29 março 2013

Teorias da Educação e Conceitos Tecnológicos

As teorias da educação, que envolvem conceitos tecnológicos,  podem ser divididas: Instrumentalismo, Substancialismo e Determinismo.

O instrumentalismo foi criado pelo filósofo canadense Andrew Feenberg. Para ele, a tecnologia é um produto neutro da nossa civilização, pois pode ser usada por todos os seres humanos, de acordo com suas vontades e necessidades. Nesse caso, o computador e a internet são instrumentos de aprendizagem capazes de atender às necessidades de qualquer pessoa. O uso desta tecnologia deve ser optativa e não obrigatória. 

Para que o instrumentalismo atinja o seu objetivo, deve se basear na neutralidade sociopolítica, na racionalidade objetiva, na indiferença ideológica política e nos padrões de eficiência. Como a tecnologia está inserida em todos os contextos sociais, deve-se ter liberdade de usá-la. Governos e órgãos públicos devem dar apenas suporte técnico para aumentar a eficiência. 

O substancialismo é uma teoria que defende a tecnologia como um caminho para o seu próprio desenvolvimento. Diferentemente do instrumentalismo, o substancialismo não defende uma tecnologia neutra, mas afirma que esta incorpora valores do local em que está inserida. Nesse contexto, o homem não tem a possibilidade de escolher, de usar a tecnologia para suprir uma vontade ou necessidade. Na verdade, a tecnologia é quem domina o mundo e o homem é obrigado a fazer o que ela determina. Observe as transformações havidas para se ouvir música: vitrola, fita cassete, CD, DVD, mp3 e pendrive. 

O determinismo surgiu na metade do século XX. O canadense Andrew Feenberg, responsável pela sua divulgação, mistura conceitos do instrumentalismo e do substancialismo, mostrando que a tecnologia é autônoma e invariável ao progresso social. Aqui, a tecnologia é considerada um instrumento social neutro, ou seja, sem interferência de órgãos políticos e nem mesmo da cultura que está inserida. 

As teorias do instrumentalismo, do substancialismo e do determinismo ajudam-nos a compreender a ideia da informática na educação, um caminho que não tem volta. 


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28 março 2013

Postura Correta para Sentar-se frente ao Computador

A mesa e a cadeira precisam ser ajustadas de acordo com a idade e o tamanho da pessoa. O indivíduo deve ficar confortavelmente sentado, com os pés no chão e os olhos diretamente ligados ao monitor. Observe a figura abaixo:



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27 março 2013

Informática na Educação

A informática na educação é a utilização do computador para ensinar melhor os alunos. 

A informática na educação pode ser:

Instrucionista, utilizada para reforçar o que foi ensinado em sala de aula. Nesse caso, a máquina ensina. O computador substitui o professor e, por meio de exercícios de perguntas e respostas, é capaz de avaliar o aluno.

Construcionista, utilizada para o aluno construir o seu conhecimento. Nesse caso, a máquina deve ser ensinada. 

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Curso de Informática na Educação dos Cursos 24 Horas
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20 março 2013

Aprendizagem e Psicologia Cognitiva

“A memória é o resíduo do pensamento.” (Daniel Willingham)

Para a psicologia cognitiva, o cérebro é fruto de um processo evolutivo, moldado ao longo de muitos anos. Em seus estudos, os psicólogos cognitivos descobriram que o cérebro evita pensar. Ele sempre tende para o automatismo.

O psicólogo cognitivo Daniel Willingham, em Why Don’t Students Like School?, diz que o cérebro pensa em duas situações: quando é estritamente necessário (não há procedimento na memória que nos ajude) e quando nós acreditamos que seremos recompensados. Assuntos fáceis demais ou difíceis demais não nos motivam.

Pensar, em termos neurológicos, é combinar informações de maneira diferente. Para isso, precisamos da memória operacional (que tem capacidade limitada) e da memória de longo prazo. Assim sendo, pensar bem requer: 1) informações do ambiente; 2) fatos na memória de longo prazo; 3) procedimentos na memória de longo prazo; 4) tamanho do espaço disponível na memória operacional. Quando não dominamos as informações básicas sobre determinado assunto, não conseguimos ter um raciocínio analítico/crítico a seu respeito.

Para memorizar algo, o cérebro decide da seguinte forma: quando o indivíduo tem interesse sobre um assunto, é porque é importante para ele e provavelmente precisará ser pensado novamente. Ainda: “O processo do pensamento é cumulativo: quanto mais se pensa, mais se conhece – e, quanto mais se conhece, mais fácil é o pensamento, e assim sucessivamente”.

“Fazer com que aquele assunto tenha relevância para a vida do estudante” é o slogan que se usa para estimular o aluno a pensar em algo. A ciência da cognição sugere outro procedimento: conexão entre aluno, mestre e aula organizada. “A chave para o aprendizado está não no que é ensinado mas em quem ensina e como”. Pode-se, também, contar histórias, pois os neurocientistas dizem que o cérebro gosta delas.

Em termos neurológicos, a repetição é útil porque libera espaço na memória operacional, alocando os conhecimentos para a memória de longo prazo. 

Fonte: Visão Evolutiva do Aprendizado, por Gustavo Ioschpe, artigo publicado na "Revista Veja", 20/03/2013, p. 94 a 96. 
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