São palavras usadas para persuadir o ouvinte da verdade que se está afirmando. Elas têm o poder da retórica, ou seja, efeito retumbante. Em muitos casos, é justificável o seu uso, pois não podemos desejar, a todo o momento, explicitar as evidências daquilo que estamos tentando expor.
Onde pretendemos chegar com essas observações?
Em muitos casos, o uso de tais termos serve apenas para confirmar um argumento tendencioso ou uma conclusão falsa. Se começarmos o nosso discurso dizendo: “Obviamente, a comunicação de tal médium é verdadeira, porque ele é um médium famoso”, nós estamos substituindo a premissa por esta palavra de persuasão.
Segundo Nigel Warburton, em seu Pensamento Crítico de A a Z, “O uso de palavras de persuasão nem sempre é consciente, particularmente em conversação. Os usuários dessas palavras nem sempre estão tentando convencê-lo de algo que eles sabem não ser verdadeiros; muitas vezes estão apenas usando um modo abreviado para expressar suas próprias convicções”.
De qualquer maneira, cabe-nos, sempre que for possível, passar pelo crivo da razão, da lógica e da coerência aquilo que nos foi exposto.
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