25 março 2009

Palavra e Coisa


"A palavra, convém que se saiba, é um ser vivo... a palavra é o verbo, e o verbo é Deus".
Victor Hugo.

"Beauty is Truth; Truth is Beauty – that is all. Ye know on earth, and all ye need to know".
"O significado de qualquer frase é aquilo que o elocutor pretende que seja entendido, através dela, pelo ouvinte".

Na interpretação de qualquer elocução, há três fatores envolvidos: 1) processos mentais; 2) símbolo; 3) um referente – algo "de" que se pensa. Pergunta-se: até que ponto a argumentação é distorcida pelas atitudes habituais em relação às palavras?

Há um hábito de se aceitar a palavra como sendo a coisa. Sobre este mister, escreveu o já falecido Dr. Postage: "Ao longo de toda a história da raça humana, não houve questões que causaram indagações mais profundas, mais tumultos e mais devastações, do que as questões da correspondência entre palavras e fatos". Para entendermos o significado real da coisa, temos que eliminar esse hábito e buscar um referente, baseado na Definição do significado.

Definimos coisas ou palavras? Com palavras substituímos um símbolo por outro, para ser mais bem entendido. Com coisas, não há substituição alguma. Em qualquer exame e interpretação de símbolos precisamos de um meio de identificação dos referentes. A resposta à questão sobre o que é que qualquer palavra ou símbolo se refere consiste na substituição de um símbolo ou símbolos que possam ser mais bem entendidos.

A certeza do nosso conhecimento do mundo externo sofreu muito nas mãos dos filósofos, através de falta de uma teoria de sinais e através de enigmas possibilitados pelo nosso hábito de denominar as coisas precipitadamente, sem que se forneçam métodos de identificação. O Belo tem sido muito frequentemente e muito diferentemente definido... e com a mesma freqüência declarado indefinível. As autoridades parecem divergir tanto em seus juízos sobre que coisas são belas e, quando concordam, não há meio de saber sobre o que é que estão de acordo.

Fonte de Consulta

OGDEN, C. K. e RICHARDS, I. A. O Significado de Significado: Um Estudo da Influência da Linguagem sobre o Pensamento, sobre a Ciência do Simbolismo. Tradução de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1972.
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18 março 2009

Como Estudar e Como Aprender


Rabindranath Tagore, poeta e prosador indiano, incentiva-nos a formular perguntas-chaves – O quê? Por quê? Como? Onde? Quando? – antes de iniciarmos um novo empreendimento. O quê? – Refere-se ao objeto (automóvel, livro, casa) que iremos produzir. Por quê? – Refere-se à finalidade de tal produção. Quando? – Refere-se ao tempo que o produto irá aparecer no mercado. Onde? – Refere-se aos lugares que os produtos serão lançados. Como? – Refere-se à técnica, à maneira como os produtos serão produzidos. Exemplo: em se tratando de um lava-rápido, podemos optar pela máquina, pela mão de obra, ou pela união dos dois. Como estudar e como aprender refere-se às técnicas de estudo, ensino e aprendizagem.

Estudar é aplicar a inteligência para aprender. É concentrar todos os nossos recursos pessoais na captação e assimilação de dados, relações e técnicas inerentes ao domínio de um problema. Quando alguém nos faz uma proposta, dizemos: "Vou estudar o caso", "vou pensar no assunto". Estudar é muito mais do que ler, pois implica raciocinar sobre o tema em questão. Aprender é o resultado, a produtividade do estudo. Diz-se, também, que é mudança de comportamento.

O termo como caracteriza a técnica. Em se tratando de estudar, há quatro fases, a saber: 1) apreensão e captação dos dados: deve ser feita mediante o maior número de vias sensoriais possível (visão, audição, tato, paladar e olfato); 2) retenção e evocação dos dados: não é somente tomar notas e memorizar, mas classificá-los coerentemente; 3) elaboração e integração dos conceitos e critérios resultantes: os dados devem ser interligados de forma racional e objetiva; 4) aplicação do aprendizado em outros campos de interesse: o aprendizado em matemática deve ser utilizado em Química, Biologia, Física etc.

No como aprender, tenhamos em mente os princípios fundamentais da aprendizagem. Eles são: 1) é preciso que a pessoa sinta necessidade de adquirir conhecimento; 2) que aprenda a fazer as coisas, fazendo também; 3) parta do conhecido para o desconhecido, do simples para o complexo. Suponha que queiramos aprender a equação matemática, indo do simples para o complexo, do conhecido para o desconhecido. Comecemos pela equação: y = ax (1.º grau); depois, y = ax2+bx+c (2.º grau); posteriormente, y = ax3+bx2+cx+d (3.º grau). Para chegarmos ao 3.º grau, polinômio, tivemos que passar pelos graus anteriores, de menos dificuldade de compreensão. O mesmo aconteceu com o Espiritismo. Allan Kardec, pedagogo que era, dizia que quando fôssemos falar de Espírito para uma pessoa que nunca ouviu falar de Espiritismo, deveríamos fazê-lo perceber primeiro a realidade espiritual, para depois entrar em pormenores sobre os Espíritos propriamente ditos.

A psicologia da cognição fornece-nos subsídios valiosos para uma melhor compreensão deste tema: 1) Tenhamos em mente que o pensar é uma questão de associação; 2) Um dos mais notáveis aspectos do comportamento humano é a sua maleabilidade a uma quase infinita capacidade de adaptação comportamental do indivíduo em situações diversas; 3) incentiva-nos a procurar sempre uma nova resposta (melhor que a anterior) a uma determinada situação estimuladora, no sentido de conservar e desenvolver o próprio organismo.

Einstein dizia-nos: "Quem lê demais e usa o cérebro de menos adquire a preguiça de pensar". Nesse mister, estudar e aprender não se resume em ler muitos livros, especialmente os romances mediúnicos, mas pensar no aspecto doutrinário do Espiritismo. Um bom método é colocarmos tudo como se fôssemos os produtores do filme. Montar, primeiro, em nossa cabeça aquilo que queremos explicar aos outros. Somente depois, procurar em livros e enciclopédias.

Não tenhamos receio de enfrentar o desconhecido. Ele nada mais é do que a nossa aspiração por novos conhecimentos.



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11 março 2009

Internet: Adaptar-se ou Ficar para Trás


O progresso é inexorável: caminha sempre, quer queiramos ou não. O que nos cabe fazer? Adaptarmo-nos ou ficarmos para trás. Quais são os serviços oferecidos na grande rede de computadores? Perdemos de vista. Blog, e-mail, Twitter, Orkut, e-book e Wikipedia são alguns deles.

Em termos profissionais, há o "arquiteto de informações". Esta pessoa é a que vê o site pelo lado do usuário, ou seja, da sua usabilidade. Ela tenta responder às seguintes perguntas: o que o usuário procura? De que localidade? Quanto tempo permanece nas páginas? Quantas vezes acessa o site? Esta ocupação, arquiteto de informações, surgiu porque as empresas estão percebendo que as visitas têm diminuído, o que acarreta perda do consumidor potencial.

A internet oferece-nos, gratuitamente, o conhecimento informal. Fala-se que 80% do estoque de nosso conhecimento advêm desse tipo de conhecimento. Somente 20% viriam do conhecimento formal.

"Falem mal, mas falem de mim". O Google disponibiliza uma ferramenta que nos avisa, por e-mail, todas as vezes que o nosso nome surgir em alguma ocorrência. Também existe um outro website que nos avisa todas as vezes que o nosso nome aparecer em alguma comunidade on-line.

O Twitter http://www.twitter.com/ é um microblog, onde é possível escrever notas de até 140 caracteres; o tamanho certo para um lembrete. Ele nos permite compartilhar as informações que estão nos inspirando, de forma bem mais ágil.

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