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16 março 2024

Exercício para Dicção e Impostação da Voz

PARA RELAXAMENTO DA VOZ

Com os dedos apoiados no nariz, vibrar boca e nariz.

Emitir som de abelha (hummm), por +/- um minuto.

Ficar +/- 30 segundos em silêncio.

Articulando maxilar pronunciar:

Mua, mué, mue, mui,muó, muo, muu,

Repetir três vezes

Ficar em silêncio por 30 segundos.

Articulando com bastante força pronunciar

PRA, TRA, CRA

PRÉ, TRÉ, CRÉ

PRE, TRE, CRE

PRI, TRI, CRI

PRÓ, TRÓ, CRÓ

PRO, TRO, CRO

PRU, TRU, CRU

 

 

CHA, NHÁ,, LHA

CHE, NHÉ, LHÉ

CHE, NHE, LHE

CHI, NHI, LHI

CHÓ, NHÓ, LHÓ

CHO NHO, LHO

CHU, NHU, LHU

QUA, GUA.

QUÉ, GUÉ.

QUE, GUE.

QUI, GUI.

QUÓ, GUÓ.

QUO, GUO.

QUU, GUU.

Contar de 1 a 10 em um único fôlego, com pausa entre um número e outro.

1,1, * 1,2, * 1,3, * 1,4, * 1,5, * 1,6, * 1,7, * 1,8, * 1,9, * 1,10*

 

EXERCÍCIO DE ORTOFONIA

01. Cabelos cobriam corpos cálidos, caídos em catadupas candentes.

02. Quem casa quer casa.

03. Cumprindo com a concordata ganhamos confiança.

04. A câmara capta o gato que correu contra a correnteza, quebrando a cabeça.

05. O capenga cangaceiro capengava na capoeira do cangaço.

06. Dagoberto doutor, descreve dezenas de doutrinas e dogmas, adotando o doutoramento dele editado.

07. O dente dele dói e dá doença.

08. Em Belém a enchente estende-se e ninguém a detém.

09. Em Erechim enderecem este bilhete a Henrique, que tem de exercer a eleição.

10. Filomena Felícia Fausta Fonseca, famosa flor, farmacêutica fez formidáveis fórmulas, fabricou formosos fortificantes e famosos fertilizantes, fazendo felizes frenéticos fregueses.

11. O globo glacial conglomerava no Congo.

12. Gaivotas graciosas gabavam galhardia dos gancheiros, gatiando as garças, o gado e os gaviões.

13. Guido guerreiro guapo.

14. O guloso guri, gulosava gulodices e a gurizada guturalizava nos gurupás.

15. O gornil dos gomeiros na gonoleira, gotejavam goma.

16. Guias guiaram o guitarrista, guizelando guizos a guiza do guião. 

17. Guerreiros guerreavam na guerra dos guetos.

18. Agradável agraciação agradou ao agradecido agraciado.

19. A grade da gruta grande de Creta estava crivada de crisântemos crespos.

20. Os gêmeos do general Gilberto, gênios em geologia, gesticulavam geralmente junto da gente.

21. Gêneros gelados na geladeira geralmente geram geléia.

22. O genovês, jovem gigante, gira e geme no ginásio de ginástica.

23. As jóias de Joana, na jarra jogada da jangada, girando no Jucuí, cheio de jacarés.

 

EXERCÍCIO: RESPIRAÇÃO E DICÇÃO

RESPIRAÇÃO

1) Expirar contando em voz alta: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 ..... até 60.

2) Inspirar e expirar várias vezes lentamente: P B T D G Q (exercício de domínio da expiração). Estas são as consoantes “oclusivas”, as que gastam mais ar na pronúncia.

3) Ginástica Respiratória

a) Inspirar profundamente;

b) Durante a respiração subsequente, emitir distintamente um verso de doze sílabas, dos chamados alexandrinos (Ex.: “O sol da perfeição é que ilumina os gênios”); em seguida, emitir duas vezes esse mesmo verso a fim de desenvolver a faculdade de economizar o fôlego quando estiver falando.

DICÇÃO

1) Vogais

I - Rififi de piriquiribi viril chincrin e tiguimirim, inimissíssimos de pirlimpimpim. Imbiri incio, pirim, quis distinguir piquiritis de chibis miris, timbris de dissímil piriquiti.

U - O grugru dos murututus, mutuns, tuputus, jutus, juburus e urutumuns. O lusco-fusco do morundu do sul púrpuro de lux. O zumzum do fundo do mundo é imundo.

2) Ditongos, Tritongos e Hiatos

(Ler soletrando cada vogal, antes de juntá-las em palavras)

AI - A gaita do pai de Adelaide está embaixo da caixa.

UI - Fui colher flores ruivas e azuis nos pauis.

AIO - O lacaio do cavalo baio leva o balaio de paio.

OIA - Aribóia via a jibóia que boiava na pitimbóia.

3) Consoantes

M - O mameluco melancólico meditava e a megera megalocéfala, macabra e maquiavélica mastigava mostarda na maloca miasmática. Migalhas minguadas de moagem mitigavam míseras meninas.

R - O rato, a ratazana, o ratinho, roeram as rútilas roupas e rasgaram as ricas rendas da rainha dona urraca de rombarral.

S - Sófocles soluçante ciciou no Senado suaves censuras sobre a insensatez de seus filhos insensíveis. Suave viração do Sueste passa sussurrante sobre sensitivas silenciosas.

4) Encontros Consonantais

CR - O acróstico cravado na cruz de crisólidas da criança areana criada na creche é o credo católico.

PR - Um prato de trigo para um tigre, dois pratos de trigo para dois tigres, três pratos de trigo para três tigres ... dez pratos de trigo para dez tigres.

São Paulo, 19/09/2009.

 

06 agosto 2009

Dicção e Impostação da Voz

Autoconsciência. Conhecer a própria voz e suas possibilidades será a primeira atitude do expositor que deseje educá-la, para que se faça agradável a quem ouve. A experiência de pessoas que ouviram a própria voz gravada é de que a maioria manifesta estranheza, onde se conclui que a maioria desconhece os recursos verbais de que dispõe.

Respiração. A base da voz é a respiração. A respiração correta é aquela que enche os pulmões de ar, aumentando o fôlego. Para isso, deve-se respirar através do diafragma, ou, pela barriga. Pulmões repletos permitem um alcance maior de voz, que, assim, ganha em poder. Educar a saída do ar. A garganta e a boca devem se abrir farta e tranquilamente, ao falar; todos os músculos faciais e o aparelho de fonação necessitam estar relaxados, para evitar mudanças e defeitos de voz, como hipertonia vocal (falar alto em demasia) ou hipotonia (falar muito baixo).

Pronúncia, pontuação e entonação. Pronúncia. Dizer as palavras inteiras, evitando “engolir” sílabas, sobretudo as de final de frase, mantendo ritmo e tonalidade. Pontuação. É profundamente vinculada à respiração. O ideal é dizer o texto em tom conversativo, de modo natural e respirando nos pontos e pontos-e-vírgulas. Entonação. O “colorido” da voz que deverá variar, de maneira a não tornar monótona a palestra, cansando o público. Há vários tipos de tonalidade, que podem ser treinados pelo expositor: a voz de ouro, de prata, de bronze e de veludo.

Sinal enfático. O orador deve saber não apenas entonar a voz de acordo com a emoção do assunto, mas precisa também dar às palavras a ênfase que merecem. Uma frase pode ter seu sentido completamente adulterado, se não colocarmos o sinal enfático no lugar certo. Atentando na pergunta: “Você abriu a porta?”, se a ênfase for dada a você, a pessoa indagada será influenciada a responder: “Sim, eu”. No caso de abriu, ela responderá: “Sim, abri” e em  porta, ela retrucará:  “Sim, foi a porta”.

Um exemplo. Analisemos a seguinte frase: “Lá os vi, em uma sala menor, talvez que metade desta, seis, ou oito, sentados nas camas onde dormiam”. Lá os vi (pausa, ergue-se um pouco a voz, quando se pronuncia a sílaba  vi); em uma sala menor (no em uma volta-se ao tom anterior, erguendo-se quando da última sílaba nor, no mesmo tom da anterior vi); talvez que metade desta (aqui estamos num parêntese, o tom deve descer para diferenciar-se bem do tom das palavras anteriores, baixando-se a voz em desta, e pausa curta); seis, ou oito (volta-se ao tom anterior, aumentando-lhe um pouco quando se pronuncia) ou oito (prolongando-se na sílaba oi; pausa); sentados nas camas onde dormiam (baixa-se a voz, prolonga-se na sílaba ta, pronunciando-se o resto da frase em tom normal,  baixando afinal em  iam,  pois é o fim do período).

Educação da voz. Segundo o Espírito Emmanuel, deveríamos “educar a voz, para que se faça construtiva e agradável”. Quem se preocupa com a palavra, aumenta suas chances como orador.