alguma coisa que se há escrito, de antemão, e de representá-la por si mesmo. 

O bom discurso — como diz Cícero — há de ser "cuidadosa e trabalhosamente elaborado"; e, se o foi — afirma o grande orador romano — seu estilo terá força capaz de impelir o orador, caso se ofereça oportunidade, ao improviso com a mesma eloquência — é como se fosse um barco que, em plena marcha, mantém o rumo e o movimento, mesmo quando os remadores descansam os remos. 

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Lembram a história de certo pastor escocês, homem de grande renome e posição, que graciosamente concedeu fazer uma prédica numa pequena igreja rural dirigida por um combativo e jovem sacerdote que o admirava. O grande homem sobe orgulhosamente a longa escada em espiral que leva até o púlpito e começa a falar por mais de uma hora, apenas para constatar que, ao término, metade da congregação se retirou e a outra metade dorme profundamente. Desanimado, ele desce devagar a longa escada espiralada e pergunta, com humildade, a seu colega o que fez de errado. O jovem sacerdote responde-lhe muito simplesmente: "Se o senhor tivesse subido", diz ele, "da maneira como desceu, poderia ter descido da maneira como subiu". (In: O Coração da Filosofia, de Jacob Needleman)