02 fevereiro 2016

Sentindo-se Leve: Desfazendo-se do Supérfluo

Talvez não percebamos de pronto, mas a cada dia que passa acrescentamos diversos bens ao estoque já existente: uma peça de roupa, um livro, um aparelho de som, uma televisão, um rádio etc. Vamos preenchendo todos os espaços vazios de nossa casa. Se não fizermos uma varredura, as coisas vão se acumulando e, nesse sentido, mais trabalho temos para deixá-los limpos, desempoeirados. 

Que tipo de exercício poderíamos fazer? Ao espanarmos a poeira dos livros, verifiquemos aqueles que não terão mais necessidade para nós. Separemos do resto e enviemos a uma casa de caridade, ou mesmo aos sebos, para entrarem em circulação e serem úteis a um outro irmão do caminho. Abramos o nosso guarda-roupa e façamos o mesmo: separemos as peças que não nos servem mais e doemos a uma entidade assistencial. Em seguida, apliquemos este raciocínio a todos os outros pertences. 

Qual o resultado? Sentimos uma leveza de espírito. Parece que deixamos o velho, o supérfluo, o antigo. A nossa mente fica rejuvenescida, pronta para receber novos ensinamentos, novos conhecimentos. Esse esforço de jogar fora no lixo liberta-nos daquele presente dado por tal parente, daquela roupa dada por tal pessoa de nosso convívio. 

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A Concentração e o Barulho Externo

A presença de barulho externo é uma constante em nossas vidas: aparelho de som, rádios, conversas, instrumentos musicais etc. Em virtude dessa ocorrência, podemos debruçar o nosso pensamento sobre a concentração, no sentido de amenizar as nossas dificuldades de atenção. 

O que se entende por concentração? É a capacidade de se forçar a sustentar por um longo período um bom nível de eficácia durante uma atividade específica.

A capacidade de concentração varia para cada um de nós. Além disso, devemos considerar a influência do cansaço, as preocupações, a tristeza e os desafetos. Lembremos, também, que o esforço de atenção durante uma tarefa muito complexa não pode ser mantido por muito tempo. Por outro lado, as tarefas simples e repetitivas induzem-nos ao desleixo e ao comodismo. 

Quer queiramos quer não o problema está em nós. Queremos culpar o vizinho que liga o seu aparelho no último volume, o irmão que toca a sua guitarra, aquele outro que ouve a sua estação de rádio favorita. Temos que exercitar a concentração. Para tanto, uma bomba ao lado não deve alterar o nosso estado de atenção. 

Façamos uma couraça de proteção. Enviemos ao nosso cérebro vibrações positivas, desviando-o dos pensamentos negativos, daqueles que tentam nos jogar para a desilusão. Sem esforço, o resultado é nulo. 
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01 fevereiro 2016

Memória: Seis Etapas para uma Boa Memorização


1. O interesse e a motivação

Guardamos com mais facilidade o que queremos guardar, mas também o que temos de guardar. O conselho vale para todos: definir um objetivo ou ter um projeto, mesmo que frívolo (lembrar-se de piadas para contar aos amigos, citações para impressionar as pessoas...), é o melhor dos estímulos.

2. A atenção

É a condição prévia para qualquer memorização: sem atenção, não recebemos corretamente as informações. O repouso, um ambiente propício (calmo, bem iluminado), uma boa receptividade sensorial (qualidade da visão e da audição) e a ausência de estresse são essenciais para captar corretamente as informações que devem ser retidas.

3. A elaboração de imagens mentais

É ao criar imagens mentais que nos conscientizamos daquilo que os sentidos estão nos transmitindo: a informação é visualizada e transcrita na forma de palavras. Essa apropriação mental das percepções é a primeira etapa do processo de memorização.

4. A organização das informações

Ordenar, dar sentido, hierarquizar: isso ajuda a fixar os conhecimentos e a integrar essas informações corretamente no estoque da memória de longo prazo. 

5. A repetição

Para memorizar bem é preciso fazer o esforço de repetir, às vezes, até decorar. E é reativando regularmente as informações, para fazer uma revisão, por exemplo, que teremos mais chances de fixá-las na memória de longo prazo. 

6. A transmissão de informação 

Revisitar e reformular os fatos e os conhecimentos usando suas próprias palavras para contar, escrever, explorar ou resumir é uma maneira muito eficaz e ativa de fixar as lembranças. 

Observação importante: a única forma de reter informações no longo prazo é treinar a regularidade. Nesse sentido, os escritos permanecem: pode ser um resumo, podem ser notas tomadas durante uma conferência que depois são passadas a limpo, ou ainda a história de um filme, um livro, a narrativa de uma viagem, um diário - cada vez que formulamos informações ou lembranças,  nós as fixamos um pouco mais na memória.

Cópia a partir de Um cérebro para a vida inteira, tradução de Ana Valéria Lessa e outros. Rio de Janeiro: Reader's Digest, 2010. 
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