Muitas vezes queremos dar ênfase ao nosso discurso e dizemos “as pesquisas mostram que...” e completamos com um pensamento qualquer. A frase “as pesquisas mostram” é muito vaga, pois não apresentamos nenhuma informação específica sobre as referidas pesquisas.
Na qualidade de orador, expositor ou divulgador de ideias, precisamos inteirar-nos dessas pesquisas. Quem conduziu a pesquisa? Quantas pessoas participaram da pesquisa? Local em que as pesquisas foram conduzidas? Que métodos utilizou? Houve alguma comparação com outras pesquisas do mesmo gênero? Suponha que terminada a palestra, alguém queira respostas a essas perguntas. Como atendê-lo, se não as temos em mãos?
O dever do orador é transmitir a verdade ou aproximar-se ao máximo dela. Caso não queiramos nos comprometer, podemos simplesmente mudar a maneira de dizer a mesma coisa, o modo de expressar aquela informação. Em vez de dizermos que “as pesquisas mostram”, expressemos o fato como uma ideia, uma opinião.
Essa lembrança é sumamente importante, porque podemos estar falando coisas simplesmente por falar sem ter consciência das consequências de tais palavras. Observe a vaguidão do discurso político em que se expressam muitas palavras sem dizer nada.
Em matéria de oratória, tenhamos em mente que sempre podemos aprender alguma coisa.
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