10 fevereiro 2012

Educação Continuada: Situação-Problema

Situação-problema é uma forma de ensinar através do debate científico. Devemos dar uma resposta ao enigma colocado pelo projeto, que pode ser: construir um barco, um carrossel, uma fábrica. Na argumentação, procura-se o convencimento pela verdade, algo que a prova mostre que é real e, não simplesmente, “eu acho”. O raciocínio científico, a interação e o diálogo experimental colocam os problemas, em forma de conflito, para que possamos tomar uma decisão, confrontando os dados com a realidade.

Na situação-problema, o erro assume papel relevante. Não é conveniente fazermos uma apologia do erro, mas aprendermos o máximo possível com ele. O erro tem que ser o nosso professor. Sendo humilde com relação ao erro, podemos melhorar os nossos impulsos; levando em conta o argumento do outro, às vezes mais razoável que o nosso, contribuímos mais eficazmente para o conjunto do projeto.

A situação-problema deve ser vista como um sistema fechado e aberto. Toda pergunta, de interesse do grupo, pede uma resposta: eis o sistema fechado. Esta resposta leva a outra pergunta: eis o sistema aberto. Há, assim, várias etapas de perguntas e respostas: teoria, avaliação, prática, síntese. Conforme as respostas forem aparecendo, mais perguntas surgirão. O ciclo deste conhecimento pode expandir-se ao infinito.

A situação-problema prescreve regulamentos. Há necessidade de verificar a gestão do tempo, do espaço, da disciplina e principalmente do aprendizado no meio dos conflitos. Pode-se dizer que esta técnica transforma-se numa pedagogia emancipatória, pois podemos transferir essa aprendizagem para administrar os conflitos de nossa própria vida, tais como os problemas de saúde, doença, relações sociais etc.

A aplicação da técnica da situação-problema leva-nos ao princípio da responsabilidade na era tecnológica, pois a máquina está cada vez mais tendo o poder de interferir e ameaçar a vida em nosso planeta. Há que se prestar atenção na responsabilidade do professor, do aluno e do próprio material empregado. Todos devem atender ao objetivo que lhes dizem respeito, pois estamos passando o futuro para o presente. A tecnologia no passado atendia as necessidades do cotidiano; hoje, antecipamos os problemas futuros.

A criança deve ser educada, desde a tenra idade, sob a ética dos valores, fazendo-a compreender as consequências dos atos praticados. 

Resumo da aula do prof. Lino de Macedo, no Canal Universitário
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01 fevereiro 2012

O Professor e o Uso da Internet


Os professores de hoje, queiram ou não, terão que se adaptar aos modernos meios de comunicação, que são: o computador e seus derivados (tablet, smartphone, notebook), a Internet e as diversas redes sociais.

Questões que se levantam: como mudar um hábito, arraigado ao longo do tempo? Como ajustar-se ao novo? Como trabalhar num ambiente escolar em que os alunos ficam enfileirados, um olhando na cabeça do outro, tendo a lousa e figura do professor à frente?

A criatividade é a palavra-chave para sair desse enrosco. O professor terá que propor modificações no hábito dos alunos, ainda jovens, quanto ao uso das  redes sociais para beneficiar a aprendizagem.

Exemplo: suponha que se queira trabalhar um determinado período da história da França, especificamente, o iluminismo. O professor poderia pedir que todos os alunos de sua classe pesquisassem na Internet; posteriormente, fossem postando, com as próprias palavras, o resultado de suas pesquisas numa determinada rede social. 

Em vez de jogar conversa fora, usaram a internet de forma produtiva, gerando conhecimento coletivo. 

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